Hanói aprova regras especiais para cinco linhas de metrô e limita contratos subterrâneos a US$ 120 milhões por quilômetro

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Hanoi Approves Special Rules for Five Metro Lines, Capping Underground Contracts at $120 Million per Kilometre

Cinco linhas têm prazo até 2030 e controles financeiros mais rigorosos

Hanói aprovou um marco-piloto de cinco anos para a construção das linhas de metrô 1, 2, 8, 10 e 14, estabelecendo um teto médio de US$ 120 milhões por quilômetro para contratos de trechos subterrâneos e permitindo a redução dos valores contratuais após auditoria estatal. As cinco linhas exigirão cerca de VND 900 trilhões em investimentos entre 2026 e 2030, segundo Vu Dai Thang, presidente do Comitê Popular de Hanói.

Conteúdo
  1. Cinco linhas têm prazo até 2030 e controles financeiros mais rigorosos
  2. O que o teto de US$ 120 milhões cobre
  3. Como Hanói definiu sua referência de custos
  4. Por onde passarão as cinco linhas
  5. De onde virão os VND 900 trilhões
  6. Quem poderá construir as linhas e como os adiantamentos serão protegidos
  7. Como o programa chegou à votação de novembro
  8. Qualidade da construção e transtornos continuam sob responsabilidade das empreiteiras
  9. Transferência de tecnologia deve ir além da montagem de trens
  10. Principais pontos

O Conselho Popular de Hanói aprovou a resolução em 4 de novembro de 2026, após estender sua reunião para examinar mais detalhadamente as regras sobre seleção de empreiteiras, pagamentos antecipados, qualidade da construção e transferência de tecnologia. O projeto-piloto terá duração de cinco anos a partir da data de entrada em vigor da resolução, que não foi especificada no anúncio.

Autoridades municipais estimam que as cinco linhas terão extensão total de cerca de 253 quilômetros e pretendem concluí-las em 2030. O anúncio de junho sobre o programa de metrô de Hanói mencionava uma extensão maior, de 303,5 quilômetros, e investimento preliminar de VND 1.315,256 trilhão. O anúncio mais recente não explica a mudança na extensão das rotas nem como a estimativa anterior de investimento se relaciona aos VND 900 trilhões necessários entre 2026 e 2030.

A resolução vincula um modelo de construção acelerada a controles detalhados sobre o dinheiro público. As empreiteiras devem comprovar acesso a recursos financeiros, manter os adiantamentos em contas bancárias específicas, aceitar inspeções durante toda a construção e preparar a transferência dos conhecimentos técnicos necessários para operar e reparar a ferrovia.

Para os passageiros, o objetivo é uma rede integrada que conecte o aeroporto, a estação ferroviária central e áreas urbanas em expansão. Para a cidade, a tarefa imediata é transformar a decisão do conselho em contratos, acordos de financiamento e fiscalização de obras capazes de cumprir a meta de 2030.

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O que o teto de US$ 120 milhões cobre

O limite de US$ 120 milhões se aplica ao valor médio de contratos do tipo turnkey para trechos subterrâneos. Esse modelo reúne um amplo conjunto de serviços sob a responsabilidade de uma empreiteira principal, que deve entregar um sistema concluído e de acordo com os requisitos estabelecidos. Hanói adotará esse formato para reduzir o número de responsabilidades separadas que precisa coordenar nas cinco linhas.

O teto não abrange várias despesas: instalações destinadas tanto a fins civis quanto de defesa, imposto sobre valor agregado, indenizações, assistência e reassentamento, remoção de infraestrutura existente e custos de consultoria e gestão de projetos atribuídos ao proprietário do projeto. Assim, a desapropriação de terrenos e o deslocamento de redes de serviços públicos podem elevar os gastos da cidade além dos contratos limitados para as obras subterrâneas.

Vu Dai Thang, presidente do Comitê Popular de Hanói, descreveu US$ 120 milhões por quilômetro como o valor máximo e assumiu um compromisso firme quanto ao preço dos contratos:

Não haverá aumentos de preços nem custos adicionais.

A resolução também condiciona o preço assinado às conclusões da Auditoria Estatal. Se a auditoria determinar um valor menor, o contrato deverá ser reduzido na mesma proporção. Se o valor auditado for igual ou superior ao preço assinado, o valor original do contrato será mantido.

A regra de auditoria dá à cidade um mecanismo para recuperar economias e, ao mesmo tempo, manter o preço acordado caso a auditoria chegue a uma avaliação mais alta. Na prática, sua eficácia dependerá de escopos contratuais, registros de custos e critérios de aceitação dos serviços claramente definidos.

Como Hanói definiu sua referência de custos

Truong Viet Dung, vice-presidente do Comitê Popular de Hanói, afirmou que a referência se baseou em anos de estudos sobre sistemas ferroviários urbanos de grandes cidades, com análises e atualizações que incorporaram experiências do Vietnã e do exterior.

As comparações apresentadas durante a discussão incluíram cerca de US$ 141,3 milhões por quilômetro para a construção subterrânea da Linha 3 de Hanói, incluindo imposto sobre valor agregado. Outros valores foram US$ 136,5 milhões por quilômetro para a Linha 1 de Guangzhou, US$ 208 milhões para a Linha 14 de Xangai e US$ 131 milhões para a Linha 3 de Mumbai.

A Linha 2 do metrô da Cidade de Ho Chi Minh foi citada com custo de cerca de US$ 188 milhões por quilômetro para o trajeto inteiro. Seus 11,3 quilômetros planejados incluem aproximadamente 9,3 quilômetros subterrâneos, com investimento total de cerca de US$ 2,2 bilhões. Cada comparação considera despesas diferentes: a Linha 3 de Hanói inclui impostos, enquanto o novo teto exclui impostos e vários outros custos. Para entender o orçamento de Hanói, é preciso considerar esses limites junto com os valores principais.

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Por onde passarão as cinco linhas

O projeto-piloto abrange rotas que conectarão os principais centros de transporte de Hanói a corredores aeroportuários, áreas de expansão a oeste e distritos dos dois lados do Rio Vermelho. A resolução descreve seus trajetos gerais da seguinte forma:

  • Linha 1: Thuong Phuc, Ngoc Hoi, estação ferroviária de Hanói, Yen Vien e Aeroporto Internacional Noi Bai.
  • Linha 2: aeroporto de Noi Bai, Nam Thang Long, Tran Hung Dao, Thuong Dinh e Estádio Hung Vuong.
  • Linha 8: Hoa Lac, Son Dong, Mai Dich, Anel Viário 3, Linh Nam e Thuan An.
  • Linha 10: Vo Chi Cong, Anel Viário 2.5, Vinh Tuy e Dong Anh.
  • Linha 14: Ponte Thang Long, Hong Ha e Gia Lam.

O Comitê Popular de Hanói aprovará os nomes exatos dos projetos, os traçados e a localização das obras por meio de planos em escala 1:500. Nesse tipo de mapa, um centímetro representa cinco metros no terreno, permitindo que os planejadores localizem a infraestrutura com muito mais precisão do que em uma descrição geral do trajeto.

O aeroporto de Noi Bai aparece nas linhas 1 e 2, enquanto a Linha 1 também atende à estação ferroviária de Hanói e a Ngoc Hoi. A Linha 8 conecta a região de Hoa Lac, a oeste, a corredores mais a leste. Os traçados finais aprovados determinarão exatamente quais bairros terão estações e onde as obras afetarão imóveis e a infraestrutura existente.

De onde virão os VND 900 trilhões

Vu Dai Thang afirmou que a necessidade total de investimentos em ferrovias urbanas de Hanói entre 2026 e 2030 deverá superar VND 1.000 trilhões. As cinco linhas do projeto-piloto respondem sozinhas por cerca de VND 900 trilhões, tornando-se a principal demanda dos planos de investimento ferroviário da cidade nesse período.

A combinação de fontes de financiamento proposta inclui o orçamento de Hanói, apoio do governo central, empréstimos de assistência oficial ao desenvolvimento, títulos e receitas de terrenos associados ao desenvolvimento orientado ao transporte público, conhecido pela sigla TOD. Autoridades municipais trabalham com ministérios centrais para concluir os acordos de apoio e financiamento.

Empréstimos de assistência oficial ao desenvolvimento são financiamentos concedidos por parceiros públicos internacionais. Títulos captam recursos de investidores, que o emissor deve pagar de volta nos termos acordados. Ambos financiam a construção, mas geram obrigações de pagamento que se estendem além do programa imediato de obras.

O TOD integra investimentos em transporte ao desenvolvimento em torno das estações. Hanói pretende usar as receitas dos terrenos nessas áreas para ajudar a financiar a ferrovia. Com isso, parte do plano de financiamento dependerá da capacidade da cidade de preparar os terrenos, organizar o desenvolvimento e arrecadar receitas à medida que os projetos avançarem.

A cidade planeja atualizar as necessidades de capital e a capacidade de desembolso de cada projeto. As empreiteiras precisam de recursos quando vencem os pedidos de equipamentos e as contas da construção; por isso, o cronograma dos recursos é tão importante quanto o total captado.

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Quem poderá construir as linhas e como os adiantamentos serão protegidos

A resolução permite selecionar empreiteiras estratégicas para contratos turnkey. As candidatas elegíveis devem ser empresas nacionais, atuando sozinhas ou em consórcio, com capacidade financeira suficiente ou capacidade comprovada de obter financiamento legal para as obras.

Truong Viet Dung afirmou que a versão revisada da proposta retirou a exigência de recursos financeiros mínimos de VND 60 trilhões. A regra substituta exige que as empreiteiras comprovem sua capacidade e aptidão para obter financiamento. Isso substitui um limite financeiro fixo por evidências de que a licitante consegue viabilizar o pacote de obras que assumirá.

Os pagamentos antecipados devem ser depositados em uma conta recém-aberta pela empreiteira em um banco comercial com sede em Hanói. O dinheiro só poderá ser usado nos serviços previstos no contrato correspondente. As empreiteiras ficam proibidas de transferi-lo para outros projetos, gastá-lo em fins não relacionados ou usar o saldo da conta como garantia de obrigações externas ao projeto.

Se houver uso indevido, o proprietário do projeto poderá suspender os desembolsos, exigir o reembolso ou recuperar o adiantamento por meio de uma garantia. Também deverá comunicar o caso à autoridade responsável pela decisão de investimento, para que avalie a rescisão do contrato. A garantia oferece uma forma de recuperar os recursos caso a empreiteira não cumpra a obrigação coberta.

A resolução estabelece que os pagamentos só poderão ocorrer depois da aprovação do projeto de investimento. Esses controles são centrais em um modelo que pode exigir adiantamentos elevados para encomendar equipamentos, garantir materiais e iniciar obras em várias linhas ao mesmo tempo.

Como o programa chegou à votação de novembro

A aprovação do conselho veio após meses de anúncios de obras, preparação de contratos e análise jurídica. Duong Duc Tuan, vice-presidente permanente, apresentou a proposta em 28 de outubro e expôs os argumentos da cidade a favor de regras especiais para apoiar o novo modelo de execução.

  • 22 de junho de 2026: Hanói anunciou o início da construção das cinco linhas de metrô.
  • 30 de agosto de 2026: O Comitê Popular pediu autorização para preparar a resolução do projeto-piloto.
  • 5 de outubro de 2026: A Resolução nº 30-NQ/TU do Comitê do Partido da cidade apoiou a implementação simultânea e a análise adicional do consórcio Vinhomes e SGC.
  • 15 de outubro de 2026: O Conselho de Gestão Ferroviária Metropolitana de Hanói e o consórcio Vinhomes e SGC assinaram um contrato turnkey com uma empreiteira geral para as cinco linhas.
  • 28 de outubro de 2026: O Conselho Popular analisou a proposta e o parecer técnico em sua sétima reunião.
  • 3 e 4 de novembro de 2026: Um parecer técnico complementar antecedeu a aprovação do marco-piloto pelo conselho.

Tran Hop Dung, presidente da Comissão de Assuntos Urbanos, pediu definições mais claras sobre o escopo, os critérios de avaliação e a gestão de riscos do projeto-piloto. O parecer técnico complementar da comissão, nº 276/BC-BDT, datado de 3 de novembro, tratou de revisões sobre gestão de custos, responsabilidades, transferência de tecnologia e preparação das equipes de operação.

Phung Thi Hong Ha, presidente do Conselho Popular, afirmou que as medidas envolviam grandes projetos com efeitos duradouros para Hanói. Após a votação, pediu planos de implementação que definam tarefas, prazos e responsabilidades, além da continuidade da fiscalização pelo conselho.

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Qualidade da construção e transtornos continuam sob responsabilidade das empreiteiras

As empreiteiras estratégicas serão integralmente responsáveis pela qualidade da construção, pela segurança, pela proteção e pela higiene ambiental. Também deverão minimizar os transtornos à vida cotidiana. Essa exigência é importante ao longo de rotas onde serão realizados levantamentos, escavações, deslocamentos de redes de serviços públicos e instalação de equipamentos perto de residências e empresas.

Os proprietários dos projetos poderão contratar organizações ou profissionais qualificados para realizar inspeções programadas ou inesperadas. A fiscalização poderá abranger levantamentos, projetos, construção, instalação de equipamentos e operações de teste, dando à cidade oportunidades de verificar as obras antes que uma ferrovia concluída seja apresentada para aceitação.

Se uma empreiteira não corrigir problemas nem demonstrar conformidade com o contrato, o proprietário do projeto poderá recusar a aceitação. A aceitação é a decisão formal de que as obras atendem aos requisitos acordados; negá-la dá ao proprietário um meio direto de exigir correções.

Vu Dai Thang também pediu que a compatibilidade e as conexões entre as linhas sejam consideradas desde as etapas de projeto e seleção de equipamentos. A meta de Hanói para 2030 exige que obras civis, trens, sistemas de controle e preparativos operacionais avancem em conjunto, incluindo testes antes de a rede receber passageiros.

Transferência de tecnologia deve ir além da montagem de trens

A resolução exige que as empreiteiras preparem um roteiro para transferência de tecnologia, produção local e desenvolvimento de capacidades técnicas nacionais. O objetivo é dar a Hanói as habilidades e informações necessárias para operar, manter, reparar e substituir equipamentos ferroviários.

Os contratos com subempreiteiras e fornecedores de tecnologia devem especificar a transferência de dados, documentos técnicos e componentes necessários para que o sistema opere sem depender de um único fornecedor. Assim, o acesso para manutenção e as necessidades futuras de substituição são considerados desde o início do processo de aquisição.

As exigências vêm após o acordo entre Vingroup e Alstom, de 6 de outubro, que prevê 200 trens de metrô, dos quais 117 seriam montados no Vietnã sob licença de tecnologia. Esses 117 trens correspondem a 58,5% da frota proposta. A Alstom informou que forneceria até 83 trens da França e que esperava registrar o pedido no fechamento financeiro.

O acordo para a frota prevê um papel de fabricação para as equipes locais, enquanto as regras do conselho abrangem todo o sistema ferroviário. Engenheiros e funcionários de operação precisarão receber treinamento durante as obras, para que os conhecimentos técnicos estejam disponíveis quando a infraestrutura for entregue.

A proposta também descreveu uma bitola de 1.435 milímetros, controle de trens baseado em comunicações, conhecido pela sigla CBTC, e automação de nível 4, ou GoA4. Bitola é a distância entre os trilhos; o CBTC usa comunicações para gerenciar a circulação dos trens; e o GoA4 indica operação sem maquinista a bordo. Essas escolhas exigem coordenação no projeto, nos testes e na preparação das equipes em toda a rede.

Principais pontos

  • Hanói aprovou, em 4 de novembro de 2026, um marco-piloto de cinco anos para as linhas de metrô 1, 2, 8, 10 e 14.
  • A cidade pretende concluir as obras em 2030 e estima que as cinco linhas exigirão cerca de VND 900 trilhões entre 2026 e 2030.
  • Contratos turnkey para trechos subterrâneos têm teto médio de US$ 120 milhões por quilômetro, sem incluir impostos, custos de terrenos e várias outras despesas.
  • Auditorias estatais podem reduzir os preços assinados dos contratos; se a avaliação auditada for igual ou superior, o preço assinado será mantido.
  • As empreiteiras devem proteger os pagamentos antecipados, aceitar inspeções e transferir os conhecimentos necessários para futuras operações e reparos.
  • Autoridades agora estimam que as rotas terão cerca de 253 quilômetros, ante 303,5 quilômetros no anúncio do programa de junho. Os traçados precisos dependem de aprovação municipal.
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