Fila de IPOs do Nepal chega a 117 empresas, com Rs 71,42 bilhões à espera de aprovação

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Nepal's IPO Queue Reaches 117 Companies as Rs 71.42 Billion Awaits Approval

A maioria dos pedidos ainda está no início da fila

A Comissão de Valores Mobiliários do Nepal tem 117 empresas aguardando autorização para vender ações ao público, com pedidos que abrangem 510.981.946 ações, avaliadas em mais de Rs 71,42 bilhões. O detalhamento publicado recentemente mostra onde a fila está parada: 82 empresas, cerca de 70% das solicitantes, continuam nas duas primeiras de seis etapas de análise. Apenas duas chegaram à análise final.

Conteúdo
  1. A maioria dos pedidos ainda está no início da fila
  2. Seis etapas mostram o andamento dos pedidos
  3. Duas empresas chegam à análise final
  4. Por que a documentação completa ainda exige mais verificações
  5. Fabricantes buscam metade dos recursos da fila
  6. Empresas relatam um ciclo de documentos vencidos
  7. Setor hidrelétrico enfrenta dúvidas sobre a duração de seus negócios
  8. Desenvolvedores precisam de recursos antes do início das vendas de energia
  9. Moradores locais precisam esperar pelas ações reservadas
  10. Como a desaceleração se desenvolveu
  11. Principais pontos

A Comissão de Valores Mobiliários do Nepal (SEBON, na sigla em inglês) aprovou apenas uma oferta pública inicial de ações após 15 de abril, depois de um intervalo de quase seis meses. Uma oferta pública inicial, ou IPO, é a primeira venda de ações de uma empresa a investidores do público. As empresas recebem recursos para financiar suas atividades, enquanto os compradores adquirem participação societária.

A desaceleração afeta mais do que os potenciais investidores do mercado de ações. Fabricantes que se converteram em empresas de capital aberto aguardam para captar recursos, desenvolvedores de hidrelétricas dizem que seus planos de financiamento foram prejudicados, e moradores das áreas próximas aos projetos de energia não podem comprar as ações reservadas a eles até que a aprovação seja concedida.

A SEBON afirma que os pedidos precisam atender a requisitos financeiros, jurídicos e de gestão, e que os documentos enviados ainda precisam ser verificados. As empresas, por sua vez, dizem que as análises demoradas as obrigam a atualizar repetidamente as demonstrações financeiras enquanto seus pedidos continuam pendentes.

Seis etapas mostram o andamento dos pedidos

Pela primeira vez, a SEBON dividiu seus pedidos de IPO em seis etapas processuais. A classificação oferece a solicitantes e investidores uma visão mais detalhada do que uma única lista de empresas à espera de autorização. Também mostra que há negócios em pontos muito diferentes do processo de análise.

  • Etapa um: 76 empresas, que pretendem emitir 280.822.313 ações.
  • Etapa dois: seis empresas em análise inicial.
  • Etapa três: quatro empresas notificadas para fazer correções ou fornecer mais detalhes.
  • Etapa quatro: 19 empresas cujas respostas às consultas da SEBON foram recebidas, abrangendo 119.878.595 ações.
  • Etapa cinco: 10 empresas cujas respostas e documentos revisados estão em análise, abrangendo 51.904.701 ações.
  • Etapa seis: duas empresas em análise final, abrangendo 2,9 milhões de ações.

Maruti Cement, Ambe Steels e Riddhi Siddhi Cement estão entre as empresas na etapa um. Akama Hotel e Apex Makalu Hydropower estão entre as da etapa dois. Só a primeira etapa representa cerca de 55% de todas as ações que aguardam aprovação, calculado com base em 280,82 milhões de um total de 510,98 milhões de ações.

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A SEBON solicitou correções ou informações adicionais à Mahashakti Cement, Shubhashree Agni Cement, Jasmine Paints e Laxmi Technoplast, as quatro empresas na etapa três. A etapa quatro inclui Dish Media Network, Jagdamba Steels, Saurya Cement e HAMS Hospital. Essas empresas responderam às consultas da comissão e aguardam a próxima avaliação.

Duas empresas chegam à análise final

Ashutosh Energy e Kantipur Pharmaceuticals Lab são as empresas em estágio mais avançado. A Ashutosh busca autorização para emitir 1,2 milhão de ações no valor de Rs 120 milhões, com a NMB Capital responsável pela oferta. A Kantipur pretende emitir 1,7 milhão de ações no valor de Rs 170 milhões por meio da Muktinath Capital.

Juntas, as empresas propõem captar Rs 290 milhões. A SEBON ainda precisa concluir a verificação dos documentos, das informações financeiras, dos prospectos e dos requisitos regulatórios antes de decidir se as aprova. Nenhuma data de aprovação foi anunciada.

NC Agrotech Industries, Sanima Hydropower, IME Limited e Siuri Nyadi Power estão entre as 10 empresas na etapa cinco. Para os investidores, a classificação permite distinguir as empresas que ainda respondem a perguntas iniciais daquelas que se aproximam de uma decisão.

Por que a documentação completa ainda exige mais verificações

As informações processuais da SEBON indicam que cerca de uma dúzia de empresas enviou todos os documentos exigidos. Nove também atenderam ao requisito mais recente de patrimônio líquido por ação de pelo menos Rs 100. São elas Sanima Hydropower, IME Limited, Richet Hydropower, Him River Power, Hilton Hydropower, Habitat Power, NC Agrotech, Ashutosh Energy e Kantipur Pharmaceuticals.

As nove solicitaram autorização para vender ações com valor nominal de Rs 100. O patrimônio líquido informado por ação varia de Rs 105 a Rs 263,61. Valor nominal é o montante atribuído a uma ação. De modo geral, o patrimônio líquido por ação corresponde aos ativos da empresa menos seus passivos, dividido pelo número de ações. A SEBON utiliza esse indicador como um dos critérios financeiros.

O porta-voz da SEBON, Niranjay Ghimire, disse que o órgão regulador precisa examinar as informações que embasam a documentação e, às vezes, visitar os projetos.

Apenas concluir a documentação não basta. Também precisamos verificar as informações contidas nesses documentos.

Os bancos de investimento responsáveis por 76 pedidos receberam solicitações de informações atualizadas. A SEBON quer avaliações objetivas das condições financeiras e de gestão, verificações de conflitos de interesse e relatórios de conformidade respaldados por demonstrações financeiras auditadas do ano fiscal de 2082/83 ou certificadas por um auditor.

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Fabricantes buscam metade dos recursos da fila

As empresas de manufatura e processamento representam o maior volume de captação proposta: Rs 35,71 bilhões, distribuídos entre 32 solicitantes. O setor hidrelétrico tem mais solicitantes, 39, mas pede um total menor, de Rs 19,09 bilhões.

Com base no total de Rs 71,42 bilhões, os fabricantes buscam cerca de 50% dos recursos da fila, ante aproximadamente 27% das empresas hidrelétricas. Juntos, os dois setores somam 71 dos 117 solicitantes e cerca de 77% da captação proposta.

Os pedidos do setor manufatureiro também representam uma possível ampliação significativa de sua presença no mercado de ações. Atualmente, 18 empresas de manufatura e processamento estão listadas na Bolsa de Valores do Nepal. Outras 32 buscam autorização para realizar IPOs, quase 1,8 vez o número das já listadas.

Em 2016, a SEBON permitiu que empresas dos setores real e manufatureiro entrassem no mercado vendendo apenas 10% de suas ações ao público. A política tinha como objetivo ampliar a representação industrial no mercado, incentivar a transparência contábil, aumentar a arrecadação de impostos e permitir que mais pessoas se tornassem sócias de empresas.

Alguns fabricantes posteriormente deixaram de ser empresas privadas e passaram a ser empresas de capital aberto, reorganizando seus relatórios financeiros. Para as que aguardam agora, a demora interrompe uma transição incentivada pela política regulatória.

Empresas relatam um ciclo de documentos vencidos

Um acionista fundador de uma das empresas solicitantes disse que as empresas enviam documentos baseados em suas demonstrações financeiras, aguardam sem receber uma decisão e, quando começa outro ano fiscal, são solicitadas a apresentar demonstrações atualizadas. Segundo o acionista, os documentos substitutos também continuam pendentes.

A queixa aponta um custo prático de uma análise prolongada: a empresa pode gastar dinheiro e tempo da administração para manter o pedido atualizado sem conseguir captar os recursos planejados. A SEBON responde que é preciso verificar os números e as condições do negócio antes de convidar investidores a comprar ações.

A fila também inclui três empresas de microsseguros. As normas regulatórias exigem que bancos, instituições financeiras e seguradoras ofereçam 30% de suas ações ao público. Seus pedidos, portanto, fazem parte de uma tensão mais ampla entre a exigência de ampliar a participação acionária e o processo separado de aprovação de uma oferta pública de ações.

Setor hidrelétrico enfrenta dúvidas sobre a duração de seus negócios

O presidente da SEBON, Dr. Gopal Prasad Bhatt, questionou se um IPO é adequado para todas as empresas que buscam realizá-lo. Sua preocupação é especialmente relevante para empresas cujas principais atividades estão ligadas a um projeto com prazo operacional limitado.

Bhatt disse que as empresas precisam atender aos critérios da comissão antes de buscar recursos junto ao público.

As empresas precisam cumprir certos critérios para emitir um IPO. Talvez um IPO não seja a forma adequada para todas as empresas captarem recursos.

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No caso das hidrelétricas, Bhatt apontou o que acontece quando a propriedade do projeto é transferida ao governo após 30 anos. Ele questionou que atividade restaria à empresa e o que aconteceria com as ações detidas por investidores do público. Essas preocupações colocam no centro da análise tanto as atividades da empresa após a transferência quanto sua situação financeira atual.

A SEBON afirma que avaliará as solicitantes do setor hidrelétrico de acordo com os requisitos publicados, em vez de aprovar todos os projetos que buscam realizar um IPO. Entre as verificações estão o patrimônio líquido por ação e a data de operação comercial, ou seja, o dia em que o projeto começa a produzir eletricidade comercialmente.

Bhatt também disse que algumas normas anteriores podem precisar ser revisadas à medida que as circunstâncias mudam. A comissão está concentrada em atualizar o marco regulatório e mantém os pedidos em análise enquanto reavalia partes do sistema que os rege.

Desenvolvedores precisam de recursos antes do início das vendas de energia

Mohan Kumar Dangi, presidente da Associação de Produtores Independentes de Energia do Nepal (IPPAN, na sigla em inglês), disse que alguns projetos hidrelétricos já foram concluídos enquanto seus pedidos de IPO continuam pendentes. Segundo ele, os desenvolvedores incluem em seus planos de investimento os recursos esperados com a oferta pública de ações, de modo que o prazo para a aprovação afeta a execução desses planos.

Dangi descreveu a diferença entre a fase de construção, quando o projeto consome recursos, e a fase de operação, quando começa a gerar receita.

Quando um projeto é concluído, começa a gerar receita comercial. O capital é necessário enquanto o projeto está sendo construído.

Uma oferta de ações realizada após a construção altera o momento em que os recursos chegam, em relação ao previsto pelos desenvolvedores. Dangi pediu que a SEBON explicite sua política, em vez de deixar as empresas hidrelétricas esperando indefinidamente.

Empresários do setor de energia também comparam a desaceleração das aprovações à meta do governo de gerar 30 mil megawatts de eletricidade em 10 anos. Eles reclamam que órgãos públicos estão atrasando uma modalidade de financiamento incluída nos planos de investimento dos projetos, enquanto o governo busca uma grande expansão da geração.

Moradores locais precisam esperar pelas ações reservadas

O Regulamento de Registro e Emissão de Valores Mobiliários exige que as empresas hidrelétricas reservem até 10% do capital emitido para moradores das áreas afetadas pelos projetos. Quando uma avaliação de impacto ambiental divide essas áreas em categorias, a distribuição das ações deve dar prioridade conforme essa classificação.

As empresas só podem oferecer essas ações depois de receber a aprovação da SEBON para o IPO. Assim, um pedido pendente também adia a oportunidade de moradores afetados investirem em um projeto próximo.

A alocação local vincula as decisões de aprovação às comunidades, além de ao financiamento das empresas. Os moradores abrangidos pelas regras continuam sem poder subscrever as ações mesmo quando o desenvolvedor concluiu a construção e começou a gerar eletricidade.

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Como a desaceleração se desenvolveu

A disputa reúne uma iniciativa anterior para atrair mais empresas ao mercado de ações, uma longa pausa nas aprovações e uma nova tentativa de esclarecer a fila de análise. Os principais marcos são:

  • 2016: a SEBON abriu caminho para que empresas dos setores real e manufatureiro entrassem no mercado vendendo 10% de suas ações ao público.
  • A partir de 15 de abril: no período descrito, apenas uma empresa recebeu autorização para realizar um IPO, após um intervalo de quase seis meses.
  • Outubro: a única aprovação interrompeu a longa pausa.
  • Divulgação processual mais recente: a SEBON dividiu 117 pedidos pendentes em seis etapas, com duas empresas em análise final.

A próxima decisão depende da avaliação individual dos pedidos pela SEBON. Para as empresas solicitantes, a questão imediata é saber se as verificações financeiras, as respostas às consultas e eventuais inspeções dos projetos poderão ser concluídas a tempo de os recursos atenderem aos planos de financiamento. Para os investidores e os moradores afetados, a questão é quando uma oferta de ações proposta se tornará uma oportunidade aprovada de subscrição.

Principais pontos

  • A SEBON tem 117 pedidos de IPO, abrangendo cerca de 510,98 milhões de ações avaliadas em mais de Rs 71,42 bilhões.
  • Cerca de 70% das solicitantes continuam nas duas primeiras etapas de análise.
  • Ashutosh Energy e Kantipur Pharmaceuticals Lab estão na análise final e buscam captar, juntas, Rs 290 milhões.
  • Empresas de manufatura e processamento buscam Rs 35,71 bilhões, cerca de metade do total.
  • Desenvolvedores de hidrelétricas dizem que as demoras prejudicam os planos de financiamento e impedem a oferta de ações reservadas aos moradores afetados.
  • A SEBON afirma que a verificação financeira, a documentação completa e o cumprimento dos requisitos legais são necessários antes da aprovação.
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