Ambição de 40 caças esbarra em uma escolha custosa
As Filipinas avaliam o KF-21 Boramae, da Coreia do Sul, como possível resposta à necessidade de pelo menos 40 caças modernos, mas a compra enfrenta um desafio financeiro que vai muito além das próprias aeronaves. O Departamento de Defesa Nacional destinou P61 bilhões ao projeto de aquisição de caças, enquanto o custo estimado pela Coreia do Sul para produzir 80 KF-21 modernizados subiu 29,5%, de 14,24 trilhões de won para 18,44 trilhões de won.
Conteúdo
- Ambição de 40 caças esbarra em uma escolha custosa
- O que Manila solicitou
- Três números diferentes para a frota
- O calendário de produção sul-coreano importa
- O que o KF-21 ofereceria
- Custos crescentes complicam a oferta coreana
- Como as alternativas se comparam
- A relação com o FA-50 e uma base local de reparos
- Caças precisam de visão, combustível e bases protegidas
- Uma oportunidade regional com limites práticos
- Pontos principais
Manila não anunciou a escolha de uma aeronave, a assinatura de um contrato para o KF-21 nem um cronograma de entrega aprovado. A possibilidade, noticiada, de comprar os 40 caças da Korea Aerospace Industries, conhecida como KAI, concentraria uma parte significativa da defesa aérea filipina em torno de um único fabricante. F-16V, Gripen, Rafale e Eurofighter Typhoon também seguem associados à avaliação.
O secretário de Defesa, Gilberto Teodoro Jr., defendeu uma frota grande o suficiente para oferecer dissuasão confiável, respaldada por armamentos, manutenção e aeronaves de vigilância. Sua posição pressiona tanto os fornecedores quanto os parlamentares filipinos: um preço atraente para a aeronave precisa caber em um plano financiado para operar a força por anos.
A KAI conversou sobre a aquisição do KF-21 com o departamento de defesa e a força aérea das Filipinas. As propostas noticiadas geralmente envolvem um lote inicial de 12 a 20 aeronaves, em vez de todo o requisito de 40 caças. Outra faixa proposta chega a 24. Uma decisão foi projetada para o fim de 2026 ou o primeiro semestre de 2027, mas as autoridades filipinas não adotaram publicamente esse cronograma.
Para quem vive pelo arquipélago filipino, a questão prática é com que regularidade os militares poderiam monitorar aeronaves que se aproximam, interceptar ameaças e proteger operações marítimas. Quarenta aeronaves ampliariam a força disponível, mas o financiamento para tripulações, combustível, mísseis e reparos determinaria quantas poderiam efetivamente voar.
O que Manila solicitou
Em 29 de agosto de 2024, Teodoro anunciou que as Filipinas haviam começado a solicitar propostas para 40 aeronaves capazes de desempenhar diversas funções de combate. Os concorrentes deveriam apresentar opções de financiamento que permitissem distribuir os pagamentos ao longo do tempo. Ele não identificou modelos de aeronaves, empresas concorrentes nem um prazo para a aquisição.
Em uma audiência orçamentária da Câmara dos Representantes, Teodoro especificou que o financiamento deveria se estender por pelo menos 60% da vida útil das aeronaves. “Minha orientação é dividir o pagamento ao longo de pelo menos 60% da vida útil do equipamento”, disse aos parlamentares. “O financiamento deve durar esse tempo para que seja mais assimilável pela economia.” Ele afirmou que o governo queria comprar as aeronaves “o mais rápido possível”. Após a audiência, disse a jornalistas que os militares estavam reservando até P400 bilhões para os jatos, um valor diferente dos P61 bilhões citados acima.
O presidente Ferdinand Marcos Jr. havia aprovado o Re-Horizon 3, um plano de aquisições militares no valor de P1,89 trilhão, ou cerca de US$ 33,64 bilhões pela taxa de câmbio citada quando foi anunciado. O plano abrange a modernização militar de forma ampla, não apenas caças. Teodoro também levantou a possibilidade de empréstimos sindicalizados, nos quais vários credores dividem o financiamento de uma grande compra.
Posteriormente, o chefe da Defesa se opôs à compra de apenas alguns caças, seguida de uma nova aquisição anos depois. Ele alertou que compras adiadas poderiam enfrentar preços muito mais altos e afirmou que era necessário contar com financiamento parlamentar suficiente para manter o projeto em andamento. O departamento de defesa está coordenando com o Departamento de Finanças e o Departamento de Orçamento e Gestão.
Essa posição cria um desafio nas negociações. Um lote inicial de KF-21 poderia estabelecer capacidade de treinamento de pilotos e manutenção, mas Teodoro quer um compromisso grande o suficiente para garantir peso operacional. O financiamento precisa conciliar a preferência do governo por escala com o custo de incorporar uma nova aeronave.
Três números diferentes para a frota
O número 40 aparece em vários planos distintos. Manila busca pelo menos 40 caças modernos em seu programa de aquisição. A Coreia do Sul encomendou 40 aeronaves KF-21 Block I para sua própria força aérea. Já uma proposta industrial da KAI previa uma força filipina de pelo menos 40 aeronaves de combate leve FA-50 e 20 KF-21.
Um representante da KAI apresentou essa última combinação como uma força adequada à defesa aérea das Filipinas e grande o suficiente para sustentar um negócio local de manutenção. Seriam 60 aeronaves de dois tipos diferentes, com os FA-50 mais leves complementando os KF-21 maiores.
As conversas das Filipinas também envolveram lotes iniciais menores. As propostas foram descritas como abrangendo de 12 a 20 KF-21, enquanto outra faixa de negociação noticiada era de 12 a 24. Essas quantidades dizem respeito a possíveis aquisições iniciais. O objetivo de Manila de ter 40 caças descreve a força mais ampla que pretende construir.
Uma aquisição composta inteiramente por KF-21 simplificaria alguns aspectos de treinamento, gestão de peças de reposição e apoio a armamentos em comparação com a operação de duas novas famílias de caças. Também tornaria as Filipinas mais dependentes do desempenho das entregas, das modernizações e dos acordos de apoio de um único programa emergente.
O calendário de produção sul-coreano importa
A Administração do Programa de Aquisições de Defesa da Coreia do Sul, ou DAPA, anunciou a conclusão do programa de testes de voo do KF-21 em 12 de janeiro de 2026, dois meses antes do previsto. Seis protótipos completaram 1.600 voos ao longo de 42 meses, examinando mais de 13 mil pontos de teste. O voo final foi realizado com o quarto protótipo, que partiu das instalações da KAI em Sacheon.
A primeira aeronave de produção foi entregue à força aérea sul-coreana em 22 de setembro de 2026. A entrada em serviço operacional está prevista para o segundo semestre de 2027, após o treinamento de conversão dos pilotos, os preparativos de manutenção e a verificação do funcionamento dos armamentos. Projeções anteriores de entrega variavam entre meados e o segundo semestre de 2026.
As principais datas mostram como as ambições das Filipinas coincidem com a introdução da própria frota pela Coreia do Sul:
- 29 de agosto de 2024: Teodoro anuncia a solicitação de propostas para 40 caças, com exigência de opções de financiamento.
- Junho de 2024 e junho de 2025: a Coreia do Sul assina contratos de produção para 20 KF-21 cada.
- 12 de janeiro de 2026: o KF-21 conclui seu programa de testes de voo.
- 22 de setembro de 2026: a Coreia do Sul recebe sua primeira aeronave de produção.
- Segundo semestre de 2027: a Coreia do Sul prevê a entrada em serviço operacional.
- 2027 a 2029: período de entrega solicitado pelas Filipinas, segundo relatos.
- 2028 e 2032: a Coreia do Sul pretende concluir, respectivamente, suas 40 aeronaves Block I e a frota total planejada de 120 unidades.
Segundo relatos, um representante da KAI afirmou que a entrega às Filipinas dependeria da assinatura de um contrato, então prevista para 2026. Atender a esse pedido exigiria encaixar a produção para exportação entre as encomendas sul-coreanas e o desenvolvimento de capacidades de ataque mais amplas.
O que o KF-21 ofereceria
O KF-21 é uma aeronave maior, com dois motores, projetada para oferecer aos operadores maior alcance de combate, capacidade de carga e recursos de sensores do que um caça leve como o FA-50. Seu apelo para Manila inclui a capacidade de atacar aeronaves inimigas além do alcance visual, ou seja, a distâncias em que os pilotos não conseguem ver o alvo a olho nu.
Seu radar de varredura eletrônica ativa direciona os feixes de radar eletronicamente, em vez de depender apenas de uma antena móvel. Isso ajuda a localizar e acompanhar alvos com rapidez. Um sistema infravermelho de busca e rastreamento pode detectar calor sem emitir um sinal de radar, enquanto conexões de dados podem compartilhar informações com outras aeronaves e centros de comando.
A aeronave está associada aos mísseis Meteor, para engajamentos a distâncias maiores, e IRIS-T, para combates mais próximos. O Meteor usa um motor ramjet projetado para manter a propulsão durante o voo. Os armamentos disponíveis para qualquer esquadrão filipino dependeriam da configuração adquirida, das aprovações para exportação e do cronograma de integração.
As primeiras versões do KF-21 carregam quatro mísseis parcialmente embutidos sob a fuselagem. O formato da aeronave reduz sua assinatura de radar, mas essas versões não têm os compartimentos internos completos para armamentos previstos para o futuro KF-21EX. Em geral, a aeronave inicial é descrita como um caça de 4,5ª geração, que combina sensores e armamentos modernos com algumas medidas para reduzir a visibilidade no radar.
O Block I prioriza o combate contra outras aeronaves. A versão Block II deve acrescentar uma gama mais ampla de ataques contra alvos terrestres. Portanto, Manila precisaria especificar quais missões espera que as aeronaves cumpram desde a entrega, incluindo qualquer função de ataque marítimo, e quais modernizações seriam incorporadas posteriormente.
Custos crescentes complicam a oferta coreana
Dados da DAPA estimam em 18,44 trilhões de won o custo de produção de 80 caças Block II, ante 14,24 trilhões de won. O aumento é de 4,2 trilhões de won, ou aproximadamente US$ 3,15 bilhões. A inflação, as variações cambiais e a instabilidade da cadeia de suprimentos contribuíram para a alta.
O primeiro contrato sul-coreano, para 20 aeronaves, foi assinado em junho de 2024 e valia 1,96 trilhão de won. O segundo, assinado em junho de 2025, abrangeu outras 20 aeronaves por 2,39 trilhões de won. Dividindo os valores pelo número de aeronaves, chega-se a médias por pacote de 98 bilhões de won e 119,5 bilhões de won por aeronave, um aumento de cerca de 22%.
Os dois contratos incluem apoio logístico, enquanto os motores são adquiridos separadamente. Um orçamento filipino também precisaria prever valores distintos para aeronaves, motores quando aplicável, armamentos, treinamento, simuladores, peças de reposição e instalações. O custo para manter a frota em operação continuaria muito depois das entregas.
Segundo relatos, as propostas coreanas para um lote inicial de 12 a 20 aeronaves para as Filipinas variaram de cerca de US$ 1 bilhão a US$ 1,93 bilhão; outra estimativa situou um pacote de tamanho semelhante entre US$ 780 milhões e US$ 1,6 bilhão, excluindo explicitamente armamentos, treinamento e apoio. Os detalhes públicos são insuficientes para calcular um orçamento completo de aquisição para as Filipinas.
Financiamento concessional poderia ajudar Manila a distribuir os pagamentos em condições favoráveis de empréstimo. Ainda assim, a proposta de financiamento precisaria especificar prazos de pagamento, custos dos empréstimos e quais equipamentos seriam cobertos. Uma compra maior também comprometeria orçamentos futuros de defesa com a operação e a manutenção da frota.
Como as alternativas se comparam
Os Estados Unidos aprovaram em abril de 2025 uma possível venda às Filipinas de 20 aeronaves F-16C/D Block 70/72 e equipamentos associados, avaliada em aproximadamente US$ 5,58 bilhões. Teodoro devolveu a proposta por ultrapassar o teto orçamentário aprovado pelas Filipinas.
A família F-16 conta com uma ampla rede internacional de apoio e extensa experiência operacional. Rafale e Typhoon também têm histórico de serviço consolidado e amplos catálogos de armamentos. O Gripen oferece uma proposta diferente, que inclui operações a partir de locais dispersos e ênfase em apoio comparativamente econômico.
O KF-21 oferece a Manila um programa de aeronave em desenvolvimento, com espaço para futuras modernizações e uma relação já existente com seu fabricante. Comprá-lo significaria se expor aos primeiros anos de entrada em serviço, período em que as demandas de manutenção, a certificação de armamentos e o apoio às exportações ainda estão sendo desenvolvidos.
Uma comparação útil apresentaria o preço do mesmo requisito operacional para cada concorrente: um número definido de aeronaves, mísseis, horas de treinamento, motores sobressalentes, anos de apoio e instalações necessárias. A decisão de Manila também dependerá da rapidez com que cada fornecedor possa entregar essa capacidade completa.
A relação com o FA-50 e uma base local de reparos
A Força Aérea das Filipinas recebeu seus dois primeiros FA-50 em 28 de novembro de 2015. As aeronaves restantes do pedido original de 12 chegaram em 2016 e 2017. A relação com a KAI dá aos profissionais experiência no trato com um fornecedor sul-coreano de aeronaves e seu sistema de apoio.
Em junho de 2025, Manila assinou outro acordo para 12 FA-50 adicionais, com entregas planejadas em etapas até 2030. O Palácio de Malacañang informou que o valor do contrato era de P18,9 bilhões. Essas aeronaves continuariam a compor a camada mais leve de combate ao lado de qualquer futura compra de caças maiores.
A KAI conversa desde 2018 sobre uma instalação de manutenção, reparo e revisão geral nas Filipinas, com as bases aéreas de Basa e Clark, na província de Pampanga, identificadas como possíveis locais. Uma instalação desse tipo poderia reduzir a necessidade de enviar alguns serviços ao exterior e diminuir atrasos nos reparos. Sua viabilidade econômica dependeria de um número suficiente de aeronaves que necessitassem de manutenção regular.
O KF-21 ainda exigiria treinamento especializado, ferramentas e apoio de engenharia próprios. Seus motores F414, projetados nos Estados Unidos e fabricados sob licença na Coreia do Sul, também conectam o programa a aprovações de tecnologia estrangeira e ao fornecimento de componentes. Comprar de uma contratada principal sul-coreana manteria esses vínculos com fornecedores internacionais.
Caças precisam de visão, combustível e bases protegidas
Teodoro defendeu que aeronaves de apoio e sustentação fossem incluídas junto com os caças. O secretário de Defesa descreveu o requisito como uma força operacional completa:
pacote completo
Aeronaves de alerta e controle aéreo transportam sensores potentes acima das limitações impostas pelo terreno e pelo horizonte aos radares terrestres. Elas podem ajudar os comandantes a detectar aeronaves que se aproximam e orientar caças até elas. Aviões-tanque transferem combustível em voo, ampliando o tempo de patrulha e permitindo que as aeronaves operem mais longe de suas bases.
As missões marítimas acrescentam outra necessidade: localizar e acompanhar navios continuamente. Um caça armado com um míssil adequado precisa de informações precisas e oportunas sobre o alvo, obtidas por seus próprios sensores ou por outras plataformas. Comunicações seguras precisam conectar aeronaves de vigilância, navios, estações terrestres e caças.
A geografia das Filipinas torna igualmente importante a escolha das bases. Concentrar aeronaves em um único local simplifica reparos e abastecimento, enquanto distribuí-las por vários aeródromos reduz a dependência de uma única pista ou reserva de combustível. Operações distribuídas exigem mais segurança, comunicações, equipamentos e profissionais treinados.
Os 40 caças teriam de atender simultaneamente a missões de treinamento, manutenção e operações. Aeronaves em reparos ou inspeções programadas reduziriam o número disponível para patrulhas. Abrigos protegidos, peças de reposição, armazenamento de munições e equipes capazes de realizar voos repetidos determinariam a capacidade diária da força.
Uma oportunidade regional com limites práticos
Uma encomenda filipina de KF-21 ampliaria o papel da Coreia do Sul como fornecedora de grandes aeronaves de combate no Sudeste Asiático. Uma frota de 40 unidades equivaleria à própria frota planejada pela Coreia do Sul de aeronaves Block I e corresponderia a um terço do total de 120 KF-21 que o país pretende ter. O volume de exportação poderia sustentar um negócio maior de treinamento e manutenção em torno da aeronave.
A Indonésia, parceira no desenvolvimento, ilustra algumas das pressões financeiras do programa. Em junho de 2025, Seul e Jacarta renegociaram a contribuição da Indonésia, reduzindo-a de 1,6 trilhão de won para 600 bilhões de won. Pelos termos revisados, a Indonésia não receberia mais o quinto protótipo para seus próprios testes e para a integração de armamentos. Também foram noticiadas conversas sobre 16 aeronaves Block II.
A KAI apresentou conceitos futuros que conectam os KF-21 a aeronaves não tripuladas e satélites de comunicação em órbita terrestre baixa. Para Manila, as prioridades imediatas são mais concretas: um contrato financiado, uma configuração de aeronave que possa ser entregue, armamentos adequados e um sistema de apoio capaz de manter a força operacional.
O possível atrativo é uma frota maior de caças modernos, apoiada por um parceiro industrial conhecido. O desafio financeiro é saber se as Filipinas conseguem comprar essa frota e, ao mesmo tempo, pagar por vigilância, combustível, manutenção e bases resilientes. Esses compromissos determinarão o valor militar de qualquer acordo que venha a ser firmado.
Pontos principais
- As Filipinas buscam pelo menos 40 caças modernos, mas não anunciaram a assinatura de um contrato para o KF-21 nem escolheram uma aeronave.
- As conversas noticiadas sobre uma compra inicial de KF-21 geralmente abrangem de 12 a 20 aeronaves, com outra faixa que chega a 24.
- O departamento de defesa destinou P61 bilhões à aquisição de caças e busca financiamento suficiente e viável; Teodoro afirmou separadamente que os militares reservavam até P400 bilhões para os jatos, e que os concorrentes deveriam distribuir os pagamentos por pelo menos 60% da vida útil das aeronaves.
- O custo estimado pela Coreia do Sul para 80 KF-21 Block II subiu 29,5%, chegando a 18,44 trilhões de won.
- A Coreia do Sul recebeu seu primeiro KF-21 de produção em 22 de setembro de 2026, com entrada em serviço operacional prevista para o segundo semestre de 2027.
- Segundo relatos, as Filipinas solicitaram entregas entre 2027 e 2029, condicionadas à assinatura de um contrato.
- Armamentos, aeronaves de vigilância, possíveis aviões-tanque, manutenção e bases protegidas são fundamentais para a utilidade da frota.






