O maior mercado de óleo de palma da Indonésia agora é interno
A Indonésia consumiu internamente 24,6 milhões de toneladas de óleo de palma em 2024, um recorde equivalente a 53% da produção, e essa demanda foi associada a 67% da exposição do setor ao desmatamento. A área atribuída às compras internas chegou a 629 mil hectares, ante 71,4 mil hectares ligados à Índia, principal destino das exportações indonésias. Isso significa que a área associada à demanda interna é cerca de 8,8 vezes maior.
Conteúdo
- O maior mercado de óleo de palma da Indonésia agora é interno
- Política de combustíveis impulsiona a mudança para o mercado interno
- O que os dados acompanham e em que período
- Queda do desmatamento nacional esconde pressão na Papua
- Índia lidera exportações, enquanto Paquistão supera a China
- Quatro grupos dominam as exportações, mas aumentam os registros sem origem identificada
- Compromissos florestais abrangem o comércio, mas não comprovam ganhos adicionais
- Emissões de turfeiras persistem mesmo com a desaceleração do desmatamento
- Risco de incêndio e apoio a agricultores expõem desafios pendentes
- O que uma responsabilização mais rigorosa precisaria abranger
- Principais pontos
As conclusões, apresentadas pela Trase e por sua parceira indonésia Auriga Nusantara em Jacarta, em 13 de outubro de 2026, voltam a atenção para os compradores dentro do maior produtor mundial de óleo de palma. Padrões de exportação e compromissos corporativos de proteção florestal abrangem grande parte do comércio internacional, mas o maior mercado agora está na própria Indonésia, onde pesquisadores defendem mais transparência sobre os compradores e os locais de origem do produto.
A análise mais recente da Trase sobre óleo de palma examina as cadeias de abastecimento de 2023 e 2024 junto com dados de perda florestal de 2025. O estudo mostra que a produção chegou a 47 milhões de toneladas em 2024, enquanto a nova conversão de florestas para o cultivo de palma permaneceu muito abaixo dos níveis históricos, em cerca de 32 mil hectares.
Esses números descrevem fenômenos diferentes. Os 629 mil hectares associados à demanda interna são uma medida de exposição ao desmatamento, não a área desmatada para atender compradores internos em 2024. A metodologia de risco da Trase relaciona a produção e o comércio atuais ao desmatamento ocorrido anteriormente em áreas de plantio. Já a perda florestal anual mede a nova conversão em um determinado ano. Confundir as duas medidas levaria a uma superestimação expressiva do desmatamento ocorrido naquele ano.
Essa distinção também explica a principal tensão apontada pelo estudo: a Indonésia pode produzir mais óleo de palma com muito menos desmatamento novo do que no passado, enquanto suas cadeias de abastecimento atuais ainda carregam uma pegada considerável de perda florestal e emissões contínuas decorrentes da drenagem de turfeiras.
Política de combustíveis impulsiona a mudança para o mercado interno
A parcela da produção indonésia de óleo de palma destinada ao mercado interno subiu de 32% em 2018 para 40% em 2020, depois para 44% em 2022 e 53% em 2024. O aumento foi de 21 pontos percentuais em seis anos. A demanda interna inclui o consumo de alimentos e o processamento industrial, não apenas o óleo de cozinha.
A Trase aponta o mandato de biodiesel B35 e a Obrigação de Mercado Interno como fatores que contribuíram para a demanda em 2024. B35 é o diesel que contém 35% de biodiesel. A Obrigação de Mercado Interno exige que os produtores destinem parte do óleo de palma ao mercado doméstico antes de exportar. Essas políticas buscam garantir a segurança energética e o abastecimento interno, mas também tornam cada vez mais importantes as decisões de compra na Indonésia para a proteção das florestas.
Segundo dados da Associação Indonésia de Óleo de Palma citados em uma análise anterior da Trase, mais da metade do consumo interno de óleo de palma em 2022 foi destinada ao biodiesel e a oleoquímicos. Oleoquímicos são substâncias químicas produzidas a partir de óleos e gorduras para produtos como sabonetes e detergentes. A análise mais recente não apresenta uma divisão equivalente para 2024 e, portanto, não determina quanto da exposição ao desmatamento ligada à demanda interna naquele ano correspondeu especificamente à produção de combustíveis.
A Trase registra o anúncio do governo, em junho de 2026, de que pretende avançar para o B50, com 50% de biodiesel. O cronograma de implementação do B50, divulgado posteriormente, indicou que a medida entraria em vigor legalmente em 1º de julho, seria lançada em 9 de julho e teria implementação plena prevista para 1º de outubro. São etapas distintas, não datas concorrentes para um único evento.
Uma avaliação separada, coordenada pela Yayasan Madani Berkelanjutan, estimou que a oferta de biodiesel e bioetanol poderia chegar a 26,6 milhões de quilolitros em 2030, diante de uma demanda de 42 milhões de quilolitros no transporte rodoviário. Essa diferença projetada diz respeito ao balanço mais amplo de combustíveis, não a uma previsão de desmatamento causado pelo óleo de palma. Ainda assim, mostra por que as metas de expansão precisam ser avaliadas à luz dos limites de oferta.
O que os dados acompanham e em que período
O conjunto de dados da Trase sobre óleo de palma cobre o período de 2018 a 2024 e foi atualizado pela última vez em 9 de outubro de 2026. A prévia lista 2.362.886 registros e 34 colunas, incluindo ano do comércio, usina de processamento, refinaria e província de produção. Os dados e métodos associados estão identificados como versão 1.2.5.
A cronologia distingue os anos medidos dos acontecimentos políticos posteriores e das datas de publicação:
- 2018: O uso interno correspondeu a 32% da produção indonésia de óleo de palma.
- 2022: O uso interno chegou a 44%, enquanto o desmatamento industrial ligado ao óleo de palma aumentou ligeiramente em relação ao nível mais baixo de 2021.
- 2024: O consumo interno chegou a 24,6 milhões de toneladas, e o desmatamento anual ligado ao óleo de palma foi de cerca de 32 mil hectares.
- 2025: O desmatamento ligado ao óleo de palma na Papua superou 7,3 mil hectares.
- Junho de 2026: O governo anunciou planos para o B50.
- 9 de outubro de 2026: A Trase atualizou o conjunto de dados sobre a cadeia de abastecimento.
- 13 de outubro de 2026: A Trase e a Auriga apresentaram as conclusões em Jacarta.
Queda do desmatamento nacional esconde pressão na Papua
A análise mais recente estima que o desmatamento anual ligado ao óleo de palma em 2024 ficou cerca de 81% abaixo da média de 166.544 hectares registrada entre 2008 e 2015. É uma redução expressiva, apesar da produção continuar elevada. Isso não significa que a nova conversão de florestas tenha cessado nem que a queda tenha sido contínua.
Também é preciso ponderar a descrição de 2024 como um recorde de baixa. O informativo mais recente da Trase usa essa expressão para o número de 32 mil hectares, mas também identifica 2021 como um ponto mínimo, seguido por pequenos aumentos. A análise da Trase sobre óleo de palma em 2024 descreveu um aumento de 18% no desmatamento industrial ligado ao óleo de palma em 2022. A conclusão consistente é que o desmatamento recente permanece próximo dos níveis historicamente baixos, e não que cada ano sucessivo tenha registrado um novo mínimo.
O padrão geográfico é mais preocupante. O desmatamento anual ligado ao óleo de palma na Papua aumentou de cerca de 3,6 mil hectares em 2024 para mais de 7,3 mil hectares em 2025. Com base nesses valores arredondados, o aumento foi de cerca de 3,7 mil hectares, ou mais de 100%. Kalimantan respondeu por 56% do desmatamento nacional ligado ao óleo de palma em 2025.
Pesquisas anteriores constataram que quatro províncias de Kalimantan responderam por 72% do desmatamento industrial ligado ao óleo de palma entre 2018 e 2022. Essa média regional não é diretamente comparável ao dado mais recente, referente a um único ano, mas ambos apontam Kalimantan como uma área central de conversão florestal. Sumatra e Kalimantan, juntas, respondem por quase 96% da produção indonésia de óleo de palma.
A avaliação anterior também identificou 2,4 milhões de hectares de floresta intacta dentro de concessões de óleo de palma. Essa constatação é da pesquisa anterior, não de um inventário atualizado de 2026. Ela demonstra por que a baixa do desmatamento anual, por si só, não resolve a questão da exposição futura: áreas destinadas ao cultivo de palma ainda podem conter florestas.
Índia lidera exportações, enquanto Paquistão supera a China
A Índia continuou sendo o maior mercado externo de óleo de palma da Indonésia em 2024, recebendo 4,37 milhões de toneladas. Esse volume foi 21% menor que em 2023 e 32% inferior ao pico de 2018. A predominância da demanda interna, portanto, reflete tanto o aumento do consumo no país quanto a redução das compras em vários dos principais mercados de exportação.
O Paquistão tornou-se o segundo maior destino, com aumento de 20% nos embarques, para 3,15 milhões de toneladas. A China caiu para o terceiro lugar, com uma redução de 44% nos embarques, de 4,47 milhões de toneladas em 2023 para 2,48 milhões em 2024. A Trase atribui a queda na China à substituição do óleo de palma por óleo de soja produzido no país, mais barato, enquanto a capacidade limitada de produção interna do Paquistão sustentou sua dependência das importações.
Os embarques para a União Europeia caíram de 3,78 milhões de toneladas em 2018 para 1,9 milhão em 2024, uma redução de cerca de metade. A Trase relaciona essa queda principalmente à Diretiva de Energias Renováveis da UE, conhecida como RED II, que elimina gradualmente os biocombustíveis de óleo de palma devido a preocupações com o desmatamento, e a compromissos corporativos mais rigorosos de origem responsável.
A análise anterior concluiu que Indonésia, China e Índia, juntas, responderam por 75% da exposição da Indonésia ao desmatamento ligado ao óleo de palma em 2021 e 2022. A exposição por tonelada de seus produtos foi cerca do dobro daquela associada aos embarques para a UE. Esses dados anteriores ajudam a explicar por que medidas voltadas apenas às importações europeias não podem enfrentar a maior parte da pegada florestal do setor.
Quatro grupos dominam as exportações, mas aumentam os registros sem origem identificada
Royal Golden Eagle, Sinar Mas, Musim Mas e Wilmar responderam juntas por 52% do volume das exportações indonésias de óleo de palma em 2024. A Royal Golden Eagle tornou-se a maior exportadora, com participação de 15,5%, após ocupar a quarta posição em 2018.
Entre as exportadoras de médio porte, a KPN Corp passou da 15ª posição em 2018 para a sétima em 2024. A Permata Hijau seguiu no sentido oposto, caindo do quinto para o 12º lugar. Essas mudanças são importantes porque a transparência sobre a origem do produto precisa ir além de uma lista estável dos maiores grupos.
Ao mesmo tempo, a parcela do volume exportado classificada pela Trase como de origem desconhecida aumentou de menos de 1% em 2018 para quase 17% em 2024. A Trase atribui essa lacuna à falta de registros de embarques nos dados comerciais. A classificação como desconhecida não prova que os produtos vieram de terras desmatadas ilegalmente, mas limita a capacidade de relacionar o comércio aos fornecedores e à exposição ambiental.
A pesquisadora da Trase Adelina Chandra pediu informações mais detalhadas sobre os compradores internos e acesso público aos locais de origem do produto. Como o consumo interno agora supera metade da produção, divulgações voltadas principalmente às exportações deixam uma grande parcela do mercado mais difícil de analisar.
Uma investigação separada sobre rotulagem incorreta de óleo de palma tratou de alegações de que exportadores disfarçavam o óleo de palma como resíduos de usinas para evitar impostos mais altos. Essa investigação não explica os registros de embarque ausentes nos dados da Trase, e não houve alegação de que compradores europeus soubessem do esquema. O caso ilustra outro problema de verificação: saber a categoria declarada de um produto nem sempre basta para determinar o que percorreu uma cadeia de abastecimento.
Compromissos florestais abrangem o comércio, mas não comprovam ganhos adicionais
Empresas com compromissos formais de evitar o desmatamento responderam por quase 93% das exportações indonésias de óleo de palma registradas em 2024. Uma pesquisa anterior estimou essa cobertura em mais de 85%. Esses percentuais dizem respeito ao comércio observado ou registrado, uma ressalva importante diante do aumento da parcela de origem desconhecida.
As evidências sobre os resultados exigem interpretação cuidadosa. Em uma avaliação do SEI de 2022, exportadores com esse tipo de compromisso apresentaram, por tonelada, um risco de desmatamento equivalente a 70% do observado entre seus concorrentes. Robert Heilmayr, da Universidade da Califórnia em Santa Bárbara, que coordenou a pesquisa da Trase, apresentou esse resultado no lançamento.
"Esta é a primeira evidência clara de uma relação entre compromissos de desmatamento zero (ZDC) e menor risco de desmatamento nas cadeias de abastecimento de óleo de palma", disse o dr. Robert Heilmayr.
Uma análise posterior encontrou intensidades anuais de desmatamento semelhantes entre exportadores com e sem compromissos: 0,27 e 0,23 hectare por mil toneladas, respectivamente. O informativo mais recente também afirma que as concessões associadas a compromissos mantiveram o desmatamento anual abaixo de 1% entre 2018 e 2020, mas não registraram redução adicional em comparação com concessões sem compromissos.
Essas conclusões dizem respeito a medidas, períodos e unidades de análise diferentes. Uma pegada menor de desmatamento passado não equivale a uma taxa anual menor de desmatamento, e nenhuma das comparações, isoladamente, comprova o que teria ocorrido sem os compromissos. A Trase também não descarta que eles tenham influenciado práticas além das empresas participantes, um efeito que não faz parte do escopo da comparação.
Emissões de turfeiras persistem mesmo com a desaceleração do desmatamento
O rebaixamento do solo em turfeiras associado a plantações de palma liberou quase 148 milhões de toneladas de dióxido de carbono equivalente em 2024. Junto com os incêndios em turfeiras, respondeu por quase 85% das emissões do setor avaliadas pela Trase. O dióxido de carbono equivalente expressa o efeito de diferentes gases de efeito estufa sobre o aquecimento global em uma escala comum.
As turfeiras são formadas por material orgânico acumulado em solos úmidos. A drenagem para o cultivo expõe esse material à decomposição, liberando carbono e fazendo a superfície afundar. A turfa seca também fica mais suscetível a incêndios. Esses processos podem continuar muito depois da conversão original da terra, de modo que a redução do desmatamento novo não leva automaticamente a uma queda equivalente nas emissões.
A Trase estima que as emissões anuais avaliadas tiveram média de 215 milhões de toneladas de dióxido de carbono equivalente entre 2015 e 2024, considerando conversão da terra, rebaixamento do solo em turfeiras e incêndios nesses terrenos. A parcela atribuída à conversão da terra caiu 58% no período. Esses números não constituem um inventário completo de todas as etapas, dos insumos agrícolas ao refino, transporte e uso final.
A avaliação de emissões de 2024 do Stockholm Environment Institute informou uma média anterior de 220 milhões de toneladas anuais para a produção industrial entre 2015 e 2022, com o rebaixamento do solo em turfeiras e os incêndios respondendo por quase 92%. O percentual mais recente, de 85%, refere-se a 2024, não à mesma média histórica; portanto, as duas parcelas não devem ser tratadas como uma medida direta de melhora.
A área produtiva de óleo de palma em turfeiras aumentou de cerca de 1,28 milhão de hectares em 2015 para 1,64 milhão em 2024, uma alta de aproximadamente 28%. Esse crescimento acumulado explica por que evitar novas conversões de turfeiras e administrar as áreas já drenadas são desafios climáticos distintos.
Risco de incêndio e apoio a agricultores expõem desafios pendentes
A análise mais recente da Trase cita dados do MapBiomas Fire Monthly segundo os quais 677.743 hectares queimaram entre janeiro e agosto de 2026. Esse número representa a área queimada na Indonésia, não terras comprovadamente incendiadas por causa do cultivo de palma. Ainda assim, Timer Manurung, diretor executivo da Auriga, disse que o mapeamento do MapBiomas Indonesia mostrou que as concessões de óleo de palma registraram mais incêndios do que outras concessões extrativas.
A Trase também descreve operações emergenciais terrestres e aéreas em seis províncias durante agosto de 2026 e mais de 60 dias consecutivos sem chuva no sul de Kalimantan, registrados pela Agência de Meteorologia, Climatologia e Geofísica. Entre as recomendações estão reforçar a aplicação das proteções florestais e de turfeiras, além de recuperar os níveis de água e restaurar essas áreas.
Para os agricultores, o desafio é diferente, mas relacionado. Pequenos produtores administram 32% das plantações de palma e produzem 35% do óleo de palma da Indonésia. Substituir as árvores envelhecidas poderia aumentar a produção nas terras já cultivadas, mas os agricultores enfrentam insegurança fundiária, rastreabilidade insuficiente e um período sem renda da colheita enquanto as novas palmeiras crescem.
O programa de replantio de óleo de palma para pequenos produtores, conhecido como PSR, dobrou seu auxílio para 60 milhões de rupias indonésias por hectare em 2024. Ainda assim, naquele ano alcançou apenas 41% da meta de 120 mil hectares e, em 2025, chegou a 31%. A aplicação desses percentuais divulgados à meta resulta em aproximadamente 49,2 mil hectares e 37,2 mil hectares, respectivamente.
A meta anual foi reduzida para 50 mil hectares em 2026; até agosto, 20.229 hectares haviam sido replantados, cerca de 40,5% da nova meta. A falta de documentação de propriedade, a sobreposição com áreas legalmente classificadas como florestas e a perda de renda durante o replantio continuam sendo obstáculos. A ampla campanha de apreensão de plantações torna a situação fundiária especialmente importante, embora a Trase não quantifique seu impacto na participação no PSR.
O que uma responsabilização mais rigorosa precisaria abranger
As conclusões apontam três prioridades interligadas: tornar visível a origem das compras internas, proteger as florestas remanescentes e reduzir as emissões das turfeiras cultivadas. Avançar em uma delas não substitui as demais. Compromissos de exportação não abrangem compras internas não divulgadas, e a redução do desmatamento novo não interrompe as emissões de terras drenadas anos antes.
Os interesses econômicos envolvidos são consideráveis. Segundo a Trase, o setor contribui com cerca de 4,5% do PIB da Indonésia, gerou US$ 27,8 bilhões em receitas de exportação em 2024 e emprega direta e indiretamente mais de 16,5 milhões de pessoas. Melhorar a responsabilização, portanto, envolve agricultores e indústrias nacionais, além de comerciantes internacionais.
Várias decisões e medições seguem pendentes. A análise não apresenta um mapa completo dos compradores internos, a divisão da exposição ao desmatamento em 2024 entre alimentos e combustíveis nem uma estimativa da pegada florestal adicional do B50. O estudo menciona o debate sobre revisões da Lei Florestal e legislação sobre comunidades indígenas, sem especificar datas de votação. Os dados de incêndios e replantio de agosto de 2026 são parciais, não resultados finais do ano.
Para os pequenos produtores, uma rastreabilidade melhor precisa vir acompanhada do reconhecimento acessível dos direitos à terra e de apoio prático ao replantio. Caso contrário, requisitos mais rigorosos, inclusive os previstos no Regulamento da UE sobre Desmatamento, podem excluir agricultores que não conseguem documentar suas terras e rotas de abastecimento, mesmo quando melhoram a produção em plantações já existentes.
Principais pontos
- O consumo interno chegou a 24,6 milhões de toneladas, ou 53% da produção indonésia de óleo de palma, em 2024.
- As compras internas responderam por 67% da exposição ao desmatamento, uma área cerca de 8,8 vezes maior que a associada à Índia.
- A exposição associada ao desmatamento passado é diferente dos cerca de 32 mil hectares de novas áreas desmatadas para o cultivo de palma em 2024.
- O desmatamento ligado ao óleo de palma na Papua mais que dobrou em 2025, enquanto Kalimantan respondeu por 56% do desmatamento nacional.
- Quatro grupos empresariais responderam por 52% das exportações, enquanto quase 17% do volume exportado foi classificado como de origem desconhecida.
- O rebaixamento do solo em turfeiras e os incêndios produziram quase 85% das emissões avaliadas do setor em 2024.
- O replantio por pequenos produtores não atingiu as metas apesar do aumento dos auxílios; a documentação da terra e a perda de renda continuam sendo obstáculos.






