Chiang Mai amplia atendimento voluntário a idosos que vivem sozinhos enquanto municípios planejam acompanhamento mais próximo

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Chiang Mai expands volunteer care for older people living alone as municipalities plan closer checks

Visitas domiciliares revelam lacunas no cuidado com idosos

Aos 84 anos, Amara Chamnanphrai vive sozinha em um quarto alugado na comunidade Jai Kaew, em Chiang Mai. Após a morte do marido, ela recolhe lixo e verduras para vender. Não tem filhos nem netos que cuidem dela. Durante uma visita, voluntários da comunidade mediram sua pressão arterial em 170 e a aconselharam a descansar e procurar um hospital para fazer exames.

Conteúdo
  1. Visitas domiciliares revelam lacunas no cuidado com idosos
  2. Vivendo sozinho com renda limitada
  3. Atividades comunitárias foram interrompidas, mas as necessidades continuaram
  4. San Phi Suea planeja verificações mais frequentes e acesso em emergências
  5. Centro de reabilitação está em fase de projeto, ainda não foi inaugurado
  6. Comunidades do norte já criaram redes de atendimento
  7. Pesquisa nacional revela alcance e limites
  8. Buddy Homecare conecta apoio comunitário e atendimento pago
  9. Como a resposta se desenvolveu e o que ainda não foi decidido
  10. Principais pontos

A situação dela ilustra o desafio prático por trás da expansão das redes de atendimento voluntário de Chiang Mai: encontrar idosos cuja saúde, renda e condições de moradia podem piorar sem que ninguém perceba. As autoridades municipais estão preparando verificações mais frequentes, visitas de cuidadores e medidas para facilitar o acesso em emergências, após a descoberta do corpo de uma pessoa idosa em uma casa abandonada no subdistrito de San Phi Suea.

A resposta proposta inclui verificar a situação de mais de 2.500 idosos naquela localidade e projetar um centro de reabilitação e fisioterapia com orçamento de 50 milhões de baht. Na área urbana de Chiang Mai, voluntários que prestam atendimento domiciliar já apoiam cerca de 300 idosos, com foco em quem vive sozinho, precisa de assistência ou não recebe benefícios do governo.

A pressão em Chiang Mai é maior do que os números nacionais, por si só, indicam. Dados de 2025 apontam que os idosos representam 24,35% da população da província, ante 21% na Tailândia como um todo, uma diferença de 3,35 pontos percentuais. Mas a questão imediata é mais específica do que o envelhecimento da população: saber se alguém consegue chegar a um hospital, receber um benefício, se locomover com segurança dentro de casa ou obter ajuda quando deixa de atender à porta.

Vivendo sozinho com renda limitada

Amara recebe um benefício para idosos de 800 baht por mês e outros 300 baht pelo programa de assistência social do governo. Juntos, os pagamentos somam 1.100 baht mensais, além do que ela ganha vendendo os materiais e as verduras que recolhe. A situação dela mostra por que uma visita domiciliar precisa avaliar a renda e o acesso a serviços, além da saúde.

A medição da pressão arterial relatada durante a visita está incompleta: não foi informado um segundo valor nem se houve avaliação posterior em um hospital. Portanto, ela não permite estabelecer um diagnóstico. O que mostra é o papel que os voluntários podem ter na identificação de um possível problema e no incentivo à busca por atendimento médico, em vez de deixar uma pessoa isolada reconhecer e administrar a situação sozinha.

Jai Kaew tem aproximadamente 80 a 90 idosos, incluindo dois ou três que vivem sozinhos. As preocupações da comunidade vão além desses domicílios e incluem dificuldades com transporte, tarefas cotidianas e doenças. Segundo relatos, oito ou nove idosos morreram no início do ano, mas as causas das mortes e se eles viviam sozinhos não foram especificadas. Essas mortes não devem ser consideradas um número confirmado de óbitos causados pelo isolamento.

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Atividades comunitárias foram interrompidas, mas as necessidades continuaram

As atividades que antes reuniam os idosos de Jai Kaew para fazer exercícios e conviver foram suspensas durante a pandemia de coronavírus. Com isso, perdeu-se uma oportunidade regular para que os vizinhos se encontrassem e percebessem mudanças na mobilidade, na saúde ou no humor.

Desde então, a comunidade tem trabalhado com a prefeitura para visitar pessoas confinadas em casa ou acamadas. Os moradores querem que funcionários do governo e profissionais de saúde façam avaliações médicas na comunidade, além de ampliar o apoio social e criar um sistema de transporte para pacientes. Essas solicitações tratam de diferentes aspectos do mesmo problema: identificar uma doença ajuda pouco quando a pessoa não pode pagar ou organizar o deslocamento até o tratamento.

A Fundação para o Desenvolvimento de Pessoas Idosas alerta que o risco de morrer sozinho pode aumentar à medida que parentes mais jovens se mudam para estudar ou trabalhar nas cidades. Idosos que vieram de outras regiões e moradores vulneráveis sem uma rede de apoio estabelecida também podem não ter cuidadores. Morar em uma área urbana não significa necessariamente ter alguém por perto que saiba quando é preciso ajudar.

Uma rede que envolve voluntários, agentes comunitários de saúde e moradores atua em cerca de 35 comunidades e atende aproximadamente 100 idosos que dependem de assistência. Esse número e os cerca de 300 idosos apoiados por voluntários de atendimento domiciliar na área urbana referem-se a redes de serviço diferentes. Não é possível somá-los com segurança, pois não se sabe se algumas pessoas recebem apoio de ambas.

San Phi Suea planeja verificações mais frequentes e acesso em emergências

Após a descoberta do corpo em San Phi Suea, a prefeitura se preparou para avaliar as circunstâncias de mais de 2.500 idosos e criar um cadastro de pessoas que precisam de ajuda no dia a dia. O objetivo é deixar de apenas responder a uma tragédia individual e identificar moradores em risco antes que ocorra uma emergência.

O sistema de cuidadores proposto associaria pessoas que precisam de assistência a alguém que as visitaria duas ou três vezes por semana. As autoridades também pretendem verificar quem tem direito ao benefício para idosos, reduzir os riscos dentro das casas e providenciar cópias das chaves para emergências. Uma cópia da chave pode ajudar quando um morador não consegue abrir a porta, embora ainda não tenham sido anunciados detalhes sobre consentimento, armazenamento e acesso autorizado.

Em outras partes da cidade, voluntários já registram a localização das casas e fazem avaliações iniciais dos problemas dos moradores. Combinar esses registros com visitas regulares pode ajudar a diferenciar alguém que simplesmente falta a um encontro de uma pessoa cuja rotina mudou por causa de uma doença. A eficácia dessa abordagem depende do que acontece depois que uma preocupação é registrada, incluindo quem responde e com que rapidez.

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Centro de reabilitação está em fase de projeto, ainda não foi inaugurado

A prefeitura também está projetando um centro de reabilitação de saúde e fisioterapia, com orçamento previsto de 50 milhões de baht. A proposta é atender idosos e outros grupos vulneráveis, incluindo pessoas acamadas que talvez consigam recuperar parte da capacidade de cuidar de si mesmas.

Reabilitação significa ajudar as pessoas a recuperar ou manter habilidades práticas, como se movimentar, caminhar ou realizar tarefas cotidianas. Seu propósito é diferente do de um benefício social ou de uma visita para fazer companhia. Para quem precisa de tratamento físico, os voluntários podem facilitar o acesso aos serviços, mas o tratamento em si exige profissionais e instalações adequados.

Não foi especificada uma data para o início das obras ou a inauguração, nem um plano de contratação de profissionais ou a aprovação final do financiamento. Portanto, o centro deve ser entendido como uma proposta em fase de projeto, e não como um serviço em funcionamento. O orçamento anunciado também não define sua capacidade futura nem o número de pacientes que poderá atender.

A solicitação da comunidade por transporte continua relevante para essa proposta. Um centro e uma rede de visitas atendem a necessidades diferentes, mas precisam estar conectados para beneficiar pessoas com mobilidade reduzida. Para moradores que não podem sair de casa, não foi especificado se o centro planejado oferecerá atendimento domiciliar.

Comunidades do norte já criaram redes de atendimento

O esforço atual de Chiang Mai tem um precedente local documentado. O projeto de atendimento comunitário da Fundação para o Desenvolvimento de Pessoas Idosas foi realizado de 2009 a 2012 em Chiang Mai e na vizinha Lamphun. Mais de 2.100 idosos foram beneficiados, com apoio de 965 moradores da comunidade.

A fundação registra reformas em 40 domicílios vulneráveis e apoio a cuidadores por meio de atividades que geravam renda. Essas medidas tratavam o cuidado como algo que ia além de uma sequência de visitas. Uma casa insegura e a falta de renda do cuidador podiam, ambas, prejudicar a capacidade de uma pessoa continuar recebendo apoio na comunidade.

O financiamento veio da AGE UK, da HelpAge International, da HelpAge Korea, da Fundação Tailandesa de Promoção da Saúde, de empresas colaboradoras e de pessoas que contribuíram por meio de financiamento coletivo. O projeto se apoiou na participação comunitária e em várias fontes de recursos, em vez de depender de uma única fonte de dinheiro ou categoria de trabalhadores.

Esses são resultados históricos, não números da rede atual. Eles mostram que já houve organização de atendimento comunitário e melhorias habitacionais nas duas províncias, mas não indicam quantos participantes continuam ativos hoje nem se essas iniciativas prosseguiram depois de 2012.

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Pesquisa nacional revela alcance e limites

O estudo acadêmico Prestação de cuidados por voluntários, que compara Tailândia e Costa Rica, alerta para o risco de esperar que voluntários atendam a todas as necessidades de cuidado. O estudo registra que o programa tailandês capacitou mais de 51 mil voluntários entre 2003 e 2013 e chegou a quase 800 mil idosos.

No modelo tailandês descrito no estudo, os voluntários receberam 18 horas de treinamento do Ministério do Desenvolvimento Social e da Segurança Humana. Cada um era responsável por cerca de 15 idosos e recebia aproximadamente US$ 14 por mês para despesas de transporte local. As tarefas incluíam ajudar com a alimentação, os exercícios e a administração de medicamentos, além de manter contato com profissionais de saúde. Esses são detalhes históricos do programa, não condições confirmadas para os voluntários que atuam atualmente em Chiang Mai.

Uma pesquisa de 2014 com 3.694 idosos e 179 cuidadores identificou benefícios percebidos para a saúde física e mental, mas não quantificou os efeitos com precisão. Avaliações com 498 representantes de governos locais constataram variações na qualidade dos serviços. Apenas 33% dos 76 distritos administrativos provinciais consideraram suficiente o atendimento voluntário para as necessidades contínuas de cuidado dos idosos.

Os beneficiários reclamavam com frequência que os voluntários podiam lidar com questões sociais, como o isolamento, mas não com problemas de saúde comuns associados ao envelhecimento. Em 2016, o Ministério da Saúde Pública lançou uma nova iniciativa de formação de cuidadores com maior ênfase nos serviços de saúde. O estudo concluiu que as redes de voluntários precisam de treinamento e de investimentos paralelos em serviços de cuidado. Essa conclusão está de acordo com o pedido de Jai Kaew por profissionais de saúde, transporte e apoio social.

Buddy Homecare conecta apoio comunitário e atendimento pago

Outra vertente do sistema de atendimento de Chiang Mai é a Buddy Homecare, que trabalha com idosos desde 2003. A iniciativa começou como um serviço voluntário da Fundação para o Desenvolvimento de Pessoas Idosas e depois desenvolveu um modelo de negócios em que as taxas pagas por quem pode arcar com os custos ajudam a financiar o atendimento de pessoas que precisam.

Durante a emergência do coronavírus, em abril de 2020, um levantamento identificou 5.000 domicílios com idosos que precisavam de cuidados. Integrantes da comunidade selecionaram então aproximadamente 200 domicílios que enfrentavam as maiores dificuldades, incluindo doenças, pobreza extrema ou parentes que não podiam estar presentes durante o dia. Os domicílios selecionados representavam cerca de 4% dos identificados, ilustrando a diferença entre encontrar pessoas que precisam de ajuda e dispor de recursos para atendê-las.

A Buddy Homecare planejou distribuir kits com alimentos, medicamentos e máscaras e mobilizou 100 voluntários para uma campanha de doações. Janevit Wisojsongkram, coordenadora da resposta da organização ao coronavírus, descreveu a pobreza como uma preocupação imediata, ao lado do risco de infecção:

"Por um lado, eles estão preocupados com o vírus, mas a questão mais grave é a pobreza",

A organização também financiou bolsas de estudo para que crianças da etnia Karen fizessem um curso de enfermagem na Faculdade de Enfermagem da Universidade de Chiang Mai e depois trabalhassem com ela. Isso criou um caminho para ingressar na área de cuidados e, ao mesmo tempo, enfrentou dificuldades de recrutamento. O relato de 2020 descreveu uma alta rotatividade quando a organização havia contratado voluntários para trabalhar como cuidadores, mostrando que a boa vontade, por si só, não garantia uma equipe estável.

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Como a resposta se desenvolveu e o que ainda não foi decidido

As propostas atuais fazem parte de mais de duas décadas de desenvolvimento do atendimento voluntário. As datas mostram sucessivas tentativas de ampliar a cobertura e fortalecer a conexão entre apoio social e serviços de saúde:

  • 2003: A Tailândia criou seu programa nacional de voluntários de atendimento domiciliar; o trabalho da Buddy Homecare com idosos de Chiang Mai também começou naquele ano.
  • 2009 a 2012: O projeto da fundação apoiou mais de 2.100 idosos em Chiang Mai e Lamphun e reformou 40 casas vulneráveis.
  • 2013: O programa da Tailândia havia capacitado mais de 51 mil voluntários e chegado a quase 800 mil idosos.
  • 2014: Uma avaliação constatou que apenas 33% dos 76 distritos administrativos provinciais consideravam suficiente o atendimento voluntário.
  • 2016: O Ministério da Saúde Pública lançou uma formação de cuidadores com maior ênfase nos serviços de saúde.
  • Abril de 2020: A Buddy Homecare organizou uma campanha de assistência durante a pandemia de coronavírus para aproximadamente 200 domicílios.
  • 2025: Dados apontaram que os idosos representavam 24,35% da população de Chiang Mai e 21% da população da Tailândia.

Os dados de 2025 da Tailândia apontam 14,2 milhões de idosos, além de 416.574 nascimentos e 559.684 mortes. O número de mortes superou o de nascimentos em 143.110. Essa comparação mostra o saldo entre nascimentos e mortes, não a variação total da população, que também depende da migração.

A fundação propõe ampliar o papel dos clubes locais de idosos no apoio a moradores vulneráveis, incluindo uma população crescente de pessoas com demência. A proposta envolveria os próprios idosos nas redes de atendimento, ao lado dos voluntários e dos serviços municipais.

Várias decisões práticas ainda não foram especificadas: a data de conclusão do levantamento de San Phi Suea, o número de cuidadores disponíveis, o financiamento do transporte de pacientes e os prazos de aprovação e implantação do centro de reabilitação. Também não há aqui dados publicados sobre uma possível redução nas mortes de pessoas que viviam sozinhas em decorrência das visitas atuais. O próximo desafio é garantir que a identificação dos moradores resulte em assistência confiável, especialmente quando a necessidade ultrapassa o que um voluntário pode oferecer.

Principais pontos

  • Voluntários de atendimento domiciliar na área urbana de Chiang Mai apoiam cerca de 300 idosos, com foco no isolamento, nas necessidades de assistência e no acesso a benefícios.
  • San Phi Suea planeja verificar a situação de mais de 2.500 idosos e organizar visitas de cuidadores duas ou três vezes por semana.
  • Um centro de reabilitação e fisioterapia está em fase de projeto, com orçamento previsto de 50 milhões de baht; não foi especificada uma data de inauguração.
  • Em 2025, os idosos representavam 24,35% da população de Chiang Mai, ante 21% no país como um todo.
  • Pesquisas históricas constataram que as redes de voluntários ampliaram o acesso ao atendimento, mas não conseguiram atender a todas as necessidades contínuas sem serviços mais robustos.
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