Uma conta de recuperação quase 50% maior que as perdas
O Nepal precisa de cerca de Rs 706,65 bilhões para se recuperar das enchentes devastadoras ao longo dos corredores fluviais centrais do país, segundo uma avaliação preliminar da Comissão Nacional de Planejamento. A conta é Rs 233,99 bilhões superior aos Rs 472,66 bilhões registrados em danos físicos e perdas econômicas, refletindo o custo de restabelecer serviços, reconstruir meios de subsistência e tornar a infraestrutura mais segura.
Conteúdo
- Uma conta de recuperação quase 50% maior que as perdas
- Para onde iria o dinheiro da reconstrução
- Como a avaliação evoluiu
- Estradas destruídas atrasam várias frentes de recuperação
- Empresas hidrelétricas enfrentam reparos e dívidas crescentes
- Encontrar terrenos seguros sem separar as comunidades
- Crianças precisam de salas de aula, cuidadores e proteção
- A proteção vai além do abrigo
- Terras agrícolas e queda de renda definem a próxima etapa
- Financiamento internacional ainda está muito abaixo da necessidade
- Os recursos disponíveis precisam chegar às famílias
- Principais pontos
O desastre de 26 de agosto de 2026 destruiu povoados, interrompeu estradas e danificou instalações hidrelétricas, sobretudo nos distritos de Rasuwa, Nuwakot e Dhading. Mais de dois meses depois, famílias ainda buscam moradias seguras, empresas de energia aguardam decisões sobre a reconstrução e milhares de crianças estudam em salas de aula temporárias.
A comissão estima os danos físicos em Rs 282,90 bilhões e as perdas econômicas em Rs 189,76 bilhões. Danos físicos são ativos quebrados ou destruídos, como casas, pontes e usinas de energia. Perdas econômicas incluem renda e produção que deixam de existir enquanto esses ativos permanecem fora de uso.
As necessidades de recuperação são uma terceira medida: o dinheiro necessário para restabelecer serviços e atividades econômicas, apoiar as famílias afetadas e reduzir riscos futuros. Quase 1,5 vez maiores que a soma dos danos e das perdas, as propostas do Nepal para a recuperação vão muito além da substituição de estruturas destruídas.
A avaliação preliminar registra 1.464 mortes, 5.285 nepaleses e cidadãos estrangeiros desaparecidos e 13.795 resgates. Dados atribuídos ao Centro Internacional para o Desenvolvimento Integrado das Montanhas apontam 1.451 mortes e 5.745 desaparecidos. O impacto humanitário inclui famílias desalojadas, crianças sem os cuidados dos pais e comunidades que perderam terras agrícolas e ligações de transporte.
O ministro das Finanças, Swarnim Wagle, afirma que o Nepal busca de US$ 4 bilhões a US$ 5 bilhões para reconstrução e reabilitação ao longo de três a cinco anos. O desafio imediato é transformar os planos de financiamento em abrigos, hospitais acessíveis, escolas em funcionamento e rotas capazes de receber equipamentos para a reconstrução.
Para onde iria o dinheiro da reconstrução
A infraestrutura representa a maior parte da estimativa de recuperação da comissão: Rs 382,83 bilhões, ou cerca de 54,2% do total. Os danos a estradas, pontes, instalações hidrelétricas e prédios públicos também afetam o ritmo de recuperação de outros setores.
A comissão divide os gastos de recuperação propostos em cinco grandes áreas:
- Infraestrutura: Rs 382,83 bilhões, diante de aproximadamente Rs 173,86 bilhões em danos e perdas.
- Atividades produtivas, incluindo agricultura, pecuária e empresas: Rs 145,77 bilhões, diante de Rs 136,77 bilhões em danos e perdas.
- Meio ambiente, terras, florestas, biodiversidade e redução do risco de desastres: Rs 94,43 bilhões, diante de Rs 121,68 bilhões em danos e perdas.
- Serviços sociais: Rs 57,77 bilhões, diante de aproximadamente Rs 39 bilhões em danos e perdas.
- Governança e medidas que abrangem vários setores, incluindo seguridade social: Rs 25,83 bilhões, diante de Rs 1,19 bilhão em danos e perdas.
Famílias e empresas privadas sofreram Rs 254,03 bilhões em danos e perdas, cerca de 53,7% do total. Ativos e serviços públicos somam Rs 218,63 bilhões. As perdas privadas incluem casas, produção agrícola, animais, veículos, bens domésticos, renda diária e empregos.
O setor produtivo mostra por que a recuperação exige mais do que construção. As perdas econômicas estimadas em Rs 95,41 bilhões superam em mais de duas vezes os Rs 41,35 bilhões em danos físicos. Uma empresa pode perder clientes e renda por meses depois que o prédio já foi reparado.
Como a avaliação evoluiu
A Avaliação Rápida de Danos e Necessidades do governo para a enchente de Rasuwa-Bhotekoshi de 2026 abrangeu Rasuwa, Nuwakot, Dhading, Gorkha e Chitwan. O relatório descreveu uma avalanche de gelo e rochas perto da fronteira entre o Nepal e o Tibete em 26 de agosto, que lançou águas destrutivas rio abaixo.
Os principais marcos mostram como as estimativas de emergência evoluíram para um planejamento de recuperação mais detalhado:
- 26 de agosto: As enchentes devastaram povoados e infraestrutura ao longo dos corredores de Bhotekoshi e Trishuli.
- 31 de agosto: O Nepal apresentou uma proposta de financiamento ao Fundo de Resposta a Perdas e Danos.
- 3 de setembro: As autoridades informaram que 3.948 pessoas resgatadas estavam em centros de acolhimento em Nuwakot, Rasuwa, Dhading e Kathmandu.
- 13 de setembro: A avaliação rápida do governo foi divulgada, segundo reportagens anteriores sobre o levantamento.
- 28 de outubro: Dados preliminares de abrigos do Conselho Nacional dos Direitos da Criança registraram 584 crianças, incluindo 41 que haviam perdido ambos os pais.
- 4 de novembro: O secretário de Relações Exteriores da Índia, Vikram Misri, discutiu apoio à reconstrução com autoridades nepalesas em Kathmandu.
- 6 de novembro: Wagle detalhou os esforços para mobilizar financiamento para a reconstrução ao longo de três a cinco anos.
Uma avaliação rápida anterior estimou em Rs 408,29 bilhões os efeitos do desastre e em Rs 723,32 bilhões as necessidades de recuperação. Os totais preliminares mais recentes da comissão elevam a estimativa de danos e perdas e reduzem a necessidade de recuperação. O levantamento anterior da propriedade privada examinou uma parte mais restrita da destruição, incluindo bens domésticos, empresas e preferências sobre onde reconstruir. Os inventários e as estimativas de engenharia ainda estão sendo verificados, enquanto as decisões sobre financiamento e reconstrução continuam em elaboração.
Estradas destruídas atrasam várias frentes de recuperação
A avaliação rápida registrou 69 quilômetros de estradas danificadas, incluindo 55 quilômetros do trecho entre Betrawati e Rasuwagadhi, completamente destruídos. O custo estimado para restaurar as estradas foi de US$ 364,28 milhões. Também foram contabilizadas 37 pontes para veículos motorizados destruídas e 68 pontes de trilhas danificadas.
O acesso por estrada é essencial para várias tarefas urgentes. As famílias precisam chegar a escolas e hospitais. Os agricultores precisam transportar sua produção. Operadoras hidrelétricas precisam levar equipamentos. Os trabalhos iniciais incluem remover escombros, reabrir caminhos, criar desvios temporários e proteger encostas e margens de rios.
Travessias temporárias podem restabelecer o deslocamento básico, mas ainda deixar equipamentos pesados de construção sem passagem. A Rasuwagadhi Hydropower Company afirma que são necessárias cerca de seis pontes para chegar à captação de água, às instalações de remoção de sedimentos e à casa de força. Bijay Mohan Bhattarai, secretário da Associação de Produtores Independentes de Energia do Nepal, diz que o transporte de equipamentos exige uma ponte capaz de suportar 50 toneladas.
Os serviços de saúde enfrentam problemas semelhantes de acesso. A Unidade Comunitária de Saúde de Mailung e os postos de saúde de Timure e Syafrubesi foram arrastados pela água. Uma ponte que dá acesso ao Hospital Trishuli, em Nuwakot, desabou, enquanto quatro unidades de saúde em Dhading sofreram danos parciais. Instalações provisórias, equipes médicas e evacuações de helicóptero ajudam a manter o atendimento enquanto os serviços permanentes e as rotas de acesso aguardam restauração.
Empresas hidrelétricas enfrentam reparos e dívidas crescentes
Quatorze projetos hidrelétricos em Rasuwa e Nuwakot foram afetados: sete pertencem à Autoridade de Eletricidade do Nepal e suas subsidiárias, e sete são operados por empresas privadas. As perdas preliminares dos projetos superaram Rs 12,46 bilhões. A avaliação rápida mais ampla estimou os danos físicos do setor de energia em US$ 889,21 milhões e as perdas econômicas em US$ 107,91 milhões.
A avaliação também estimou uma perda anual de geração de 2.520 gigawatts-hora, sujeita a novas verificações. Um gigawatt-hora mede a eletricidade produzida ou consumida ao longo do tempo; a perda de geração significa menos eletricidade disponível para venda e menos receita para as operadoras afetadas.
A Rasuwagadhi Hydropower Company está preparando pedidos de indenização do seguro e avaliando se a reconstrução será financeiramente viável. Seu secretário, Narnath Neupane, afirma que a empresa continua tendo de pagar juros, embora já não gere receita. Projetos revisados, empréstimos adicionais e atrasos no início das operações podem elevar os custos.
Bhattarai estima que os projetos que já estavam em operação poderão levar mais dois anos para serem reconstruídos. Segundo ele, o apoio precisa cobrir tanto os custos de reconstrução quanto as dívidas acumuladas durante a suspensão da produção.
"O dinheiro do seguro, sozinho, não será suficiente. Os custos de reconstrução vão aumentar, e também perderemos dois anos de receita. Por isso, o governo precisa criar um pacote especial de reconstrução", afirmou.
O presidente da Comissão Reguladora de Eletricidade, Ram Prasad Dhital, afirma que um estudo está analisando seguros, ajuda emergencial, empréstimos concessionais e possíveis efeitos sobre as tarifas de eletricidade. Um estudo científico do governo, coordenado pelo especialista em políticas hídricas Debesh Belbase, também investiga a enchente incomum.
Encontrar terrenos seguros sem separar as comunidades
A avaliação inicial da Autoridade Nacional de Redução e Gestão do Risco de Desastres contabilizou 8.317 casas destruídas e cerca de 1,6 milhão de pessoas diretamente afetadas em 15 áreas de governos locais. Cerca de 15 povoados foram destruídos em Rasuwa, Nuwakot e Dhading.
Os planos habitacionais precisam levar em conta os deslocamentos sucessivos. Madhav Prasad Aryal, presidente do Município Rural de Uttargaya, afirmou que Khalte tinha cerca de 300 famílias, incluindo famílias que aguardavam reassentamento após o terremoto de 2015. A enchente ocorreu antes que a mudança pudesse acontecer, e parte do local alternativo proposto em Tallopahire também foi arrastada pela água.
O ex-primeiro-ministro Baburam Bhattarai pediu às autoridades que identifiquem locais mais seguros perto das comunidades existentes, sempre que possível, em vez de transferir moradores das montanhas para centenas de quilômetros de seus trabalhos e redes sociais. A reconstrução anterior oferece experiência prática: após o terremoto de 2015, foram construídas 602 casas para a aldeia realocada de Laprak, em Gupsipakha.
Até 3 de novembro, o diretor-executivo da autoridade de desastres, Dharmaraj Upreti, afirmou que 126 moradias temporárias haviam sido concluídas, diante de uma necessidade estimada de 400 a 450. Algumas famílias optaram por alugar moradias. As autoridades identificaram 45 possíveis locais para habitações temporárias, e 43 organizações manifestaram interesse em construí-las. Estudos geológicos estavam em andamento para definir os assentamentos permanentes.
Upreti afirmou que cerca de 5.100 famílias haviam recebido Rs 45.000 cada em auxílio habitacional, o equivalente a aproximadamente Rs 229,5 milhões. A expectativa era de mais moradias temporárias em Nuwakot, pois havia pouca terra adequada nas áreas afetadas de Rasuwa.
Crianças precisam de salas de aula, cuidadores e proteção
Mais de 10 mil crianças e cerca de 500 professores foram afetados pelos danos a 19 escolas em Rasuwa, Nuwakot e Dhading, segundo Bir Bahadur Thami, responsável pelas informações do Ministério da Educação e dos Esportes. As aulas foram organizadas em 56 centros temporários de aprendizagem.
Mais de 150 crianças que estavam em centros de acolhimento em Kathmandu frequentavam escolas mantidas pela Região Metropolitana de Kathmandu e pelos municípios de Nagarjun e Tokha. Entre as 584 crianças registradas em abrigos até 28 de outubro, o Conselho Nacional dos Direitos da Criança contabilizou 269 que haviam perdido um dos pais e 41 que haviam perdido ambos.
O ministério anunciou o Programa de Bolsas Futuro Seguro e começou a buscar recursos para um fundo de Rs 1 bilhão. Crianças que perderam ambos os pais têm prioridade para bolsas integrais ou parciais com moradia, seguidas por outras crianças afetadas, conforme suas necessidades.
Uma parceria de cinco anos entre o conselho dos direitos da criança e as Aldeias Infantis SOS Nepal oferece cuidados em família para 50 crianças, cuidados por parentes para 100 e assistência direta para outras 100. O planejamento para a recuperação da educação também prioriza escolas seguras e inclusivas e apoio psicológico.
A proteção vai além do abrigo
O governo aprovou um plano de resposta de três meses, com custo de Rs 739,99 milhões, para comunidades vulneráveis ao longo dos corredores de Bhotekoshi e Kaligandaki. As ações abrangem a proteção infantil, a prevenção da violência contra mulheres e meninas e o apoio psicológico e social.
O secretário do ministério, Krishna Bahadur Raut, disse a uma comissão parlamentar que 10 Espaços Amigáveis para Mulheres atenderam 2.910 mulheres e 757 adolescentes. Os serviços incluíram itens de higiene, kits para bebês e apoio a gestantes, lactantes e pessoas com deficiência. Policiais à paisana foram enviados a 15 locais como parte das medidas de proteção.
Organizações locais também ajudaram a chegar às comunidades deslocadas. Matthew Hanning, diretor-executivo da International Nepal Fellowship UK, disse que a instituição beneficente e seus parceiros, entre eles a Good Neighbours Nepal, apoiaram cerca de 1.500 pessoas em poucos dias. Ele descreveu famílias abrigadas em Kathmandu e outras que avaliavam voltar a terras onde estradas, pontes e meios de subsistência haviam desaparecido.
Hanning afirmou que quatro igrejas foram totalmente destruídas e mais de 10 sofreram danos parciais na rede de igrejas de um distrito, com o desaparecimento de alguns pastores e fiéis. Seu relato também mencionou enchentes e deslizamentos contínuos, que aumentam a incerteza para as comunidades que decidem onde se estabelecer.
Terras agrícolas e queda de renda definem a próxima etapa
Agricultores de Rasuwa a Dhading perderam terras produtivas soterradas por detritos das enchentes. Alguns moradores querem cultivar partes do novo leito do rio depois que os limites dos lotes forem definidos. O governo afirma que começou a identificar as terras agrícolas afetadas, uma etapa necessária para decidir onde a produção poderá ser retomada.
A comissão estima que a pobreza medida pelo consumo das famílias subiu de 12,2% para 14,9% nas áreas afetadas de governos locais. Esse aumento de 2,7 pontos percentuais equivale a uma alta relativa de cerca de 22%, mostrando como a perda de bens e rendimentos pode reduzir rapidamente a capacidade das famílias de atender às necessidades cotidianas.
A avaliação também alerta que o desastre pode reduzir em um ponto percentual a taxa de crescimento econômico de 7% projetada pelo governo. Interrupções no transporte, perda de produção de eletricidade, queda na produção agrícola e comércio interrompido contribuem para esse risco.
O turismo oferece outro exemplo concreto. Após a interrupção das rotas de peregrinação, o número de visitantes indianos caiu de 17.298 em outubro de 2025 para 12.097 em outubro de 2026, uma redução de cerca de 30%. O total de chegadas ainda aumentou, impulsionado por outros mercados, deixando as empresas expostas de maneiras diferentes conforme seus clientes e rotas.
Financiamento internacional ainda está muito abaixo da necessidade
O Fundo de Resposta a Perdas e Danos reservou provisoriamente US$ 21,6 milhões para o Nepal por meio do projeto-piloto Modalidades de Implementação de Barbados. A decisão foi descrita como a primeira resposta do fundo a um desastre específico. Diante da necessidade de recuperação informada, de US$ 4,77 bilhões, o valor representa cerca de 0,45%.
O diretor-executivo do fundo, Ibrahima Cheikh Diong, afirmou que o conselho adaptou suas operações às necessidades urgentes. Ativistas defendem um sistema permanente de resposta a emergências, em vez de decisões tomadas separadamente após cada desastre. Harjeet Singh, coordenador global da campanha Fill the Fund, descreveu a rapidez que, segundo ele, é necessária.
"Precisamos criar um sistema permanente de resposta rápida que disponibilize apoio em dias, não em meses", afirmou.
Wagle afirma que o Nepal espera obter cerca de 80% do financiamento planejado, de US$ 4 bilhões a US$ 5 bilhões, da Índia, da China, do Banco Mundial e do Banco Asiático de Desenvolvimento ao longo de três a cinco anos. Isso significaria aproximadamente US$ 3,2 bilhões a US$ 4 bilhões desses quatro parceiros, com o restante buscado em outras fontes.
Em 4 de novembro, Misri disse ao secretário de Relações Exteriores, Amrit Bahadur Rai, e a outras autoridades nepalesas que a Índia estava disposta a analisar pedidos específicos de assistência e propostas de projetos. As conversas com a China incluem a reconstrução e a infraestrutura a serviço das passagens de fronteira de Rasuwa, Tatopani e Korala.
Wagle afirma que a reconstrução no atual ano fiscal usará recursos redirecionados do orçamento existente, enquanto recursos adicionais poderão entrar no orçamento do ano seguinte. Ele também diz que o Nepal aderiu a um sistema de seguro contra catástrofes, destinado a liberar recursos mais rapidamente após grandes desastres.
Os recursos disponíveis precisam chegar às famílias
O Fundo de Ajuda a Desastres do primeiro-ministro teria cerca de Rs 18 bilhões, ante Rs 2,17 bilhões antes das enchentes. Dos Rs 1 bilhão destinados à autoridade de desastres para operações de busca, resgate e assistência, Rs 370 milhões haviam sido liberados, e cerca de Rs 260 milhões foram gastos em operações de helicóptero.
Uma análise anterior da demora no auxílio-aluguel identificou como obstáculos aos pagamentos o cadastro incompleto das famílias, a falta de verificação e a ausência de solicitações dos governos locais. Essas etapas administrativas determinam se os recursos mantidos pelo governo central chegam às famílias que tentam alugar moradias e retomar o trabalho.
A entrega de moradias também exige que os imóveis sejam destinados às famílias. Cinquenta abrigos temporários em Bidur continuavam desocupados, segundo relatos, embora tivessem sido concluídos antes de Dashain. Enquanto isso, as autoridades organizavam novas construções em outros locais. As prioridades imediatas da recuperação são concretas: abrigos ocupados, rotas de transporte utilizáveis, frequência escolar, atendimento de saúde acessível e retomada da renda.
Principais pontos
- A necessidade preliminar de recuperação é de Rs 706,65 bilhões, quase 50% acima dos danos e das perdas econômicas estimados.
- A infraestrutura exige Rs 382,83 bilhões, cerca de 54% dos gastos de recuperação propostos.
- Quatorze projetos hidrelétricos foram afetados, enquanto pontes danificadas restringem o acesso de máquinas de reconstrução.
- Mais de 10 mil crianças foram afetadas, e as aulas foram organizadas em 56 centros temporários de aprendizagem.
- O Nepal busca de US$ 4 bilhões a US$ 5 bilhões ao longo de três a cinco anos; a verba do fundo de perdas e danos cobre cerca de 0,45% da necessidade de recuperação informada.
- Moradia, meios de subsistência, proteção infantil e liberação mais rápida da assistência continuam entre as prioridades centrais da reconstrução.






