Bloqueio de acesso interrompe atividades em aterro sanitário sobrecarregado
A Prefeitura de Phuket suspendeu as entregas ao aterro sanitário em 8 de novembro de 2026, depois que o lixo ultrapassou a capacidade do local e motoristas de caminhão despejaram cargas na estrada de acesso, bloqueando a passagem de outros veículos. A paralisação ocorre em meio ao acúmulo de mais de 1,2 milhão de toneladas de resíduos nos locais de descarte, originalmente projetados para receber cerca de 900 mil toneladas.
Conteúdo
- Bloqueio de acesso interrompe atividades em aterro sanitário sobrecarregado
- Como a espera dos caminhões virou uma crise de acesso
- Quanto os resíduos já ultrapassaram a capacidade?
- Área de armazenamento do incinerador também está lotada
- O que mudaria com o segundo incinerador
- O que acontece durante a suspensão?
- Por que o prefeito pede redução do lixo
- Principais pontos
O prefeito Supachoke Laongphet assinou o comunicado de suspensão, que descreveu a situação no centro municipal de descarte de resíduos como a sétima crise de gestão do lixo. A ordem não tem prazo definido para terminar. As entregas serão retomadas depois que as autoridades restabelecerem as condições normais e acertarem os procedimentos com as autoridades locais e as empresas responsáveis pelo transporte do lixo.
O problema de Phuket vai além da estrada bloqueada. A província produz cerca de 1.200 toneladas de lixo por dia, enquanto o incinerador existente consegue processar aproximadamente 700 toneladas. Isso deixa uma diferença diária de cerca de 500 toneladas entre a geração de resíduos e a capacidade da usina, aumentando a pressão contínua sobre o espaço nos aterros.
Um segundo incinerador, cuja conclusão está prevista para junho de 2027, foi projetado para acrescentar exatamente essa capacidade diária de processamento. Até lá, as autoridades terão de administrar um sistema de descarte já sobrecarregado, preparar mais espaço e restabelecer o acesso para os caminhões que chegam.
Como a espera dos caminhões virou uma crise de acesso
A prefeitura informou que o volume de resíduos que chegava ao aterro havia ultrapassado o espaço disponível para recebê-los. Por isso, as autoridades precisavam contratar com urgência maquinário adicional para preparar novas áreas de descarte dentro do local existente.
As obras para abrir espaço reduziram a velocidade de descarregamento na semana anterior à suspensão. Os caminhões esperaram mais do que o habitual para entrar na área de descarte, formando uma fila em uma unidade que já tinha dificuldade para acompanhar o ritmo das entregas.
Na manhã de 8 de novembro, vários motoristas se recusaram a esperar e despejaram a carga na estrada que leva ao aterro, segundo o comunicado da prefeitura. O lixo descartado impediu que os veículos seguintes chegassem à área de descarregamento.
A prefeitura acusou os motoristas envolvidos de agir com descuido e irresponsabilidade. A atitude deles acrescentou um obstáculo físico à falta de espaço para descarte: até os caminhões dispostos a esperar deixaram de conseguir chegar ao destino.
Agora, as autoridades precisam desobstruir a via de acesso, reorganizar o aterro e coordenar as ações com as organizações que levam resíduos ao centro. Restabelecer a passagem de veículos é a tarefa imediata; preparar espaço suficiente para as próximas entregas é o desafio operacional mais amplo.
Quanto os resíduos já ultrapassaram a capacidade?
O prefeito Supachoke afirmou que o volume acumulado nos locais de descarte havia ultrapassado 1,2 milhão de toneladas, ante uma capacidade original de cerca de 900 mil toneladas. Com base nesses números, o excesso passa de 300 mil toneladas, aproximadamente um terço acima da capacidade inicial.
As autoridades redistribuem e compactam resíduos diariamente para abrir espaço para novas cargas. Compactar significa prensar o lixo para que ocupe menos espaço. Mover e comprimir os resíduos existentes ajuda a administrar a área disponível, mas o volume total que precisa ser descartado continua crescendo à medida que os caminhões chegam.
O rápido desenvolvimento urbano, o crescimento populacional e a expansão do turismo aumentaram o volume de resíduos em Phuket. A província também produz mais lixo durante a alta temporada turística, elevando a pressão sobre um sistema de descarte que já conta com pouco espaço disponível.
A descrição do prefeito, que classificou a situação como a sétima crise, aponta para interrupções recorrentes no centro. A emergência atual combina um estoque acumulado de resíduos, um fluxo diário contínuo de lixo novo e o bloqueio de uma estrada que impediu os veículos de chegar à área de descarte.
Área de armazenamento do incinerador também está lotada
Mais de 12 mil toneladas de lixo haviam se acumulado na área de armazenamento que abastece o incinerador de Phuket até sábado, 7 de novembro. O espaço foi projetado para comportar 9 mil toneladas, o que significa que o volume armazenado ultrapassou a capacidade em mais de 3 mil toneladas, novamente cerca de um terço acima do limite previsto.
Um incinerador queima resíduos para reduzir o volume que precisa ser descartado. Antes de entrar na usina, o lixo fica em uma área de armazenamento que permite aos operadores abastecer os equipamentos em um ritmo controlado. Quando as chegadas superam a capacidade de processamento, esse estoque aumenta.
A usina de Phuket consegue processar cerca de 700 toneladas por dia, diante de uma geração provincial de aproximadamente 1.200 toneladas. Portanto, sua capacidade declarada cobre cerca de 58% do lixo produzido em um dia comum. Os 42% restantes correspondem ao volume que outras formas de descarte precisam absorver.
O número do estoque mostra o nível de pressão acumulado nas imediações da unidade de tratamento. Mais de 12 mil toneladas equivalem a mais de 17 dias de processamento, à razão de 700 toneladas diárias, mesmo sem contar as novas chegadas. Essa comparação ilustra o tamanho do estoque à espera de processamento, mas não representa uma previsão de quanto tempo levará para eliminá-lo.
O que mudaria com o segundo incinerador
A conclusão do segundo incinerador está prevista para junho de 2027, descrito no período do anúncio como junho do próximo ano. A capacidade planejada de 500 toneladas por dia elevaria o total combinado para cerca de 1.200 toneladas diárias.
Com essas capacidades declaradas, as duas usinas juntas poderiam igualar a geração diária atual de resíduos de Phuket. A nova unidade aumentaria em cerca de 71% a capacidade de incineração em relação às atuais 700 toneladas por dia.
Os números também explicam por que o prefeito afirma que ampliar a incineração, por si só, não resolverá o problema. Processar 1.200 toneladas por dia enquanto outras 1.200 toneladas chegam não deixa, nesse cálculo, capacidade excedente para reduzir o volume acumulado. O aumento da produção de lixo durante a alta temporada turística pressionaria ainda mais o sistema.
Junho de 2027 é a data prevista para a conclusão da construção. A resposta imediata continua concentrada no aterro existente, na estrada de acesso e nos acordos para o transporte de resíduos, enquanto a nova usina representa um aumento posterior da capacidade de processamento.
O que acontece durante a suspensão?
A Prefeitura de Phuket está coordenando as ações com organizações administrativas locais e empresas de transporte de resíduos enquanto as obras avançam no local. Essas organizações fazem a ligação entre os serviços de coleta e o descarte final: os caminhões precisam de um lugar para descarregar antes de voltar para novas viagens.
A medida anunciada interrompe as entregas ao aterro. A prefeitura não informou uma data para a reabertura nem detalhou alternativas de descarte para cada conselho afetado, deixando sem definição o prazo e os procedimentos locais de coleta.
A sequência dos acontecimentos e o próximo marco previsto são:
- Na semana anterior a 8 de novembro, as obras para preparar mais espaço de descarte aumentaram o tempo de espera dos caminhões de lixo.
- Até 7 de novembro, mais de 12 mil toneladas de resíduos haviam se acumulado na área de armazenamento do incinerador, acima da capacidade de projeto de 9 mil toneladas.
- Em 8 de novembro de 2026, motoristas despejaram lixo na estrada de acesso, e a prefeitura suspendeu por prazo indeterminado as entregas ao aterro.
- As entregas serão retomadas quando o local voltar às condições normais e os procedimentos de transporte forem definidos.
- Até junho de 2027, espera-se que um segundo incinerador seja concluído, acrescentando capacidade para processar 500 toneladas por dia.
Para as autoridades e empresas envolvidas, a reabertura exige tanto uma área de descarte utilizável quanto um procedimento acordado para a entrada dos caminhões. Desobstruir a estrada resolve o bloqueio; reorganizar o aterro enfrenta a falta de espaço que provocou as filas.
Por que o prefeito pede redução do lixo
O prefeito Supachoke pediu aos moradores, às empresas e aos órgãos governamentais que reduzam a geração de resíduos na origem e reciclem mais. Reduzir os resíduos na origem significa evitar que materiais se tornem lixo desde o início, diminuindo o volume que precisa ser coletado, transportado e descartado.
A reciclagem retira materiais reutilizáveis do fluxo de descarte. As duas medidas atuam sobre o volume que chega ao centro, a principal causa da superlotação do aterro e do aumento do estoque à espera de processamento no incinerador.
Os números de Phuket deixam claras as consequências práticas. Atualmente, há uma diferença de cerca de 500 toneladas por dia entre a geração de resíduos e a capacidade de incineração. A nova usina proposta poderia eliminar essa diferença diária em condições normais, enquanto a redução do lixo abriria mais espaço e diminuiria o volume a ser tratado nos períodos de maior movimento.
A prioridade imediata é restabelecer as entregas sem que o bloqueio de acesso se repita. O desafio de longo prazo é fazer com que a quantidade de lixo produzida corresponda ao volume que Phuket consegue processar de maneira confiável, enquanto as autoridades lidam com os resíduos já acumulados nos locais de descarte.
Principais pontos
- A Prefeitura de Phuket suspendeu por prazo indeterminado as entregas ao aterro em 8 de novembro de 2026, depois que lixo despejado bloqueou a estrada de acesso.
- Mais de 1,2 milhão de toneladas de resíduos se acumularam em locais de descarte originalmente projetados para receber cerca de 900 mil toneladas.
- A área de armazenamento do incinerador continha mais de 12 mil toneladas, ante uma capacidade de 9 mil toneladas.
- Phuket produz cerca de 1.200 toneladas de resíduos por dia, enquanto o incinerador atual consegue processar aproximadamente 700 toneladas.
- Um segundo incinerador, cuja conclusão está prevista para junho de 2027, acrescentaria capacidade para processar 500 toneladas por dia.
- O prefeito pede a redução e a reciclagem de resíduos, além da ampliação da capacidade de tratamento.






