Paquistão propõe meta de US$ 6 bilhões em exportações automotivas, carros mais baratos e incentivos fiscais para veículos elétricos

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Pakistan Proposes $6 Billion Auto Export Target, Cheaper Cars and Electric Vehicle Tax Breaks

Cinco anos para ir além da montagem de veículos

O Paquistão propõe exportar US$ 6 bilhões em produtos automotivos ao longo de cinco anos, ante cerca de US$ 200 milhões no último ano fiscal, com uma política que vincula os incentivos aos fabricantes às vendas no exterior e à produção nacional. Anunciado em Islamabad em 7 de novembro de 2026, o pacote também prevê reduções graduais nos custos dos veículos, concessões tributárias para veículos elétricos e maior proteção aos consumidores.

Conteúdo
  1. Cinco anos para ir além da montagem de veículos
  2. Reembolsos de impostos exigiriam condições de produção
  3. Como o governo planeja reduzir os preços
  4. Três alíquotas de imposto propostas para veículos elétricos
  5. Quem pagaria pelos incentivos?
  6. Empréstimos maiores e apoio a postos de recarga
  7. Pagamentos de reserva, auditorias e 45 normas de segurança
  8. Fabricantes de peças alertam para pressão sobre empregos no país
  9. Como a proposta chegou à etapa do gabinete
  10. Pontos principais

O primeiro-ministro Shehbaz Sharif aprovou a versão final da proposta, que ainda precisa ser analisada e aprovada formalmente pelo Gabinete Federal. Haroon Akhtar Khan, assessor do primeiro-ministro para indústria e produção, apresentou as propostas ao lado do ministro da Informação, Attaullah Tarar. As concessões propostas no imposto sobre vendas de veículos elétricos também dependem da aprovação do Fundo Monetário Internacional.

A meta de exportação exigiria vendas anuais ao exterior de US$ 1,2 bilhão, seis vezes os cerca de US$ 200 milhões registrados no último ano fiscal. Se as exportações permanecessem no nível anual recente durante cinco anos, somariam US$ 1 bilhão, ante a meta de US$ 6 bilhões proposta pelo governo.

Akhtar afirmou que o governo pretende transformar um setor que dependeu muito da proteção contra importações, mas teve crescimento limitado nas exportações. Atualmente, a maior parte das exportações automotivas consiste em peças, e não em veículos acabados produzidos por montadoras locais.

Ao explicar por que o governo quer vincular o apoio aos fabricantes a condições mais rigorosas, Akhtar disse:

"Estamos elaborando políticas há 10 anos, mas nossas exportações não aumentaram",

A política se baseia em seis prioridades: acessibilidade, exportações, produção local, segurança veicular, mobilidade elétrica e transparência. O princípio central é que os fabricantes receberiam apoio para reduzir custos e vender no exterior, mas poderiam ser penalizados se não cumprissem as metas de produção e exportação.

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Reembolsos de impostos exigiriam condições de produção

Os fabricantes que cumprirem as condições da política receberão um reembolso de 5% por meio do programa Drawback of Local Taxes and Levies, conhecido como DLTL. O governo também propõe um incentivo adicional de 10% vinculado ao crescimento anual das exportações.

O drawback devolve impostos ou taxas elegíveis relacionados à produção de bens destinados à exportação. O incentivo adicional está vinculado ao aumento das exportações, incorporando o crescimento das vendas no exterior ao sistema de recompensas proposto.

Akhtar afirmou que as empresas precisarão cumprir tanto as metas de exportação quanto as de produção local para ter direito aos reembolsos. Os fabricantes que não cumprirem suas obrigações estarão sujeitos a penalidades, e o descumprimento das exigências de produção nacional também levará à perda do apoio às exportações.

Localização da produção significa fabricar mais partes do veículo e de seus componentes no Paquistão. O governo quer que os fabricantes desenvolvam fornecedores nacionais, em vez de depender principalmente de veículos acabados importados ou de kits para montagem. Isso geraria mais trabalho para empresas paquistanesas na fabricação das peças que compõem cada veículo.

Tarar, ministro da Informação, vinculou diretamente essa exigência ao investimento e ao emprego:

"Sem a fabricação local de veículos e o início das exportações, o país não colherá todos os benefícios deste setor em termos de investimento e emprego",

A proposta, portanto, pede aos fabricantes que promovam duas mudanças em conjunto: vender mais fora do Paquistão e manter mais atividades de produção dentro do país. As receitas de exportação trariam divisas, enquanto a fabricação nacional de componentes manteria mais renda da produção no país.

Como o governo planeja reduzir os preços

As tarifas de importação sobre matérias-primas automotivas, componentes e kits completamente desmontados seriam reduzidas gradualmente ao longo de cinco anos. Esses kits contêm peças enviadas ao Paquistão para montagem. Akhtar também descreveu reduções que afetariam veículos completamente montados, ou seja, veículos acabados importados prontos para venda.

A Política Tarifária Nacional oferece a orientação geral: reduzir o custo de materiais importados e bens intermediários para que os fabricantes possam produzir produtos acabados a preços menores. Para os compradores, o resultado pretendido pelo governo é a redução dos preços nas concessionárias, sobretudo fora do segmento de luxo.

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Veículos com motores abaixo de 1.300 cc são uma prioridade especial para Shehbaz Sharif, segundo Akhtar. A cilindrada, medida em centímetros cúbicos, indica o tamanho de um motor a gasolina ou diesel. Os veículos menores são centrais para o foco declarado da política em famílias de renda média e baixa.

O anúncio vem após as propostas preliminares de preços de outubro, quando estimativas iniciais do setor apontaram reduções superiores a 20% para alguns modelos. Essas estimativas dependiam da tecnologia do veículo e do tratamento tributário. O anúncio de novembro prometeu reduções graduais, mas não confirmou um cronograma de novos preços de varejo.

Akhtar afirmou que os veículos de luxo não teriam os mesmos benefícios nos preços. O governo ainda não publicou a tabela tarifária detalhada, as metas para as empresas, os valores das penalidades nem uma data de implementação. Esses detalhes determinarão a rapidez com que as propostas chegarão às fábricas e concessionárias.

Três alíquotas de imposto propostas para veículos elétricos

Veículos elétricos elegíveis com preço abaixo de US$ 50 mil teriam alíquotas diferentes de imposto sobre vendas, conforme a tecnologia. A estrutura proposta é:

  • 1% para veículos totalmente elétricos.
  • 6% para veículos elétricos com extensor de autonomia.
  • 9% para híbridos plug-in.

Veículos totalmente elétricos funcionam com baterias recarregadas por eletricidade. Veículos elétricos com extensor de autonomia usam um motor elétrico para se deslocar e têm um motor que gera eletricidade para ampliar a distância percorrida. Híbridos plug-in combinam uma bateria que pode ser carregada externamente com um motor que também pode ajudar a movimentar o veículo.

Veículos elegíveis abaixo do limite de preço também seriam isentos do imposto federal sobre consumo, do imposto retido na fonte e do imposto sobre o valor de capital. Veículos elétricos mais caros permaneceriam sujeitos ao regime tributário normal.

Referindo-se às concessões propostas no imposto sobre vendas e ao programa de reformas econômicas do Paquistão, Akhtar disse:

"Isso depende da aprovação do FMI",

O programa do Paquistão com o credor exige disciplina fiscal e maior arrecadação. Reduzir os impostos sobre uma categoria de veículos, portanto, levanta uma questão orçamentária: como incentivar o transporte elétrico sem comprometer a receita do governo.

A política considera os híbridos e os veículos com extensor de autonomia parte da transição para o transporte totalmente elétrico. A meta declarada é que os veículos elétricos representem 30% dos veículos novos até 2030.

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Quem pagaria pelos incentivos?

Uma taxa de desenvolvimento automotivo sobre veículos com motor de combustão interna acima de 1.000 cc ajudaria a financiar o pacote. Veículos com motores de até 1.000 cc seriam isentos, segundo Akhtar.

Tarar também afirmou que veículos convencionais a gasolina com motores abaixo de 1.000 cc ficariam fora das mudanças propostas para esse segmento. A isenção da taxa e a prioridade de acessibilidade usam limites de cilindrada diferentes: a isenção abrange veículos de até 1.000 cc, enquanto o foco do primeiro-ministro na redução de preços inclui veículos abaixo de 1.300 cc.

A receita da taxa financiaria incentivos para veículos elétricos, reembolsos de exportação, pesquisa e desenvolvimento e fabricantes locais de peças automotivas. Akhtar afirmou que o governo busca um efeito neutro sobre a arrecadação, cobrando de veículos convencionais maiores para financiar concessões em outras áreas.

O modelo de financiamento da política importa tanto para os motoristas quanto para os fabricantes. Compradores de veículos elétricos elegíveis receberiam apoio tributário, enquanto compradores de veículos convencionais acima do limite de isenção ajudariam a financiá-lo por meio da taxa.

Tarar argumentou que a redução das importações de petróleo poderia aliviar a pressão sobre a economia e as finanças das famílias. A alta dos preços internacionais do petróleo eleva a conta de importação do Paquistão e expõe os consumidores a custos maiores de combustível. O transporte elétrico reduziria parte dessa dependência.

Empréstimos maiores e apoio a postos de recarga

O financiamento para veículos elétricos aumentaria de 3 milhões para 10 milhões de rúpias paquistanesas, enquanto os prazos de pagamento passariam de três para cinco anos. O teto proposto é mais de três vezes o valor atual citado no anúncio e permitiria que compradores elegíveis financiassem uma parcela maior do preço do veículo.

Um prazo de pagamento mais longo distribui o valor principal por mais parcelas. O valor mensal efetivamente pago por uma família também dependeria do montante financiado e da taxa de juros e das condições oferecidas pelo credor.

Equipamentos de recarga teriam uma alíquota proposta de 1% no imposto sobre vendas e seriam isentos de tarifas alfandegárias. O governo também planeja oferecer apoio financeiro para cobrir a diferença entre o custo de instalação de postos de recarga e as receitas comerciais iniciais.

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Empresas de recarga enfrentam um problema prático no início da adoção: poucos veículos elétricos podem significar poucos clientes pagantes. Os motoristas, por sua vez, precisam confiar que haverá pontos de recarga disponíveis antes de comprar. O apoio proposto ajudaria os postos a funcionar enquanto a demanda cresce.

Motocicletas e scooters elétricas também são uma prioridade importante. Akhtar citou vendas de 240 mil veículos elétricos de duas rodas no ano fiscal de 2025/26, em comparação com 60 mil no ano fiscal de 2024/25, após a Política para Veículos de Nova Energia 2025-30. Os números representam um aumento de quatro vezes.

Tarar destacou o uso crescente de scooters elétricas por meninas e mulheres que se deslocam para escolas, faculdades e escritórios. Ele também apontou possíveis benefícios relacionados a créditos de carbono. Créditos de carbono podem atribuir valor financeiro a reduções de emissões elegíveis, embora o acesso dependa das regras do programa pertinente.

Pagamentos de reserva, auditorias e 45 normas de segurança

Os fabricantes seriam proibidos de cobrar como sinal de reserva mais de 20% do preço de um veículo. Para um veículo que custe 5 milhões de rúpias, isso limitaria o pagamento inicial de reserva a 1 milhão de rúpias.

O governo apresentou o limite como parte de sua resposta a exigências excessivas de pagamento antecipado e cobranças adicionais conhecidas popularmente como on-money. Também seriam introduzidas auditorias independentes para melhorar a prestação de contas e a transparência.

A segurança veicular seria tratada por meio de 45 normas adicionais baseadas no marco WP.29 das Nações Unidas. O WP.29 é o fórum internacional por meio do qual os países desenvolvem regulamentos comuns para veículos. As normas propostas abrangeriam veículos fabricados localmente e veículos usados importados.

Akhtar citou freios defeituosos, falhas nos pneus e cintos de segurança inoperantes entre os problemas que o governo quer enfrentar, sobretudo nos veículos usados importados. Essas medidas acrescentariam exigências sobre as condições e a segurança dos veículos às exigências de produção e exportação da política.

Para os consumidores, portanto, o pacote vai além do preço de compra. Ele limitaria quanto os fabricantes podem exigir no momento da reserva e ampliaria as normas que os veículos devem cumprir.

Fabricantes de peças alertam para pressão sobre empregos no país

A Associação de Fabricantes de Peças e Acessórios Automotivos do Paquistão pediu ao primeiro-ministro, em 24 de outubro, que revisasse a proposta da Política Automotiva 2026-31. A associação alertou que a redução das tarifas sobre veículos acabados e peças automotivas, junto com concessões para veículos de nova energia, poderia prejudicar a produção nacional e o emprego.

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A divergência revela uma tensão prática dentro da política. Materiais importados mais baratos podem reduzir os custos de produção, e importações de veículos acabados a preços menores podem intensificar a concorrência. Os fornecedores nacionais, porém, podem perder negócios quando componentes importados se tornam mais atraentes para as montadoras.

As metas obrigatórias de produção local são a resposta proposta pelo governo. Ao vincular os reembolsos à produção nacional, o governo quer que os fabricantes aproveitem as mudanças tarifárias para se tornarem mais competitivos e continuem desenvolvendo fornecedores paquistaneses.

O mercado do Paquistão inclui atualmente 16 fabricantes de carros ou veículos utilitários esportivos e cerca de 100 fabricantes de motocicletas e outros veículos de duas rodas, segundo Akhtar. Marcas japonesas consolidadas, como Suzuki, Toyota e Honda, enfrentam concorrência crescente de fabricantes chineses e de empresas que oferecem veículos elétricos e diferentes tecnologias híbridas.

Tarar criticou décadas de proteção por meio de altas tarifas de importação, afirmando que o apoio não gerou os avanços esperados em inovação, agregação de valor e qualidade dos veículos. A nova proposta substituiria parte dessa proteção por tarifas mais baixas e obrigações de produção mais explícitas.

Como a proposta chegou à etapa do gabinete

Autoridades afirmaram que consultas com as partes interessadas, dados técnicos e comparações com políticas de outros países ajudaram a moldar a versão final da proposta. O processo também recebeu críticas de fornecedores de peças, preocupados com o ritmo e o alcance das reduções tarifárias.

  • 20 de outubro de 2026: Shehbaz Sharif aprovou uma versão anterior da proposta para novas consultas e análise, segundo o presidente da associação de fabricantes de peças.
  • 22 de outubro: Estimativas preliminares de preços detalharam possíveis economias para várias categorias de veículos enquanto a proposta ainda estava em análise.
  • 24 de outubro: A associação de fabricantes de peças pediu ao primeiro-ministro que reconsiderasse disposições que, segundo ela, ameaçavam a produção nacional e os empregos.
  • 7 de novembro: Akhtar e Tarar apresentaram as propostas em Islamabad, após o primeiro-ministro aprovar a versão final para envio ao Gabinete Federal.

O próximo passo é a análise pelo gabinete, seguida das medidas formais necessárias para colocar a política em vigor. Para os fabricantes, as regras decisivas serão as reduções tarifárias e as metas de produção vinculadas aos incentivos. Para as famílias, os efeitos práticos aparecerão nos preços dos veículos, nas condições de financiamento, no acesso à recarga e nas regras para reservas.

Pontos principais

  • O Paquistão propõe exportações automotivas acumuladas de US$ 6 bilhões em cinco anos, ante cerca de US$ 200 milhões no último ano fiscal.
  • Os reembolsos de exportação dependeriam do cumprimento, pelos fabricantes, das metas de vendas no exterior e de produção local.
  • As alíquotas propostas para o imposto sobre vendas de veículos elétricos são de 1%, 6% e 9%, conforme a tecnologia, e dependem da aprovação do FMI.
  • Uma taxa sobre veículos convencionais acima de 1.000 cc ajudaria a financiar incentivos e apoio ao setor.
  • O financiamento para veículos elétricos aumentaria para 10 milhões de rúpias, com os prazos de pagamento estendidos para cinco anos.
  • A política propõe limitar a 20% o pagamento de reserva, além de auditorias independentes e 45 normas adicionais de segurança.
  • A versão final da proposta ainda precisa ser aprovada pelo Gabinete Federal antes da implementação.
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