Peso filipino fecha a P63,09 por dólar com pressão dos custos do petróleo e da demanda por dólares

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Philippine Peso Closes at P63.09 per Dollar as Oil Costs and Dollar Demand Add Pressure

A desvalorização do peso encarece a compra de dólares

O peso filipino fechou a P63,09 por dólar americano no pregão descrito, pressionado pela demanda por dólares, pelos preços elevados do petróleo e pela incerteza geopolítica. Nesse câmbio, a compra de US$ 1.000 custa P63.090, antes de tarifas bancárias ou taxas de câmbio.

Conteúdo
  1. A desvalorização do peso encarece a compra de dólares
  2. O que aconteceu durante o pregão?
  3. Os números oficiais mostram uma desvalorização mais longa
  4. Por que o petróleo e um dólar mais forte importam
  5. Um déficit maior nas contas externas aumenta a pressão
  6. Como a mudança afeta famílias e empresas
  7. O que o BSP diz que está dando sustentação ao mercado
  8. Juros e cautela no mercado de ações
  9. Principais pontos

O movimento faz parte de um período mais amplo de desvalorização. Dados do Bangko Sentral ng Pilipinas (BSP) mostram uma taxa de câmbio média de P63,0996 por dólar em outubro de 2026 e uma cotação de P63,8520 no fim do mês. A menor cotação de fechamento, P64,17, foi registrada em 27 de outubro, seguida por uma recuperação para P63,055 no pregão de 6 de novembro.

A data do pregão em que o peso fechou a P63,09 não foi especificada, e os números de fechamento eram inconsistentes: P63,06 também apareceu ao lado da cotação de destaque de P63,09. A queda informada, de 10,5 centavos em relação ao fechamento anterior de P62,985, corresponde a P63,09. O fechamento de P64,17 em 27 de outubro é o nível mais baixo citado entre os pregões com data informada.

Para famílias e empresas, a questão prática é por quanto tempo o peso continuará desvalorizado. Importadores precisam de mais pesos para pagar contas cotadas em dólares, enquanto famílias que recebem dinheiro do exterior podem obter mais pesos por dólar convertido. O BSP afirma que as reservas em moeda estrangeira, as remessas e as receitas de exportação de serviços ajudam o mercado a atender a essas necessidades.

O que aconteceu durante o pregão?

O peso abriu a P62,98 por dólar e oscilou entre P62,98 e P63,17 durante o pregão associado ao fechamento a P63,09. A passagem da cotação de abertura para P63,09 significou que compradores precisaram de mais 11 centavos por dólar.

O volume negociado foi de P1,778 bilhão, ante P1,598 bilhão no pregão anterior, um aumento de cerca de 11,3%. O maior volume de negociações acompanhou a queda da moeda, embora os dados não detalhem as compras feitas por empresas, investidores ou outros clientes.

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A economista do Chinabank, Domini Velasquez, descreveu o peso como relativamente estável, apesar da retomada da força do dólar. Ela também mencionou uma mínima intradiária anterior de P63,23. Uma cotação intradiária é um preço atingido enquanto o pregão está em andamento; a cotação de fechamento é o preço no fim da sessão. Ambas ajudam a descrever os movimentos da moeda, mas representam momentos diferentes.

Os números oficiais mostram uma desvalorização mais longa

A tabela de taxas de câmbio do BSP, publicada como Tabela 12, mostra que o preço médio do dólar em pesos subiu de P59,1622 em janeiro de 2026 para P62,6125 em setembro e P63,0996 em outubro. Um número mais alto significa que o peso compra menos dólares.

De janeiro a outubro, o custo médio em pesos de um dólar subiu cerca de 6,7%. Um pagamento de US$ 1.000 teria custado cerca de P59.162 pela cotação média de janeiro e P63.100 pela média de outubro, uma diferença de aproximadamente P3.938, antes das tarifas.

A comparação com o ano anterior também é expressiva. A média de outubro de 2025 foi de P58,2984 por dólar, o que tornou a média de outubro de 2026 cerca de 8,2% mais cara para quem compra dólares com pesos. As médias mensais descrevem o período como um todo, enquanto os números do fim do mês registram a última cotação disponível.

A sequência dos acontecimentos com data informada é a seguinte:

  • Janeiro de 2026: a cotação média mensal foi de P59,1622 por dólar.
  • Setembro de 2026: a cotação média mensal chegou a P62,6125, enquanto o balanço de pagamentos registrou déficit de US$ 3,14 bilhões.
  • 27 de outubro: o peso registrou fechamento mínimo de P64,17 por dólar.
  • Fim de outubro de 2026: a tabela do BSP registrou P63,8520 por dólar.
  • 6 de novembro: o relato do pregão apontou fechamento a P63,055, ante P62,97 na sessão anterior.

Por que o petróleo e um dólar mais forte importam

John Paolo Rivera, pesquisador sênior do Philippine Institute for Development Studies, apontou várias pressões atuando ao mesmo tempo. Sua explicação relaciona o mercado internacional de dólares à necessidade das Filipinas de pagar por bens e outras obrigações no exterior.

a força persistente do dólar, os preços elevados do petróleo, a incerteza geopolítica e o aumento da demanda por moeda estrangeira.

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O petróleo pode pressionar o peso por dois canais. Um preço mais alto em dólares encarece o combustível importado, enquanto a desvalorização do peso aumenta o valor em moeda local necessário para pagar a mesma conta em dólares. Assim, empresas que compram combustível enfrentam um custo maior em pesos quando os dois movimentos ocorrem ao mesmo tempo.

Velasquez afirmou que o dólar também havia se valorizado em relação ao iene, à libra e ao euro. Isso insere o movimento do peso em uma mudança mais ampla nos mercados cambiais, em que a demanda pela moeda americana pode afetar vários países ao mesmo tempo.

Rivera também mencionou o sentimento cauteloso dos investidores e o déficit mais amplo do balanço de pagamentos. Segundo ele, alguma estabilização cambial seria possível se os preços do petróleo recuassem e as condições financeiras globais melhorassem. Essas condições importam porque influenciam tanto a demanda por dólares quanto a disposição dos investidores de manter outras moedas.

Um déficit maior nas contas externas aumenta a pressão

As Filipinas registraram déficit de US$ 3,14 bilhões no balanço de pagamentos em setembro, segundo dados do BSP citados no relato do pregão. O resultado compara-se a um déficit de US$ 596 milhões em agosto e a um superávit de US$ 82 milhões em setembro do ano anterior.

O déficit de setembro foi cerca de 5,3 vezes maior que o de agosto, ampliando-se em aproximadamente US$ 2,54 bilhões em um mês. Em comparação com o superávit do ano anterior, houve uma mudança de cerca de US$ 3,22 bilhões em direção ao déficit.

O balanço de pagamentos acompanha as transações entre um país e o resto do mundo. Elas incluem pagamentos por bens e serviços, fluxos de investimentos e transferências, como remessas. Um déficit indica que os pagamentos enviados ao exterior superaram os recebimentos, segundo o saldo registrado.

Esse déficit ajuda a explicar a pressão descrita por Rivera: empresas e outros clientes continuam precisando de moeda estrangeira para cumprir obrigações no exterior, enquanto os recursos que entram no país ajudam a abastecer o mercado. As taxas de câmbio reagem a esse equilíbrio, além das condições do mercado global e das expectativas sobre juros.

Como a mudança afeta famílias e empresas

Importadores que pagam faturas em dólares precisam de mais pesos quando a taxa de câmbio sobe. Uma conta de US$ 10.000 custa P630.900 a P63,09 por dólar, ante P629.850 a P62,985. Mesmo uma variação de 10,5 centavos acrescenta P1.050 a esse pagamento, antes das tarifas.

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Os consumidores podem sentir o efeito quando o aumento dos custos de importação chega aos preços no varejo. O combustível é uma preocupação especial, porque os custos de transporte e entrega também afetam outros produtos. A velocidade e a dimensão de qualquer reajuste dependem dos contratos comerciais, dos estoques e das decisões sobre quanto do custo adicional repassar.

Famílias que recebem dólares de parentes no exterior sentem um efeito imediato diferente. Uma remessa de US$ 1.000 é convertida em P63.090 pela cotação de destaque, antes das tarifas. Seu poder de compra final também depende dos preços dos alimentos, do transporte e de outras necessidades.

Rivera apontou a desvalorização prolongada como a principal preocupação para os orçamentos familiares, e não a atenção despertada por um único marco do mercado.

"A preocupação maior não é, por si só, uma nova mínima recorde, mas uma desvalorização prolongada que se traduza em inflação mais alta e menor poder de compra das famílias", afirmou Rivera.

O que o BSP diz que está dando sustentação ao mercado

O vice-governador do BSP, Zeno Abenoja, afirmou que as reservas internacionais, o dinheiro enviado por filipinos que vivem no exterior e as receitas do setor de terceirização de processos de negócios ajudavam a sustentar a estabilidade do mercado de câmbio. Ele falou em uma coletiva de imprensa relacionada a uma apresentação sobre economia e investimentos na cidade de Iloilo.

As reservas internacionais são ativos em moeda estrangeira mantidos pelo banco central. As remessas e as receitas da terceirização de processos de negócios trazem moeda estrangeira para a economia por meio das famílias e das empresas exportadoras de serviços. A terceirização de processos de negócios inclui serviços prestados nas Filipinas a clientes no exterior.

Abenoja afirmou que as reservas continuavam mais do que adequadas, que as remessas seguiam crescendo em ritmo mais lento e que as receitas da terceirização estavam aumentando. Ele descreveu a contribuição conjunta desses fatores para o mercado.

"Tudo isso continua contribuindo para a estabilidade do mercado de câmbio", afirmou Abenoja.

O vice-governador disse que o BSP estava monitorando as oscilações da taxa de câmbio e seus possíveis efeitos sobre a inflação. Ele também descreveu o objetivo do banco central para as condições de negociação.

"Queremos que o mercado de câmbio opere em condições ordenadas", afirmou Abenoja.

Juros e cautela no mercado de ações

Michael Ricafort, economista-chefe do Rizal Commercial Banking Corp., apontou possíveis aumentos futuros dos juros pelo BSP como uma medida que poderia ajudar a estabilizar o peso, os custos de importação e as expectativas de inflação. Juros mais altos podem tornar os investimentos em pesos mais atraentes, mas também elevam os custos de empréstimos para famílias e empresas.

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Ricafort projetou uma faixa de negociação entre P63,00 e P63,20 para o pregão seguinte a seus comentários. Ele também mencionou a possibilidade de intervenção para controlar a volatilidade acima de P63,00. Essas observações foram uma avaliação do economista; as declarações do BSP descreveram o monitoramento e a manutenção de condições ordenadas no mercado.

O relato do mercado de 6 de novembro mostrou que a cautela também se estendia às ações. O índice da Bolsa de Valores das Filipinas caiu 0,28%, para 5.761,95 pontos, enquanto o índice mais amplo All Shares recuou 0,35%, para 3.218,31 pontos. Os investidores aguardavam os dados do produto interno bruto do terceiro trimestre, previstos para a semana seguinte, em meio a preocupações com o fraco crescimento econômico.

Mesmo assim, investidores estrangeiros registraram compras líquidas de ações no valor de P981,81 milhões naquele pregão. As ações do setor financeiro subiram 1,24%, enquanto os outros cinco índices setoriais recuaram. O peso fechou a P63,055, cerca de 1,7% abaixo da cotação de P64,17 por dólar registrada em 27 de outubro, o que significa que recuperou parte do valor perdido naquela mínima, apesar de ter se desvalorizado durante o pregão.

Principais pontos

  • O fechamento do peso destacado foi de P63,09 por dólar, mas o mesmo relato do pregão também trouxe o número conflitante de P63,06.
  • O BSP registrou média mensal de P63,0996 em outubro de 2026 e cotação de P63,8520 no fim do mês.
  • Os relatos de pregões com data informada apontaram P64,17 em 27 de outubro como o fechamento mais baixo, seguido por P63,055 em 6 de novembro.
  • O déficit do balanço de pagamentos em setembro chegou a US$ 3,14 bilhões, ante US$ 596 milhões em agosto.
  • A força do dólar, os preços do petróleo e a demanda por moeda estrangeira pressionam o peso.
  • O BSP afirma que as reservas, as remessas e as receitas da terceirização de serviços sustentam a estabilidade do mercado, enquanto monitora os riscos inflacionários.
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