Emprego nas Filipinas cresce em 534 mil em setembro de 2026, mas desemprego também aumenta

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Philippine Employment Rises by 534,000 in September 2026, but Joblessness Also Grows

Mais filipinos conseguiram trabalho, enquanto outros continuaram procurando

As Filipinas registraram 534 mil pessoas empregadas a mais em setembro de 2026, elevando o total para 50,32 milhões, segundo dados da Pesquisa da Força de Trabalho da Autoridade de Estatística das Filipinas (PSA), divulgados em 6 de novembro. Ainda assim, o desemprego também aumentou, chegando a 2,86 milhões de pessoas, porque a força de trabalho cresceu mais rapidamente do que o emprego.

Conteúdo
  1. Mais filipinos conseguiram trabalho, enquanto outros continuaram procurando
  2. Por que o número de pessoas empregadas aumentou enquanto a taxa caiu
  3. As datas e comparações por trás dos resultados
  4. Comércio liderou os ganhos mensais, enquanto hospedagem e alimentação puxaram o crescimento anual
  5. Perdas na construção pesaram sobre o emprego
  6. Menos trabalhadores queriam trabalhar mais, mas ainda eram milhões
  7. Jovens responderam por boa parte da expansão da força de trabalho
  8. Os serviços predominaram, mas havia diferentes formas de trabalho
  9. DOLE destaca intermediação de vagas e capacitação
  10. Principais pontos

A taxa de desemprego subiu para 5,4%, ante 5,3% em agosto e 3,8% em setembro de 2025. O emprego aumentou em 721 mil em relação ao ano anterior, enquanto o número de desempregados cresceu cerca de 900 mil, considerando os totais divulgados de 2,86 milhões e 1,96 milhão.

O subemprego apresentou um quadro mais favorável. A parcela de pessoas empregadas que queriam trabalhar mais ou cumprir jornadas mais longas caiu para 11%, abrangendo 5,56 milhões de trabalhadores. Mesmo assim, o número continuou ligeiramente acima dos cerca de 5,52 milhões registrados um ano antes.

O estatístico nacional e secretário-geral do Registro Civil, Claire Dennis S. Mapa, apresentou um retrato de um mercado de trabalho em expansão, mas com resultados desiguais. Hotéis, restaurantes e negócios relacionados contrataram trabalhadores, enquanto a construção perdeu postos de trabalho com a desaceleração das obras públicas e o aumento dos custos dos materiais.

Os números têm impactos diferentes para as famílias. Mais pessoas passaram a ganhar com o trabalho, mas também aumentou o número de pessoas à procura de emprego, e milhões que já trabalhavam ainda queriam mais horas. A questão central era se o crescimento do emprego conseguiria acompanhar o número de pessoas que ingressavam ou retornavam ao mercado de trabalho.

Por que o número de pessoas empregadas aumentou enquanto a taxa caiu

A força de trabalho chegou a 53,19 milhões em setembro, ante 52,56 milhões em agosto e 51,56 milhões em setembro de 2025. Ela inclui pessoas com 15 anos ou mais que estão empregadas ou desempregadas.

A taxa de participação na força de trabalho subiu para 64,5%, ante 64% em agosto, voltando ao mesmo nível registrado um ano antes. Em termos simples, cerca de 65 em cada 100 pessoas com 15 anos ou mais participavam do mercado de trabalho.

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A taxa de emprego mede a parcela da força de trabalho que está empregada. A taxa de 94,6% registrada em setembro ficou abaixo dos 94,7% de agosto e dos 96,2% de um ano antes, embora o número de pessoas empregadas tenha aumentado. O grupo considerado cresceu mais rapidamente do que o número de pessoas com trabalho.

Ao longo do ano, a força de trabalho aumentou cerca de 1,63 milhão de pessoas, enquanto o emprego cresceu em 721 mil. Isso significa que o aumento líquido do emprego correspondeu a cerca de 44% do crescimento líquido da força de trabalho. Mapa também mencionou 1,61 milhão de participantes adicionais no mercado de trabalho em suas declarações, além dos totais divulgados, que apontam aumento de 1,63 milhão.

Esses números representam mudanças nos totais populacionais entre os períodos da pesquisa. Pessoas começam a trabalhar, deixam empregos e entram ou saem da força de trabalho; por isso, os dados mostram o saldo desses movimentos.

As datas e comparações por trás dos resultados

A PSA coletou os dados da Pesquisa da Força de Trabalho de setembro entre 8 e 28 de setembro de 2026. Os resultados foram apresentados em uma sessão informativa na sexta-feira, 6 de novembro, e o Departamento do Trabalho e Emprego (DOLE) também comentou os números naquele dia.

As comparações mensal e anual mostram diferentes aspectos do quadro. Agosto é a referência mais próxima, enquanto setembro de 2025 mostra como o emprego mudou ao longo de um ano inteiro.

  • Setembro de 2025: Havia 49,60 milhões de pessoas empregadas, 1,96 milhão de desempregadas e uma força de trabalho de 51,56 milhões.
  • Agosto de 2026: O emprego chegou a 49,79 milhões, o total de desempregados foi de 2,77 milhões e a força de trabalho somou 52,56 milhões.
  • De 8 a 28 de setembro de 2026: A PSA coletou os dados da pesquisa mais recente.
  • Resultados de setembro de 2026: O emprego chegou a 50,32 milhões, o total de desempregados foi de 2,86 milhões e a força de trabalho cresceu para 53,19 milhões.
  • 6 de novembro de 2026: Os resultados foram apresentados ao público, e o DOLE detalhou seus programas de apoio ao emprego.

Em comparação com agosto, a população desempregada aumentou cerca de 90 mil pessoas. Em comparação com setembro de 2025, a taxa de desemprego subiu 1,6 ponto percentual, uma variação muito maior do que o aumento mensal de 0,1 ponto percentual.

Comércio liderou os ganhos mensais, enquanto hospedagem e alimentação puxaram o crescimento anual

O comércio atacadista e varejista, incluindo a reparação de veículos automotores e motocicletas, registrou o maior aumento de emprego entre agosto e setembro, com 546 mil trabalhadores a mais. As atividades de alojamento e alimentação vieram em seguida, com 449 mil.

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Outros grandes aumentos mensais ocorreram na administração pública e defesa, incluindo a seguridade social obrigatória, com 314 mil trabalhadores a mais; na indústria de transformação, com 311 mil; e na pesca e aquicultura, com 276 mil.

As atividades de alojamento e alimentação lideraram a comparação anual, com 834 mil trabalhadores a mais em relação a setembro de 2025. Transporte e armazenagem cresceram em 254 mil trabalhadores; outras atividades de serviços, em 174 mil; agricultura e silvicultura, em 139 mil; e administração pública e defesa, incluindo a seguridade social obrigatória, em 117 mil.

O aumento anual apenas nas atividades de alojamento e alimentação superou o crescimento líquido de 721 mil empregos em toda a economia. As perdas em outros setores reduziram o total final, mostrando como um forte crescimento em uma área pode coexistir com dificuldades em outra.

O comércio é outro exemplo de como o período de comparação importa. Apesar do aumento de 546 mil trabalhadores em relação a agosto, o emprego no comércio atacadista e varejista e na reparação de veículos ainda estava 101 mil abaixo do nível de setembro de 2025. Transporte e armazenagem ganharam trabalhadores ao longo do ano, mas perderam 170 mil entre agosto e setembro.

Perdas na construção pesaram sobre o emprego

A construção registrou a maior queda de emprego em ambas as comparações. O número de trabalhadores do setor caiu em 416 mil em relação a agosto e em 271 mil em relação a setembro de 2025, deixando cerca de 4,70 milhões de pessoas empregadas no setor.

Mapa atribuiu a queda à desaceleração das obras públicas e ao aumento dos custos dos materiais de construção. Ele apontou a construção de edifícios como uma área particularmente afetada, com redução de cerca de 329 mil empregos.

Mapa, estatístico nacional da PSA, descreveu a desaceleração durante a sessão informativa:

As atividades de construção realmente caíram, especialmente as obras públicas.

Ele afirmou que os custos dos materiais subiram cerca de 5,5%, afetando atividades como reformas e manutenção de residências. Para os trabalhadores da construção, a queda na atividade significou menos oportunidades de emprego, mesmo com a expansão de vários setores de serviços.

Outras perdas anuais incluíram 163 mil trabalhadores em artes, entretenimento e recreação; 105 mil em informação e comunicação; e 85 mil em atividades profissionais, científicas e técnicas. O emprego de atendentes de informação em centrais de atendimento, ocupação que inclui atividades de terceirização de processos de negócios, caiu em 289 mil ao longo do ano.

Entre agosto e setembro, agricultura e silvicultura perderam 269 mil trabalhadores; serviços administrativos e de apoio, 245 mil; e atividades profissionais, científicas e técnicas, 154 mil. Essas quedas ajudaram a compensar os grandes aumentos mensais no comércio, na hotelaria e alimentação, na indústria de transformação e na pesca.

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Menos trabalhadores queriam trabalhar mais, mas ainda eram milhões

O subemprego mede quantas pessoas empregadas querem horas adicionais no trabalho atual, outro emprego ou um novo trabalho com jornada mais longa. A taxa de 11% em setembro significava que cerca de uma em cada nove pessoas empregadas queria trabalhar mais.

Nas estatísticas da PSA divulgadas junto com os resultados, a taxa de agosto foi informada como 11,9%, embora outra cifra publicada a tenha colocado em 11,1%. A taxa de setembro de 2025 foi de 11,1%, tornando a queda anual de apenas 0,1 ponto percentual.

A comparação anual também mostra por que tanto a taxa quanto o número de pessoas importam. O subemprego caiu como parcela do total de pessoas empregadas, mas o número de trabalhadores nessa situação aumentou de aproximadamente 5,52 milhões para 5,56 milhões, uma alta de cerca de 40 mil. Nesse período, a população empregada havia crescido.

Entre os trabalhadores subempregados em setembro, 61,4% trabalhavam menos de 40 horas por semana, incluindo aqueles que não trabalharam durante o período de referência. Aplicando essa proporção aos 5,56 milhões, chega-se a aproximadamente 3,41 milhões de pessoas.

Os 38,6% restantes, aproximadamente 2,15 milhões de pessoas, trabalhavam pelo menos 40 horas, mas ainda queriam trabalho adicional. Assim, uma semana de trabalho completa podia coexistir com o desejo de obter mais oportunidades de renda.

Entre todas as pessoas empregadas, a média semanal de horas trabalhadas subiu para 40,1, ante 39,2 em agosto, mas permaneceu abaixo das 40,5 registradas um ano antes. Cerca de 102 mil pessoas trabalharam exatamente uma hora durante a semana de referência, ante 59 mil em agosto e 22 mil em setembro de 2025. As horas trabalhadas oferecem outra medida do volume de trabalho por trás do total de pessoas empregadas.

Jovens responderam por boa parte da expansão da força de trabalho

Filipinos de 15 a 24 anos representaram 988 mil dos participantes adicionais na força de trabalho em comparação com setembro de 2025. Isso correspondeu a cerca de 61% do aumento líquido total de 1,63 milhão.

A participação nessa faixa etária subiu para 34,1%, ante 32,7% em agosto e 31,6% um ano antes. O emprego entre os jovens chegou a 6,23 milhões, enquanto cerca de 715 mil jovens trabalhadores estavam subempregados, o equivalente a uma taxa de subemprego de 11,5%.

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Mapa também apontou aumentos de 451 mil participantes na força de trabalho com idades entre 35 e 44 anos e de 433 mil entre 45 e 54 anos. Esses aumentos, somados ao número de jovens, superam a alta líquida nacional porque as mudanças nas demais faixas etárias também afetam o total.

Mapa afirmou que os homens representaram uma parcela maior dos participantes adicionais do que as mulheres, em comparação com um ano antes. Segundo suas declarações, a força de trabalho cresceu em várias faixas etárias, com os jovens dando a maior contribuição.

Para os jovens à procura de emprego, a combinação de maior participação e aumento do desemprego nacional aponta para uma concorrência mais acirrada pelas vagas. O número de jovens subempregados também mostra que conseguir trabalho não encerrou a busca por mais horas para centenas de milhares de jovens trabalhadores.

Os serviços predominaram, mas havia diferentes formas de trabalho

Os serviços responderam por 62,2% do emprego em setembro, seguidos pela agricultura, com 20,7%, e pela indústria, com 17,1%. Essa distribuição ajuda a explicar por que os ganhos em lojas, restaurantes, hotéis e transportes tiveram peso expressivo nos números nacionais.

Entre os grupos setoriais mais detalhados, o comércio atacadista e varejista e a reparação de veículos empregavam 19,9% dos trabalhadores; a agricultura e a silvicultura respondiam por 17,9%; e a construção representava 9,3%.

Os trabalhadores assalariados correspondiam a 63% das pessoas empregadas. Aqueles que trabalhavam por conta própria sem empregados remunerados representavam 28,1%; os trabalhadores familiares não remunerados, 7,3%; e os empregadores em propriedades rurais ou empresas familiares, 1,5%.

Entre os trabalhadores assalariados, 78% atuavam em estabelecimentos privados, o equivalente a 49,1% de todas as pessoas empregadas. Órgãos governamentais e empresas controladas pelo governo empregavam 15% dos assalariados, ou 9,5% de todas as pessoas empregadas.

O total de pessoas empregadas, portanto, abrangia várias formas de trabalho: receber salário, administrar um pequeno negócio sozinho, empregar outras pessoas ou ajudar sem remuneração em uma empresa familiar. O subemprego e as horas trabalhadas dão mais detalhes sobre quanto trabalho essas modalidades proporcionavam.

DOLE destaca intermediação de vagas e capacitação

O DOLE ressaltou o aumento anual do número de pessoas empregadas, de aproximadamente 49,6 milhões para 50,32 milhões. Entre seus programas para ampliar as oportunidades de emprego e ajudar candidatos a conseguir trabalho, citou o JobStart Philippines, feiras de emprego e cursos de capacitação profissional.

As feiras de emprego aproximam empregadores e candidatos, enquanto a capacitação ajuda as pessoas a adquirir qualificações para as vagas disponíveis. Esses serviços atendem a aspectos práticos da busca por emprego, como encontrar oportunidades e cumprir os requisitos dos empregadores.

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O DOLE não anunciou um novo cronograma nem uma meta de colocações no relato de sua resposta em 6 de novembro. O desafio imediato indicado pelos números de setembro era a dimensão da procura por trabalho: 2,86 milhões de desempregados, além de 5,56 milhões de pessoas empregadas que buscavam trabalho adicional ou jornadas mais longas.

Em setembro, o emprego aumentou e a taxa de subemprego caiu, mas a força de trabalho cresceu mais rapidamente do que o número de pessoas empregadas. As perdas na construção e o grande ingresso de jovens ajudam a explicar por que o aumento de 534 mil pessoas empregadas em relação a agosto veio acompanhado de uma taxa de desemprego maior.

Principais pontos

  • O emprego chegou a 50,32 milhões em setembro de 2026, com aumento de 534 mil em relação a agosto e de 721 mil em relação a um ano antes.
  • O desemprego subiu para 5,4%, afetando 2,86 milhões de pessoas, ante 2,77 milhões em agosto.
  • A força de trabalho cresceu para 53,19 milhões, com taxa de participação de 64,5%.
  • O subemprego caiu para 11%, embora 5,56 milhões de pessoas empregadas ainda quisessem trabalho adicional ou jornadas mais longas.
  • O comércio liderou os ganhos mensais de emprego, enquanto as atividades de alojamento e alimentação registraram o maior aumento anual.
  • O emprego na construção caiu em 416 mil em relação a agosto e em 271 mil em relação a setembro de 2025.
  • Pessoas de 15 a 24 anos representaram 988 mil dos participantes adicionais na força de trabalho ao longo do ano.
  • O DOLE citou o JobStart Philippines, feiras de emprego e cursos de capacitação profissional como parte de sua resposta na área de emprego.
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