Zonas econômicas de Bangladesh atraem quase US$ 300 milhões e criam 42 mil empregos, diz Banco Mundial

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Bangladesh Economic Zones Draw Nearly $300 Million and Create 42,000 Jobs, World Bank Says

Investimentos e empregos colocam zonas industriais em destaque

As zonas econômicas de Bangladesh atraíram quase US$ 300 milhões em investimentos privados e criaram cerca de 42 mil empregos com o apoio do Banco Mundial, segundo dados divulgados em 28 de outubro de 2026 pelo escritório da instituição no país. O anúncio destaca o papel de terrenos industriais preparados, infraestrutura e apoio às empresas para colocar negócios em operação.

Conteúdo
  1. Investimentos e empregos colocam zonas industriais em destaque
  2. O que uma zona econômica oferece
  3. Estradas, água e energia por trás dos números
  4. Quem financiou os preparativos?
  5. Quantos trabalhadores foram beneficiados?
  6. Segurança e padrões ambientais fizeram parte do programa
  7. Do primeiro programa a um sucessor de US$ 500 milhões
  8. Por que os resultados importam para as necessidades de financiamento de Bangladesh
  9. Principais pontos

O Banco Mundial em Bangladesh compartilhou os dados em sua página oficial no Facebook como parte do trabalho para mobilizar capital privado. Em termos simples, isso significa usar financiamento para o desenvolvimento e outros tipos de apoio para ajudar empresas a investir recursos próprios em fábricas, instalações e empregos.

O histórico de projetos anterior do banco apresenta um valor de investimento muito maior: o relatório de resultados do projeto, de 5 de maio de 2021, afirma que o Projeto de Apoio ao Desenvolvimento do Setor Privado ajudou a atrair mais de US$ 3,9 bilhões em investimentos privados diretos entre 2011 e 2021, além de criar cerca de 41 mil empregos. O anúncio mais recente não informa o período abrangido nem explica como os totais de investimento e empregos se relacionam com os resultados anteriores.

Para trabalhadores e empresas, a realidade vai além de qualquer um dos números em destaque. O programa anterior desenvolveu 1.500 acres de terreno, entregou infraestrutura e instalações avaliadas em US$ 407 milhões e ajudou a capacitar mais de 21 mil pessoas. Também apoiou a elaboração de regras para as zonas industriais e de serviços destinados a facilitar os investimentos.

Esses detalhes mostram como o programa funcionou: recursos públicos e de desenvolvimento ajudaram a preparar terrenos e instituições, enquanto empresas privadas investiram em negócios. A geração de empregos dependia da combinação dos dois lados, com terrenos utilizáveis, eletricidade, água, conexões de transporte e trabalhadores aptos a ocupar as vagas.

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O que uma zona econômica oferece

Bangladesh recorreu às zonas econômicas especiais, em parte, porque as empresas tinham dificuldade para encontrar terrenos adequados para novos projetos industriais. O relatório do Banco Mundial de 2021 descreve como o aumento da produtividade agrícola durante a década de 1990 levou milhões de trabalhadores a buscar empregos na indústria e nos serviços nas cidades, enquanto a escassez de terrenos limitava novos investimentos.

Uma zona econômica reúne terrenos industriais e serviços de apoio em uma área designada. A empresa ainda precisa estabelecer e administrar seu negócio, mas o acesso a terrenos preparados e a uma infraestrutura compartilhada pode reduzir parte do trabalho necessário para começar em uma área sem desenvolvimento prévio.

O Projeto de Apoio ao Desenvolvimento do Setor Privado combinou obras de construção com apoio a órgãos governamentais, empresas e trabalhadores. Seu trabalho ajudou a criar a Autoridade das Zonas Econômicas de Bangladesh, conhecida como BEZA, e a Autoridade dos Parques de Alta Tecnologia de Bangladesh, ou BHTPA.

Essas instituições receberam apoio para avaliar se terrenos públicos eram adequados ao desenvolvimento, preparar zonas e parques tecnológicos e emitir licenças. Esse trabalho administrativo é tão importante quanto as obras: investidores precisam de uma organização capaz de avaliar terrenos, processar solicitações e administrar as regras que orientam a operação das empresas.

Estradas, água e energia por trás dos números

As obras físicas do projeto incluíram 26 quilômetros de estradas, um dique de 14 quilômetros, oito pontes, três subestações elétricas e dois reservatórios de água. Somada a outras instalações, a infraestrutura entregue foi avaliada pelo Banco Mundial em US$ 407 milhões.

As fábricas dependem dessas conexões todos os dias. Estradas e pontes transportam materiais de construção, trabalhadores e produtos acabados. As subestações ajudam a fornecer eletricidade aos usuários industriais, enquanto os reservatórios contribuem para o abastecimento de água. Preparar esses serviços em uma área industrial permite que empresas individuais se estabeleçam sobre uma base compartilhada.

O programa apoiou o desenvolvimento do Bangabandhu Sheikh Mujib Shilpa Nagar 1 e da Zona Econômica de Mongla, incluindo a introdução das zonas no mercado por meio de um contrato de arrendamento privado. Também preparou terrenos para o Bangabandhu Sheikh Mujib Shilpa Nagar 2.

O Banco Mundial afirmou que o projeto atraiu o primeiro investidor estrangeiro âncora de Bangladesh no mercado de desenvolvimento e operação de zonas econômicas. Um investidor âncora é um participante importante que chega primeiro e cujo compromisso pode ajudar a iniciar um empreendimento e atrair outras empresas. Nesse caso, o investimento envolveu as empresas responsáveis pelo desenvolvimento e pela operação das próprias zonas.

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Quem financiou os preparativos?

O Projeto de Apoio ao Desenvolvimento do Setor Privado recebeu US$ 170 milhões em créditos da Associação Internacional de Desenvolvimento, instituição do Banco Mundial que oferece financiamento em condições favoráveis a países elegíveis. O Departamento para o Desenvolvimento Internacional do Reino Unido, posteriormente incorporado ao Ministério das Relações Exteriores, da Commonwealth e do Desenvolvimento, concedeu mais de US$ 20 milhões.

O financiamento britânico apoiou obras e assistência técnica, incluindo planejamento diretor, promoção de investimentos, assessoria em transações e desenvolvimento de competências. Um programa britânico separado para melhorar o ambiente de investimentos, administrado pela Corporação Financeira Internacional, também ofereceu assistência técnica.

Os US$ 170 milhões em créditos da Associação Internacional de Desenvolvimento e a doação superior a US$ 20 milhões foram recursos de desenvolvimento destinados ao programa. Os mais de US$ 3,9 bilhões registrados entre 2011 e 2021 foram investimentos de empresas privadas. Separar essas categorias ajuda a explicar o modelo de financiamento: o apoio ao desenvolvimento pagou pelo trabalho de viabilização, enquanto as empresas investiram capital em atividades comerciais.

A BEZA, a BHTPA e a Autoridade das Zonas de Processamento de Exportações de Bangladesh foram os principais órgãos responsáveis pela implementação. O programa também coordenou ações com associações que representam fabricantes de roupas, produtores de malhas, centrais de atendimento, empresas de terceirização e companhias de software, conectando seu trabalho a vários setores da economia.

Quantos trabalhadores foram beneficiados?

Os resultados registrados pelo Banco Mundial em 2021 indicaram cerca de 41 mil empregos, dos quais 24% eram ocupados por mulheres. Isso equivale a quase uma em cada quatro vagas. As mulheres representaram 31% das mais de 21 mil pessoas que receberam capacitação profissional, ou quase uma em cada três pessoas capacitadas.

A diferença de sete pontos percentuais mostra que a participação das mulheres foi maior na capacitação do que nos empregos contabilizados pelo projeto. Capacitação e emprego medem etapas diferentes da participação: um curso pode preparar alguém para o trabalho, enquanto a contagem de vagas registra os empregos criados.

O programa capacitou profissionais e executivos de tecnologia da informação e ajudou empresas a aprimorar seus processos internos e a qualidade de seus produtos. O apoio para obter certificações internacionais de qualidade fez parte desse trabalho. Essas certificações oferecem aos clientes uma forma reconhecida de avaliar se um fornecedor atende a padrões específicos.

O trabalho do projeto em relação ao emprego também abrangeu as condições dentro dos locais de trabalho. Ele apoiou o cumprimento de normas de construção e um programa de consultoria social e ambiental em zonas de processamento de exportações que atendia cerca de 500 mil trabalhadores. Esse alcance mais amplo incluía trabalhadores de operações já existentes, além dos esforços do programa para criar novos empregos.

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Segurança e padrões ambientais fizeram parte do programa

Os desastres em fábricas de Bangladesh em 2012 e 2013, incluindo incêndios e desabamentos, tornaram a segurança industrial uma preocupação urgente para as políticas públicas. O relatório do Banco Mundial relaciona o programa de zonas econômicas à necessidade de um crescimento industrial com maior responsabilidade social e ambiental.

O projeto ajudou a elaborar a Política de Zonas Econômicas Privadas, a Política de Bem-Estar dos Trabalhadores das Zonas Econômicas de Bangladesh, a Lei de Serviços Integrados e os Regulamentos de Gestão do Fundo das Zonas Econômicas de Bangladesh. Essas medidas trataram da organização das zonas, da proteção dos trabalhadores por políticas de bem-estar, da prestação de serviços e da gestão de fundos.

A Lei de Serviços Integrados fez parte do esforço para simplificar os procedimentos administrativos. A ideia básica de um ponto de atendimento único é facilitar o acesso dos investidores às autorizações e aos serviços necessários para operar, sem que precisem percorrer cada processo separadamente.

O sr. Chaminda, identificado pelo Banco Mundial como gerente de sustentabilidade da Hop Yick Ltd. em Bangladesh, descreveu melhorias na gestão ambiental da empresa, no acesso aos mercados europeus e na obtenção de certificações ambientais. Segundo ele, a empresa havia:

alcançado uma redução de 9,31 por cento nas emissões

Seu relato dá um exemplo concreto das mudanças empresariais que o programa buscou apoiar: melhor desempenho ambiental aliado à capacidade de vender para mercados internacionais. O Banco Mundial também registrou o reconhecimento regional da empresa, que recebeu um prêmio de ouro do LCMP.

Do primeiro programa a um sucessor de US$ 500 milhões

O Banco Mundial aprovou o projeto de Investimento Privado e Empreendedorismo Digital, conhecido como PRIDE, no valor de US$ 500 milhões, em 19 de junho de 2020. O relatório de resultados de 2021 apresentou o PRIDE como a continuação do Projeto de Apoio ao Desenvolvimento do Setor Privado.

Entre os objetivos declarados do PRIDE estavam a criação de empregos, a atração de investimentos privados e o apoio à sustentabilidade ambiental nas zonas econômicas e nos parques tecnológicos de software participantes. O projeto previa o uso de energia renovável, melhorias na eficiência energética e um programa de subsídios para incentivar investimentos em produção mais sustentável.

As principais datas ajudam a contextualizar os anúncios de investimento:

  • 2011 a 2021: O Projeto de Apoio ao Desenvolvimento do Setor Privado ajudou a atrair mais de US$ 3,9 bilhões em investimentos privados e a criar cerca de 41 mil empregos.
  • 19 de junho de 2020: O Banco Mundial aprovou o projeto PRIDE, de US$ 500 milhões.
  • 5 de maio de 2021: O Banco Mundial publicou seu relatório detalhado sobre os resultados do projeto anterior.
  • 28 de outubro de 2026: Foram divulgados dados do Banco Mundial em Bangladesh que apontam quase US$ 300 milhões em investimentos privados e cerca de 42 mil empregos.

O programa sucessor ampliou o foco: além de tornar os terrenos industriais utilizáveis, passou a buscar melhorias na forma como as empresas participantes usam energia e administram a produção. Para uma fábrica, maior eficiência energética significa usar menos energia para produzir uma determinada quantidade de bens, o que pode reduzir tanto os custos operacionais quanto as emissões.

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Por que os resultados importam para as necessidades de financiamento de Bangladesh

O anúncio mais recente de investimentos em Bangladesh ocorre enquanto o governo busca novos financiamentos do Banco Mundial para energia, agricultura e setor bancário. Em 22 de outubro, o governo buscava US$ 3,77 bilhões em financiamento para o ano fiscal de 2027, sendo US$ 2,77 bilhões para projetos e US$ 1 bilhão em apoio direto ao orçamento.

O pedido incluía US$ 350 milhões em garantias para importações de gás natural liquefeito, US$ 450 milhões para reformas do setor financeiro e US$ 300 milhões para o fornecimento de fertilizantes. As propostas estavam em negociação, junto com discussões sobre um plano mais amplo de financiamento de US$ 10 bilhões ao longo de três anos.

Energia e setor bancário têm relação direta com as atividades industriais que as zonas econômicas pretendem apoiar. As fábricas precisam de eletricidade e combustível confiáveis para operar, enquanto as empresas precisam de bancos funcionais para fazer pagamentos e obter financiamento. Terrenos industriais preparados atendem a um conjunto de necessidades de investimento; serviços confiáveis e acesso a recursos financeiros atendem a outras.

Os resultados das zonas econômicas mostram concretamente o que o apoio ao desenvolvimento pode viabilizar: terrenos com serviços, conexões de transporte, instituições, capacitação e investimentos de empresas privadas. Para Bangladesh, o principal desafio é transformar essas bases em produção e emprego duradouros, melhorando ao mesmo tempo as condições de quem realiza o trabalho.

Principais pontos

  • O Banco Mundial em Bangladesh citou quase US$ 300 milhões em investimentos privados e cerca de 42 mil empregos nas zonas econômicas.
  • O relatório anterior do banco registrou mais de US$ 3,9 bilhões em investimentos privados e cerca de 41 mil empregos entre 2011 e 2021.
  • O projeto anterior desenvolveu 1.500 acres e entregou infraestrutura e instalações avaliadas em US$ 407 milhões.
  • As mulheres ocupavam 24% dos empregos registrados em 2021 e representavam 31% das pessoas capacitadas.
  • O programa recebeu US$ 170 milhões em créditos da Associação Internacional de Desenvolvimento e uma doação britânica superior a US$ 20 milhões.
  • O projeto sucessor PRIDE, de US$ 500 milhões, foi aprovado em junho de 2020 e tinha metas de investimento, emprego e proteção ambiental.
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