Ministério pretende concluir avaliação em novembro
O Ministério da Mão de Obra da Indonésia prevê concluir, na última semana de novembro de 2026, sua avaliação inicial dos salários mínimos provinciais para 2027, enquanto sindicatos pressionam por aumentos de até 9,5%. Os governadores provinciais definirão os valores finais após considerar as recomendações dos conselhos salariais.
Conteúdo
- Ministério pretende concluir avaliação em novembro
- Quem decide os novos salários?
- A regulamentação que orienta o cálculo
- Por que o custo de vida faz parte das negociações
- O que os sindicatos querem com o reajuste
- Salários setoriais ampliam a disputa
- As datas que precisam se encaixar
- Despesas das famílias e custos das empresas
- Protestos regionais se concentram em decisões regionais
- Pontos principais
O ministro da Mão de Obra, Yassierli, apresentou a meta em Jacarta em 27 de outubro. O governo ainda está calculando as necessidades para uma vida digna, uma medida do que os trabalhadores precisam para cobrir as despesas do dia a dia, e preparando discussões com representantes de empregadores e trabalhadores.
Yassierli descreveu a meta para novembro como o prazo até o qual o ministério pretende concluir pelo menos sua própria avaliação:
Nossa meta é a última semana de novembro. Será até o fim de novembro, embora eu não me lembre da data exata. Até lá, no mínimo, pretendemos ter concluído a avaliação no âmbito do ministério.
O governo não anunciou uma porcentagem de aumento proposta nem uma data exata para a conclusão. O cronograma também precisa ser esclarecido, pois o prazo habitual para o anúncio provincial, 21 de novembro, ocorre antes da meta declarada pelo ministério para concluir seu trabalho inicial.
Quem decide os novos salários?
O salário mínimo provincial, conhecido como UMP, estabelece um piso salarial para cada província. O processo na Indonésia combina discussões nacionais sobre regras e cálculos com recomendações e decisões regionais.
A Instituição Nacional de Cooperação Tripartite, ou LKS Tripartit Nasional, reúne governo, empregadores e trabalhadores ou sindicatos. O Conselho Nacional de Salários, conhecido como Depernas, também participa das discussões sobre a fórmula salarial. Em seguida, os conselhos salariais regionais analisam os cálculos e fazem recomendações para suas áreas.
Yassierli disse que o processo existente orientará as discussões:
Em relação ao UMP, reitero que já temos um mecanismo em vigor. O assunto será discutido pelo Conselho Nacional de Salários e, depois, tratado em etapas pelos conselhos salariais regionais.
Cada governador define o UMP da província após considerar a recomendação do conselho salarial provincial. Assim, trabalhadores de diferentes províncias podem receber aumentos distintos no salário mínimo, em vez de um reajuste nacional igual para todos.
A regulamentação que orienta o cálculo
O Ministério da Mão de Obra afirma que a definição dos salários de 2027 continuará seguindo o Regulamento Governamental nº 49 de 2025. Dhatun Kuswandari, diretora do ministério responsável pelas relações trabalhistas e pela política salarial, confirmou essa posição em 21 de outubro.
Dhatun identificou a regulamentação que as autoridades pretendem usar:
A definição do salário mínimo especificamente para 2027 continuará a se basear no Regulamento Governamental nº 49 de 2025.
O cálculo mantém a inflação e o crescimento econômico como suas principais variáveis econômicas. A inflação mede o aumento dos preços, enquanto o crescimento econômico mede a expansão da atividade econômica. Ambos são importantes nas discussões salariais, pois os trabalhadores enfrentam mudanças nos custos domésticos e os empregadores operam em condições de negócios também variáveis.
A regulamentação também estabelece uma faixa de 0,5 a 0,9 para um índice chamado alfa, que reflete a contribuição do trabalho para o crescimento econômico. O alfa é um fator usado no cálculo, não a porcentagem final de aumento dos salários. A escolha dentro dessa faixa é um dos motivos pelos quais as discussões técnicas são importantes para o resultado final.
Por que o custo de vida faz parte das negociações
O ministério está calculando as necessidades estimadas para uma vida digna, conhecidas pela sigla indonésia KHL. Isso aproxima a discussão de uma questão prática para as famílias: de quanto dinheiro um trabalhador precisa para cobrir as despesas habituais?
Yassierli disse que as discussões tratarão dos requisitos legais relativos ao KHL e das pesquisas usadas no processo de definição do salário mínimo. O ministério levará esses temas à instituição tripartite nacional e ao Conselho Nacional de Salários, junto com a fórmula salarial.
A inflação e o KHL abordam os custos domésticos por ângulos diferentes. A inflação descreve o ritmo de aumento dos preços. A estimativa das necessidades para uma vida digna diz respeito ao custo de atender a essas necessidades. Considerar ambos permite que a discussão leve em conta tanto a variação dos preços quanto o valor de que os trabalhadores precisam para viver.
Yassierli também mencionou o cumprimento de uma nova lei e disse que as discussões tripartites ajudariam a determinar se seriam necessárias regulamentações adicionais. Na avaliação dele, as disposições existentes são suficientes em termos de conteúdo. A base de trabalho declarada pelo ministério para o cálculo de 2027 continua sendo o Regulamento Governamental nº 49 de 2025.
O que os sindicatos querem com o reajuste
As propostas trabalhistas em análise variam de 7% a 9,5%. A Confederação Indonésia de Sindicatos, ou KSPI, e o Partido Trabalhista propuseram especificamente um aumento de 7,5% a 9,5% para 2027.
Said Iqbal, presidente da KSPI e do Partido Trabalhista, disse que a proposta leva em conta a inflação, o crescimento econômico e o uso do índice mais alto permitido pela fórmula salarial. A reivindicação, portanto, diz respeito tanto ao aumento final quanto às escolhas feitas durante o cálculo.
A diferença entre os dois limites da proposta da KSPI é de dois pontos percentuais. Para os trabalhadores, o resultado afetaria a renda adicional disponível para despesas domésticas. Para os empregadores, afetaria os orçamentos salariais do próximo ano.
Yassierli disse que as propostas trabalhistas serão consideradas nas discussões. As decisões sobre os aumentos provinciais, inclusive o percentual de 9,5% proposto, dependerão dos governadores e das contribuições dos respectivos conselhos salariais provinciais.
Os sindicatos também querem uma decisão antecipada. Said Iqbal pediu que os salários mínimos provinciais e os salários mínimos setoriais provinciais sejam definidos em 1º de novembro de 2026, várias semanas antes da meta do ministério para concluir sua avaliação inicial.
Salários setoriais ampliam a disputa
A KSPI e o Partido Trabalhista pressionam para que os salários mínimos setoriais fiquem acima do salário mínimo geral da mesma área. O salário setorial se aplica a um setor específico, enquanto o salário mínimo provincial ou local geral estabelece um piso salarial mais amplo.
As reivindicações abrangem os salários mínimos setoriais provinciais, conhecidos como UMSP, e os salários mínimos setoriais de regências ou cidades, conhecidos como UMSK. Assim, o debate vai além do percentual geral de aumento do UMP e inclui os setores abrangidos e os níveis salariais definidos para eles.
Said Iqbal pediu que os governadores respeitem as recomendações de regentes e prefeitos sobre as categorias de setores e os valores dos salários setoriais discutidos nos conselhos salariais. Em Java Ocidental, ele criticou mudanças nessas recomendações e pediu que o governo provincial cumpra uma decisão judicial relativa a uma disputa sobre salário setorial.
Essa reivindicação coloca as decisões regionais no centro da campanha sindical. As negociações nacionais estabelecem o marco geral, mas as discussões provinciais e locais definem as condições salariais que os trabalhadores encontram em seus setores e comunidades.
As datas que precisam se encaixar
O debate salarial envolve várias datas distintas: as reivindicações dos sindicatos, as manifestações previstas, a meta de avaliação do ministério e o calendário habitual de anúncios regionais. Separá-las ajuda a explicar por que o cronograma é importante.
- De 15 a 30 de outubro de 2026: a KSPI e o Partido Trabalhista planejaram manifestações escalonadas em diferentes regiões.
- 21 de outubro: Dhatun disse que a definição dos salários de 2027 continuaria seguindo o Regulamento Governamental nº 49 de 2025.
- 27 de outubro: Yassierli anunciou a meta de concluir a avaliação inicial do ministério na última semana de novembro.
- 1º de novembro: data reivindicada por Said Iqbal para a definição do UMP e dos salários mínimos setoriais provinciais.
- 21 de novembro: prazo habitual para o anúncio do salário mínimo provincial, sujeito a ajustes adotados no fim do ano.
- Última semana de novembro: meta do ministério para concluir seu trabalho inicial.
- 30 de novembro: prazo habitual para o anúncio dos salários mínimos de regências e cidades, conhecidos como UMK, após as decisões provinciais.
- 1º de janeiro de 2027: início previsto da vigência dos novos salários.
A meta do ministério para o fim de novembro vem depois da data habitual de 21 de novembro para o anúncio provincial e perto do prazo local habitual, em 30 de novembro. Um cronograma esclarecido mostraria a governadores, conselhos salariais, trabalhadores e empregadores como as etapas restantes se encaixarão.
Despesas das famílias e custos das empresas
Said Iqbal argumenta que salários mais altos podem ajudar a recuperar o poder de compra. A lógica é simples: quando os trabalhadores têm mais dinheiro para gastar, suas compras podem impulsionar lojas, serviços e outras atividades econômicas.
Ele também rejeita o argumento de que reivindicações por salários mínimos mais altos levam automaticamente ao fechamento de fábricas ou à perda de empregos. Segundo ele, as pressões sobre setores que empregam grande número de trabalhadores decorrem da menor demanda por exportações, dos custos mais altos de energia e produção, da queda do poder de compra interno e de decisões de empresas controladoras de transferir a produção.
Essas são as explicações do líder sindical para as dificuldades enfrentadas pelas empresas. A resposta proposta por ele vai além dos salários e inclui a redução dos custos logísticos, a melhoria dos serviços alfandegários, mudanças tributárias, o aumento da faixa de isenção do imposto de renda e medidas contra cobranças ilegais e corrupção.
Enquanto isso, os empregadores precisam conhecer os valores regionais finais para planejar os custos operacionais de 2027. Os trabalhadores precisam das mesmas decisões para entender como seus salários mínimos vão mudar. O calendário dos anúncios é importante para ambos os grupos, pois os novos valores entrarão em vigor em 1º de janeiro.
Protestos regionais se concentram em decisões regionais
A KSPI e o Partido Trabalhista planejaram manifestações escalonadas de 15 a 30 de outubro, em vez de concentrar a campanha em um único local. Said Iqbal disse que os trabalhadores se mobilizariam em suas próprias regiões porque as decisões sobre o salário mínimo são tomadas localmente. Em Jacarta, a mobilização prevista seria em frente ao gabinete do governador.
A campanha vincula a reivindicação nacional por um reajuste maior à pressão sobre as autoridades que definirão os valores provinciais. Também inclui as reivindicações por salários setoriais nas mesmas discussões regionais.
As próximas etapas práticas são a conclusão das estimativas de necessidades para uma vida digna pelo ministério, as discussões nas instituições nacionais, as recomendações dos conselhos salariais regionais e as decisões dos governadores. Essas etapas determinarão os valores que os empregadores terão de prever em seus orçamentos e os salários mínimos que os trabalhadores poderão esperar em 2027.
Pontos principais
- Yassierli prevê concluir a avaliação salarial inicial do ministério na última semana de novembro de 2026.
- O governo não anunciou uma porcentagem de aumento proposta para 2027.
- A KSPI e o Partido Trabalhista reivindicam um aumento de 7,5% a 9,5% e pisos salariais setoriais mais altos.
- O ministério afirma que o cálculo seguirá o Regulamento Governamental nº 49 de 2025, com base na inflação, no crescimento econômico e em um índice alfa que varia de 0,5 a 0,9.
- Os governadores definirão os salários provinciais após considerar as recomendações dos conselhos salariais provinciais.
- A meta do ministério para o fim de novembro precisa ser conciliada com o calendário habitual de anúncios regionais.
- A previsão é que os novos salários mínimos provinciais e locais entrem em vigor em 1º de janeiro de 2027.






