Indonésia avalia Batam e Halmahera para primeira usina nuclear, com meta para 2032

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Indonesia Studies Batam and Halmahera for First Nuclear Plant as 2032 Target Nears

Batam entra na busca ampliada pelo primeiro local para uma usina nuclear na Indonésia

A Indonésia está estudando Batam, nas Ilhas Riau, e locais em Halmahera, Kalimantan e Sumatra para sua primeira usina nuclear. A decisão sobre o local deve ser tomada até 2027, no mais tardar. A busca reúne diversas propostas, com capacidades e cronogramas distintos: uma usina inicial de 250 megawatts, prevista para 2032; um plano nacional de eletricidade que destina 500 megawatts a duas regiões; e uma proposta de instalação flutuante de 200 megawatts em Halmahera do Norte.

Conteúdo
  1. Batam entra na busca ampliada pelo primeiro local para uma usina nuclear na Indonésia
  2. Por que os planos mencionam 250, 500 e 200 megawatts
  3. Vinte e oito locais candidatos, com outros em avaliação
  4. O que a Rússia e a empresa indonésia propõem para Halmahera
  5. Líderes locais veem eletricidade e empregos em Halmahera do Norte
  6. Um cronograma apertado entre a escolha do local e o fornecimento de eletricidade
  7. Normas de segurança e parceiros estrangeiros continuam no centro das discussões
  8. A energia nuclear começa como uma pequena parte de uma expansão muito maior
  9. Pesquisa nacional acrescenta outra frente ao programa
  10. Principais pontos

O ministro coordenador de Investimentos e Transição Energética, Bahlil Lahadalia, citou Batam durante uma declaração no Ministério de Energia e Recursos Minerais, em Jacarta, em 26 de outubro de 2026. Ele disse que as decisões sobre a construção serão tomadas após estudos de viabilidade, que avaliam se um projeto pode funcionar com segurança e ser técnica e economicamente viável em determinado local.

Bahlil afirmou que a Indonésia estabeleceu cooperação com vários países para o desenvolvimento nuclear. Ao descrever a busca por um local, disse:

O governo indonésio firmou parcerias com vários países para usinas nucleares. Um dos locais potenciais atualmente em estudo fica nas Ilhas Riau.

Batam é, portanto, uma candidata, e não um local de construção confirmado. Bahlil também mencionou Halmahera, em Maluku do Norte, Kalimantan e Sumatra como áreas em análise, e disse que a cooperação com a Rússia está sendo avaliada para a proposta em Halmahera.

A tarefa imediata é transformar essas opções regionais em um local escolhido, um projeto e um processo de desenvolvimento aprovado. O vice-ministro de Energia, Yuliot Tanjung, disse que o governo precisa definir o local antes de solicitar à empresa estatal de eletricidade PLN que realize uma licitação para escolher a empresa responsável pelo projeto.

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Por que os planos mencionam 250, 500 e 200 megawatts

O Plano de Negócios de Fornecimento de Eletricidade da PLN para 2025 a 2034, conhecido pela sigla indonésia RUPTL, destina 250 megawatts de capacidade nuclear a Sumatra e outros 250 megawatts a Kalimantan. Juntos, os valores somam 500 megawatts, ou 0,5 gigawatt.

Bahlil já havia descrito a intenção de começar com uma capacidade relativamente pequena, de 250 megawatts, com possibilidade de início da construção em 2027 e conclusão prevista para 2032. Yuliot mencionou um intervalo mais amplo, de 2032 a 2034, para conectar os 500 megawatts iniciais à rede elétrica.

Os números representam diferentes escalas do processo de planejamento: 250 megawatts para um empreendimento inicial e 500 megawatts nas duas alocações regionais do plano da PLN. A usina flutuante proposta para Halmahera do Norte tem projeto próprio, de 200 megawatts, fornecidos por duas unidades de 100 megawatts cada. As autoridades ainda não explicaram como essa proposta se encaixaria nas alocações para Sumatra e Kalimantan.

Um megawatt mede a capacidade de uma usina de produzir eletricidade em determinado momento. A quantidade efetivamente fornecida ao longo de um ano também depende da frequência de operação e das paradas para manutenção ou reabastecimento. Portanto, as capacidades anunciadas descrevem o porte proposto das instalações, enquanto a produção efetiva dependerá dos projetos e dos modelos operacionais escolhidos.

Vinte e oito locais candidatos, com outros em avaliação

Em 22 de outubro, Yuliot disse que o governo havia preparado uma lista com 28 locais candidatos e estudava outras opções, inclusive para usinas nucleares flutuantes. Entre as áreas já consideradas, ele citou a ilha de Bangka, Kalimantan Oriental e Kalimantan Ocidental.

Bahlil já havia dito que Sumatra e Kalimantan passaram por avaliações de viabilidade e eram as prioridades provisórias. Suas declarações de 26 de outubro ampliaram a atenção pública para Batam e Halmahera, mas mantiveram a decisão condicionada a novos estudos.

A próxima etapa do processo é a escolha do local. Segundo a sequência descrita por Yuliot, depois disso a PLN realizará uma licitação para escolher quem executará o projeto. Para as comunidades das áreas candidatas, a escolha dará início a um processo de desenvolvimento local específico, que incluirá licenças e exigências ambientais.

As opções flutuantes acrescentam outra dimensão à busca. Além de considerar reatores construídos em terra, o governo também está avaliando instalações montadas em unidades flutuantes. Essas propostas ainda precisam de um local definido e das aprovações pertinentes em matéria de segurança nuclear, proteção física e meio ambiente.

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O que a Rússia e a empresa indonésia propõem para Halmahera

A proposta para Halmahera do Norte tem um formato comercial mais específico do que a busca nacional por locais. A estatal nuclear russa Rosatom e a empresa indonésia PT Pembangkit Listrik Nuklir assinaram um acordo de cooperação durante a Russian Energy Week, em Moscou, em 16 de outubro de 2026.

O acordo proposto prevê duas unidades flutuantes de geração FPU-100, cada uma com capacidade de 100 megawatts. Juntas, elas forneceriam 200 megawatts de eletricidade ao norte de Halmahera, em Maluku do Norte. A PT Pembangkit Listrik Nuklir é uma empresa distinta da estatal de eletricidade PLN.

As unidades flutuantes devem usar reatores da série RITM, que já têm experiência operacional a bordo de quebra-gelos russos movidos a energia nuclear. Uma instalação nuclear flutuante produz eletricidade com um reator instalado em uma estrutura flutuante, destinada a abastecer consumidores em terra.

O investidor Romo Nitiyudo Wachjo, também conhecido como Haji Robert, está promovendo o projeto por meio da PT Pembangkit Listrik Nuklir. A iniciativa ainda depende de estudos de viabilidade, licenças, conformidade com as normas de segurança nuclear e proteção física, além de medidas de proteção ambiental, antes de avançar.

Bahlil disse que a cooperação com a Rússia para Halmahera está em estudo. O acordo identifica as empresas envolvidas e a tecnologia proposta, mas a aprovação do governo e as demais etapas de desenvolvimento determinarão se a usina será construída.

Líderes locais veem eletricidade e empregos em Halmahera do Norte

O regente de Halmahera do Norte, Piet Hein Babua, manifestou apoio ao investimento proposto em 26 de outubro. Ele argumentou que a geração nuclear poderia fornecer eletricidade em grande escala e de forma estável, ajudando a região a atender às suas necessidades energéticas no longo prazo.

Piet destacou a capacidade da energia nuclear de gerar muita eletricidade com uma pequena quantidade de combustível. Em uma usina nuclear, a energia liberada dentro do reator produz calor, usado para gerar eletricidade. O processo de geração não emite dióxido de carbono diretamente pela queima de combustível.

Os parlamentares locais Iksan Wan, do Partido Gerindra, e Jumar Mafoloi, do Partido do Mandato Nacional, também apoiaram o investimento. Jumar disse esperar que o projeto incentive novos investimentos e crie empregos para a população local, em especial para os mais jovens.

Essas expectativas ajudam a explicar o apelo local da proposta: mais eletricidade poderia apoiar a indústria e outras atividades econômicas. Os planos divulgados não informam o custo do projeto, o preço da eletricidade ou o número de empregos locais, deixando esses detalhes práticos sem resposta enquanto a avaliação continua.

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Um cronograma apertado entre a escolha do local e o fornecimento de eletricidade

Yuliot estimou que a construção de uma usina nuclear levaria de sete a dez anos. Seu alerta de que os preparativos para o local precisam começar cedo pressiona o cronograma, sobretudo enquanto os estudos e a decisão sobre a localização ainda estão pendentes.

O início da construção em 2027, seguido da conclusão em 2032, deixaria cerca de cinco anos para as obras. Já a estimativa de Yuliot, aplicada a um início em 2027, apontaria para uma conclusão entre 2034 e 2037. O cronograma dependerá do projeto escolhido e da forma como as autoridades definirem o início da construção e o trabalho realizado antes dessa etapa.

As principais datas mostram como as discussões comerciais, a preparação dos locais e o planejamento nacional avançam em paralelo:

  • 26 de maio de 2025: o plano de fornecimento de eletricidade da PLN para 2025 a 2034 foi aprovado, incluindo a geração nuclear.
  • 15 de outubro de 2026: Bahlil discutiu propostas de tecnologia nuclear estrangeira em um simpósio sobre segurança energética em Tangerang, Banten.
  • 16 de outubro de 2026: Rosatom e PT Pembangkit Listrik Nuklir assinaram o acordo de cooperação em Moscou.
  • 22 de outubro de 2026: Yuliot disse que a escolha do local deve preceder a licitação da PLN para o projeto e mencionou 28 locais candidatos.
  • 26 de outubro de 2026: Bahlil apontou Batam e outras regiões em estudo.
  • 2027: o governo espera definir o primeiro local até esse ano, no mais tardar; Bahlil também mencionou a possibilidade de início das obras.
  • 2032 a 2034: as autoridades apontaram esse período para a entrada em operação da primeira capacidade nuclear, com 2032 como meta mais próxima.

Normas de segurança e parceiros estrangeiros continuam no centro das discussões

A Indonésia discute cooperação nuclear com países como Rússia, Estados Unidos, Coreia do Sul e Japão. No simpósio de 15 de outubro, Bahlil também citou Alemanha e Canadá entre os países que haviam oferecido cooperação em tecnologia nuclear.

Bahlil disse que os possíveis parceiros precisam ter capacidades testadas e experiência comprovada. A abordagem que descreveu coloca as avaliações técnicas e de segurança no centro tanto da escolha do local quanto da seleção de um parceiro internacional.

O órgão regulador nuclear da Indonésia, BAPETEN, também participa da preparação do arcabouço jurídico. Haendra Subekti, vice-diretor da área de avaliação de segurança do órgão, disse que o governo estava revisando a Lei nº 10 de 1997, sobre energia nuclear, para tratar de segurança, preparação para emergências, cooperação internacional e aplicação da lei.

Esses temas abrangem responsabilidades distintas. Segurança diz respeito à operação confiável de uma instalação e à proteção contra acidentes. Proteção física é a defesa contra ameaças deliberadas, enquanto a preparação para emergências envolve a capacidade de responder a uma crise. Para a Indonésia, desenvolver uma usina significa preparar essas medidas ao mesmo tempo que realiza a construção física.

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A energia nuclear começa como uma pequena parte de uma expansão muito maior

O plano da PLN prevê 69,5 gigawatts de capacidade adicional até 2034. A divisão anunciada é de 42,6 gigawatts provenientes de fontes novas e renováveis, 10,3 gigawatts de armazenamento e 16,6 gigawatts de combustíveis fósseis. A parcela de combustíveis fósseis inclui 10,3 gigawatts de gás e 6,3 gigawatts de carvão.

Os 0,5 gigawatt de capacidade nuclear previstos equivalem a cerca de 0,7% dos 69,5 gigawatts de expansão. Essa comparação mostra como o programa nuclear inicial seria pequeno diante da ampliação mais ampla do setor elétrico, apesar da atenção em torno da primeira usina do país.

O armazenamento tem uma função diferente da geração. Ele guarda energia produzida anteriormente e a libera quando necessário. Sua inclusão ao lado da nova capacidade de geração reflete a necessidade de administrar tanto a disponibilidade da eletricidade quanto a quantidade de capacidade instalada.

A ambição nuclear de longo prazo é muito maior. As projeções nacionais de energia preveem de 35 a 42 gigawatts de capacidade nuclear até 2060, o que corresponderia a até 12,1% da matriz de energia primária da Indonésia. Energia primária é a energia antes de ser convertida em eletricidade ou em outras formas utilizáveis, portanto essa porcentagem usa uma medida mais ampla do que apenas a geração de eletricidade.

Alcançar de 35 a 42 gigawatts significaria uma capacidade nuclear de 70 a 84 vezes os 0,5 gigawatt iniciais previstos no plano da PLN. Assim, os primeiros projetos dariam início a uma expansão muito mais longa, que exigiria novos locais, investimentos e obras.

Pesquisa nacional acrescenta outra frente ao programa

O secretário de Estado Prasetyo Hadi disse que a Agência Nacional de Pesquisa e Inovação, BRIN, e outros órgãos do governo estavam direcionando a pesquisa nuclear para atender às necessidades de energia e saúde. Em 6 de agosto, a BRIN apresentou pesquisas e inovações nucleares no Palácio Presidencial, incluindo trabalhos destinados a apoiar uma usina nuclear.

Pesquisadores também mencionaram potenciais recursos indonésios de até 89 mil toneladas de urânio e 143 mil toneladas de tório. Esses materiais são relevantes para a energia nuclear, embora transformar recursos no subsolo em combustível utilizável para reatores exija várias etapas industriais.

A pesquisa e as negociações com parceiros estrangeiros atendem a diferentes partes do mesmo programa. O trabalho da BRIN diz respeito à capacidade científica e técnica nacional, enquanto as propostas atuais de usinas envolvem escolher locais, obter tecnologia, organizar a construção e cumprir exigências regulatórias.

Para Batam, Halmahera e as demais áreas candidatas, o próximo marco concreto continua sendo a decisão sobre o local. A escolha definirá onde avançará o desenvolvimento detalhado do projeto e ajudará a determinar qual das capacidades e dos cronogramas concorrentes dará origem à primeira usina nuclear em operação na Indonésia.

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Principais pontos

  • A Indonésia avalia Batam, Halmahera e locais em Sumatra e Kalimantan, e espera decidir a primeira localização até 2027.
  • O plano da PLN destina 250 megawatts a Sumatra e outros 250 megawatts a Kalimantan, totalizando 500 megawatts.
  • As autoridades mencionaram 2032 e o período mais amplo de 2032 a 2034 para o início das operações.
  • Rosatom e PT Pembangkit Listrik Nuklir propõem duas unidades flutuantes, com capacidade total de 200 megawatts, para Halmahera do Norte.
  • O projeto em Halmahera depende de novos estudos, licenças e aprovações de segurança nuclear, proteção física e meio ambiente.
  • A Indonésia está preparando alterações à lei de energia nuclear e, ao mesmo tempo, busca alcançar uma capacidade nuclear de 35 a 42 gigawatts até 2060.
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