Coreia do Sul declara onda de calor desastre nacional após temperaturas recordes e 19 mortes

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Coreia do Sul declara onda de calor desastre nacional após temperaturas recordes e 19 mortes

Temperaturas recordes superam marcas históricas

A Coreia do Sul enfrenta uma onda de calor sem precedentes, que elevou as temperaturas a níveis nunca vistos em mais de um século de registros. A cidade de Yangsan, no sudeste do país, chegou a 42,5 graus Celsius no domingo, a temperatura mais alta em 122 anos de observações da Administração Meteorológica da Coreia. Outros locais, como Goryeong, registraram 41,2 graus Celsius, enquanto um distrito de Seul chegou a 39 graus Celsius. Os meteorologistas relacionam as condições extremas à combinação de sistemas de alta pressão e ao efeito föhn, que aquece o ar ao descer pelas montanhas.

Conteúdo
  1. Temperaturas recordes superam marcas históricas
  2. Presidente Lee Jae Myung determina resposta nacional
  3. Seul emite alerta de nível máximo
  4. Comunidades vulneráveis enfrentam dificuldades extremas
  5. Onda de calor regional se estende pela Ásia Oriental
  6. Redes elétricas e infraestrutura sob pressão
  7. Padrões climáticos mudam as condições habituais do verão
  8. Principais pontos

A Administração Meteorológica da Coreia emitiu na terça-feira seu primeiro alerta de onda de calor severa para toda Seul, após ampliar os avisos para distritos do sul e do oeste. O alerta é acionado quando a temperatura aparente supera 38 graus Celsius ou a máxima real ultrapassa 39 graus Celsius. Os moradores foram orientados a interromper atividades ao ar livre, incluindo agricultura, esportes e obras.

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Presidente Lee Jae Myung determina resposta nacional

O presidente Lee Jae Myung falou em uma reunião de gabinete na terça-feira e instruiu as autoridades a tratar a situação como um desastre nacional. Ele orientou os funcionários a proteger grupos vulneráveis, inspecionar as redes elétricas diante do aumento da demanda por ar-condicionado e reformular o sistema de resposta a desastres. Lee observou que os padrões climáticos anormais tornam mais provável a ocorrência de períodos extremos prolongados nos próximos anos.

A Agência de Controle e Prevenção de Doenças da Coreia informou 19 mortes relacionadas ao calor, das quais 13 vítimas tinham 80 anos ou mais. Desde 15 de maio, pelo menos 2.025 pessoas em todo o país receberam atendimento por doenças relacionadas ao calor. Dois idosos morreram no domingo enquanto trabalhavam ao ar livre: um em uma estufa perto de Seul e outro em Busan.

Seul emite alerta de nível máximo

As autoridades ampliaram o alerta de nível máximo para toda a capital na manhã de terça-feira. A medida exige a suspensão imediata de trabalhos não essenciais ao ar livre. Funcionários municipais realizaram reuniões de emergência e mobilizaram enfermeiros para acompanhar 63 mil moradores em situação de risco, incluindo idosos que vivem sozinhos e pessoas com doenças crônicas. Uma frota de 200 caminhões joga água em quase 2 mil quilômetros de vias até seis vezes por dia, enquanto sistemas de nebulização funcionam continuamente.

Duas partidas profissionais de beisebol programadas em Seul e Gwangju foram canceladas por questões de segurança. Autoridades da província de Gyeongsang do Norte usam drones equipados com alto-falantes e câmeras térmicas para monitorar locais ao ar livre populares e emitir alertas.

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Comunidades vulneráveis enfrentam dificuldades extremas

Moradores de vilas de jjokbang, formadas por casas de um único cômodo sem ar-condicionado, descrevem condições que nunca haviam enfrentado. Cho Sang-yeon, que mora há quase 20 anos no distrito de Yeongdeungpo, na zona oeste de Seul, disse que o calor atual supera tudo o que já sentiu. Alguns moradores se mudaram para abrigos temporários do governo com ar-condicionado, enquanto bombeiros jogam água nas ruas e monitoram pessoas em situação de rua.

O presidente Lee ressaltou que os direitos dos trabalhadores de interromper as atividades durante períodos de calor extremo devem ser respeitados e pediu fiscalização mais rigorosa de locais de trabalho ao ar livre e fechados. As medidas de apoio são destinadas a idosos que vivem sozinhos e pessoas em moradias apertadas.

Onda de calor regional se estende pela Ásia Oriental

A crise se estende para além da Coreia do Sul. No Japão, quase 18.600 pessoas precisaram de atendimento hospitalar por insolação entre 20 e 26 de julho, e 45 chegaram mortas aos hospitais. Três leões do Parque Zoológico de Tama, em Tóquio, morreram com suspeita de insolação, apesar das medidas de prevenção. Uma porta-voz do zoológico observou que a alta umidade diferencia os verões japoneses das condições mais secas da África. A Coreia do Norte manteve alertas de calor em todo o país, enquanto parques aquáticos em Pyongyang atraíram multidões.

Cientistas atribuem o aumento da frequência e da intensidade das ondas de calor às mudanças climáticas causadas pela atividade humana. A agência meteorológica das Nações Unidas alertou para o fortalecimento do El Niño, que provavelmente elevará as temperaturas globais e alterará os padrões de chuva.

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Redes elétricas e infraestrutura sob pressão

As autoridades monitoram as redes elétricas enquanto a demanda por ar-condicionado atinge novos picos. O presidente Lee ordenou inspeções para evitar interrupções no fornecimento, que poderiam colocar os moradores em risco durante os períodos mais quentes do dia. O número de dias por ano com temperaturas de pelo menos 33 graus Celsius mais que dobrou nos últimos cinco anos em comparação com a década de 1970.

Padrões climáticos mudam as condições habituais do verão

A Administração Meteorológica da Coreia atribui o calor prolongado à formação mais antecipada e intensa de um sistema de alta pressão no Pacífico Norte, além do aquecimento da superfície do mar. Esses fatores mantêm a umidade e provocam noites tropicais mais frequentes. As ondas de calor agora começam mais cedo e duram mais do que nas décadas anteriores.

O tufão Dolphin, que se aproxima pelo leste, pode aumentar a umidade ou trazer alívio temporário, dependendo de sua trajetória. Os meteorologistas esperam que a tempestade perca força antes de chegar ao continente, como um sistema de categoria 1 ou 2.

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Principais pontos

  • O presidente Lee Jae Myung declarou a onda de calor um desastre nacional e ordenou uma reformulação dos sistemas de resposta a crises.
  • Yangsan registrou 42,5 graus Celsius, a temperatura mais alta em 122 anos de observações.
  • 19 pessoas morreram por causas relacionadas ao calor, 13 delas com 80 anos ou mais, e mais de 2 mil receberam atendimento desde maio.
  • Seul recebeu seu primeiro alerta de calor severo, válido para toda a capital.
  • Três leões morreram com suspeita de insolação em um zoológico de Tóquio durante a onda de calor regional.
  • As mudanças climáticas e o El Niño contribuem para eventos climáticos extremos mais frequentes e intensos.
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