Oito zonas aguardam liberação militar para projetos de 85,4 trilhões de won
Oito zonas de desenvolvimento de energia eólica offshore na Coreia do Sul, com capacidade de geração planejada de 13.037 megawatts e investimentos propostos de 85,4 trilhões de won, correm o risco de perder suas designações governamentais porque as consultas militares continuam sem conclusão. Até 27 de outubro, nenhuma havia resolvido as questões operacionais militares vinculadas à aprovação, cujo prazo termina no fim do ano.
Conteúdo
- Oito zonas aguardam liberação militar para projetos de 85,4 trilhões de won
- Por que a análise militar ficou mais difícil
- Radar e áreas de treinamento exigem soluções diferentes
- O que significa o prazo para a designação
- Projeto de 6 trilhões de won já perdeu seu principal participante
- Duas leis regulamentam as análises militares e marítimas
- Um novo sistema de planejamento antecipa as análises militares
- Pontos principais
O investimento equivale a cerca de US$ 63,7 bilhões. A capacidade planejada é de aproximadamente 13 gigawatts, o que torna a disputa relevante para as ambições da Coreia do Sul no setor eólico offshore. Esses números se referem a projetos propostos; a construção e a geração de eletricidade ainda dependem de aprovações adicionais e decisões de investimento.
Em março, o governo designou ou ampliou as oito zonas, com a condição de que as consultas militares fossem concluídas até o fim do ano. O descumprimento dessa condição pode levar à redução das áreas de desenvolvimento ou à retirada completa das designações.
Um representante da força-tarefa para promoção da energia eólica offshore do Ministério do Clima, Energia e Meio Ambiente descreveu a situação ainda sem solução:
As oito zonas estão em consulta com as respectivas unidades militares, mas nenhuma chegou a uma resolução", disse o representante. "Se as zonas não cumprirem as condições da designação até o fim do ano, teremos de considerar revogar suas designações.
A questão central é onde as turbinas podem ser instaladas com segurança. Autoridades militares manifestaram preocupação com equipamentos de vigilância, navegação naval, controle de tráfego aéreo e áreas de treinamento. Algumas preocupações podem ser resolvidas com equipamentos ou mudanças no posicionamento das turbinas. Outras podem exigir a alteração dos limites de uma zona de desenvolvimento inteira.
Por que a análise militar ficou mais difícil
Unidades militares que não haviam participado inicialmente apresentaram objeções adicionais à medida que as consultas avançaram. A Marinha também forneceu avaliações operacionais para as oito zonas. Agora, os governos locais precisam conciliar exigências de diversos órgãos militares, cujas responsabilidades e áreas de atuação podem ser diferentes.
Um parque eólico pode afetar mais de uma atividade militar em um mesmo local. Um arranjo de turbinas que mantenha aberta uma rota de navegação ainda pode criar problemas para o radar ou ocupar águas necessárias para treinamentos. Portanto, chegar a um acordo com uma unidade não resolve as demais exigências operacionais.
Inicialmente, os governos locais selecionaram os locais considerando a viabilidade comercial e a aceitação das comunidades próximas. Eles não tinham informações completas sobre as restrições militares, enquanto as autoridades militares enfrentam limites para revelar áreas operacionais sensíveis.
Por isso, as empresas desenvolvedoras têm apresentado propostas de posicionamento das turbinas e perguntado se as instalações seriam permitidas. Isso cria um processo repetido de propostas, avaliações e possíveis revisões, com o risco de surgir uma nova objeção depois que outras etapas de planejamento já avançaram.
Radar e áreas de treinamento exigem soluções diferentes
O Ministério da Defesa Nacional detalhou preocupações específicas em uma resposta enviada à província de Jeolla do Sul em junho. Para o projeto de geração Jeonnam 10, na zona de desenvolvimento de Shinan, o ministério alertou que as turbinas poderiam limitar a capacidade dos equipamentos de vigilância marítima de detectar e identificar objetos. Também pediu que fossem garantidas rotas de navegação seguras para embarcações da Marinha.
A Força Aérea alertou para possíveis obstruções ao radar de controle da defesa aérea e interferências nas missões de controle de tráfego aéreo. Pediu mudanças nos locais das turbinas ou medidas que eliminassem as restrições operacionais.
O radar ajuda os militares a detectar e rastrear objetos. As grandes estruturas das turbinas e suas pás em movimento podem dificultar essa tarefa. Equipamentos adicionais podem solucionar algumas falhas de detecção, mas a solução aceitável depende da avaliação militar de cada local.
As áreas de treinamento impõem uma restrição física diferente. Onde os militares precisam de águas abertas para exercícios, a instalação de turbinas pode ser totalmente proibida. Mudar estruturas individuais de lugar pode não ser suficiente se grande parte da zona eólica proposta se sobrepuser à área necessária para treinamento.
O que significa o prazo para a designação
As aprovações de março abriram caminho para que as empresas avançassem com os projetos, mas a liberação militar continuou sendo uma condição. O governo pode considerar reduzir as áreas aprovadas ou revogar as designações se essa condição não for cumprida. A revogação é uma possibilidade, não uma decisão anunciada para todas as oito zonas.
A zona de Jindo Fase 2 enfrenta outra exigência ainda sem solução: consultas sobre uma disputa de fronteira marítima. Ela precisa resolver tanto essa questão quanto as preocupações operacionais militares dentro do mesmo prazo.
As principais etapas da análise das designações são:
- Março: Oito zonas eólicas offshore foram designadas ou ampliadas, com a condição de que as consultas militares fossem concluídas até o fim do ano.
- Junho: O Ministério da Defesa enviou à província de Jeolla do Sul exigências relacionadas à vigilância, às rotas navais e às operações aéreas.
- 27 de outubro: As oito zonas continuavam sob análise operacional militar.
- Fim de novembro: A província de Jeolla do Norte avaliava abrir uma nova chamada para empresas interessadas em sua segunda zona de expansão no sudoeste.
- Fim do ano: O descumprimento das condições pode levar à redução das áreas designadas ou à retirada das designações.
O governo criou uma força-tarefa para promoção da energia eólica offshore em dezembro de 2025, a fim de apoiar a coordenação entre os órgãos envolvidos. As consultas ainda pendentes mostram o desafio prático dessa iniciativa: encontrar locais e configurações que sejam aceitáveis tanto para as empresas de energia quanto para as autoridades militares.
Projeto de 6 trilhões de won já perdeu seu principal participante
A fase 2 da expansão eólica offshore no sudoeste da província de Jeolla do Norte mostra como a incerteza sobre locais e aprovações pode afetar a escolha de empresas desenvolvedoras. O projeto prevê instalar 1 gigawatt de capacidade de geração em águas próximas ao condado de Buan, com investimento proposto de cerca de 6 trilhões de won.
A Korea Western Power, líder de um consórcio de sete empresas, manifestou a intenção de se retirar sem consultar previamente os demais participantes. A incerteza sobre as consultas militares e preocupações com a viabilidade comercial foram apontadas como possíveis fatores. O motivo decisivo da retirada não foi confirmado.
O 1 gigawatt do projeto equivale a 1.000 megawatts, ou cerca de 7,7% dos 13.037 megawatts planejados para as oito zonas. O investimento de 6 trilhões de won representa aproximadamente 7% dos 85,4 trilhões de won propostos no total.
Posteriormente, a província de Jeolla do Norte considerou abrir uma nova chamada para propostas no fim de novembro. O Ministério da Energia, porém, concentrou-se inicialmente em saber se as consultas militares poderiam ser concluídas a tempo de preservar a designação da zona.
Essa prioridade é importante para possíveis concorrentes. Uma nova empresa desenvolvedora herdaria as mesmas dúvidas sobre onde as turbinas podem ser instaladas e quais exigências militares precisam ser cumpridas. A mudança no consórcio não resolve as decisões sobre os locais.
Duas leis regulamentam as análises militares e marítimas
O Ministério do Clima, Energia e Meio Ambiente explicou os requisitos legais em sua explicação de fevereiro de 2026, publicada em resposta a preocupações sobre um projeto eólico offshore próximo a Busan.
O ministério afirmou que a Lei de Proteção de Bases e Instalações Militares exige uma consulta sobre a adequação operacional militar durante o desenvolvimento de projetos eólicos offshore. Em termos simples, as autoridades precisam avaliar se uma instalação proposta interferiria nas atividades militares.
Um segundo processo se aplica quando um projeto busca autorização para ocupar e utilizar águas públicas. Nos termos da Lei de Gestão e Aterro de Águas Públicas, a autoridade responsável por essas águas deve consultar os órgãos administrativos pertinentes e considerar a segurança nacional e a segurança do tráfego marítimo.
Busan mostra por que essas análises vão além do local das turbinas. As preocupações envolviam rotas marítimas da Marinha, radares do Exército e da Força Aérea e a segurança em águas utilizadas por muitas embarcações. O ministério contestou a afirmação de que o projeto avançava apesar da oposição das autoridades de defesa e de assuntos marítimos, dizendo que ele prosseguiria após consultas com os órgãos pertinentes.
Um novo sistema de planejamento antecipa as análises militares
Na declaração de fevereiro de 2026, o ministério informou que a Lei de Energia Eólica Offshore entraria em vigor em 26 de março de 2026. Segundo o sistema de planejamento governamental descrito na declaração, as consultas operacionais militares ocorreriam antes da designação de uma zona preliminar de desenvolvimento.
Antecipar a análise muda o momento em que empresas desenvolvedoras e governos locais tomam conhecimento das restrições. As oito zonas que receberam aprovação condicional mostram o custo de deixar em aberto questões importantes sobre os locais enquanto os projetos já avançam pelo processo de designação.
O governo também informou que oferece consultoria sobre locais marítimos e trabalha para antecipar as análises operacionais militares. Essas medidas buscam identificar conflitos durante a avaliação dos locais, quando pode ser mais viável alterar os limites propostos ou escolher outro local.
As solicitações de novas designações pelo sistema vigente de zonas de desenvolvimento eólico offshore foram efetivamente encerradas em março. Por isso, um projeto que perca sua designação pode ter dificuldades para se candidatar novamente pelo mesmo caminho. Outras possibilidades incluem prosseguir como um projeto individual de geração ou migrar para um local planejado pelo governo conforme a legislação especial de energia eólica offshore.
Todos os caminhos ainda exigem consultas militares. Para empresas desenvolvedoras, governos locais e integrantes de consórcios, o próximo passo concreto é chegar a um acordo sobre locais aceitáveis para os projetos e eventuais mudanças necessárias em equipamentos, rotas de navegação ou limites das áreas. Uma estrutura de aprovação diferente não elimina essas exigências físicas.
Pontos principais
- Oito zonas eólicas offshore, com investimentos planejados de 85,4 trilhões de won e capacidade de 13.037 megawatts, podem ser reduzidas ou perder suas designações.
- Em 27 de outubro, as consultas militares ainda não haviam sido concluídas em nenhuma das oito zonas, cujo prazo termina no fim do ano.
- As preocupações militares incluem o desempenho dos radares, a navegação naval, o controle de tráfego aéreo e o acesso a áreas de treinamento.
- A retirada da Korea Western Power interrompeu um projeto proposto de 6 trilhões de won próximo ao condado de Buan.
- A declaração do ministério de fevereiro de 2026 descreveu um novo sistema que exige consultas militares antes da designação preliminar de uma zona.
- A substituição de empresas desenvolvedoras ou a mudança do caminho de aprovação não elimina a necessidade de resolver as exigências militares.






