Diljit Dosanjh é orientado a retirar quatro músicas do show em Indore, em 15 de novembro

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Diljit Dosanjh Told to Drop Four Songs From November 15 Indore Concert

Quatro músicas vetadas nove dias antes do show

O responsável pela Proteção à Criança do distrito de Indore orientou os organizadores do show a excluir quatro músicas de Diljit Dosanjh da apresentação marcada para 15 de novembro de 2026, citando preocupações com a influência delas sobre crianças a partir de cinco anos, que poderão comparecer. A carta enviada em 6 de novembro à administração do C-21 Mall lista músicas acusadas de glorificar o consumo de álcool, as drogas e a violência.

Conteúdo
  1. Quatro músicas vetadas nove dias antes do show
  2. O que foi determinado ao local do show
  3. Por que a decisão judicial de 2019 é central
  4. As regras sobre ruído também faziam parte da mesma decisão
  5. A denúncia vai além das letras originais
  6. A presença de crianças é central no argumento de segurança
  7. Polícia investiga e-mails ameaçadores
  8. Dosanjh diz que encontrará os fãs em Indore
  9. Indore enfrentou outra controvérsia em 2024
  10. As datas que definem o show e a turnê
  11. Pontos principais

As músicas vetadas são "Patiala Peg", "5 Taara Theke", "Case (Jeb Vichon Afeem Labhiya)" e "Jatt Fire Karda". A descrição original da determinação identifica a terceira música como "Jeb Vicho Feem"; títulos mais completos usados na cobertura a identificam como "Case". A quarta também aparece com seu título mais longo: "Jatt Uthe Fire Karda Jitthe Pabandi Hathiyaran Di".

O show está marcado para o C-21 Estate Ground, em Indore, no estado de Madhya Pradesh. A carta foi enviada após uma denúncia do professor de Chandigarh Dr. Panditrao Dharenavar e cita uma decisão de 22 de julho de 2019 do Tribunal Superior de Punjab e Haryana, relativa a músicas que glorificam o consumo de intoxicantes e a violência.

Dosanjh afirmou que pretende se apresentar conforme programado. Os preparativos também ocorrem em meio a uma investigação policial sobre e-mails ameaçadores enviados a três escolas particulares e ao gabinete do prefeito de Indore, Pushyamitra Bhargava. As buscas nas escolas não encontraram explosivos.

A mudança imediata para os organizadores é concreta: quatro faixas populares devem ser retiradas do repertório planejado. A denúncia do professor também pede restrições a letras alteradas, à participação de crianças no palco e a cintos de munição de imitação, ampliando a controvérsia para além da seleção de músicas.

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O que foi determinado ao local do show

O responsável pela Proteção à Criança do distrito, órgão vinculado ao Departamento de Desenvolvimento da Mulher e da Criança, instruiu a administração do C-21 Mall a garantir que as quatro músicas não sejam executadas. A carta afirma que as letras podem influenciar negativamente crianças pequenas e destaca que crianças a partir de cinco anos terão entrada permitida.

Cópias foram enviadas ao coletor de Indore, ao agente de receita competente, ao diretor adjunto de Desenvolvimento da Mulher e da Criança e ao responsável pela delegacia de Vijay Nagar. A distribuição da carta dá ciência da instrução tanto aos administradores distritais quanto à polícia local.

A instrução expressa diz respeito às quatro músicas. Não foi especificado se as autoridades também aceitaram os pedidos relativos a letras modificadas, crianças no palco e acessórios de figurino. Assim, os organizadores enfrentam uma restrição confirmada às músicas, além de outras exigências feitas pelo denunciante.

Por que a decisão judicial de 2019 é central

Os juízes Rajiv Sharma e Harinder Singh Sidhu proferiram a decisão de 22 de julho de 2019 do Tribunal Superior de Punjab e Haryana ao analisar ações sobre ruído excessivo em Punjab, Haryana e Chandigarh. A denúncia em Indore identifica o processo como CWP/27011/2016.

A decisão foi proferida no processo CWP nº 6213 de 2016 (O&M) e em ações relacionadas. A política proposta pelo comitê deveria ser implementada em Punjab, Haryana e no território da União de Chandigarh.

O tribunal abordou músicas, além de alto-falantes, armas de fogo em procissões e instituições de ensino e outras questões envolvendo crianças. Entre as determinações, estava garantir que músicas que glorificam bebidas alcoólicas, vinho, drogas e violência não fossem tocadas em apresentações ao vivo.

A determinação 28(x) diz:

Determina-se aos diretores-gerais da Polícia dos estados de Punjab e Haryana e do território da União de Chandigarh que garantam que nenhuma música que glorifique bebidas alcoólicas, vinho, drogas e violência seja tocada, inclusive em apresentações ao vivo.

Ao explicar sua preocupação com a violência, o tribunal afirmou:

A glorificação da violência deu origem a uma cultura de gangues nos estados de Punjab e Haryana e no território da União de Chandigarh.

A decisão determinou providências às autoridades de Punjab, Haryana e Chandigarh. O responsável pela Proteção à Criança de Indore a citou como fundamento da instrução local em Madhya Pradesh, colocando uma decisão de outra região no centro dos preparativos para este show.

A determinação sobre as músicas se dirige especificamente aos diretores-gerais da Polícia de Punjab, Haryana e Chandigarh; não menciona Indore nem Madhya Pradesh. O tribunal também determinou que cópias da decisão fossem enviadas aos secretários-chefes de Punjab e Haryana e ao secretário do Interior de Chandigarh para cumprimento.

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As regras sobre ruído também faziam parte da mesma decisão

O processo de 2019 também examinou a aplicação das Regras de Poluição Sonora (Regulamentação e Controle), de 2000. Um comitê presidido pelo advogado M. L. Sarin informou ao tribunal que já havia leis suficientes para controlar o ruído, mas faltava aplicá-las.

O tribunal tratou da necessidade de autorização por escrito para o uso de alto-falantes, das restrições ao uso durante a noite e das responsabilidades de autoridades distritais e policiais. As determinações também abrangeram equipamentos de construção barulhentos entre 22h e 6h, buzinas de pressão e motocicletas sem silenciadores adequados.

A decisão discutiu as regras 2(c), 3, 4 e 5, que tratam da definição da autoridade responsável pela aplicação, dos padrões de ruído para diferentes áreas e das restrições ao uso de alto-falantes. O tribunal afirmou que os governos estaduais devem classificar áreas industriais, comerciais, residenciais e de silêncio e adotar medidas para manter o ruído dentro dos padrões estabelecidos.

De acordo com a regra 5, alto-falantes e sistemas de sonorização pública precisam de autorização por escrito. A decisão descreveu restrições ao uso durante a noite, com exceção para comunicações em espaços fechados, como auditórios, salas de conferência, salões comunitários e salões de banquetes. Os governos estaduais podem autorizar seu uso entre 22h e meia-noite em ocasiões festivas culturais ou religiosas, por no máximo 15 dias por ano, desde que sejam adotadas medidas para reduzir a poluição sonora. O ruído no limite de um local público que use alto-falante ou outra fonte sonora não pode exceder em mais de 10 dB(A) os padrões de ruído ambiente.

Os juízes se basearam na decisão da Suprema Corte no caso Anirudh Kumar v. Municipal Corporation of Delhi & Ors., 2015(7) SCC 779. Esse caso associou a proteção contra ruídos desagradáveis ou nocivos ao artigo 21 da Constituição, que protege a vida e a liberdade pessoal. Na prática, a questão era o direito das pessoas de viver em paz, sem ruído excessivo.

No show de Indore, portanto, a controvérsia reúne duas preocupações abordadas no processo anterior: o que o público ouve nas letras e como o som é controlado em um evento público.

A denúncia vai além das letras originais

Dharenavar pediu às autoridades que proibissem as quatro músicas mesmo que Dosanjh altere as letras. Esse pedido impediria os organizadores de resolver a objeção simplesmente substituindo, durante a apresentação, referências a álcool, drogas ou armas.

O professor também citou a Nasha Mukt Bharat Abhiyaan, campanha do Ministério da Justiça Social e Empoderamento da União contra o abuso de substâncias. Ele argumentou que apresentações que promovem intoxicantes seriam incompatíveis com a campanha.

Sua objeção ao figurino diz respeito a dois cinturões prateados de munição usados transversalmente sobre o peito. Um cinturão de munição é uma correia projetada para carregar munição; a denúncia também menciona cartuchos metálicos de imitação. Dharenavar argumentou que a exibição desses acessórios simbolizaria a cultura das armas e poderia influenciar o público jovem.

O alcance da denúncia é mais amplo do que um pedido para remover certas palavras. Ela questiona as próprias músicas, a simbologia que acompanha a apresentação e a participação de crianças no palco.

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A presença de crianças é central no argumento de segurança

Segundo a carta enviada ao local, crianças a partir de cinco anos poderão comparecer. Dharenavar citou essa política de admissão ao pedir que as autoridades impeçam que crianças sejam convidadas ao palco.

A denúncia do professor alegou que o som do show poderia ultrapassar 120 decibéis e que as luzes intermitentes poderiam operar em frequências entre 5 e 30 hertz. Decibéis medem o nível sonoro, enquanto hertz mede quantas vezes algo se repete por segundo. No caso de luzes intermitentes, 5 hertz significa cinco flashes por segundo.

Dharenavar manifestou preocupação com danos à audição e com a possibilidade de luzes intermitentes provocarem convulsões em algumas crianças. Esses números foram apresentados como preocupações sobre as condições possíveis no show; não foram divulgadas medições da apresentação planejada em Indore.

O pedido relativo ao palco se concentra em uma parte diferente da experiência do público em relação à restrição às letras. Ele diz respeito a levar crianças à área da apresentação, onde, segundo a denúncia, música alta e efeitos de iluminação poderiam afetá-las.

Polícia investiga e-mails ameaçadores

Três escolas particulares e o gabinete do prefeito Pushyamitra Bhargava receberam e-mails com ameaças de explosões de bombas em relação ao show de 15 de novembro. As mensagens também advertiram as escolas para não enviarem estudantes ao evento.

Equipes policiais e esquadrões antibombas revistaram as três escolas e não encontraram material explosivo. O vice-comissário adjunto de Polícia Rajesh Dandotiya afirmou que as primeiras apurações indicavam que os e-mails poderiam ser trotes, enquanto a divisão criminal examinava provas técnicas para identificar o remetente.

Os investigadores também apuravam se os endereços de e-mail haviam sido usados anteriormente por pessoas em dois estados, um no sul da Índia e outro no norte. As identidades dos responsáveis não foram divulgadas.

O prefeito Bhargava orientou os funcionários a garantir que o show ocorra sem problemas, sem obstruções ou assédio desnecessários. A investigação das ameaças diz respeito à segurança do evento, enquanto a determinação de proteção à criança regula parte do conteúdo da apresentação.

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Dosanjh diz que encontrará os fãs em Indore

Dosanjh respondeu à controvérsia dizendo que cumprirá seu compromisso com a cidade. O cantor também mencionou o poha, prato muito associado a Indore, ao falar sobre sua visita planejada.

Ao comentar a apresentação de 15 de novembro, Dosanjh disse:

Visitarei Indore em 15 de novembro. Vou comer poha primeiro, quando chegar a Indore. Qualquer um pode dizer o que quiser, mas encontrarei vocês em Indore em 15 de novembro.

Questões de segurança também complicaram a abertura da turnê em Delhi. Inicialmente, a polícia de Delhi não concedeu autorização por preocupações com a segurança e a ordem pública durante o período de festas. Os organizadores apresentaram um plano revisado para segurança, trânsito e controle do público antes de a apresentação ser realizada.

Cerca de 2 mil agentes de segurança foram mobilizados para o evento em Delhi, e uma área de 700 metros ao redor do local foi fechada para carros. A apresentação em Delhi é datada de 30 de outubro nas descrições da autorização policial, enquanto o lançamento da turnê Aura na região metropolitana de Delhi também aparece marcado para 1º de novembro.

Em outra ocasião, durante uma transmissão ao vivo no Instagram, Dosanjh disse que os planos para uma apresentação em Bihar não avançaram por divergências sobre quem controlaria o público. Ele afirmou que as autoridades esperavam que ele assumisse a responsabilidade, enquanto, em sua avaliação, o controle do público era uma tarefa da administração.

Indore enfrentou outra controvérsia em 2024

O show de Dosanjh em 8 de dezembro de 2024 no C-21 Estate Ground também foi alvo de objeções, mas elas se concentraram na venda planejada de bebidas alcoólicas e em barracas de comida, e não na atual lista de músicas vetadas.

O Vishwa Hindu Parishad e o Bajrang Dal protestaram contra a venda de bebidas alcoólicas e de alimentos com carne no local, citando as tradições culturais de Indore. As deputadas estaduais do BJP Usha Thakur e Golu Shukla também se opuseram a alguns aspectos da organização. As barracas de bebidas alcoólicas, as que vendiam alimentos com carne e os anúncios associados foram posteriormente retirados.

O show de 2024 foi realizado sob forte esquema de segurança e terminou antes das 22h. Em comparação com aquela controvérsia, a determinação atual interfere diretamente na programação musical: as objeções anteriores mudaram o que poderia ser vendido no local, enquanto a instrução de 6 de novembro muda o que pode ser executado.

Em 2024, Dosanjh também foi criticado por ingressos revendidos ilegalmente a preços mais altos. Ele questionou por que os artistas deveriam ser responsabilizados pelos preços cobrados por quem revende ingressos, argumentando que os artistas têm pouco controle sobre essas transações.

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As datas que definem o show e a turnê

O evento de Indore é descrito como a segunda parada da Aura India Tour na Índia. O cronograma imediato reúne uma decisão judicial antiga, uma nova instrução distrital e uma apresentação marcada para nove dias depois.

  • 22 de julho de 2019: O Tribunal Superior de Punjab e Haryana emite determinações sobre ruído e músicas que glorificam intoxicantes e violência.
  • 8 de dezembro de 2024: Dosanjh se apresenta em Indore após protestos contra a venda planejada de bebidas alcoólicas e alimentos.
  • 6 de novembro de 2026: O responsável pela Proteção à Criança do distrito de Indore envia à administração do C-21 Mall a carta que veta as músicas.
  • 15 de novembro de 2026: Dosanjh tem apresentação marcada para o C-21 Estate Ground.

O roteiro posterior lista Ahmedabad em 21 de novembro, Mumbai em 27 de novembro, Bengaluru em 29 de novembro, Lucknow em 5 de dezembro, Chandigarh em 12 de dezembro e Calcutá em 19 de dezembro.

Para os organizadores em Indore, o trabalho imediato é preparar uma apresentação que cumpra a determinação sobre as músicas e coordenar com as autoridades a segurança e o controle do público. Para quem comprou ingressos, Dosanjh mantém a intenção declarada de se apresentar em 15 de novembro.

Pontos principais

  • O responsável pela Proteção à Criança de Indore determinou que os organizadores excluam quatro músicas de Dosanjh do show de 15 de novembro.
  • A carta de 6 de novembro cita uma decisão de 22 de julho de 2019 do Tribunal Superior de Punjab e Haryana sobre músicas que glorificam intoxicantes e violência; a determinação sobre as músicas se dirige aos chefes de polícia de Punjab, Haryana e Chandigarh e não menciona Indore nem Madhya Pradesh.
  • Crianças a partir de cinco anos poderão comparecer.
  • O denunciante também pede restrições a letras alteradas, à participação de crianças no palco e a cintos de munição de imitação.
  • A polícia não encontrou explosivos nas buscas realizadas em três escolas que receberam e-mails ameaçadores.
  • Dosanjh afirma que se apresentará em Indore conforme programado.
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