Kohli acelera após os arremessadores da Índia assumirem o controle
Virat Kohli marcou 74 em 51 bolas, e Anshul Kamboj cedeu apenas 22 corridas em 10 overs na vitória da Índia por cinco wickets sobre a Nova Zelândia, no Eden Park, em Auckland, na quarta-feira, 4 de novembro de 2026. A Índia alcançou a meta ajustada pela chuva, de 143 corridas, e abriu 1 a 0 na série de cinco partidas de ODI. O segundo jogo está marcado para sábado, 7 de novembro, no Sky Stadium, em Wellington.
Conteúdo
- Kohli acelera após os arremessadores da Índia assumirem o controle
- Arshdeep abre caminho antes que a Nova Zelândia se firme
- Brar muda o comprimento e consegue mais quique
- Os overs econômicos de Kamboj trazem grande recompensa
- O trabalho de campo interrompe a recuperação, mas Tickner reage
- Kohli transforma um revés inicial em uma perseguição rápida
- Como a chuva mudou a meta da Índia
- Wickets tardios dão à Nova Zelândia algo para aproveitar
- Marcas pessoais em meio a uma agenda cheia de jogos
- Pontos principais
Kohli acertou 13 fours e um six, chegando ao seu 80º meio século em ODIs em 35 bolas. A parceria de 113 corridas com o capitão Shubman Gill, que marcou 37, colocou a Índia no comando depois que Rohit Sharma foi eliminado sem marcar. Uma sequência tardia de wickets de Jacob Duffy desacelerou a conclusão, mas a Índia ainda completou a perseguição com 56 bolas restantes.
A vitória da Índia começou com a bola. Arshdeep Singh conquistou quatro wickets por 70 corridas, Gurnoor Brar ficou com três por 44, e Kamboj terminou com dois por 22, enquanto a Nova Zelândia foi eliminada por 185 em 40.2 overs. Kamboj foi eleito o Jogador da Partida, reconhecimento por uma atuação que repetidamente impediu a Nova Zelândia de ganhar ritmo.
Tim Seifert liderou a equipe da casa com 38, enquanto os 34 de Blair Tickner na última posição do batting deram resistência na reta final. A Nova Zelândia conseguiu usar o quique e o movimento da bola para desafiar os rebatedores da Índia, mas Kohli atacou rápido o bastante para tornar administrável uma perseguição modesta, apesar das repetidas interrupções por chuva. O resultado veio depois da vitória da Índia por 3 a 2 na série anterior de Twenty20.
Arshdeep abre caminho antes que a Nova Zelândia se firme
Gill venceu o sorteio e escolheu começar no bowling. Arshdeep justificou a decisão ao eliminar Will Young e Henry Nicholls por nove corridas cada nos 10 primeiros overs, deixando a Nova Zelândia com 45 corridas por dois wickets.
Nas duas eliminações, os rebatedores tentaram puxar bolas que subiram em sua direção. Young mandou a bola para Shreyas Iyer, que fez a recepção, enquanto Nicholls foi agarrado por Naman Dhir. Os arremessadores da Índia faziam a bola quicar alto o bastante para transformar golpes ofensivos em oportunidades de recepção.
Seifert, que disputava seu primeiro ODI em 18 meses, tentou desestabilizar o ataque. Marcou 38 em 43 bolas e encontrou maneiras de pontuar atrás do wicket e pelo lado da perna. Também ganhou uma sobrevida quando Dhir deixou cair uma bola de Auqib Nabi, dando à Nova Zelândia uma chance de se recuperar.
Mas a Índia continuou conquistando wickets. A Nova Zelândia caiu para 99 corridas por cinco wickets após 22 overs e chegou à metade do innings com 109 por cinco. Os 28 de Daryl Mitchell e os 30 de Glenn Phillips ofereceram resistência, mas nenhum dos dois conseguiu transformar o início em um innings expressivo de que os anfitriões precisavam.
Brar muda o comprimento e consegue mais quique
O primeiro over de Gurnoor Brar custou 13 corridas, incluindo um six de Seifert. Introduzido no 13º over, o arremessador rápido respondeu mudando o ponto de aterrissagem da bola, sem abandonar a abordagem ofensiva.
Brar explicou que uma bola mais cheia, que aterrissava mais perto do rebatedor, havia permitido a Seifert bater com liberdade. Depois da partida, ele descreveu o ajuste:
O six que cedi no meu primeiro over veio de uma bola um pouco mais cheia. Então, pensei em recuar o comprimento para dificultar o golpe por cima do square leg ou do fine leg,
Brar também atribuiu a Arshdeep e Kamboj a ajuda para encontrar o comprimento certo. Com cerca de 1,96 metro de altura, ele podia fazer a bola subir de repente ao aterrissá-la mais longe do rebatedor, no que os arremessadores chamam de comprimento difícil de atacar.
Conversei sobre isso com Arshdeep (Singh) e Anshul (Kamboj), que já tinham arremessado neste wicket. Eles sugeriram que, se eu acertasse o comprimento difícil, conseguiria mais quique por causa da minha altura,
Seifert foi eliminado por Brar no 15º over, mandando a bola para Ruturaj Gaikwad, jogador substituto que fez a recepção no mid on. Em seguida, Brar fez uma recepção rápida de volta para eliminar Tom Latham e, por fim, tirou Tickner para encerrar o innings. Ele disse que o piso se parecia com aquele em que a Índia havia treinado quatro ou cinco dias antes, o que o ajudou a confiar em seu estilo habitual de arremesso.
Os overs econômicos de Kamboj trazem grande recompensa
Kamboj conquistou menos wickets do que Arshdeep ou Brar, mas seu controle manteve a pressão da Índia nas duas pontas. Ele arremessou 46 bolas sem corridas em um período de 60 bolas válidas. Uma bola sem corridas é simplesmente uma bola da qual não sai nenhuma corrida.
Isso significa que mais de três quartos de seus arremessos não renderam corridas. Sua taxa de economia, a média de corridas cedidas por over, foi de apenas 2,2. O número correspondente de Arshdeep foi sete, embora seus quatro wickets tenham proporcionado eliminações mais diretas.
Kamboj eliminou o capitão da Nova Zelândia, Mitchell Santner, e Nathan Smith. Kohli completou a eliminação de Smith com uma recepção em mergulho no segundo slip, posição ao lado do wicketkeeper. Gill manteve os defensores agressivos e perto o bastante para aproveitar as chances criadas por seus arremessadores.
Os três principais arremessadores rápidos da Índia conquistaram nove wickets entre eles; a corrida eliminada de Mitchell respondeu pelo outro. O prêmio de Kamboj ressaltou um aspecto importante do resultado: era mais fácil buscar wickets quando a Nova Zelândia não conseguia pontuar livremente contra o arremessador da outra ponta.
O trabalho de campo interrompe a recuperação, mas Tickner reage
A contribuição de Rohit veio antes de seu insucesso com o bastão. Enquanto Mitchell e Phillips tentavam reconstruir o innings, ele se deslocou para a direita no square leg e lançou a bola enquanto mergulhava. O wicketkeeper KL Rahul completou a eliminação de Mitchell, que marcou 28.
Gill apontou essa eliminação como um ponto de virada, pois a dupla havia ameaçado a Índia em confrontos anteriores. Com os dois separados, a ordem inferior da Nova Zelândia entrou em jogo enquanto o ataque indiano ainda tinha overs disponíveis com seus arremessadores mais eficazes.
Tickner, que rebateu na posição número 11, tornou mais custosa para a Índia a reta final. Ele acertou quatro sixes no innings, incluindo três no último over de Arshdeep, e formou uma parceria de 39 com Duffy pelo último wicket.
Essas 39 corridas representaram pouco mais de um quinto do total de 185 da Nova Zelândia. Brar finalmente encerrou a parceria, mas Tickner havia tirado os anfitriões da perspectiva de um placar muito menor. As eliminações anteriores da Índia ainda fizeram diferença: a Nova Zelândia usou apenas 40 overs e duas bolas de seus 50 permitidos, deixando mais tempo para uma perseguição que logo seria interrompida pela chuva.
Kohli transforma um revés inicial em uma perseguição rápida
Rohit foi eliminado sem marcar depois de enfrentar seis bolas, e Kohli entrou em campo quase imediatamente. Kohli e Gill responderam com uma parceria de 113 pelo segundo wicket, combinando pontuação rápida em boundaries com a contribuição mais constante do capitão.
Kohli marcou 58 de suas 74 corridas em boundaries: 52 em fours e seis em seu único six. Esses golpes responderam por cerca de 78% de seu innings. Sua taxa de strike foi de aproximadamente 145, ou seja, ele marcou o equivalente a 145 corridas a cada 100 bolas enfrentadas.
O meio século em 35 bolas foi o segundo mais rápido de sua carreira em ODIs fora de casa, atrás do meio século em 34 bolas contra a Austrália, em 2016. Os pull shots castigaram as bolas mais curtas, enquanto os drives pelo cover e em linha reta impediram a Nova Zelândia de simplesmente arremessar a bola mais à frente.
Duffy, o arremessador rápido da Nova Zelândia que terminou com três wickets por 49 corridas, descreveu a variedade de golpes de Kohli após a partida:
Ele não teve dificuldade com o quique. Ajustou-se bem para os hook shots e pull shots e depois podia bater com força em linha reta.
Os 37 de Gill deram a Kohli um parceiro confiável durante as interrupções. A parceria respondeu por quase quatro quintos do total de 143 da Índia, deixando muito pouco espaço para a Nova Zelândia transformar wickets tardios em uma posição vencedora.
Como a chuva mudou a meta da Índia
O innings da Índia foi reduzido a 32 overs depois de duas interrupções durante a perseguição. Primeiro, a meta caiu para 167 e, mais tarde, foi reajustada para 143, deixando a Índia precisando de mais 79 corridas em 20 overs quando o jogo foi retomado.
O método Duckworth-Lewis-Stern, geralmente abreviado como DLS, ajusta as metas quando o clima reduz o tempo de jogo. Ele leva em conta tanto os overs disponíveis quanto os wickets que restam à equipe no batting, em vez de reduzir a meta na mesma proporção dos overs perdidos.
A pontuação de Kohli ajudou a Índia a ficar à frente das exigências que mudavam. A Índia terminou com 143 corridas por cinco wickets em 22.4 overs, ou 22 overs completos e quatro bolas válidas. De um total de 32 overs, restaram nove overs e duas bolas, o equivalente a 56 bolas.
Duffy disse que a chuva também mudou o comportamento do piso. A umidade fez a bola deslizar mais rápido, reduzindo parte do quique mais lento e acentuado que a Nova Zelândia havia enfrentado no batting. Gill também disse que o pitch ficou mais rápido depois da chuva, exigindo ajustes dos rebatedores mesmo com a redução da meta.
Wickets tardios dão à Nova Zelândia algo para aproveitar
Nathan Smith encerrou a principal parceria ao eliminar Gill. Em seguida, Duffy eliminou Kohli, Axar Patel e Iyer em uma sequência que levou a Índia de uma posição dominante a uma breve corrida para marcar as corridas restantes.
A Índia perdeu quatro wickets por 22 corridas nesse trecho, com as bolas curtas voltando a funcionar para a Nova Zelândia. Rahul e Dhir concluíram a perseguição sem novas perdas, e Dhir marcou as corridas da vitória. Iyer contribuiu com 15 antes de ser eliminado.
Duffy reconheceu que a reação veio tarde demais para salvar a partida. Também elogiou os arremessadores da Índia por aproveitarem as condições do piso e admitiu que a Nova Zelândia ficou aquém com o bastão.
Em Wellington, a tarefa imediata da Nova Zelândia é concreta: transformar bons começos em innings mais longos e dar aos arremessadores um total maior para defender. Seifert, Mitchell e Phillips marcaram 28 ou mais em Auckland, mas nenhum passou de 38. A tarefa da Índia é repetir a disciplina no bowling e evitar outra sequência de wickets perto do fim da perseguição.
Marcas pessoais em meio a uma agenda cheia de jogos
Com esse innings, Kohli chegou a 8.741 corridas em perseguições de ODI, 21 a mais que as 8.720 de Sachin Tendulkar. Seu total contra a Nova Zelândia chegou a 1.971, igualando a marca de Ricky Ponting contra o mesmo adversário. Kohli alcançou esse número em 37 innings, enquanto Ponting precisou de 50.
Seu total rebatendo na posição número 3 também subiu para 13.062. Na Nova Zelândia, sua média de batting em ODIs passou de 49,66 para 51,53, superando 50 e se juntando às médias que mantém na África do Sul, na Inglaterra e na Austrália. A média de batting é calculada dividindo-se as corridas marcadas pelo número de vezes que um jogador foi eliminado.
O ex-jogador da seleção indiana Ajay Jadeja relacionou a abordagem ofensiva de Kohli a uma confiança maior nos demais jogadores. Ao descrever o innings, Jadeja disse:
Ele se expressou. Muitas vezes, um jogador experiente faz o que a equipe precisa e rebate até o fim. Mas agora ele também confia nos outros jogadores. Então, foi um innings especial. Não porque a situação da partida fosse difícil, mas porque ele divertiu os torcedores que foram vê-lo em Auckland,
A agenda da Índia logo mudará os jogadores ao redor de Kohli. Conforme a divisão planejada da capitania, Gill e Rahul deixarão o grupo de ODI depois da terceira partida, em Hamilton, no dia 10 de novembro, para se preparar para os testes. Iyer assumirá o comando nos dois últimos ODIs. A série termina em 15 de novembro, e o primeiro teste começa em Wellington em 19 de novembro.
A Nova Zelândia já mostrou como os rumos podem mudar rapidamente no Eden Park. Sua vitória por 87 corridas no T20I em 30 de outubro teve 259 corridas por sete wickets e um século de Phillips. Na quarta-feira, o total foi bem menor e o resultado, diferente. A próxima oportunidade de reagir será em Wellington, no dia 7 de novembro.
Pontos principais
- A Índia venceu a Nova Zelândia por cinco wickets em Auckland e abriu 1 a 0 na série de cinco partidas de ODI.
- Kohli marcou 74 em 51 bolas e formou uma parceria de 113 com Gill, que fez 37.
- A Nova Zelândia foi eliminada por 185 corridas; Arshdeep conquistou quatro wickets e Brar, três.
- Kamboj, Jogador da Partida, conquistou dois wickets por 22 corridas e arremessou 46 bolas sem corridas em 10 overs.
- A Índia alcançou a meta DLS reajustada de 143 com 56 bolas restantes, apesar dos três wickets de Duffy.
- O segundo ODI está marcado para 7 de novembro, no Sky Stadium, em Wellington.






