Phillips marca 107, e Nova Zelândia vence a Índia por 87 corridas e conquista primeira vitória na série T20I

11 min de leitura
Phillips Hits 107 as New Zealand Beat India by 87 Runs for First Win of T20I Series

Vitória em Auckland traz três recordes e uma primeira vitória

Glenn Phillips marcou 107 corridas em 49 bolas, e Jacob Duffy conquistou quatro wickets por 23 corridas, enquanto a Nova Zelândia derrotou a Índia por 87 corridas no Eden Park, em Auckland, em 30 de outubro de 2026. Os anfitriões somaram 259/7, seu maior total em uma partida internacional de Twenty20, antes de limitar a Índia a 172/9.

Conteúdo
  1. Vitória em Auckland traz três recordes e uma primeira vitória
  2. Índia escolhe perseguir o alvo, mas wickets iniciais trazem pouco alívio
  3. Phillips transforma um cinquenta consistente em um século relâmpago
  4. Bracewell torna decisiva a parceria
  5. Índia cede 85 corridas nos cinco overs finais
  6. Duffy interrompe a perseguição no primeiro over
  7. Índia encontra limites, mas não sustenta parcerias
  8. Capitães destacam o lançamento e a adaptação ao Eden Park
  9. Hamilton encerra uma série já garantida pela Índia
  10. Principais pontos

O resultado deu à Nova Zelândia sua primeira vitória na série de cinco partidas e sua maior vitória por margem de corridas sobre a Índia nesse formato. A Índia, capitaneada por Shreyas Iyer, já havia garantido a série ao vencer as três primeiras partidas e agora lidera por 3-1 antes do jogo final, em Hamilton, em 1º de novembro.

O total da Nova Zelândia superou em cinco corridas sua marca anterior de 254/5, contra a Escócia, em 2022. Também excedeu em duas corridas o maior total anterior em um T20I contra a Índia: 257, anotado pela Inglaterra em Southampton no início do ano. A margem da vitória superou a melhor marca anterior da Nova Zelândia contra a Índia, uma vitória por 80 corridas em 2019.

O relatório oficial da partida do Conselho Internacional de Críquete confirma o total, o século de Phillips e os números de Duffy. Juntas, essas atuações mudaram um padrão recorrente nesta série: enfim, a Nova Zelândia combinou um grande total no bastão com wickets iniciais suficientes para interromper a perseguição da Índia.

Índia escolhe perseguir o alvo, mas wickets iniciais trazem pouco alívio

Iyer venceu o sorteio e escolheu começar no campo. A Índia colocou Ishan Kishan e Mayank Yadav no time, no lugar de Vaibhav Sooryavanshi e Bhuvneshwar Kumar. Kishan voltava de uma lesão, enquanto Mayank logo deu à Índia motivos para comemorar sua escalação.

Tim Seifert foi eliminado por três corridas no primeiro over. Daryl Mitchell então atacou Mayank com duas bolas de quatro e dois sixes no terceiro over, mas foi eliminado por leg before wicket mais tarde no mesmo over, com 24 corridas. A Nova Zelândia estava em 34/2, e a Índia tinha tanto uma oportunidade quanto um aviso: os wickets estavam saindo, mas as bolas que valiam quatro e seis corridas também.

Publicidade

Phillips e Finn Allen reconstruíram a entrada sem deixar o ritmo de pontuação cair. A parceria somou 59 corridas, e a Nova Zelândia chegou a 67/2 após o powerplay de seis overs, a fase inicial em que as restrições de campo deixam menos jogadores perto da linha limítrofe.

Allen marcou 31 corridas em 17 bolas antes de ser agarrado em uma bola de Axar Patel. Bevon Jacobs foi eliminado em seguida, com sete corridas, dando a Mayank seu terceiro wicket. Com 112/4 no 11º over, a Nova Zelândia ainda precisava de uma parceria expressiva para transformar um início promissor em um total dominante.

Phillips transforma um cinquenta consistente em um século relâmpago

Phillips acelerou a pontuação. Ele chegou a 50 corridas em 31 bolas e precisou de apenas mais 15 para alcançar o século. A centena veio com um six direto contra Arshdeep Singh no 19º over.

A arrancada decisiva aconteceu no 16º over, lançado por Nitish Kumar Reddy. Phillips acertou quatro sixes consecutivos em um over que custou 32 corridas, levando a Nova Zelândia de 174/4 a 206/4. Em seis bolas válidas, a Índia perdeu boa parte do controle que havia recuperado nos overs intermediários.

Phillips terminou com seis bolas de quatro e 10 sixes. Essas rebatidas renderam 84 de suas 107 corridas, quase quatro quintos de sua pontuação. Reddy acabou eliminando-o no último over, mas a Nova Zelândia já se aproximava de um recorde nacional.

Esse foi o terceiro século de Phillips em partidas internacionais de T20, igualando-o a Finn Allen e Colin Munro como o batedor neozelandês com mais séculos no formato. Suas pontuações na série agora são 82 sem ser eliminado, 70, 17 e 107, totalizando 276 corridas, com média de 92. A média de rebatida é calculada dividindo as corridas pelo número de eliminações; Phillips foi eliminado três vezes nessas quatro entradas.

Bracewell torna decisiva a parceria

Michael Bracewell contribuiu com 65 corridas em 25 bolas, acertando quatro bolas de quatro e seis sixes. A parceria de quinto wicket com Phillips rendeu 115 corridas, mais que o dobro da maior parceria da Índia na partida, de 46.

Publicidade

A parceria durou 41 bolas, segundo o relato detalhado da partida, enquanto outros relatos a contabilizam em 40. De qualquer forma, a velocidade da pontuação fica clara: a dupla marcou quase três corridas por bola e transformou a entrada da Nova Zelândia, antes de Prince Yadav eliminar Bracewell por leg before wicket.

O ICC registra que Bracewell chegou ao meio século em 19 bolas; dois relatos da partida indicam 18. Ele atacou Axar com três bolas de quatro e um six em quatro bolas consecutivas e, em seguida, usou a velocidade de Mayank para mandar a bola para além da linha limítrofe com uma rebatida de pulso e uma colherada.

Phillips, eleito o melhor jogador da partida, explicou que ele e Bracewell conversaram sobre o vento e qual lado do campo oferecia a direção mais fácil para rebater. Ao descrever as condições para os batedores, ele disse:

"Foi um ótimo pitch para rebater, e acho que aproveitamos ao máximo, o que é fantástico",

A Nova Zelândia terminou com 20 sixes e 14 bolas de quatro. Essas rebatidas renderam 176 corridas, mais do que toda a pontuação da Índia, de 172. Phillips e Bracewell foram responsáveis por 16 dos sixes e 10 das bolas de quatro.

Índia cede 85 corridas nos cinco overs finais

A Nova Zelândia estava em 174/4 após 15 overs e marcou mais 85 nos cinco últimos, com uma média de 17 corridas por over nesse trecho final. Portanto, a Índia precisava de 260 para vencer, com média de 13 corridas por over durante toda a perseguição.

Mayank foi o maior conquistador de wickets da Índia, com 3/48 em quatro overs. Arshdeep terminou com 1/38, Prince com 1/49 e Reddy com 1/64. Axar cedeu 43 corridas em três overs, enquanto o único over de Naman Dhir custou 16.

Os números de Reddy mostram o impacto do 16º over em sua atuação: metade das 64 corridas atribuídas a ele veio naquele único over. Até mesmo eliminar Phillips no fim trouxe pouco alívio.

Arshdeep alcançou uma marca pessoal ao eliminar o capitão da Nova Zelândia, Mitchell Santner, tornando-se o primeiro lançador indiano a conquistar 150 wickets em T20Is. O feito veio em uma entrada na qual a Índia continuou conquistando wickets, mas não conseguiu conter a pontuação entre eles.

Publicidade

Duffy interrompe a perseguição no primeiro over

Sanju Samson começou a resposta da Índia acertando a primeira bola de Duffy para quatro. Na bola seguinte, foi eliminado, agarrado pelo wicketkeeper Seifert. Kishan foi eliminado em seguida sem marcar corridas, em uma jogada em que o lançador também agarrou a bola rebatida, deixando a Índia com dois wickets perdidos logo no primeiro over.

Samson havia sido peça central na perseguição no jogo de abertura, em Christchurch, quando marcou 67 corridas em 33 bolas e ajudou os visitantes a alcançar o alvo de 226 a duas bolas do fim. Em Auckland, o alvo era maior e faltavam opções de rebatida desde o começo.

Duffy eliminou Dhir depois, com 28 corridas, e Arshdeep sem marcar, em bolas consecutivas. Seus números de 4/23 superaram os 4/34 de Trent Boult em Rajkot, em 2017, como a melhor atuação de um lançador rápido neozelandês em T20Is contra a Índia.

O ICC registra os números de Duffy como 4/23, embora um relato ao vivo da partida tenha anotado 4/29. Seus quatro overs custaram menos de seis corridas por over contra uma equipe indiana que precisava marcar 13 por over desde o início.

Duffy chegou a 67 wickets em 51 partidas internacionais de T20, incluindo seis entradas com quatro wickets. Sua melhor marca continuou sendo 4/14. A atuação também melhorou um ano menos produtivo, em que ele havia conquistado 14 wickets em 13 partidas, com média de 32,85.

Índia encontra limites, mas não sustenta parcerias

Abhishek Sharma e Iyer tentaram brevemente recuperar a entrada com uma parceria de 46 para o terceiro wicket. Abhishek marcou 27 em 15 bolas, segundo o placar detalhado e as descrições da partida, embora outro relato indique 35. Matthew Fisher o eliminou, com uma bola agarrada por Santner.

Iyer marcou 22 em 11 bolas antes de ser eliminado por Adam Milne. A Índia encerrou o powerplay em 61/4, apenas seis corridas atrás da marca da Nova Zelândia na mesma fase, mas com o dobro de wickets perdidos. A perda desses batedores adicionais tornou muito mais difícil sustentar a perseguição exigente.

Santner eliminou Reddy, com 21 corridas, e Axar, com sete, em seu primeiro over. As 28 corridas de Dhir proporcionaram outro breve impulso, mas o retorno de Duffy acabou com ele. A Índia estava em 121/8 após 11 overs e três bolas, com os principais batedores de ataque já eliminados.

Publicidade

Tilak Varma foi o maior pontuador, com 35 corridas, antes de Fisher eliminá-lo no penúltimo over. O relato original da partida e o placar detalhado dizem que ele enfrentou 35 bolas, enquanto outro relato indica 32. Prince terminou sem ser eliminado, com 18, e Mayank, com três; nove corridas no último over, incluindo um six de Prince, levaram a Índia a 172/9.

Fisher terminou com 2/40 e Santner com 2/24 no placar detalhado, embora dois relatos da partida indiquem 2/23 para Santner. Milne conquistou o wicket restante. O sucesso da Nova Zelândia veio de eliminações sucessivas, e não de uma única sequência isolada.

Capitães destacam o lançamento e a adaptação ao Eden Park

Iyer reconheceu que os lançamentos da Índia permitiram que a Nova Zelândia assumisse o controle. O capitão indiano disse:

Acho que começamos um pouco abaixo do necessário nos lançamentos.

Iyer elogiou a consistência de Phillips e disse que a Índia analisaria sua execução antes da partida em Hamilton. Também destacou o desafio de se adaptar às dimensões do Eden Park, sobretudo para os jogadores que atuavam no estádio pela primeira vez.

Santner destacou a capacidade da Nova Zelândia de aproveitar o quique do pitch e conquistar wickets durante o powerplay. O capitão neozelandês disse:

Obviamente, 260 é uma boa pontuação, mas é preciso lançar bem contra esses caras, e acho que conseguimos.

Phillips também revelou que sentia um incômodo no tendão da coxa, o que limitou sua participação no campo. Ele disse que a decisão foi preventiva. Sua disponibilidade para o jogo em Hamilton ainda não havia sido confirmada; o T20I final está marcado para dois dias depois da partida em Auckland.

Hamilton encerra uma série já garantida pela Índia

As três vitórias anteriores da Índia significam que a Nova Zelândia não pode terminar a série com uma diferença menor que 3-2. Ainda assim, os anfitriões chegam a Hamilton com sua primeira vitória, um recorde nacional de pontuação e a prova de que seu ataque pode parar uma equipe que havia completado três perseguições consecutivas.

O ICC lista o calendário e os resultados da série da seguinte forma:

  • 22 de outubro, Christchurch: A Índia venceu o primeiro T20I por quatro wickets.
  • 24 de outubro, Christchurch: A Índia venceu o segundo T20I por quatro wickets.
  • 27 de outubro, Wellington: A Índia venceu o terceiro T20I por seis wickets e garantiu a série.
  • 30 de outubro, Auckland: A Nova Zelândia venceu o quarto T20I por 87 corridas.
  • 1º de novembro, Hamilton: O quinto e último T20I está marcado.

A turnê continua com cinco partidas internacionais de um dia e dois testes. A mudança planejada na capitania da Índia para os ODIs colocará Shubman Gill no comando dos três primeiros jogos, antes de Iyer assumir os dois últimos. O primeiro ODI está marcado para 4 de novembro, em Auckland.

Principais pontos

  • A Nova Zelândia derrotou a Índia por 87 corridas em Auckland e conquistou sua primeira vitória na série T20I.
  • Os anfitriões fizeram o recorde nacional de 259/7 e depois limitaram a Índia a 172/9.
  • Glenn Phillips marcou 107 corridas em 49 bolas; Michael Bracewell contribuiu com 65 em 25.
  • Jacob Duffy conquistou 4/23, incluindo dois wickets no primeiro over.
  • Arshdeep Singh tornou-se o primeiro lançador indiano a chegar a 150 wickets em T20Is.
  • A Índia mantém a liderança de 3-1 na série antes da partida final, em 1º de novembro, em Hamilton.
Compartilhar esta matéria

Você também pode gostar