A uma vitória do décimo título
An Se-young ampliou sua sequência de vitórias para 49 partidas ao derrotar a japonesa Nozomi Okuhara por 21-12 e 21-19 na semifinal do Aberto da França, em 24 de outubro de 2026. A número 1 do mundo precisou de 45 minutos na Arena Grand Paris, em Tremblay-en-France, para ficar a uma vitória de seu décimo título da temporada.
Conteúdo
- A uma vitória do décimo título
- Sete pontos mudam o rumo da semifinal
- Uma temporada de vitórias, com uma desistência
- Quatro rodadas sem perder um game
- O desgaste físico por trás da sequência de vitórias
- Sindhu conquista outra chance contra An
- Títulos na França e recorde da temporada ao alcance
- As datas que antecedem a final
- Principais pontos
A indiana P. V. Sindhu estará do outro lado da rede na final de 25 de outubro, após vencer a japonesa Hina Akechi por 21-10, 20-22 e 21-16 em 73 minutos. An venceu todos os 10 confrontos anteriores com Sindhu, que chega à final com o título do Aberto do Japão e outra chance de encerrar essa sequência de derrotas.
O retrospecto de An na temporada agora é de 65 vitórias e uma derrota, com aproveitamento de aproximadamente 98,5%. Sua única derrota foi contra a chinesa Wang Zhiyi na final do Aberto da Inglaterra, em março. Desde então, todas as partidas concluídas terminaram em vitória.
A sul-coreana de 24 anos também busca seu quarto título do Aberto da França e o terceiro consecutivo no torneio. Ela avançou apesar de sentir dores no tendão de Aquiles durante a final do Aberto da Dinamarca, uma semana antes, e de admitir depois que jogar se tornou fisicamente difícil.
Sete pontos mudam o rumo da semifinal
Okuhara, nona colocada no ranking mundial, enfrentou An pela segunda vez em uma semana. An havia vencido a semifinal do Aberto da Dinamarca por 21-16 e 21-8, em 17 de outubro, e voltou a controlar o primeiro game na França: chegou ao intervalo com vantagem de 11-5 e fechou em 21-12.
O segundo game exigiu uma reação mais difícil. Okuhara abriu 7-3, criando uma vantagem de quatro pontos e a oportunidade de prolongar a partida. An respondeu com sete pontos consecutivos, transformando a desvantagem em uma liderança de 10-7.
Okuhara continuou pressionando. An vencia por 11-9 no intervalo, mas a japonesa empatou em 11-11 e depois reduziu a diferença para 20-19. Com An no match point, um erro de Okuhara encerrou a partida.
As trocas finais mostram por que o placar em games diretos não conta toda a história. An venceu o primeiro game por nove pontos, mas o segundo por apenas dois. Ela precisou se recuperar de uma desvantagem no início e, depois, sustentar a menor vantagem possível até o fim.
An agora soma sete vitórias e nenhuma derrota contra Okuhara. As duas semifinais em semanas consecutivas também mostram que o desafio mudou: Okuhara fez oito pontos no segundo game na Dinamarca, contra 19 na França.
Uma temporada de vitórias, com uma desistência
As 65 vitórias de An em 66 partidas concluídas representam um aproveitamento de 98,48%, arredondado para 98,5%. Suas 49 vitórias consecutivas correspondem a cerca de três quartos das vitórias na temporada, mostrando por quanto tempo ela mantém essa sequência desde março.
Ao chegar à final do Aberto da França, An soma nove títulos na temporada. Entre eles estão o Aberto da Malásia, o Aberto da Índia, o campeonato mundial e os Jogos Asiáticos. Uma vitória em 25 de outubro a levaria a 10 títulos na temporada.
A temporada também inclui um torneio que ela não conseguiu terminar. An desistiu por causa de uma lesão nas oitavas de final do Aberto do Japão, em julho. O balanço mais completo dos torneios é de nove títulos em 11 eventos internacionais individuais antes da França, além do vice-campeonato no Aberto da Inglaterra e da desistência no Aberto do Japão; o relato inicial contabilizou nove participações ao descrever sua sequência de títulos.
Uma desistência é registrada separadamente de uma derrota em partida concluída, o que explica como um torneio interrompido pode coexistir com o retrospecto de 65 vitórias e uma derrota. Sindhu acabou vencendo aquele Aberto do Japão, criando outra ligação entre as temporadas das duas jogadoras na final francesa.
Quatro rodadas sem perder um game
An chegou à final vencendo os oito games que disputou ao longo de quatro rodadas. Sua estreia contra a dinamarquesa Amalie Schulz durou apenas 25 minutos e terminou em 21-6 e 21-4.
A indiana Tanvi Sharma ofereceu mais resistência nas oitavas de final, mas An venceu por 21-11 e 21-14. Em seguida, derrotou a chinesa Han Yue por 21-13 e 21-16 nas quartas de final, antes de superar Okuhara.
Nas quatro partidas, An marcou 168 pontos e cedeu 95, uma diferença de 73. O segundo game de Okuhara foi o mais perto que qualquer adversária chegou de vencer um game nessa sequência.
Duas das principais rivais, Wang Zhiyi e Akane Yamaguchi, foram eliminadas nas oitavas de final. As derrotas delas retiraram possíveis obstáculos do caminho, enquanto An avançou na chave sem precisar disputar um game decisivo.
O Aberto da França é um torneio Super 750 do Circuito Mundial da Federação Mundial de Badminton, o que o coloca entre as principais competições do circuito. O caminho de An até a final combinou partidas iniciais curtas com um teste muito mais apertado na semifinal.
O desgaste físico por trás da sequência de vitórias
An reclamou de dores no tendão de Aquiles durante a final do Aberto da Dinamarca, em 18 de outubro. O tendão de Aquiles conecta os músculos da panturrilha ao calcanhar e ajuda a impulsionar o corpo, saltar e mudar de direção, movimentos repetidos ao longo de uma partida de badminton.
An, que representa a Samsung Life Insurance, falou sobre sua condição depois da partida das quartas de final do Aberto da França, em 23 de outubro. Ela descreveu tanto a dificuldade de continuar jogando quanto sua determinação para competir.
Sou muito grata por poder jogar. Tento não me preocupar demais com minha condição física, mas é bastante difícil.
Em seguida, An explicou por que queria continuar em quadra.
"Ainda assim, minha vontade de jogar e ter um bom desempenho é ainda maior",
Não foram divulgados um diagnóstico médico detalhado nem um prazo de recuperação. As declarações dão outro contexto à semifinal: ela lidava com desconforto físico enquanto tentava manter sua sequência de vitórias e chegar a mais uma final.
As semifinais também deixaram as finalistas com tempos recentes de jogo diferentes. Sindhu jogou por 73 minutos, 28 a mais do que os 45 minutos da partida de An. A semifinal mais curta significa que An tem menos tempo de jogo para se recuperar, embora o desconforto no tendão continue sendo parte de sua preparação.
Sindhu conquista outra chance contra An
Sindhu, 11ª colocada no ranking, chegou à final ao superar uma partida oscilante e cada vez mais exigente contra Akechi. A japonesa já havia derrotado duas adversárias entre as 10 melhores do mundo durante o torneio.
Sindhu venceu o primeiro game por 21-10, mas Akechi respondeu obrigando a indiana a cobrir mais espaço em quadra. O segundo game permaneceu equilibrado até os momentos finais, quando Akechi venceu por 22-20 e forçou um game decisivo.
Os games de badminton normalmente vão até 21 pontos, e a jogadora precisa abrir dois pontos de vantagem. Por isso, o segundo game continuou após o empate em 20-20. Akechi venceu os dois pontos seguintes e manteve viva sua participação no torneio.
Sindhu liderava por 11-9 no intervalo do game decisivo. Mais tarde, Akechi tirou uma desvantagem de cinco pontos e empatou em 14-14, mas Sindhu voltou a abrir vantagem e fechou a partida em 21-16.
A vitória garantiu a Sindhu sua segunda final de um torneio Super 750 em 2026, após o triunfo no Aberto do Japão, em julho. Seus ataques variados, incluindo smashs mais retos e golpes mais suaves perto da rede, ajudaram a encontrar espaços contra uma adversária que prolongava os ralis repetidamente.
An representa um desafio diferente. Sindhu tem retrospecto de zero vitórias e 10 derrotas contra ela, enquanto a sul-coreana ainda não perdeu um game neste torneio. Sindhu chega confiante por já ter conquistado outro título na temporada e por uma vitória difícil na semifinal, mas precisa reverter um retrospecto até agora totalmente favorável a An.
Títulos na França e recorde da temporada ao alcance
An conquistou o primeiro título do Aberto da França em 2019 e somou outros em 2024 e 2025. Ela desistiu da edição de 2023 por causa de uma lesão. Com a vitória mais recente, chega à final pela terceira edição consecutiva.
Uma vitória contra Sindhu lhe daria três conquistas de uma só vez: o décimo título na temporada, o quarto troféu do Aberto da França e o terceiro campeonato consecutivo no torneio. São marcas distintas: a primeira mede seu desempenho na temporada, enquanto as outras duas dizem respeito aos resultados na França.
An conquistou 11 títulos na temporada passada, igualando o japonês Kento Momota como recordista de títulos de simples em uma única temporada. Um décimo título a deixaria a um do recorde e a dois de superá-lo.
Ela também soma 47 títulos internacionais de simples na carreira, ultrapassando a marca de 46 da lenda indonésia Susi Susanti. Esse total da carreira abrange um período mais longo do que a contagem da temporada atual ou o retrospecto no Aberto da França.
As datas que antecedem a final
O caminho de An até a decisão começou com sua única derrota em uma partida concluída na temporada, em março, e passou por duas campanhas consecutivas em torneios europeus. As principais datas mostram como a sequência de vitórias, a preocupação com a lesão e a busca pelo título convergiram.
- Março de 2026: An perde a final do Aberto da Inglaterra para Wang Zhiyi, sua única derrota em uma partida concluída na temporada.
- Julho de 2026: An desiste por causa de uma lesão nas oitavas de final do Aberto do Japão. Sindhu vence o torneio.
- 17 de outubro: An derrota Okuhara por 21-16 e 21-8 na semifinal do Aberto da Dinamarca.
- 18 de outubro: An sente dores no tendão de Aquiles durante a final do Aberto da Dinamarca e conquista o título.
- 23 de outubro: An fala sobre o desconforto físico depois de avançar pelas quartas de final do Aberto da França.
- 24 de outubro: An derrota Okuhara em 45 minutos, enquanto Sindhu vence Akechi em 73 minutos e completa a decisão.
- 25 de outubro: An e Sindhu têm duelo marcado pela final de simples feminino do Aberto da França.
A final agora reúne uma jogadora em busca da 50ª vitória consecutiva e uma adversária que tenta conquistar seu primeiro triunfo no confronto entre elas. Para An, o desafio imediato é transformar mais uma campanha sem derrotas nas rodadas iniciais em um troféu, enquanto administra sua condição física.
A missão de Sindhu também é concreta: recuperar-se de três games exigentes e, em seguida, encontrar uma forma de superar a jogadora que a venceu nos 10 confrontos anteriores. O duelo de 25 de outubro decidirá se An chega a dois dígitos em títulos na temporada ou se Sindhu acrescenta a França ao título do Aberto do Japão.
Principais pontos
- An Se-young derrotou Nozomi Okuhara por 21-12 e 21-19 em 45 minutos e chegou à final do Aberto da França.
- Sua sequência de vitórias chegou a 49 partidas, com retrospecto de 65 vitórias e uma derrota na temporada.
- P. V. Sindhu venceu Hina Akechi por 21-10, 20-22 e 21-16 e garantiu a outra vaga na final.
- An lidera o confronto com Sindhu por 10 a 0.
- An busca seu décimo título da temporada, o quarto do Aberto da França e o terceiro campeonato consecutivo na França.
- A final está marcada para 25 de outubro de 2026.






