Recusas de vistos de visitante dos EUA a sul-coreanos saltam para 24,73%, enquanto emissões caem

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U.S. Visitor Visa Refusals for South Koreans Jump to 24.73%, While Issuance Falls

Forte alta pressiona planos de viagem e negócios

Os Estados Unidos recusaram vistos de visitante a cidadãos sul-coreanos a uma taxa ajustada de 24,73% no ano fiscal de 2025, ante 14,97% no ano anterior, enquanto o número de vistos emitidos caiu em mais de 3 mil. O aumento levou a pedidos em Seul para investigar se o endurecimento da triagem migratória e as tensões entre os aliados estão dificultando as viagens.

Conteúdo
  1. Forte alta pressiona planos de viagem e negócios
  2. O que mede a taxa ajustada de recusa
  3. Quão incomum foi o aumento?
  4. Taxas caem no Japão e na China enquanto sobem na Coreia do Sul
  5. Menos vistos emitidos e relatos de mais exigências
  6. Operação na Geórgia ocorreu perto do fim do período analisado
  7. Tensões diplomáticas alimentam explicações divergentes
  8. Viajantes oficiais enfrentam dificuldades específicas
  9. Pontos principais

A tabela de recusas do ano fiscal de 2025 do Departamento de Estado dos EUA registra uma taxa para a Coreia do Sul superior à do Japão (5,68%), da Alemanha (12,22%), da França (9,67%) e da China (20,21%). Os números abrangem os vistos B, usados para viagens temporárias de negócios, turismo, tratamento médico e visitas a familiares.

A taxa sul-coreana aumentou 9,76 pontos percentuais. Em termos simples, a taxa ajustada de recusa passou de cerca de 15 a cada 100 solicitantes para aproximadamente 25 a cada 100. Em relação à taxa anterior, isso representou um aumento de cerca de 65%.

O período considerado é importante: o ano fiscal de 2025 foi de 1º de outubro de 2024 a 30 de setembro de 2025. Portanto, abrangeu vários meses antes de o presidente Donald Trump voltar ao cargo, além da maior parte do primeiro ano de seu segundo governo.

O Ministério das Relações Exteriores da Coreia do Sul, que forneceu informações ao deputado Kim Dai-sik, do Partido do Poder Popular, apontou políticas migratórias mais rigorosas dos EUA como uma possível explicação. Segundo o ministério, os motivos exatos do aumento nacional continuam desconhecidos, pois não há informações detalhadas sobre as recusas.

Para famílias e empresas, a preocupação prática é clara. Um visto recusado pode interromper uma visita planejada, impedir a participação em negociações ou complicar o envio de funcionários aos Estados Unidos.

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O que mede a taxa ajustada de recusa

O Departamento de Estado denomina seu indicador de taxa ajustada de recusa. Ele mede o resultado final dos pedidos durante o ano fiscal, levando em conta casos em que uma recusa inicial foi posteriormente revertida e o visto foi emitido.

O cálculo subtrai do total de recusas aquelas que os solicitantes conseguiram reverter posteriormente e, em seguida, divide o resultado pelo número de vistos emitidos somado às recusas restantes. Cada solicitante é contabilizado uma vez no ano fiscal, de acordo com o status final do caso.

Um solicitante que recebe uma recusa inicial, mas depois fornece informações que resolvem o problema, pode terminar o ano contabilizado entre aqueles que receberam um visto. Portanto, o percentual divulgado descreve os resultados finais, e não cada decisão de recusa tomada ao longo do processo.

O índice de 24,73% da Coreia do Sul abrange cidadãos que solicitaram vistos B em todo o mundo. Muitos outros visitantes sul-coreanos viajam pelo Programa de Isenção de Vistos, com autorização pelo Sistema Eletrônico para Autorização de Viagem, ou ESTA, para visitas elegíveis de até 90 dias.

O grupo de solicitantes de vistos B inclui pessoas que buscam estadias mais longas e aquelas que não podem usar esse programa. Certos históricos de viagem envolvendo países como Irã, Cuba ou Coreia do Norte podem afetar a elegibilidade para viajar sem visto, conforme as regras e exceções aplicáveis.

Quão incomum foi o aumento?

A taxa de recusa da Coreia do Sul permaneceu entre aproximadamente 14% e 18% do ano fiscal de 2021 ao de 2024. O índice foi de 18,03% em 2021, 17,38% em 2022, 14,44% em 2023 e 14,97% em 2024, antes de saltar para 24,73%.

A série histórica mais longa mostra que o ano fiscal de 2025 registrou a maior taxa desde o início do cálculo atual, no ano fiscal de 2012. A menor taxa no período foi de 7,69%, em 2019, o que torna o índice mais recente mais de três vezes superior. Um pico anterior, de 21,20%, foi registrado no ano fiscal de 2014.

Os números anteriores ao ano fiscal de 2012 usavam outro método de cálculo, por isso a comparação histórica mais útil começa com essa mudança metodológica. Desde então, a série inclui períodos anteriores de taxas elevadas e vários anos abaixo de 10%.

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Taxas caem no Japão e na China enquanto sobem na Coreia do Sul

A taxa ajustada de recusa do Japão caiu de 5,76% no ano fiscal de 2024 para 5,68% em 2025. A da China recuou de 25,37% para 20,21%. Assim, a taxa sul-coreana foi mais de quatro vezes superior à japonesa e ficou 4,52 pontos percentuais acima da chinesa.

Outros países também registraram aumentos, embora menores que o da Coreia do Sul. A taxa do Reino Unido subiu 2,41 pontos percentuais, para 20,44%; a da França aumentou 1,17 ponto, para 9,67%; e a de Taiwan avançou 4,23 pontos, para 9,45%.

Nova Zelândia e Noruega seguiram na direção oposta. Suas taxas caíram 0,85 e 3,26 pontos percentuais, respectivamente, encerrando o ano fiscal de 2025 em 21,94% e 16,18%. A Alemanha registrou 12,22%, enquanto Índia e Vietnã tiveram índices de 22,04% e 22,08%.

A tabela mais ampla do Departamento de Estado ajuda a contextualizar as comparações. A taxa da Irlanda foi de 25,12%, ligeiramente acima da sul-coreana. Entre 197 nacionalidades listadas, a Coreia do Sul ficou em 114º lugar na classificação da maior para a menor taxa de recusa, e seu índice foi 6,55 pontos percentuais inferior à mediana de 31,28%.

O aspecto mais marcante no caso sul-coreano foi a forte alta e sua posição em relação a vários parceiros importantes. A população de solicitantes varia entre os países, especialmente onde muitos visitantes comuns podem viajar sem obter um visto B.

Menos vistos emitidos e relatos de mais exigências

O número de vistos de visitante dos EUA emitidos a cidadãos sul-coreanos caiu de 15.508 no ano fiscal de 2024 para 12.226 em 2025. Foram 3.282 vistos a menos, uma queda de cerca de 21,2%, que reverteu o crescimento das emissões registrado desde 2022.

O número de vistos emitidos e a taxa de recusa descrevem partes diferentes do processo: o primeiro contabiliza os vistos concedidos, enquanto a segunda mede a proporção de resultados finais dos pedidos que termina em recusa. Juntos, os indicadores mostram menos vistos emitidos e uma taxa maior de solicitações malsucedidas.

Nam Jong-beom, advogado de imigração dos EUA no escritório SN Law Firm, relatou dificuldades crescentes para solicitantes comuns, embora tenha dito que funcionários de grandes empresas geralmente enfrentavam menos problemas. Ele também mencionou exigências maiores de documentos comprobatórios e dificuldades para obter aprovação após uma recusa anterior.

A documentação exigida aumentou, e raramente há sucesso ao reapresentar o pedido após uma recusa anterior.

Os vistos B1 costumam abranger atividades como negociar contratos e participar de reuniões de negócios. Certas atividades de manutenção ou treinamento de equipamentos podem ser permitidas sob condições específicas. Os vistos B2 abrangem finalidades como turismo, tratamento médico e visitas a familiares. A autorização depende da atividade e das circunstâncias, sobretudo quando a viagem envolve trabalho em uma instalação industrial.

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Operação na Geórgia ocorreu perto do fim do período analisado

Em 4 de setembro de 2025, autoridades migratórias dos EUA fizeram operações em canteiros de obras de fábricas de baterias ligadas à Hyundai Motor e à LG Energy Solution, na Geórgia, detendo mais de 300 trabalhadores sul-coreanos. A operação colocou em evidência a situação dos funcionários enviados por empresas coreanas.

Segundo relatos, as autoridades dos EUA suspeitavam que algumas empresas usavam vistos de visitante ou outros mecanismos de viagem temporária para enviar pessoas a atividades que exigiam outro tipo de autorização. Para empresas que constroem fábricas, a questão central é saber se o trabalho efetivamente realizado está de acordo com as condições da entrada no país.

A cronologia situa a operação no último mês do ano estatístico:

  • 1º de outubro de 2024: início do período de referência do ano fiscal de 2025 para os dados de vistos.
  • Julho de 2025: uma equipe especial de promotores sul-coreanos fez uma busca na Base Aérea de Osan sem aviso prévio às forças dos EUA, provocando um protesto militar americano.
  • 4 de setembro de 2025: autoridades migratórias detiveram mais de 300 trabalhadores sul-coreanos em canteiros de obras de fábricas de baterias na Geórgia.
  • 30 de setembro de 2025: fim do período de referência do ano fiscal de 2025 para os dados de vistos.

A operação na Geórgia ocorreu depois de mais de 11 meses do período analisado. Portanto, para entender o salto anual, é preciso examinar a triagem e as decisões ao longo de todo o ano, inclusive nos meses anteriores à operação.

As empresas enfrentam um problema concreto de planejamento: um visto de visitante adequado para reuniões pode ter condições diferentes da autorização necessária para realizar trabalho em um canteiro de obras ou unidade fabril. As detenções na Geórgia tornaram essa questão urgente para os projetos de investimento coreanos nos Estados Unidos.

Tensões diplomáticas alimentam explicações divergentes

Autoridades e parlamentares sul-coreanos apresentaram diferentes explicações para o aumento. O Ministério das Relações Exteriores destacou que a imigração se tornou um tema político mais controverso dentro dos Estados Unidos e apontou a possibilidade de uma triagem mais rigorosa.

Kim Dai-sik, deputado do Partido do Poder Popular que obteve as informações do ministério, pediu que se investigasse se mudanças nas políticas bilaterais afetaram as decisões.

Precisamos investigar a fundo se mudanças nas políticas diplomáticas e de defesa do governo sul-coreano em relação aos EUA e alterações nas relações entre Coreia do Sul e EUA influenciaram as recusas de vistos.

Park In-hwi, professor do Departamento de Estudos Internacionais da Universidade Ewha Womans, sugeriu que tanto as políticas migratórias do governo Trump quanto controvérsias como a busca em Osan podem ter tido influência. Negociações comerciais e de segurança também tensionaram as relações ao longo de 2025.

Outras controvérsias surgiram depois do período analisado, incluindo desentendimentos envolvendo a Coupang e restrições ao compartilhamento de informações de inteligência, após declarações do ministro da Unificação, Chung Dong-young, sobre uma instalação suspeita de enriquecimento de urânio em Kusong, na Coreia do Norte.

Mais tarde, o chefe do Serviço Nacional de Inteligência, Lee Jong-seok, reconheceu que Washington havia limitado o compartilhamento de algumas informações confidenciais. A fiscalização parlamentar também revelou preocupações sobre o acesso a altos funcionários da Casa Branca, inserindo as dificuldades com vistos em um debate mais amplo sobre a comunicação entre os aliados.

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Viajantes oficiais enfrentam dificuldades específicas

Os problemas com vistos também afetaram autoridades sul-coreanas. O deputado Jung Chung-rae passou a integrar uma equipe parlamentar de auditoria na Europa depois que seu visto para uma visita oficial a Washington não foi emitido a tempo. Também houve atrasos nos vistos de funcionários do Serviço Nacional de Inteligência designados para Washington.

Jin Sung-joon, deputado que preside a Comissão de Defesa Nacional da Assembleia Nacional, recebeu inicialmente uma recusa para o visto A-2, categoria usada por autoridades estrangeiras em viagens oficiais a serviço do governo. Autoridades americanas pediram documentos relacionados à condenação dele, em 1991, com base na Lei de Segurança Nacional da Coreia do Sul. Ele recebeu perdão em 1995.

O visto de Jin foi emitido depois que os ministros sul-coreanos da Defesa e das Relações Exteriores trataram do caso com seus homólogos americanos. Em seguida, ele partiu para o Havaí para liderar uma delegação bipartidária ao Comando Indo-Pacífico dos EUA. O caso envolveu uma categoria de visto oficial, enquanto a estatística anual de 24,73% abrange vistos de visitante B.

O ministro das Relações Exteriores, Cho Hyun, descreveu as medidas de visto dos EUA como "um tanto desordenadas" e disse que os próprios representantes americanos às vezes não conseguiam explicar ou resolver os problemas. Robert Rapson, ex-encarregado de negócios da embaixada dos EUA na Coreia do Sul, afirmou que uma ação mais rápida poderia ter evitado a controvérsia pública.

Shin Ji-min, advogada de imigração do escritório Shin Law, em Nova York, apresentou uma explicação ligada à triagem para as dificuldades enfrentadas por autoridades.

Com o reforço das verificações de identidade e segurança no segundo governo Trump, é possível que a análise de atividades ou registros passados se torne mais rigorosa até mesmo para vistos oficiais.

Um alto funcionário da Presidência sul-coreana divergiu dos políticos que relacionavam os casos a controvérsias mais amplas e disse que as questões de visto deveriam ser tratadas separadamente. A tarefa imediata é obter explicações mais claras sobre os procedimentos de triagem e tornar previsíveis as viagens de negócios, familiares e oficiais.

Pontos principais

  • A taxa ajustada de recusa de vistos B dos EUA para sul-coreanos subiu para 24,73% no ano fiscal de 2025, ante 14,97% em 2024.
  • O período de referência foi de outubro de 2024 a setembro de 2025.
  • O número de vistos de visitante emitidos a sul-coreanos caiu 3.282, ou cerca de 21,2%, para 12.226.
  • Japão e China registraram queda nas taxas de recusa, enquanto Reino Unido, França e Taiwan tiveram aumentos menores que o da Coreia do Sul.
  • A operação migratória na Geórgia ocorreu no último mês do período analisado.
  • Autoridades sul-coreanas apontaram uma triagem mais rigorosa e pediram uma investigação sobre possíveis fatores diplomáticos; as causas exatas continuam desconhecidas.
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