Tailândia concorda em liberar 2,812 bilhões de baht em pagamentos atrasados a 894 hospitais

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Thailand Agrees to Release 2.812 Billion Baht in Delayed Payments to 894 Hospitals

Acordo sobre pagamentos a hospitais prioriza fluxo de caixa

O Ministério da Saúde Pública da Tailândia e o Escritório Nacional de Segurança Sanitária (NHSO) concordaram em agilizar o pagamento de 2.812,21 milhões de baht em repasses atrasados que afetam 894 hospitais, enquanto definem como recuperar os valores adiantados anteriormente para manter os hospitais em funcionamento.

Conteúdo
  1. Acordo sobre pagamentos a hospitais prioriza fluxo de caixa
  2. O que causou o atraso?
  3. Quais serviços aguardam pagamento?
  4. Como será acertado o adiantamento de 4,299 bilhões de baht?
  5. Um grande hospital relata a pressão financeira
  6. Por que o financiamento antecipado preocupa os hospitais
  7. O que já foi pago para o ano fiscal de 2027?
  8. As datas por trás do acordo
  9. Principais pontos

Os pagamentos atrasados abrangem serviços de Reembolso Central, atendimento a pacientes com doença renal crônica e serviços de promoção da saúde e prevenção de doenças pagos conforme a tabela de honorários PP. Os hospitais já haviam prestado o atendimento e aguardavam o pagamento. O secretário-geral do NHSO, Dr. Jadej Thamthatcharee, informou que o valor pendente era de 2.812.205.064 baht.

O ministério afirmou que o atraso decorreu de um mal-entendido sobre uma abordagem acordada por um comitê conjunto para administrar o orçamento de 2026. A medida tinha como objetivo proteger a receita e o fluxo de caixa dos hospitais, prevendo consultas antes de decisões sobre a recuperação dos repasses antecipados.

O acordo trata de duas pressões relacionadas: liberar o pagamento por serviços médicos já prestados e acertar um adiantamento anterior de cerca de 4,299 bilhões de baht. As instituições planejam usar 3.172,56 milhões de baht em recursos para internação ainda pendentes de alocação para cobrir a maior parte do adiantamento e, em seguida, decidir em conjunto como recuperar o saldo por meio dos pagamentos por serviços de 2027.

O prazo é crucial para hospitais que pagam diariamente por medicamentos, materiais, serviços públicos e remuneração de funcionários. Em 3 de novembro de 2026, a Dra. Ratcharin Benchawongsathian, presidente da organização médica do Hospital Buddhachinaraj, na província de Phitsanulok, e representante de hospitais regionais e gerais do norte, disse que somente seu hospital aguardava 45 milhões de baht referentes a serviços prestados em setembro.

O ministério pediu que os pagamentos fossem agilizados. O NHSO afirmou que pretendia concluir os detalhes dos acordos até 15 de novembro de 2026 e transferir os valores depois disso. Não foi informada uma data exata para que os hospitais recebam os recursos.

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O que causou o atraso?

O comitê conjunto do ministério e do NHSO aprovou, em 20 de outubro de 2026, uma abordagem para lidar com os adiantamentos. A proposta previa recuperar os valores gradualmente durante o ano fiscal de 2027, com as duas instituições concordando em adotar medidas que protegessem o fluxo de caixa dos hospitais.

O ministério descreveu a retenção posterior dos pagamentos médicos como um mal-entendido desse acordo. Sua posição era de que a gestão do adiantamento deveria preservar a receita dos hospitais e incluir consultas aos prestadores antes da implementação das medidas de recuperação.

O Dr. Jadej disse que o NHSO suspendeu as transferências enquanto aguardava conversas com o ministério sobre como tratar o adiantamento. Segundo ele, o NHSO não havia descontado o valor adiantado dos pagamentos por serviços prestados no ano fiscal de 2026.

Assim, os hospitais enfrentaram uma lacuna entre ter direito ao pagamento pelo atendimento e receber o dinheiro. Fluxo de caixa é a disponibilidade de recursos quando as contas vencem. Um hospital pode ter um valor considerável a receber por tratamentos já realizados e, ainda assim, ter dificuldade para pagar as despesas atuais.

O Dr. Jadej também reconheceu que o aviso sobre o atraso não explicava claramente o motivo, o que gerou preocupação entre os hospitais. Ele disse que o NHSO melhoraria a coordenação e forneceria informações mais claras aos prestadores sobre os acordos.

Quais serviços aguardam pagamento?

Os 2,812 bilhões de baht pendentes se dividem em três categorias. O Reembolso Central, ou CR, cobre serviços específicos pagos por meio de um sistema centralizado de reembolso. Outra categoria abrange serviços para pacientes com doença renal crônica. A terceira inclui promoção da saúde e prevenção de doenças conforme a tabela de honorários PP, que remunera os serviços listados.

Essas categorias são importantes porque os hospitais aguardam pagamentos em diversas áreas de atendimento, e não em um único programa isolado. A Dra. Ratcharin disse que os pedidos de pagamento correspondiam a tratamentos já realizados pelos hospitais, enquanto os custos operacionais continuavam todos os dias.

O acordo do ministério também prevê uma solução para um possível déficit no orçamento de Reembolso Central de 2026. Se os recursos forem insuficientes, as instituições seguirão a orientação do Conselho Nacional de Segurança Sanitária e usarão o orçamento de 2027 para cobrir os custos elegíveis dos serviços.

Essa medida transfere parte da responsabilidade pelo atendimento anterior para o ano orçamentário seguinte. Os hospitais teriam uma fonte de recursos para serviços elegíveis ainda não pagos, enquanto as instituições precisariam administrar essas obrigações junto com os pagamentos por atendimentos mais recentes.

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Como será acertado o adiantamento de 4,299 bilhões de baht?

Durante o ano fiscal de 2026, o NHSO transferiu antecipadamente 4.299.215.259 baht em recursos para internação a hospitais subordinados ao Escritório do Secretário Permanente. O Dr. Jadej disse que o objetivo era apoiar a liquidez dessas instituições, ou seja, sua capacidade de cobrir despesas imediatas.

O ministério afirmou que seriam usados 3.172,56 milhões de baht em recursos do fundo de internação ainda pendentes de distribuição para administrar o adiantamento. Em comparação com o total arredondado de 4,299 bilhões de baht, isso cobre cerca de 74%, deixando aproximadamente 1,13 bilhão de baht. O ministério descreveu o possível saldo restante como cerca de 1 bilhão de baht.

As instituições decidirão conjuntamente como recuperar qualquer saldo pendente dos pagamentos por serviços prestados pelos hospitais em 2027. Elas se comprometeram a consultar os prestadores com antecedência e a priorizar a liquidez dos hospitais.

Para um hospital, a recuperação por meio de pagamentos futuros significa que parte dos valores que receberia por serviços posteriores pode ser retida para quitar o adiantamento anterior. Portanto, tanto o montante retido de cada vez quanto o momento da retenção afetam o dinheiro disponível para pagar as contas atuais.

O Dr. Somruek Ch Jungsamarn, secretário permanente da Saúde Pública, descreveu o compromisso conjunto de recuperar os valores gradualmente. Em declaração em tailandês, ele disse:

O Ministério da Saúde Pública e o NHSO concordaram que os valores serão recuperados gradualmente no ano fiscal de 2027. As duas instituições definirão em conjunto uma abordagem adequada que não afete a liquidez dos hospitais, algo que ambas priorizam.

Um grande hospital relata a pressão financeira

Os 45 milhões de baht em pagamentos atrasados de setembro do Hospital Buddhachinaraj dão um exemplo concreto da pressão por trás dos números nacionais. A Dra. Ratcharin disse que até mesmo um grande hospital precisava continuar cobrindo os custos diários enquanto aguardava o pagamento por tratamentos realizados.

Alguns hospitais haviam adiado pagamentos relacionados ao desempenho, conhecidos como P4P, uma remuneração vinculada à carga de trabalho, além de outros pagamentos a funcionários custeados pelos fundos operacionais dos hospitais, disse ela. Seu relato mostra como um atraso no financiamento institucional pode atingir os profissionais que prestam atendimento, por meio do adiamento de sua remuneração.

Anteriormente, hospitais maiores haviam ajudado unidades de suas regiões de saúde que enfrentavam dificuldades financeiras de nível 7, classificadas como crise vermelha. A Dra. Ratcharin disse que o Hospital Buddhachinaraj havia ajudado hospitais nessa situação.

Os atrasos generalizados nos pagamentos reduziram a margem para esse apoio. Quando os hospitais maiores também precisam preservar o caixa, têm menos capacidade para ajudar unidades próximas que já enfrentam dificuldades financeiras.

A Dra. Ratcharin alertou que atrasos que se prolongassem para além das conversas previstas para 15 de novembro aumentariam a pressão sobre os hospitais. Eles ainda teriam de arcar com as despesas e continuar atendendo os pacientes enquanto aguardavam os pagamentos.

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Por que o financiamento antecipado preocupa os hospitais

A Dra. Ratcharin elogiou a iniciativa de liberar os valores atrasados, usar os recursos de internação para administrar o adiantamento e tratar de um possível déficit no Reembolso Central. Sua preocupação também envolvia a forma como os hospitais seriam financiados depois que o problema imediato dos pagamentos fosse resolvido.

O repasse anterior de mais de 4 bilhões de baht havia ajudado hospitais que enfrentavam grave falta de caixa, disse ela. Ainda assim, os hospitais estavam preocupados com a forma como esse dinheiro seria posteriormente compensado nos pagamentos, especialmente se a recuperação reduzisse sua receita perto do fim de um período orçamentário.

Um adiantamento altera o momento em que o dinheiro chega. O financiamento baseado no custo e no volume dos tratamentos determina quanto os hospitais recebem pelo trabalho realizado. A Dra. Ratcharin argumentou que essa segunda questão precisava ser considerada junto com a liberação imediata dos recursos.

A Dra. Ratcharin descreveu, em tailandês, a abordagem que considera preferível:

Na verdade, não queremos receber repasses antecipados como ajuda, porque essa não é uma boa maneira de resolver os problemas financeiros dos hospitais públicos. O melhor seria alocar os orçamentos de acordo com os custos e o volume real dos serviços.

A proposta vincularia o financiamento mais diretamente aos atendimentos prestados pelos hospitais e aos custos para oferecê-los. O acordo anunciado pelo ministério se concentra na liberação dos pagamentos pendentes e na gestão da recuperação do adiantamento anterior.

O que já foi pago para o ano fiscal de 2027?

O NHSO afirmou que já havia transferido antecipadamente 25% dos orçamentos de 2027 para serviços ambulatoriais e promoção da saúde e prevenção de doenças. As transferências seguiram uma resolução do Conselho Nacional de Segurança Sanitária datada de 7 de outubro de 2026.

Serviços ambulatoriais são atendimentos prestados sem internação do paciente. Os orçamentos para promoção da saúde e prevenção de doenças financiam serviços destinados a manter a população saudável e prevenir enfermidades. O Dr. Jadej disse que os adiantamentos buscavam apoiar a liquidez dos hospitais e a continuidade do atendimento.

As transferências de 2027 se somam aos pagamentos ainda não resolvidos por serviços de 2026 e ao adiantamento anterior para internações. Assim, os hospitais estão administrando simultaneamente recursos relacionados a diferentes categorias de serviços e anos orçamentários.

Nesse contexto, cronogramas de pagamento claros são importantes. Os prestadores precisam saber quando os pedidos pendentes serão pagos e quanto da receita futura será retida para recuperar os adiantamentos, a fim de planejar os gastos com atendimento e pessoal.

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As datas por trás do acordo

As decisões abrangem o encerramento do ano fiscal de 2026 e os acordos para o ano fiscal de 2027. As principais datas mostram como as medidas de financiamento e a disputa sobre os pagamentos se desenvolveram:

  • Setembro de 2026: o Hospital Buddhachinaraj prestou serviços pelos quais, segundo a Dra. Ratcharin, ainda faltava receber 45 milhões de baht.
  • 7 de outubro de 2026: o Conselho Nacional de Segurança Sanitária aprovou a resolução que embasou as transferências antecipadas de 25% dos orçamentos de 2027 para serviços ambulatoriais e promoção da saúde e prevenção de doenças.
  • 20 de outubro de 2026: o comitê conjunto do ministério e do NHSO aprovou uma abordagem para recuperar gradualmente, durante o ano fiscal de 2027, o adiantamento anterior para internações.
  • 3 de novembro de 2026: o NHSO explicou a suspensão dos pagamentos, enquanto a Dra. Ratcharin relatou a pressão financeira sobre os hospitais.
  • 15 de novembro de 2026: prazo indicado pelo NHSO para concluir os detalhes dos acordos, com as transferências previstas para depois.

O objetivo declarado pelo ministério é manter o fluxo de caixa, assegurar a continuidade de um atendimento de qualidade e administrar os recursos públicos de forma eficaz. Para os hospitais, o resultado prático dependerá do recebimento dos pagamentos atrasados e de um cronograma de recuperação que permita planejar as despesas.

Principais pontos

  • O ministério e o NHSO concordaram em agilizar 2.812,21 milhões de baht em pagamentos atrasados que afetam 894 hospitais.
  • Os pagamentos abrangem Reembolso Central, serviços para pacientes com doença renal crônica e serviços listados de promoção da saúde e prevenção de doenças.
  • O NHSO afirmou que não havia descontado o adiantamento anterior dos pagamentos por serviços prestados no ano fiscal de 2026.
  • As instituições planejam usar 3.172,56 milhões de baht em recursos para internação para administrar a maior parte do adiantamento de aproximadamente 4,299 bilhões de baht.
  • Qualquer valor restante será recuperado por meio dos pagamentos por serviços de 2027, conforme acordo conjunto, com consultas aos prestadores e atenção à liquidez dos hospitais.
  • O NHSO estabeleceu 15 de novembro de 2026 como prazo para definir os detalhes antes de transferir os pagamentos atrasados.
  • O Hospital Buddhachinaraj informou ter 45 milhões de baht em pagamentos de setembro atrasados, enquanto alguns hospitais adiaram a remuneração de funcionários.
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