Reforma do financiamento da ThaiHealth enfrenta oposição em meio ao choque entre fiscalização e necessidades de prevenção

18 min de leitura
ThaiHealth Funding Overhaul Draws Opposition as Scrutiny and Prevention Needs Collide

Mais de 4 bilhões de baht em recursos para prevenção estão em jogo

Uma proposta para substituir a contribuição específica sobre álcool e tabaco destinada à Fundação Tailandesa de Promoção da Saúde por dotações anuais do orçamento estatal enfrenta oposição de acadêmicos e redes comunitárias, que alertam que uma fiscalização financeira mais rigorosa pode comprometer a previsibilidade dos recursos para prevenção de doenças.

Conteúdo
  1. Mais de 4 bilhões de baht em recursos para prevenção estão em jogo
  2. O que mudaria com as emendas?
  3. A disputa jurídica gira em torno de uma exceção existente
  4. O planejamento oficial já aponta uma fragilidade orçamentária
  5. A ThaiHealth é parte de um sistema de prevenção mais amplo
  6. As evidências sobre campanhas contra o álcool têm limites
  7. O que mede a estimativa de benefício de 6,13 baht
  8. Tendências do tabagismo e responsabilidades são objeto de disputa
  9. O trabalho comunitário vai além da publicidade de campanhas
  10. Investimentos de reserva colocam a prestação de contas em foco
  11. Garantias, consulta e a transição pela frente
  12. Em resumo

A disputa envolve cerca de 4 bilhões de baht por ano destinados à ThaiHealth, conhecida na Tailândia como สสส., e faz parte de mudanças propostas que afetam quatro instituições, com receitas combinadas das contribuições estimadas em cerca de 14 bilhões de baht anuais. As outras entidades beneficiárias são a emissora pública Thai PBS, o Fundo Nacional de Desenvolvimento Esportivo e o Fundo para Pessoas Idosas.

Em uma discussão realizada em 12 de outubro de 2026, no hotel Best Western, no distrito de Chatuchak, em Bangkok, economistas, juristas e defensores da saúde pediram que os formuladores de políticas divulguem avaliações de gastos e corrijam projetos frágeis, em vez de eliminar o mecanismo de financiamento. O debate, mediado por Sanga Damapong, também examinou as consequências para crianças, pessoas com deficiência e comunidades em processo de envelhecimento.

O porta-voz do governo, Ekkapob Pianpises, argumenta que a transferência dos recursos para o Tesouro tornaria os gastos mais transparentes e sujeitos à análise orçamentária do Parlamento. Os defensores da ThaiHealth reconhecem a necessidade de prestação de contas, mas contestam a alegação de que dotações anuais necessariamente produziriam resultados melhores.

A distinção central está entre quanto dinheiro uma instituição recebe e quão seguramente pode planejar o recebimento. Mesmo que a dotação permaneça inalterada no primeiro ano, continuaria sem resposta a questão de como governos futuros financiariam projetos em andamento e protegeriam as decisões de pressões políticas.

O que mudaria com as emendas?

A ThaiHealth foi criada pela Lei da Fundação Tailandesa de Promoção da Saúde de 2001. Seu financiamento vem de uma contribuição adicional calculada em 2% dos impostos especiais de consumo sobre álcool e tabaco. Não se trata simplesmente de uma parcela descontada da arrecadação normal desses impostos: as empresas sujeitas à cobrança pagam uma contribuição adicional que vai diretamente para a fundação.

Segundo a rede One Plan Plus, a emenda proposta revogaria os artigos 11 a 15, que regem esse mecanismo de arrecadação, e o substituiria por financiamento orçamentário anual. A rede aponta Anutin Charnvirakul e outros parlamentares como autores da proposta. Relatos relacionados também citam Supachai Jaisamut entre os proponentes das quatro emendas.

Publicidade

Os relatos divergem sobre como descrever a iniciativa. Alguns a chamam de plano do governo, enquanto Ekkapob afirma que os projetos foram apresentados por parlamentares do Partido Bhumjaithai, e não pelo governo. Ainda assim, ele diz que o objetivo está alinhado à política fiscal do governo, inclusive à transferência da receita pública para um sistema orçamentário comum.

As alíquotas informadas são de 2% para a ThaiHealth, o setor esportivo e as pessoas idosas, e de 1,5% para a Thai PBS. Valores anuais arredondados indicam cerca de 4 bilhões de baht para cada uma das três primeiras entidades e no máximo 2 bilhões de baht para a Thai PBS. Uma estimativa separada para o ano fiscal de 2025 aponta 4,1 bilhões de baht para a ThaiHealth. São valores aproximados, não totais auditados idênticos, e os limites legais significam que a arrecadação não pode ser calculada simplesmente somando as alíquotas.

A disputa jurídica gira em torno de uma exceção existente

Os defensores da mudança invocam o artigo 26 da Lei de Disciplina Fiscal e Financeira do Estado de 2018. Segundo o argumento deles, a receita deve entrar no Tesouro antes que o Parlamento defina as prioridades de gastos.

Euaree Engchanil, professora associada da Faculdade de Direito da Universidade Chulalongkorn, contesta a alegação de que a lei exige o fim dos mecanismos existentes de financiamento específico. Ela afirma que o artigo 82 isenta leis anteriores sobre impostos adicionais, taxas e receitas vinculadas de certas disposições, sem estabelecer uma data de expiração para esses mecanismos.

A rede One Plan Plus apresenta o mesmo argumento sobre a relação entre os artigos 26 e 82. Para a rede, substituir a contribuição da ThaiHealth é uma escolha política, não uma correção necessária de um mecanismo ilegal. Trata-se de uma interpretação jurídica defendida pelos opositores, e não de uma decisão judicial sobre as emendas propostas.

Euaree propõe uma alternativa: estabelecer limites de financiamento de acordo com as responsabilidades de cada instituição, devolver o excedente ao Tesouro, submeter planos estratégicos ao Parlamento e avaliar os resultados a cada três a cinco anos. Isso manteria um financiamento previsível e criaria oportunidades para reavaliar o valor e a finalidade dos gastos públicos.

O planejamento oficial já aponta uma fragilidade orçamentária

O plano nacional de ação sobre álcool do Departamento de Controle de Doenças, válido de 2022 a 2027, identifica a receita vinculada de impostos sobre álcool e tabaco destinada à ThaiHealth como um ponto forte do sistema tailandês de controle do álcool. Também aponta as dotações orçamentárias comuns insuficientes como uma fragilidade e afirma que o Departamento de Orçamento não apoiou pedidos de outras agências para atividades de promoção da saúde.

Publicidade

Essa avaliação oficial dá uma dimensão concreta de política pública à disputa sobre o financiamento. Um plano governamental vigente reconhece tanto a necessidade de recursos adicionais para prevenção quanto o papel da ThaiHealth em fornecê-los. Portanto, a substituição do mecanismo exigiria uma explicação sobre como a insuficiência identificada seria enfrentada.

O plano cita o consumo de álcool como responsável por 12% dos anos de vida ajustados por incapacidade na avaliação da carga de doenças da Tailândia de 2014. Essa medida combina os anos perdidos por morte prematura com os anos vividos em más condições de saúde. O documento também cita um custo estimado relacionado ao álcool de 85,814 bilhões de baht em 2017, equivalente a 0,56% do produto interno bruto.

As sete estratégias abrangem restrições de acesso, direção após o consumo de álcool, triagem e tratamento, controle da publicidade, medidas tributárias e de preços, mudanças nas atitudes sociais e sistemas de apoio. Essa abrangência importa: a ThaiHealth não pode executar sozinha ações que exigem decisões tributárias ou poderes de aplicação da lei.

O plano estabelece metas para 2027, incluindo prevalência de consumo de álcool de 23,1% entre adultos e de 8,8% entre pessoas de 15 a 19 anos, ante os respectivos índices de referência de 2017, de 28,4% e 13,6%. São metas, não resultados registrados. A rubrica orçamentária para campanhas destina 2 milhões de baht por ano às atividades da campanha de abstinência durante a Quaresma budista e do Dia Nacional sem Álcool, totalizando 12 milhões de baht em seis anos, e não o custo integral de todo o trabalho relacionado.

A ThaiHealth é parte de um sistema de prevenção mais amplo

Uma análise do financiamento da saúde, publicada on-line em 17 de março de 2016 e incluída em uma edição de revista de agosto de 2017, descreve a ThaiHealth como complementar ao Ministério da Saúde Pública, ao sistema de Cobertura Universal e ao financiamento dos governos locais.

Com base nas Contas Nacionais de Saúde, o estudo estima que a prevenção e a saúde pública representavam 10,8% do gasto total em saúde em 2010. Desse total destinado à prevenção, o ministério respondia por 32,9%, o sistema de Cobertura Universal por 23,1%, os governos locais por 22,8% e a ThaiHealth por 7,3%.

O denominador importa. Os 7,3% da ThaiHealth correspondiam a uma parcela dos gastos com prevenção e saúde pública, não de todo o gasto em saúde. Além disso, os dados são históricos e não devem ser tratados como uma distribuição orçamentária atual.

O estudo descreve subsídios flexíveis com duração de um mês a três anos. Sua tabela informa um orçamento de 128 milhões de dólares em subsídios para projetos em 2010. As evidências incluíram entrevistas com 12 partes interessadas durante uma pesquisa realizada em junho e julho de 2013. Os entrevistados reconheceram a capacidade da fundação de apoiar novas ideias e a sociedade civil, mas também levantaram preocupações sobre transparência e pressão política.

Publicidade

Essa análise anterior torna mais complexos os argumentos dos dois lados. O financiamento específico não impede automaticamente a influência política nem uma supervisão fraca. Ao mesmo tempo, os serviços ministeriais e os subsídios comunitários cumprem funções diferentes, portanto transferir recursos entre mecanismos não é necessariamente uma substituição simples.

As evidências sobre campanhas contra o álcool têm limites

Polthep Vichitkunakorn, diretor do Centro de Estudos sobre Álcool, citou um estudo publicado na BMJ Global Health em 2024 que analisou 23 anos de dados mensais sobre vendas de bebidas alcoólicas. O estudo constatou que a campanha de abstinência durante a Quaresma budista esteve associada a um consumo cerca de 9,97% menor durante o período do que em períodos comparáveis antes da campanha.

Esse resultado se aplica à época da campanha, não a uma redução anual de 9,97%. Além disso, uma associação não deve ser apresentada como prova de que todas as mudanças no consumo decorreram exclusivamente da campanha.

Uma análise separada, publicada no Journal of Social Marketing e baseada em dados de pesquisas nacionais de 2011 a 2014, constatou que as pessoas que conheciam a campanha tinham cerca de 1,3 a 1,4 vez mais chances de reduzir ou interromper o consumo durante a Quaresma do que aquelas que não a conheciam.

Polthep também citou uma pesquisa de 2025 segundo a qual 8,6 milhões de pessoas reduziram, interromperam temporariamente ou deixaram de consumir bebidas alcoólicas, incluindo 4,5 milhões que se abstiveram durante toda a Quaresma. A economia estimada para as famílias foi de 14,949 bilhões de baht. Portanto, as pessoas que se abstiveram durante todo o período representaram cerca de 52% do grupo maior, cálculo obtido dividindo 4,5 milhões por 8,6 milhões.

Esses resultados medem aspectos diferentes: vendas, conhecimento da campanha, comportamento declarado e despesas das famílias. Eles justificam analisar a contribuição da campanha, mas não podem ser somados como retornos financeiros distintos.

O que mede a estimativa de benefício de 6,13 baht

Surasak Chaiyasong, professor associado e pesquisador farmacêutico da Universidade de Mahasarakham, apresentou detalhes da avaliação do trabalho de controle do álcool da ThaiHealth entre 2018 e 2022. O estudo combinou estatísticas nacionais e bancos de dados de saúde com informações sobre projetos de 34 áreas, envolvendo 1.662 pessoas, além de uma pesquisa com a população geral de 2.532 pessoas em nove províncias.

A avaliação estimou benefícios de 9,44402 bilhões de baht, ante um investimento de 1,54012 bilhão de baht, ou 6,13 baht em benefícios econômicos e sociais para cada baht investido. A diferença foi de aproximadamente 7,904 bilhões de baht.

Publicidade

Cerca de 64,9% dos benefícios estimados vieram da redução do consumo de álcool, 26,7% da diminuição dos acidentes envolvendo direção sob efeito de álcool, 6,9% da redução de doenças e violência e 1,5% de cerimônias e espaços sem álcool. Trata-se de uma estimativa dos benefícios para a sociedade, não de dinheiro devolvido ao Tesouro nem de retorno para a ThaiHealth como instituição inteira.

A avaliação registrou 21.234 acidentes a menos envolvendo direção sob efeito de álcool ao longo de cinco anos e um total acumulado de mortes 5.403 abaixo do nível de referência usado para comparação. O consumo episódico excessivo caiu de 41,8% para 35,8%, uma redução de seis pontos percentuais. Os pesquisadores calcularam que a contribuição atribuível ao plano foi de aproximadamente 30.700 pessoas a menos consumindo bebidas alcoólicas por ano; nem todas as mudanças mais amplas devem ser atribuídas à ThaiHealth.

O trabalho também registrou 808 eventos tradicionais sem álcool adicionais, além de 566 escolas, 1.644 comunidades e cinco políticas ou leis nacionais. Surasak recomendou coletar dados de resultados desde o início dos planos futuros para tornar as avaliações posteriores mais precisas.

Tendências do tabagismo e responsabilidades são objeto de disputa

Ekkapob questionou se os gastos da ThaiHealth valiam a pena e afirmou que o tabagismo continuou aumentando ao longo de 25 anos, assim como o uso de cigarros eletrônicos. Suwanna Ruangkanchanasetr, vice-diretora do Centro de Pesquisa e Gestão do Conhecimento sobre Controle do Tabaco, apresentou outro panorama, citando estatísticas nacionais segundo as quais a prevalência do tabagismo caiu de 32% para 16,7%.

Esses valores representam uma queda de 15,3 pontos percentuais, ou cerca de 47,8% em relação à taxa inicial. Um dos relatos descreveu a queda relativa como 48,5%, o que não corresponde exatamente aos valores arredondados. Para conciliar as afirmações, é necessário comparar anos de pesquisa, faixas etárias e definições equivalentes.

Suwanna também citou uma queda de 40% no uso de cigarros eletrônicos entre pessoas de 10 a 19 anos após fevereiro de 2025, na sequência do reforço da fiscalização. Esse dado se refere a uma medida específica entre jovens e a um determinado período, não a uma redução de 40% no tabagismo em todo o país.

Prakit Vathesatogkit, presidente da Fundação de Ação contra o Tabagismo da Tailândia, contestou o uso do aumento das doenças não transmissíveis como justificativa para mudar o financiamento da ThaiHealth. Ele descreveu essa relação em termos fortes:

extremamente perigosa

Prakit afirmou que a fundação não pode definir impostos sobre o tabaco, encerrar vendas ilegais pela internet ou fazer cumprir as leis antitabagismo. Também disse que os impostos sobre o tabaco não aumentaram em cinco anos. Suwanna argumentou de forma semelhante que a prevenção exige a atuação conjunta de impostos, legislação, fiscalização e serviços para parar de fumar.

Roengruedee Patanavanich, professora associada da Faculdade de Medicina Ramathibodi, da Universidade Mahidol, citou documentos de empresas de tabaco divulgados em processos judiciais nos Estados Unidos como evidência de oposição histórica a impostos específicos para a saúde. Essa história não comprova envolvimento da indústria nos projetos atuais. Qualquer alegação desse tipo exige evidências adicionais.

Publicidade

O trabalho comunitário vai além da publicidade de campanhas

O vice-diretor da ThaiHealth, Pairote Saonuam, descreveu o apoio a bancos de dados locais, pesquisas comunitárias, serviços telefônicos para parar de fumar, alimentação escolar, emprego para pessoas com deficiência, acesso a direitos de saúde e preparação das comunidades para o envelhecimento da população. Ele também citou o símbolo nutricional Healthier Choice, destinado a ajudar consumidores a identificar produtos alimentícios adequados.

Polthep afirmou que a ThaiHealth apoia 18 dos 79 profissionais que trabalham no controle do álcool e do tabaco no Ministério da Saúde Pública, aproximadamente 23%. O trabalho inclui apoio jurídico, monitoramento da publicidade, pesquisa e coordenação provincial. Isso indica que alguns subsídios apoiam atividades governamentais, e não apenas campanhas externas.

Ticha Na Nakorn, ex-diretora do centro de treinamento juvenil Baan Kanchanapisek, argumentou que o trabalho com crianças vulneráveis depende de relações duradouras. Ela descreveu jovens acompanhados durante vários anos, até conseguirem trabalhar e se sustentar, e alertou que as mensagens de saúde podem deixar de lado as razões sociais para fumar, como o medo de perder amigos ou de não ser aceito.

A rede One Plan Plus, que atua em 18 províncias, relaciona a proposta de financiamento aos planos de desenvolvimento provinciais de 2028 a 2032. A rede afirma que a sociedade civil precisa de recursos para reunir evidências locais e incluir nas propostas as prioridades de grupos vulneráveis. Para isso, cita uma resolução do comitê de políticas de administração territorial, de 23 de abril de 2026, e o decreto real de 2022 sobre administração territorial integrada.

Vichai Chokewiwat, presidente da associação do conselho de idosos da Tailândia, afirmou que mais de 23 mil organizações participaram de iniciativas apoiadas pela ThaiHealth. Pisit Lee-atham, ex-vice-ministro das Finanças, alertou que os orçamentos ordinários dos ministérios são de difícil acesso para grupos comunitários e acadêmicos, sobretudo para atividades novas que não tenham uma estrutura governamental responsável já estabelecida.

Investimentos de reserva colocam a prestação de contas em foco

A gestão das reservas da ThaiHealth se tornou outro ponto de controvérsia. Pairote afirmou que os investimentos foram suspensos e que o dinheiro voltou a ser mantido em depósitos bancários enquanto as questões jurídicas eram analisadas. A fundação sustenta que os investimentos eram legais; essa é a explicação da própria entidade, não uma decisão jurídica final divulgada.

O vice-diretor Prakatsit Kayasith disse que eram necessárias reservas de aproximadamente 1,5 bilhão a 1,7 bilhão de baht para cobrir subsídios pagos em parcelas ao longo de vários anos. Segundo ele, a maior parte dos ativos de reserva estava aplicada em depósitos ou títulos do governo, enquanto as ações representavam no máximo cerca de 10% a 12%. Ele acrescentou que, durante a análise, os recursos foram depositados no Banco de Agricultura e Cooperativas Agrícolas.

Publicidade

Prakatsit também disse que 40% a 50% do financiamento anual apoia mecanismos governamentais e cerca de 30% vai para organizações não governamentais. São necessários dados institucionais detalhados para avaliar cada subsídio, beneficiário e resultado.

Ekkapob pede a fiscalização de cerca de 4 mil projetos e dos principais beneficiários. Pairote responde que a ThaiHealth divulga informações sobre os subsídios, presta contas anualmente ao Parlamento e conta com avaliações independentes da gestão. Passar pelo processo orçamentário anual e estar sujeito a algum tipo de fiscalização são questões diferentes; o debate deve distingui-las.

Garantias, consulta e a transição pela frente

As propostas vão desde manter a contribuição com controles mais rigorosos até direcionar pelo menos metade do orçamento da ThaiHealth para serviços de saúde locais, como sugeriu o Clube de Saúde Pública da Tailândia. Pongthep Wongwatcharapaiboon, diretor da ThaiHealth, propõe que a lei estabeleça um piso anual de financiamento equivalente a pelo menos 2% dos impostos especiais de consumo sobre álcool e tabaco, cerca de 4 bilhões de baht, caso o mecanismo seja alterado.

O economista Nonnarit Pisloub propôs avaliações independentes, maior acesso para boas propostas de subsídios e controles de conflitos de interesse. Sua estimativa ilustrativa de que uma insuficiência de eficiência entre 10% e 30% poderia ser corrigida foi um argumento de política pública, não uma constatação mensurada de desperdício na ThaiHealth. Somsak Chunharas, ex-vice-ministro da Saúde Pública, também defendeu melhorias sem abandonar funções públicas necessárias.

A Rede Internacional de Fundações de Promoção da Saúde apoiou a continuidade dos investimentos tailandeses em prevenção em uma declaração datada de 13 de outubro de 2026. Criada em 2000, a rede tem nove membros plenos de seis países e seis membros associados de cinco países, e a ThaiHealth atua como sua secretaria. A rede apontou recursos previsíveis, continuidade, flexibilidade para inovar e a vinculação entre produtos nocivos e o financiamento da prevenção como características essenciais do financiamento, além de uma governança sólida.

A sequência de eventos e as próximas datas informadas são:

  • 30 de setembro a 14 de outubro de 2026: período de consulta pública do Parlamento sobre a emenda da ThaiHealth.
  • 7 de outubro de 2026: Vichai se manifestou publicamente contra as mudanças que afetam as quatro instituições.
  • 12 de outubro de 2026: realização do debate sobre financiamento da saúde em Bangkok.
  • 13 de outubro de 2026: a rede internacional de fundações divulgou sua declaração.
  • 1º de outubro de 2027: possível data de início analisada em cenários de transição, não uma data estabelecida por lei promulgada.

Os cenários de transição incluem financiamento substituto integral, dotações parciais, aumento dos impostos especiais de consumo comuns, uso temporário das reservas ou redução das responsabilidades. Estimativas sugerem que manter as atividades das quatro instituições poderia exigir de 14 bilhões a 15 bilhões de baht por ano no ano fiscal de 2028. Não há uma dotação final definida nem um resultado legislativo promulgado.

A distinção financeira é decisiva: extinguir uma contribuição adicional não transfere automaticamente sua arrecadação para o Tesouro. Para manter essa receita, seria necessário substituí-la por outra arrecadação tributária. Sem isso, a continuidade das atividades dependeria de recursos gerais, empréstimos, reservas ou cortes em outras áreas. Qualquer transição precisa definir tanto a fonte da receita quanto os procedimentos de pagamento antes do fim do financiamento atual.

Em resumo

  • A emenda proposta para a ThaiHealth substituiria a contribuição específica de 2% sobre álcool e tabaco por dotações orçamentárias anuais.
  • Emendas relacionadas afetam quatro instituições que recebem, juntas, aproximadamente 14 bilhões de baht por ano.
  • O porta-voz do governo defende o controle do Tesouro e a fiscalização parlamentar; os opositores alertam para riscos à continuidade e à independência.
  • O plano oficial de ação sobre álcool reconhece o financiamento específico como um ponto forte e os orçamentos comuns insuficientes como uma fragilidade.
  • A estimativa de benefício de 6,13 baht refere-se a uma avaliação específica do controle do álcool entre 2018 e 2022, não ao retorno total da fundação.
  • As alternativas incluem avaliações independentes, limites de financiamento, divulgação pública e uma dotação mínima estabelecida em lei.
  • Uma fonte de receita substituta, os níveis finais de financiamento e uma data de início promulgada ainda não foram definidos.
Compartilhar esta matéria

Você também pode gostar