Associação Médica da Malásia cobra explicações sobre isenção de nicotina enquanto proibição de vapes e disputa tributária de RM 354 milhões se cruzam

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Malaysia's MMA Demands Answers on Nicotine Exemption as Vape Ban and RM354 Million Tax Dispute Collide

Nova proposta de isenção coloca política sobre vapes sob escrutínio

A Associação Médica da Malásia (MMA) exige explicações do ministro da Saúde, Dzulkefly Ahmad, sobre uma proposta para isentar novamente a nicotina líquida da Lista de Venenos, meses depois de o Tribunal Superior de Kuala Lumpur ter anulado a isenção anterior, em maio de 2026.

Conteúdo
  1. Nova proposta de isenção coloca política sobre vapes sob escrutínio
  2. Por que a decisão de 2023 foi anulada
  3. Como a disputa chegou a este ponto
  4. Duas leis agora regulam o mercado
  5. A lei já prevê poderes para restringir produtos
  6. Apreensões de drogas aumentam pressão por proibição
  7. RM 354 milhões em impostos se tornam outra disputa
  8. Empresas buscam clareza sobre estoques e conformidade
  9. Ministro precisa decidir entre permitir e proibir
  10. Principais pontos

A disputa agora vai além de saber se líquidos para vape podem ser vendidos em lojas comuns. O governo retirou o recurso contra a decisão em 18 de agosto, parlamentares buscam o reembolso de mais de RM 354 milhões em impostos sobre vapes, e a administração havia estabelecido como meta uma proibição nacional de vapes em 2026.

O presidente da MMA, Dr. L Sivanaesan, cujo nome completo é Dr. Sivanaesan Letchumanan, afirmou que a isenção proposta parece contrariar essa diretriz prometida. Ele quer que o ministro explique a justificativa de saúde pública e estabeleça um cronograma claro para proibir produtos de vape.

A Sociedade Malaia de Farmacêuticos confirmou que o Conselho de Venenos apoiou a nova proposta. As deliberações foram confidenciais. Uma nova isenção exigiria que o ministro emitisse uma ordem e a publicasse no Diário Oficial, o registro oficial usado para dar efeito legal a esse tipo de decisão.

Sivanaesan, na condição de presidente da MMA, pediu explicações imediatas:

Pedimos ao ministro da Saúde que esclareça a questão com urgência e explique a justificativa de saúde pública para a isenção proposta.

Por que a decisão de 2023 foi anulada

A então ministra da Saúde, Dr. Zaliha Mustafa, isentou da Lista de Venenos, em 2023, a nicotina líquida e em gel usada em produtos de vape. O governo argumentou que tirar o setor do mercado ilegal permitiria fiscalizar as empresas e arrecadar impostos.

Segundo Sivanaesan, o Conselho de Venenos se opôs à isenção. Grupos de saúde pública também contestaram a decisão, levando a disputa ao Tribunal Superior de Kuala Lumpur.

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Em maio de 2026, o tribunal considerou a isenção ilegal, inclusive porque a consulta ao Conselho de Venenos havia sido inadequada. Classificou a decisão como irracional e concluiu que ela havia sido motivada principalmente por considerações econômicas, em especial pelos planos de tributar líquidos com nicotina.

O tribunal também identificou uma lacuna regulatória entre a isenção de 2023 e a entrada em vigor, em 1º de outubro de 2024, da Lei de Controle de Produtos para Fumar para a Saúde Pública de 2024. A nicotina foi retirada do regime de venenos antes de entrar em vigor a estrutura que a substituiria para produtos de fumar.

A retirada do recurso pelo governo manteve a decisão em vigor. Com isso, a nicotina líquida e em gel usada em produtos de vape voltou a ficar sujeita aos controles da Lei de Venenos de 1952, incluindo o regime de venenos do Grupo C, que geralmente limita o fornecimento a canais médicos ou farmacêuticos definidos por lei.

Como a disputa chegou a este ponto

O atual desacordo na Malásia reúne decisões tomadas ao longo de mais de três anos. A sequência ajuda a entender por que a nova proposta está sob escrutínio, tanto pelo procedimento legal quanto pelas intenções do governo.

  • 2023: Zaliha isentou da Lista de Venenos a nicotina líquida e em gel usada em produtos de vape. A cobrança do imposto especial de consumo sobre vapes com nicotina começou em abril daquele ano.
  • 1º de outubro de 2024: A Lei de Controle de Produtos para Fumar para a Saúde Pública de 2024 e seus regulamentos de implementação entraram em vigor.
  • Maio de 2026: O Tribunal Superior de Kuala Lumpur anulou a isenção de 2023.
  • Junho de 2026: Dzulkefly reconheceu que a descoberta de drogas sintéticas perigosas em produtos de vape oferecia fortes motivos para uma proibição nacional.
  • Julho de 2026: O Ministério do Interior divulgou apreensões e prisões relacionadas a produtos de vape suspeitos de conter substâncias proibidas.
  • 18 de agosto de 2026: O governo retirou o recurso contra a decisão do Tribunal Superior.
  • 26 de agosto de 2026: Dzulkefly afirmou que o Ministério da Saúde explicaria a retirada do recurso.
  • 2 de setembro de 2026: Dois parlamentares pediram o fim das vendas no varejo de vapes com nicotina e da cobrança do imposto especial de consumo.

A proposta de restabelecer a isenção vem na esteira desses acontecimentos. Para a MMA, a questão central é se o governo se prepara para manter um mercado comercial de vapes com nicotina ou se ainda pretende encerrá-lo por meio de uma proibição nacional.

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Duas leis agora regulam o mercado

A Lei de Venenos controla a nicotina como substância. A Lei de Controle de Produtos para Fumar para a Saúde Pública de 2024, conhecida como Lei 852, regula produtos para fumar, incluindo produtos de vape. As empresas precisam entender como as obrigações previstas nas duas leis se aplicam a seus produtos.

A Lei 852 define de forma ampla uma substância para fumar. A definição inclui nicotina, propilenoglicol, glicerol e trietilenoglicol. Isso dá à estrutura regulatória para produtos de fumar um alcance maior do que apenas a nicotina.

O diretório Tobacco Control Laws identifica a Lei 852 como a principal legislação de controle do tabaco da Malásia. O diretório lista regulamentos sobre vendas, registro de produtos, embalagens e rotulagem, além de regras para áreas onde fumar é proibido.

Assim, o acesso da nicotina líquida ao varejo comum depende de sua situação no regime de venenos e dos requisitos aplicáveis ao produto de vape acabado. A nova proposta de isenção busca alterar o tratamento da nicotina nesse arranjo.

Até 4 de setembro, o governo não havia divulgado uma explicação pública definitiva sobre como as duas leis deveriam funcionar em conjunto após a retirada do recurso. O apoio atribuído ao Conselho de Venenos também significa que a publicação de uma nova ordem de isenção continua sendo uma etapa legal necessária para que as vendas comerciais comuns possam ser retomadas por essa via.

A lei já prevê poderes para restringir produtos

A Seção 21 da Lei de Controle de Produtos para Fumar permite que o ministro da Saúde proíba ou restrinja produtos em uma situação aguda ou crítica que coloque gravemente em risco vidas, saúde ou segurança.

O procedimento começa com uma recomendação do diretor-geral. O ministro pode então constituir um comitê para coordenar as medidas e aconselhar sobre a situação. Se considerar que o perigo atende ao limiar legal, o ministro pode agir com base na recomendação do comitê, por meio de uma ordem publicada no Diário Oficial.

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Essa ordem pode proibir ou restringir a importação, a fabricação, a distribuição ou a venda, sob condições estabelecidas pelo ministro. A disposição vincula esses poderes a um processo específico de avaliação e decisão sobre uma emergência de saúde.

A Lei 852 também detalha as obrigações das empresas que já operavam quando começaram a valer as disposições pertinentes sobre registro. A Seção 54 exige que importadores, fabricantes e distribuidores já estabelecidos e abrangidos pela regra de transição solicitem o registro dentro de seis meses da entrada em vigor.

Se o diretor-geral rejeitar um pedido, a Seção 54 exige que a empresa recolha seus produtos e interrompa as vendas às próprias custas. As decisões sobre registro podem, portanto, gerar custos diretos para o estoque já produzido ou distribuído.

Apreensões de drogas aumentam pressão por proibição

O Ministério do Interior informou em julho que as autoridades apreenderam 718,43 quilos de produtos de vape suspeitos de conter substâncias proibidas entre 2023 e junho de 2026. Os casos resultaram em 585 prisões em 400 investigações.

Esses números são centrais para o pedido da MMA por medidas mais rigorosas. A associação afirma que dispositivos de vape vêm sendo cada vez mais usados para consumir substâncias ilícitas perigosas, ampliando suas preocupações para além da dependência de nicotina.

Sivanaesan alertou para o risco de dependência de drogas, complicações médicas graves, pressão sobre os serviços de saúde e problemas de segurança pública. Seu argumento é que regular apenas a venda de nicotina não resolve toda a variedade de substâncias consumidas por meio de dispositivos de vape.

O próprio Dzulkefly havia reconhecido, em junho, que a descoberta de drogas sintéticas perigosas em produtos de vape oferecia fortes motivos para uma proibição nacional. Agora, a MMA pergunta como essa posição se concilia com uma proposta que reabriria a possibilidade de isenção para líquidos com nicotina.

Crianças e jovens continuam sendo uma preocupação central para a associação. A nicotina causa forte dependência, e a MMA afirma que impedir que outra geração se torne dependente deve ter prioridade sobre a manutenção das vendas comerciais.

RM 354 milhões em impostos se tornam outra disputa

Lee Chean Chung, parlamentar por Petaling Jaya, e Dr. Ahmad Yunus Hairi, parlamentar por Kuala Langat, pediram em 2 de setembro o fim das vendas no varejo comum de vapes com nicotina e da cobrança do imposto especial de consumo após a decisão judicial e a retirada do recurso.

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Lee também exigiu o reembolso de mais de RM 354 milhões em impostos arrecadados desde abril de 2023. Segundo ele, o valor continuava aumentando em cerca de RM 8 milhões por mês.

Nesse ritmo mensal, mais um ano de arrecadação acrescentaria aproximadamente RM 96 milhões. Esse cálculo mostra por que o momento da decisão do governo é importante do ponto de vista financeiro, além das questões imediatas sobre as vendas.

Lee citou uma declaração juramentada apresentada ao tribunal pelo secretário-geral do Tesouro, Johan Mahmood Merican. Segundo Lee, o documento afirmava que a revogação da isenção da nicotina afetaria a base para a cobrança do imposto especial de consumo sobre a substância. Esse imposto incide sobre produtos específicos.

O reembolso continua sendo uma reivindicação dos parlamentares. Até o relato de 4 de setembro sobre a disputa, ainda não havia decisão do governo sobre a devolução nem sobre o valor final.

Empresas buscam clareza sobre estoques e conformidade

A Câmara de Comércio de Vapes da Malásia argumenta que as empresas investiram para atender às exigências da Lei 852 e precisam de uma estrutura regulatória estável. A Aliança Malaia de Usuários de Vape também pediu regras claras e a continuidade da aplicação dessa lei para consumidores adultos.

Para as empresas, a incerteza afeta produtos registrados, importações, nicotina líquida como matéria-prima e estoques sobre os quais os impostos já foram pagos. Uma mudança na situação legal pode afetar a possibilidade de distribuir ou vender esses produtos e a forma como as empresas lidam com compromissos já assumidos.

A Associação Malaia de Vaporizadores Eletrônicos e Alternativas ao Tabaco já havia solicitado um período de transição de pelo menos seis meses caso o governo introduza uma proibição de vapes. A entidade afirma que as empresas precisariam de tempo para lidar com estoques, importações, matérias-primas e acordos comerciais.

A MMA defende um destino diferente para o setor. A associação quer eliminar o mercado por meio de uma proibição nacional, em vez de mantê-lo sob regulamentação. Essas reivindicações divergentes pressionam o governo a explicar de imediato tanto as regras em vigor quanto a política que pretende implementar.

Ministro precisa decidir entre permitir e proibir

Dzulkefly afirmou que o governo estudava uma proibição nacional gradual de vapes. A MMA diz que a administração havia estabelecido 2026 como meta e quer que esse compromisso seja reafirmado com um cronograma de implementação.

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Uma nova isenção da nicotina e uma proibição futura dependeriam de decisões distintas. A isenção mudaria o tratamento da nicotina líquida no regime de venenos. Uma proibição exigiria que o governo especificasse quais produtos e atividades pretende proibir, com base em quais poderes legais e a partir de que data.

O apoio atribuído ao Conselho de Venenos representa uma mudança em relação à oposição manifestada em 2023. Como suas deliberações foram confidenciais, o público não recebeu uma explicação para o apoio à nova proposta. A MMA pede que o ministro da Saúde apresente as razões de saúde que embasaram a decisão.

A tarefa imediata da Malásia é definir a relação entre a decisão judicial, os controles sobre a nicotina e a Lei 852. A escolha de política pública mais ampla é decidir se as vendas regulamentadas são um arranjo temporário antes de uma proibição ou o modelo que o governo pretende manter. Varejistas, consumidores e serviços de saúde precisam de orientações concretas enquanto essas decisões são tomadas.

Principais pontos

  • A MMA quer que Dzulkefly Ahmad explique a proposta de isenção da nicotina líquida e apresente um cronograma para uma proibição nacional de vapes.
  • Segundo relatos, o Conselho de Venenos apoiou a nova proposta, e a Sociedade Malaia de Farmacêuticos confirmou esse apoio.
  • O Tribunal Superior anulou a isenção de 2023 em maio de 2026. O governo retirou o recurso em 18 de agosto.
  • A Lei 852 regula produtos de vape e prevê poderes para restringir ou proibir produtos durante uma situação aguda ou crítica de saúde.
  • Entre 2023 e junho de 2026, o Ministério do Interior registrou a apreensão de 718,43 quilos de produtos de vape suspeitos de conter substâncias proibidas, com 585 prisões em 400 casos.
  • Parlamentares pedem o fim da cobrança do imposto especial de consumo sobre vapes com nicotina, e Lee Chean Chung exigiu reembolsos superiores a RM 354 milhões.
  • Uma nova isenção exige uma ordem ministerial publicada no Diário Oficial. A MMA também pede uma data clara para a proibição prometida.
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