Cinco maiores grupos financeiros da Coreia do Sul têm lucro recorde de 19,63 trilhões de wons, mas ritmo trimestral desacelera

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South Korea's Five Biggest Financial Groups Earn Record 19.63 Trillion Won as Quarterly Momentum Slows

Lucros recordes escondem um terceiro trimestre mais fraco

Os cinco maiores grupos financeiros da Coreia do Sul tiveram lucro recorde de 19,6297 trilhões de wons nos primeiros nove meses de 2026, alta de 8,62% em relação aos 18,0723 trilhões de wons registrados um ano antes. A expansão do crédito corporativo e o aumento das receitas com operações de valores mobiliários e gestão de patrimônio impulsionaram os resultados, embora os dados do trimestre mais recente tenham mostrado pressão com o aumento dos custos de captação e o enfraquecimento dos negócios de investimento.

Conteúdo
  1. Lucros recordes escondem um terceiro trimestre mais fraco
  2. Comparação entre os cinco grupos
  3. Mais empréstimos elevaram a receita de juros
  4. Por que as margens bancárias caíram apesar da alta das receitas
  5. Receitas com tarifas dispararam antes da desaceleração do mercado
  6. Bancos sustentaram boa parte dos resultados trimestrais
  7. Resultado recorde do NH NongHyup incluiu alívio com provisões de crédito
  8. Acionistas recebem mais, enquanto capital permanece acima de 13%
  9. As datas por trás dos resultados
  10. Principais pontos

O KB Financial Group liderou, com lucro líquido de 5,7921 trilhões de wons, seguido pelo Shinhan Financial Group, com 5,0274 trilhões de wons. Juntos, os dois grupos lucraram 10,8195 trilhões de wons, cerca de 55,1% do total combinado dos cinco. Hana Financial Group, Woori Financial Group e NH NongHyup Financial Group responderam pelo restante.

Os resultados de julho a setembro contaram uma história mais cautelosa. O lucro combinado chegou a 6,5114 trilhões de wons, alta de 6,44% na comparação anual, mas queda de 5,9% em relação ao trimestre anterior. KB, Shinhan e NH NongHyup tiveram lucro menor que entre abril e junho, enquanto Hana e Woori registraram melhora.

Dois fatores explicam como lucros acumulados recordes e uma desaceleração trimestral ocorreram ao mesmo tempo. O crescimento dos empréstimos sustentou a receita de juros ao longo dos primeiros nove meses. Já os negócios de valores mobiliários e seguros, que haviam ajudado a impulsionar os resultados no início do ano, perderam força no terceiro trimestre.

A receita acumulada de juros dos cinco grupos aumentou 6,4%, para 40,5034 trilhões de wons, enquanto as receitas com tarifas, investimentos e outras atividades cresceram 19,1%, para 14,5951 trilhões de wons. Esses indicadores representam receitas antes da dedução de toda a gama de despesas e outros encargos que determinam o lucro líquido.

Para os acionistas, os resultados acumulados robustos permitiram ampliar dividendos e recompra de ações. Para os grupos, o desafio imediato era mais prático: manter a rentabilidade dos empréstimos enquanto pagavam mais para atrair depósitos e captar recursos, além de administrar negócios de investimento cujos resultados podem variar bastante de um trimestre para outro.

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Comparação entre os cinco grupos

Quatro dos cinco grupos aumentaram seus lucros de janeiro a setembro. O lucro do KB subiu 13,09%, o do Shinhan cresceu 12,7%, o do Hana avançou 5,56% e o do NH NongHyup aumentou 11,85%. O Woori foi a exceção, com queda de 4,95% no lucro divulgado.

  • KB Financial Group: lucro líquido acumulado de 5,7921 trilhões de wons.
  • Shinhan Financial Group: 5,0274 trilhões de wons.
  • Hana Financial Group: 3,6243 trilhões de wons.
  • Woori Financial Group: 2,6581 trilhões de wons.
  • NH NongHyup Financial Group: 2,5278 trilhões de wons.

O Woori afirmou que a comparação foi afetada por um ganho registrado um ano antes, quando adquiriu seguradoras. Uma aquisição pode gerar um ganho contábil quando o valor estimado dos ativos líquidos adquiridos supera o preço de compra. Excluído esse benefício extraordinário, o Woori disse que seu lucro acumulado aumentou 18,7%.

KB, Shinhan, Hana e Woori lucraram juntos 17,1019 trilhões de wons até setembro, aproximando-se da marca inédita de 20 trilhões de wons em lucro anual combinado. O NH NongHyup já havia superado seu próprio resultado anual anterior: o lucro de 2,5278 trilhões de wons em nove meses ficou acima dos 2,5112 trilhões de wons registrados ao longo de 2025.

Mais empréstimos elevaram a receita de juros

O crédito corporativo foi uma fonte central de crescimento, enquanto a expansão dos empréstimos às famílias permaneceu limitada. Uma carteira maior de crédito pode gerar mais receita de juros mesmo quando o retorno obtido por unidade emprestada se torna menos atraente.

O KB registrou a maior receita acumulada de juros, de 9,9853 trilhões de wons, seguido pelo Shinhan, com 9,3493 trilhões de wons. O Hana teve 7,4832 trilhões de wons, o Woori, 7,0359 trilhões de wons, e o NH NongHyup, 6,6497 trilhões de wons.

O Hana teve o crescimento mais acelerado nessa fonte de receita, de cerca de 10,4%. Em seguida vieram Shinhan, com 7,9%; NH NongHyup, com 7,5%; Woori, com 4,5%; e KB, com 2,9%. Assim, os cinco aumentaram a receita de juros, apesar das diferentes taxas de crescimento e da contribuição variável de seus outros negócios.

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Por que as margens bancárias caíram apesar da alta das receitas

As taxas de juros mais altas no mercado também elevaram o custo de captação dos recursos emprestados. Os bancos obtêm recursos por meio de depósitos de clientes e de empréstimos, inclusive com a emissão de títulos. Quando esses custos sobem mais rápido que a receita gerada pelos ativos, a rentabilidade marginal dos empréstimos diminui.

A margem financeira líquida, ou NIM, mede a receita líquida de juros em relação aos ativos que rendem juros. Ela ajuda a mostrar quanto um banco ganha com a diferença entre os juros recebidos e os pagos. Um banco pode registrar margem menor e ainda assim aumentar a receita total de juros se a carteira de crédito crescer o suficiente.

A NIM do KB Kookmin Bank caiu para 1,72% no terceiro trimestre, recuo de 0,02 ponto percentual em relação ao trimestre anterior. A do Shinhan Bank diminuiu 0,03 ponto percentual, para 1,58%; a do Hana Bank recuou 0,04 ponto percentual, para 1,57%; e a do Woori Bank caiu 0,07 ponto percentual, para 1,43%.

A margem combinada do NH NongHyup, calculada para o banco e a operação de cartões de forma acumulada, caiu de 1,74% no primeiro semestre para 1,71% nos primeiros nove meses. O período de apuração e o escopo dos negócios diferem dos dados trimestrais dos bancos individuais.

A transferência de recursos dos clientes para fora de depósitos que pagam poucos juros aumentou a pressão sobre os custos de captação. Os bancos tiveram então de depender mais de depósitos ou empréstimos com custos mais altos. Seo Ki-won, vice-presidente do KB Kookmin Bank, afirmou na apresentação dos resultados que seria muito importante administrar com eficiência os custos de captação.

Receitas com tarifas dispararam antes da desaceleração do mercado

As operações com valores mobiliários, os produtos de investimento e a gestão de patrimônio responderam por boa parte do crescimento fora dos empréstimos. A receita acumulada combinada de atividades que não envolvem juros chegou a 14,5951 trilhões de wons, alta de 19,1%, quase três vezes o crescimento de 6,4% da receita de juros.

A receita líquida acumulada do KB com tarifas subiu 38,5%, para 4,0878 trilhões de wons. As comissões das operações com valores mobiliários aumentaram 150,2%, enquanto a receita de serviços fiduciários cresceu 92,6%. Os serviços fiduciários administram ativos em nome de clientes e cobram tarifas por isso.

A receita acumulada do Hana com tarifas aumentou 29,8%, para 2,1428 trilhões de wons, com apoio da gestão de patrimônio e do banco de investimento. O banco de investimento inclui serviços como ajudar empresas a captar recursos e intermediar transações financeiras.

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A receita acumulada do Shinhan com atividades que não envolvem juros subiu 8,2%, para 3,4283 trilhões de wons, impulsionada pelas tarifas de corretagem de valores mobiliários. A do Woori aumentou 13,9%, para 1,6444 trilhões de wons, com a incorporação de seguradoras e uma cooperação mais estreita entre as subsidiárias. Suas tarifas de banco de investimento mais que dobraram.

O NH NongHyup registrou o maior crescimento da receita fora de juros, de 38,5%, para 2,5986 trilhões de wons. A NH Investment & Securities lucrou 1,3489 trilhão de wons nos primeiros nove meses, alta de 80,3%, enquanto o lucro da NH-Amundi Asset Management cresceu 242,3%, para 88,7 bilhões de wons.

O terceiro trimestre reverteu parte desse impulso. A receita combinada fora de juros caiu 39,9% em relação ao trimestre anterior, para 3,6915 trilhões de wons. A redução das operações no mercado de ações diminuiu as tarifas, enquanto os retornos mais fracos dos investimentos em valores mobiliários também pesaram nos resultados.

Bancos sustentaram boa parte dos resultados trimestrais

O lucro líquido da Hana Securities no terceiro trimestre caiu 93,9% em relação ao trimestre anterior, para 10,3 bilhões de wons. O lucro da Shinhan Investment Securities recuou 77,4%, para 65,3 bilhões de wons, e o da KB Securities caiu 39,5%, para 271,2 bilhões de wons. A Woori Investment Securities também registrou forte queda, de 72,7%.

Ainda assim, o lucro da KB Securities foi 71,9% maior que no mesmo trimestre do ano anterior. O aumento anual e a queda trimestral simultâneos mostram como um forte crescimento anterior pode coexistir com uma perda repentina de ritmo.

As seguradoras subsidiárias também enfraqueceram. O lucro trimestral da KB Insurance caiu 27,3% em relação ao trimestre anterior, para 202,3 bilhões de wons; o da Shinhan Life recuou 31,3%, para 128,8 bilhões de wons; e o da Tongyang Life diminuiu 62,2%, para 25,3 bilhões de wons. NH NongHyup Life e Hana Life tiveram prejuízo.

As subsidiárias bancárias deram sustentação aos resultados. O lucro trimestral do KB Kookmin Bank subiu 20,1% em relação ao trimestre anterior, para 1,3509 trilhão de wons, enquanto o do Shinhan Bank aumentou 12,5%, para 1,2252 trilhão de wons. Hana Bank e Woori Bank tiveram altas de 17,5% e 22%, respectivamente.

Nos primeiros nove meses, as cinco subsidiárias bancárias lucraram 14,7286 trilhões de wons, alta de 7,3% em relação aos 13,7268 trilhões de wons. O Shinhan Bank liderou, com 3,6837 trilhões de wons, à frente do KB Kookmin Bank, com 3,5763 trilhões de wons, e do Hana Bank, com 3,3157 trilhões de wons.

A participação dos negócios fora do setor bancário no lucro do grupo KB caiu de 44% no primeiro semestre para 40% em nove meses. No Hana, recuou de 18,8% para 14,6%. No Woori, a subsidiária bancária respondeu por mais de 90% do lucro acumulado do grupo.

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Resultado recorde do NH NongHyup incluiu alívio com provisões de crédito

O lucro do NH NongHyup no terceiro trimestre, de 748,7 bilhões de wons, subiu 18,6% em relação ao ano anterior, mas caiu 17,8% na comparação com o trimestre anterior. Sua receita de juros recuou apenas 0,9%, para 2,2075 trilhões de wons, enquanto a receita fora de juros caiu 39,5%, para 638,7 bilhões de wons.

A reversão de provisões para perdas de crédito amenizou a queda. Provisões são valores reservados para cobrir perdas esperadas com empréstimos. Recuperações e mudanças nas perdas esperadas podem permitir que parte desse dinheiro seja liberada e incorporada aos resultados.

O NH NongHyup registrou uma reversão líquida de provisões de 52 bilhões de wons no terceiro trimestre, ante uma despesa com provisões de 253,4 bilhões de wons no segundo. O grupo atribuiu a gestão das despesas com provisões à recuperação de grandes empréstimos problemáticos e a provisões constituídas anteriormente.

Mesmo assim, a cobertura das reservas em relação aos empréstimos problemáticos diminuiu. O índice de cobertura de provisões caiu de 155,31% no fim de junho para 144,67% no fim de setembro. O índice de empréstimos inadimplentes do grupo permaneceu em 0,65%, enquanto a taxa de atraso do NH NongHyup Bank subiu de 0,46% para 0,54%.

A carteira de empréstimos do NH NongHyup chegou a 391,9 trilhões de wons no fim de setembro, alta de 16 trilhões de wons em relação ao fim de 2025. Isso representa crescimento de cerca de 4,3%, calculado a partir de um saldo inicial de 375,9 trilhões de wons. A expansão do crédito sustentou as receitas, ao mesmo tempo que ampliou o volume de operações que o grupo precisava monitorar.

Acionistas recebem mais, enquanto capital permanece acima de 13%

O KB planejava recomprar e cancelar 1,9 trilhão de wons em ações durante 2026. Incluindo os dividendos em dinheiro, o retorno total aos acionistas deveria chegar a cerca de 3,7 trilhões de wons. O conselho aprovou um dividendo trimestral de 1.167 wons por ação, 237 wons a mais que um ano antes.

O Shinhan planejava distribuir 3 trilhões de wons aos acionistas: 1,6 trilhão de wons em recompras de ações e 1,4 trilhão de wons em dividendos em dinheiro. Dos 450 bilhões de wons adicionais aprovados para recompra, 250 bilhões estavam previstos para janeiro de 2027.

O Hana acrescentou 250 bilhões de wons ao programa de recompra e cancelamento, elevando o total anual a 949 bilhões de wons. O Woori planejava distribuir 350 bilhões de wons, aumento de 133,3% em relação ao ano anterior. Os dividendos trimestrais foram fixados em 740 wons por ação para o Shinhan, 1.165 wons para o Hana e 220 wons para o Woori.

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As recompras de ações devolvem recursos aos investidores por meio da compra de ações no mercado. O cancelamento dessas ações reduz o total em circulação. Os dividendos pagam dinheiro diretamente aos acionistas.

Os níveis de capital completam o quadro. No fim de setembro, os índices de capital principal de nível 1 (CET1) eram de 13,80% no KB e no Woori, 13,62% no Shinhan, 13,45% no Hana e 13,05% no NH NongHyup. Esse índice compara o capital principal de um grupo com seus ativos ponderados pelo risco e indica sua capacidade de absorver perdas.

O NH NongHyup reforçou seu capital com uma emissão de direitos de 1,2 trilhão de wons, financiada pela Federação Nacional das Cooperativas Agrícolas em junho. Seu índice de capital subiu de 12,98% no fim de junho para 13,05% no fim de setembro.

As datas por trás dos resultados

Os anúncios combinaram nove meses de lucro acumulado com um terceiro trimestre mais fraco que o segundo. Essa sequência ajuda a explicar por que os grupos anunciaram resultados recordes enquanto relatavam pressões sobre seus negócios.

  • Junho de 2026: o NH NongHyup recebeu 1,2 trilhão de wons em novo capital próprio.
  • Julho a setembro de 2026: o lucro trimestral combinado chegou a 6,5114 trilhões de wons, abaixo do trimestre anterior, mas acima do resultado de um ano antes.
  • 30 de setembro de 2026: terminou o período de nove meses, com lucro combinado de 19,6297 trilhões de wons.
  • 28 de outubro de 2026: o NH NongHyup divulgou seus resultados trimestrais.
  • 29 de outubro de 2026: o KB anunciou seus resultados e aprovou seu dividendo trimestral, enquanto os lucros combinados dos cinco grupos eram consolidados.
  • Janeiro de 2027: o Shinhan programou 250 bilhões de wons de suas recompras adicionais de ações.

Os resultados do ano completo ainda não eram conhecidos. Após setembro, faltavam 207,9 bilhões de wons para o KB chegar a 6 trilhões de wons de lucro anual, enquanto os quatro grupos sem o NH NongHyup precisavam de mais 2,8981 trilhões de wons para alcançar 20 trilhões de wons em conjunto. Os custos de captação, a atividade do mercado e as despesas com crédito no quarto trimestre determinariam os resultados finais.

Principais pontos

  • Os cinco maiores grupos financeiros tiveram lucro recorde de 19,6297 trilhões de wons nos primeiros nove meses de 2026, alta de 8,62%.
  • KB e Shinhan responderam por cerca de 55,1% do lucro combinado.
  • A receita acumulada de juros cresceu 6,4%, enquanto a receita fora de juros aumentou 19,1%.
  • O lucro do terceiro trimestre caiu 5,9% em relação ao trimestre anterior, com o enfraquecimento dos resultados de valores mobiliários e seguros.
  • As margens bancárias diminuíram com o encarecimento da captação, apesar do aumento da receita com empréstimos.
  • O lucro divulgado do Woori caiu, mas o grupo afirmou que, excluído um ganho anterior com aquisição, houve alta de 18,7%.
  • Os grupos listados ampliaram os retornos aos acionistas, e todos os cinco registraram índices de capital acima de 13% em setembro.
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