Suspensão de empreiteira atrasa trecho de túnel de 8,9 quilômetros
A escavação do trecho de 8,9 quilômetros da Linha Linear Chuo Shinkansen em Shizuoka deve começar na primavera de 2027 ou depois, após uma suspensão imposta à empreiteira Taisei Corporation impedir que a Central Japan Railway Company concluísse as etapas contratuais necessárias para iniciar as escavações.
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A suspensão vigora de 7 de novembro de 2026 a 6 de março de 2027. A JR Central, como a companhia ferroviária é comumente conhecida, desistiu da possibilidade de iniciar as obras do trecho antes do fim de 2026 e afirma que pretende retomar prontamente as negociações com a empreiteira após o término da penalidade.
O presidente da JR Central, Shunsuke Niwa, descreveu o efeito imediato sobre o trecho de Shizuoka do Túnel dos Alpes do Sul:
Não podemos iniciar os trabalhos de escavação do túnel.
O revés ocorre após uma mudança de posição da província de Shizuoka em relação ao projeto. Sob o governador Yasutomo Suzuki, a província passou a permitir a construção e assinou um acordo de conservação da natureza com a JR Central em julho de 2026. O acordo havia criado a expectativa de que as obras começassem antes do fim do ano.
O novo atraso está relacionado à suspensão da empreiteira e às negociações contratuais ainda não concluídas. A JR Central afirma que as obras nos demais trechos, onde já começaram, continuarão sempre que possível.
Por que o caso das licitações afeta o túnel
O Escritório Regional de Desenvolvimento de Kanto do Ministério da Terra, Infraestrutura, Transporte e Turismo impôs a suspensão à Taisei e à Kajima após se tornarem definitivas as condenações das empresas por violação da Lei Antimonopólio do Japão. O caso envolveu a combinação prévia de quem venceria contratos para novas estações da Linha Linear Chuo Shinkansen.
O direcionamento de licitações ocorre quando empresas combinam entre si quem ficará com um contrato, em vez de concorrer de forma independente. Esses acordos prejudicam o processo competitivo pelo qual um contratante escolhe uma empreiteira. Neste caso, a irregularidade envolveu contratos para estações, mas a suspensão resultante também afeta os preparativos para o trabalho da Taisei no túnel de Shizuoka.
O escritório aplicou a penalidade administrativa com base na Lei de Empresas de Construção. A suspensão dura 120 dias, também descritos como quatro meses, de 7 de novembro de 2026 a 6 de março de 2027. Taisei e Kajima estão sujeitas à penalidade.
A atuação da Taisei em Shizuoka torna a suspensão diretamente relevante para o atraso na escavação. A JR Central contratou uma joint venture liderada pela Taisei para executar o trecho. Uma joint venture reúne várias empresas para realizar um projeto, com uma delas atuando como líder.
O contrato precisa avançar antes do início das escavações
A JR Central vinha discutindo o início da escavação do túnel com a joint venture liderada pela Taisei. Os preparativos exigiam a renovação do contrato antes do início da construção, e a companhia ferroviária afirma que essa renovação não pode avançar durante a suspensão.
Na prática, a sequência é simples: a penalidade precisa terminar, a JR Central e a empreiteira devem retomar as negociações e os preparativos contratuais para a escavação precisam ser concluídos. A companhia ferroviária afirma que não consegue avançar efetivamente nessas negociações durante a suspensão.
O dia 6 de março de 2027 é a data prevista para o fim da penalidade, não uma data anunciada para o início das obras. A JR Central não informou uma data exata para o começo das escavações nem para a conclusão das negociações contratuais retomadas. A empresa afirma que pretende reiniciar as conversas prontamente assim que a suspensão terminar.
Por isso, a previsão é que as obras comecem na primavera de 2027 ou depois. A referência ao início dos trabalhos a partir de março indica o período mais cedo possível após a suspensão, ainda sujeito a outros preparativos.
Shizuoka havia acabado de mudar de posição
O trecho de Shizuoka já aguardava havia anos a autorização para avançar. O ex-governador Heita Kawakatsu se opunha ao início das obras na província devido a preocupações com o meio ambiente natural.
A JR Central assinou o contrato de construção em Shizuoka em 2017, mas a oposição da província impediu o início das escavações. Assim, o trecho permaneceu sem obras enquanto os trabalhos avançavam em outras partes da ferrovia planejada entre Shinagawa, em Tóquio, e Nagoya.
A administração do governador Suzuki mudou a posição da província em 2026. Em julho, Shizuoka e a JR Central assinaram um acordo de conservação da natureza que representou a aceitação, pela província, do início das obras. O acordo foi um passo importante para o começo dos trabalhos no trecho, há muito atrasado.
A penalidade imposta à empreiteira acrescenta agora uma nova etapa a esse histórico. O acordo ambiental continua sendo um marco na relação da província com a JR Central, enquanto o cronograma imediato das escavações depende do fim da suspensão e do avanço do contrato de construção.
Como o projeto chegou a este ponto
A construção do trecho entre Shinagawa e Nagoya da Linha Linear Chuo Shinkansen começou em 2014. A ferrovia utiliza tecnologia de levitação magnética, que permite que os trens se desloquem sustentados e guiados por forças magnéticas, em vez de rodarem em alta velocidade sobre trilhos de aço convencionais.
A disputa em Shizuoka e a suspensão da empreiteira surgiram em etapas diferentes do projeto. As principais datas mostram como um contrato assinado há anos enfrenta mais um atraso justamente quando a aceitação local havia aberto caminho para as escavações:
- 2014: Começou a construção do trecho entre Shinagawa e Nagoya.
- 2017: A JR Central assinou o contrato para o trecho de Shizuoka com a joint venture liderada pela Taisei.
- Julho de 2026: A província de Shizuoka e a JR Central assinaram um acordo de conservação da natureza durante o governo de Suzuki.
- 7 de novembro de 2026: Começa a suspensão de 120 dias imposta à Taisei e à Kajima.
- 6 de março de 2027: Data prevista para o fim da suspensão.
- Após a suspensão: A JR Central pretende retomar as negociações com a empreiteira, e a previsão é que as escavações comecem na primavera de 2027 ou depois.
O intervalo entre o contrato de 2017 e o período previsto para o início das obras em 2027 é de cerca de uma década. A espera anterior se concentrou nas preocupações ambientais de Shizuoka; o revés mais recente decorre das consequências administrativas do caso de direcionamento das licitações para estações.
As demais obras continuarão
A JR Central afirma que os trabalhos fora de Shizuoka continuarão na medida do possível. A construção já começou nesses trechos, enquanto a escavação em Shizuoka ainda depende da conclusão dos preparativos com a empreiteira.
Os efeitos imediatos, portanto, variam ao longo do trajeto. Em Shizuoka, o avanço esperado do acordo para as escavações foi adiado. Nos demais locais, a companhia ferroviária pretende manter as obras em andamento.
O trecho de 8,9 quilômetros faz parte do Túnel dos Alpes do Sul, no projeto entre Shinagawa e Nagoya. A falta de uma data confirmada para o início das escavações mantém uma parte importante do trajeto à espera das obras, mesmo com a construção continuando em outras áreas.
O próximo marco previsto é o fim da suspensão, em 6 de março de 2027. Depois disso, o próximo acontecimento a acompanhar será a retomada e a conclusão das negociações contratuais, seguidas do anúncio de uma data para as escavações. No cronograma atual da JR Central, essas negociações vêm antes do início dos trabalhos.
O que é preciso saber
- A previsão é que as escavações do trecho de 8,9 quilômetros em Shizuoka comecem na primavera de 2027 ou depois.
- A Taisei, líder da joint venture de construção, está suspensa de 7 de novembro de 2026 a 6 de março de 2027.
- A penalidade foi aplicada após as condenações definitivas da Taisei e da Kajima por direcionamento de licitações envolvendo contratos para estações da Linha Linear Chuo Shinkansen.
- A JR Central afirma que a suspensão impede a renovação do contrato necessária antes do início das escavações.
- Shizuoka aceitou o início das obras por meio de um acordo de conservação da natureza assinado em julho de 2026.
- Nenhuma data exata para o início das escavações foi anunciada. As obras nos demais trechos continuarão sempre que possível.






