Presidente da Samsung, Lee analisa planos para robô humanoide antes de possível estreia na CES 2027

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Samsung Chairman Lee Reviews Humanoid Robot Plans Ahead of Possible CES 2027 Debut

Um robô industrial ganha prioridade na próxima aposta de crescimento da Samsung

O presidente da Samsung Electronics, Lee Jae-yong, visitou o centro de desenvolvimento de robótica da empresa, no sul de Seul, em 27 de outubro de 2026, para avaliar tecnologias essenciais e os preparativos para uma possível apresentação de um robô humanoide na CES, em janeiro de 2027. A visita coloca o presidente diretamente à frente de um negócio que a Samsung quer desenvolver primeiro em suas próprias fábricas, depois vender a outras empresas e, por fim, aos consumidores.

Conteúdo
  1. Um robô industrial ganha prioridade na próxima aposta de crescimento da Samsung
  2. O que a inspeção de Lee coloca em evidência
  3. Uma organização para decisões de engenharia e negócios
  4. Por que a Samsung quer primeiro usar robôs em suas próprias fábricas
  5. A mão robótica é um grande desafio técnico e de custo
  6. Gumi deve transformar a atividade industrial em dados de treinamento
  7. Rainbow Robotics e empresas do grupo Samsung fornecem diferentes componentes
  8. Um mercado em expansão, com um exigente teste comercial
  9. Principais pontos

Lee visitou o Robotics eXperience Business Development Office, conhecido como RX, no campus de P&D da Samsung em Seul, no distrito de Umyeon-dong, em Seocho. Foi sua primeira visita desde que o escritório foi criado, em julho, para reunir a pesquisa em robótica, o planejamento de produtos e a comercialização sob uma única estrutura de liderança.

O desafio imediato é prático: construir robôs capazes de manusear objetos com precisão e trabalhar de forma confiável em linhas de produção de semicondutores, smartphones e eletrodomésticos. A Samsung está desenvolvendo um humanoide com uma mão robótica própria e componentes da Rainbow Robotics, da qual detém 35% de participação.

Uma apresentação pública na CES, em Las Vegas, ainda depende de condições. Um representante da Samsung afirmou que a empresa pretende mostrar o robô se ele atender aos requisitos mínimos, e que uma decisão deve ser tomada ainda em outubro. A empresa não especificou esses requisitos nem anunciou uma data definitiva para o lançamento comercial.

A meta mais ampla da Samsung é transformar suas instalações de produção nacionais e no exterior em fábricas autônomas com IA até 2030. Em termos simples, isso significa usar inteligência artificial para coordenar mais decisões de produção e tarefas físicas, com robôs executando trabalhos que exigem movimento e manuseio.

A estratégia industrial também oferece à Samsung um ambiente para aperfeiçoar seus robôs antes de oferecê-los a clientes externos. As linhas de produção permitem repetir tarefas, acumular experiência operacional e coletar dados de treinamento, conectando o negócio de manufatura da empresa às suas ambições em IA física, isto é, o uso da inteligência artificial para controlar máquinas que atuam no mundo real.

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O que a inspeção de Lee coloca em evidência

A visita de Lee ocorreu após uma demonstração de tecnologia robótica realizada em agosto, da qual participaram Roh Tae-moon, presidente da Samsung Electronics e chefe da divisão Device eXperience, e outros executivos seniores. Antes da inspeção de outubro, esperava-se que os pesquisadores preparassem demonstrações de manipulação de precisão com braços e mãos humanoides.

Manipulação de precisão significa fazer mais do que pegar um objeto grande. Um robô pode precisar posicionar um componente pequeno, girar uma peça ou conectar um cabo flexível aplicando a força adequada. Essas capacidades são diretamente importantes para a montagem de eletrônicos.

A Samsung Research desenvolveu tecnologia para montar e conectar materiais flexíveis semelhantes a cabos elétricos. Esse tipo de trabalho é difícil porque o cabo muda de forma quando é movimentado. O robô precisa acompanhar continuamente sua posição e ajustar a pegada, em vez de simplesmente repetir um movimento fixo.

As principais etapas da expansão da Samsung em robótica mostram como o foco passou do investimento para a implementação:

  • Dezembro de 2024: a Samsung ampliou sua relação com a Rainbow Robotics e criou uma organização dedicada à robótica do futuro.
  • 21 de julho de 2026: a Samsung anunciou a criação do escritório RX, diretamente subordinado ao diretor-executivo, reunindo desenvolvimento de robótica e planejamento de negócios.
  • Agosto de 2026: executivos seniores participaram de uma demonstração interna de tecnologia robótica.
  • Setembro de 2026: Yoon Jang-hyun, diretor de tecnologia da divisão DX, foi encarregado de liderar as equipes de desenvolvimento de hardware e software de IA do RX.
  • 27 de outubro de 2026: Lee visitou o escritório RX para avaliar o andamento do desenvolvimento.
  • Janeiro de 2027: a Samsung considera apresentar um humanoide na CES, dependendo do estágio de desenvolvimento.

Uma organização para decisões de engenharia e negócios

Roh lidera o RX e também supervisiona a divisão Device eXperience da Samsung, que inclui smartphones e eletrodomésticos. O escritório abrange estratégia de longo prazo, tecnologias essenciais, design, planejamento de produtos e comercialização, ficando responsável tanto pelo desenvolvimento dos robôs quanto pela busca de um negócio para eles.

A Samsung está combinando as competências de sua organização de robótica do futuro, do centro de robótica da Samsung Research e dos pesquisadores de robótica do instituto de tecnologia de produção. Oh Jun-ho, professor titular da KAIST e um dos fundadores da Rainbow Robotics, continua à frente do grupo de robótica do futuro dentro da estrutura mais ampla.

A empresa também contratou especialistas em robótica autônoma, controle e mãos robóticas. Entre eles estão Kim Hyoun-jin, professor da Universidade Nacional de Seul, e Kim Ui-kyum, professor da Universidade Ajou. A equipe de estratégia de robótica é liderada por um executivo contratado após trabalhar com estratégia de robótica na Boston Dynamics, do Hyundai Motor Group.

A responsabilidade de Yoon tanto pelo hardware quanto pelo software de IA conecta o projeto físico do robô à sua percepção e tomada de decisões. Os engenheiros precisam fazer essas partes funcionarem em conjunto: o software deve interpretar o que as câmeras veem, decidir como se movimentar e respeitar os limites dos motores e das articulações.

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Por que a Samsung quer primeiro usar robôs em suas próprias fábricas

A Samsung planeja testar robôs em suas próprias unidades de produção antes de ampliar as vendas para outros fabricantes e, mais tarde, para o mercado consumidor. Essa abordagem dá à empresa acesso às condições operacionais e a um potencial cliente inicial para sua tecnologia dentro do próprio grupo.

Em janeiro, Roh descreveu a ordem de prioridades e explicou que a automação industrial viria antes de uma expansão comercial mais ampla.

Nossa prioridade máxima é usar a robótica para automatizar nossas instalações de produção", afirmou o presidente Roh. "Com base nos conhecimentos tecnológicos acumulados ali, planejamos avançar passo a passo, do mercado industrial entre empresas para o mercado consumidor mais amplo.

Vendas entre empresas significam fornecer robôs a companhias, e não a famílias. Um fabricante pode comprar um robô para uma tarefa específica de montagem ou manuseio. Um robô para consumidores teria de lidar com uma variedade maior de objetos, ambientes e solicitações.

Os planos de implementação da Samsung preveem etapas diferentes. A meta era começar a instalar os primeiros robôs em suas linhas de produção já no segundo semestre de 2026, para coletar dados operacionais. Uma meta de desenvolvimento posterior prevê a preparação para o uso industrial do humanoide já em 2027 ou, no máximo, até 2028. O prazo anterior diz respeito ao aprendizado nas fábricas; o posterior, à introdução do humanoide em desenvolvimento no uso industrial.

Para os gestores de fábricas, o principal teste será a confiabilidade da produção. Um robô precisa executar tarefas úteis repetidamente, corrigir erros e acompanhar o ritmo da produção. A Samsung está desenvolvendo e testando robôs para operar 24 horas por dia, o que torna manutenção, energia e consistência preocupações centrais de engenharia.

A mão robótica é um grande desafio técnico e de custo

Segundo relatos, a Samsung desenvolveu uma mão robótica que usa visão por câmera para ajustar a posição dos dedos ao formato de um objeto. Um pedido de patente relacionado nos Estados Unidos foi noticiado em abril de 2026. O projeto busca viabilizar tarefas industriais como girar e apertar componentes.

Uma mão humana consegue perceber que um objeto está escorregando e ajustar a pegada quase instantaneamente. Dar a uma máquina um controle semelhante exige coordenação dos dedos, informações visuais e retorno sobre o contato. Força insuficiente pode deixar um componente cair; força excessiva pode danificá-lo.

Segundo uma estimativa do setor, as mãos robóticas representam cerca de 30% do custo dos componentes de um humanoide. Isso faz da destreza também uma questão financeira, além de um desafio de engenharia: uma mão capaz precisa ser acessível e durável o bastante para trabalhos repetitivos.

A Samsung está desenvolvendo suas próprias capacidades e, ao mesmo tempo, considerando parcerias e investimentos em empresas com experiência em mãos, locomoção e controle do corpo inteiro. Segundo relatos, produtos da Rainbow Robotics estão sendo usados nos braços do humanoide em desenvolvimento e em seus atuadores, mecanismos que transformam energia em movimento físico.

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Gumi deve transformar a atividade industrial em dados de treinamento

A Samsung planeja conectar suas operações de pesquisa em Seul a uma fábrica de dados de robótica em seu complexo de Gumi, na província de Gyeongsang do Norte. A instalação coletaria dados de movimentos, visão e tato para treinar robôs em tarefas de manufatura.

Uma fábrica de dados é um local onde são gerados e organizados exemplos a partir dos quais as máquinas podem aprender. Para um robô, esses exemplos podem incluir a aparência de um componente, a maneira como uma mão se aproxima dele e como o contato muda durante um movimento bem-sucedido.

A conexão entre Seul e Gumi permitiria que os pesquisadores usassem dados de manufatura no desenvolvimento de humanoides de uso geral. A meta é criar um robô capaz de aprender várias tarefas úteis, em vez de uma máquina projetada para repetir apenas um movimento.

A Samsung também planeja dedicar dois edifícios do campus de P&D em Seul à robótica e criar centros de pesquisa nos Estados Unidos, na China e no Japão. Esses locais devem apoiar a contratação de profissionais e o acesso a redes locais de tecnologia.

A rede de manufatura oferece à Samsung um recurso concreto para o desenvolvimento. Suas fábricas podem fornecer exemplos repetidos de tarefas de montagem e manuseio, enquanto os pesquisadores usam os dados resultantes para aprimorar o controle e testar a próxima versão do robô.

Rainbow Robotics e empresas do grupo Samsung fornecem diferentes componentes

A participação de 35% da Samsung faz dela a maior acionista da Rainbow Robotics. A relação dá à Samsung acesso a uma empresa cujo trabalho inclui robôs com dois braços, robôs móveis autônomos, robôs quadrúpedes e tecnologia humanoide.

A Rainbow Robotics foi fundada em 2011 por pesquisadores ligados ao programa de humanoides da KAIST, entre eles desenvolvedores do HUBO, o primeiro humanoide sul-coreano a andar sobre duas pernas. A permanência de Oh na liderança conecta essa experiência de engenharia ao esforço de comercialização da Samsung.

Outras empresas do grupo Samsung poderão fornecer componentes para futuros humanoides. A combinação proposta inclui baterias de estado sólido da Samsung SDI, câmeras e sensores da Samsung Electro-Mechanics, semicondutores de IA da divisão Device Solutions da Samsung Electronics e painéis OLED da Samsung Display.

Cada componente atende a uma necessidade diferente. As baterias fornecem energia, os sensores ajudam o robô a perceber o ambiente, os chips processam informações e as telas podem facilitar a comunicação com as pessoas. A Samsung avalia como combinar essas capacidades com parcerias externas e novas aquisições ou investimentos.

O grupo também apresentou um plano de investimento de cerca de 60 trilhões de wons para desenvolver um polo de IA física na região de Yeongnam. Esse plano regional mais amplo contextualiza a aposta em robótica; nenhum valor específico para o humanoide em desenvolvimento foi anunciado.

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Um mercado em expansão, com um exigente teste comercial

Dados da IDC indicam que os embarques globais de humanoides chegaram a aproximadamente 25 mil unidades no primeiro semestre de 2026, alta de 432,1% em relação ao mesmo período do ano anterior. O valor de mercado superou US$ 740 milhões, um aumento de 322,7%.

Esses 25 mil embarques já superaram em 6.500 unidades, ou cerca de 35%, o total aproximado de 18.500 registrado durante todo o ano anterior. A comparação ajuda a explicar a urgência de fabricantes que buscam conquistar espaço nesse mercado.

As projeções de longo prazo são muito maiores. O Goldman Sachs prevê que o mercado global de humanoides valerá US$ 138 bilhões até 2035. O Morgan Stanley projeta um mercado superior a US$ 5 trilhões até 2050 e mais de 1 bilhão de humanoides em operação no mundo. As projeções se referem a datas futuras diferentes, e a estimativa mais distante pressupõe muitos mais anos de adoção.

Han Jae-gwon, professor do Departamento de Engenharia de Robótica da Universidade Hanyang, afirmou que a participação da Samsung pode expandir o setor e, ao mesmo tempo, intensificar a concorrência.

É um sinal positivo que uma gigante como a Samsung esteja entrando de vez no setor de robótica, pois isso significa que o mercado está crescendo, mas também implica que a concorrência será igualmente acirrada.

Chris Hauser, chefe do RX Robotics Lab da Samsung, reconheceu a posição competitiva da empresa e o trabalho necessário para melhorá-la. Durante o Samsung AI Forum 2026, ele expressou diretamente a ambição da companhia.

Embora nossa tecnologia atual esteja atrás, nosso objetivo é alcançar e superar rapidamente nossos concorrentes.

O próximo marco público da Samsung é a decisão sobre a CES. Além dessa apresentação, seu progresso comercial dependerá de robôs que realizem tarefas úteis nas fábricas a um custo justificável para os clientes. A combinação de mãos, software de controle e dados de treinamento determinará a rapidez com que essa ambição se transforma em produto.

Principais pontos

  • Lee Jae-yong visitou o escritório de robótica RX da Samsung, em Seul, em 27 de outubro de 2026.
  • Uma apresentação de um humanoide na CES, em janeiro de 2027, depende de o robô atender aos critérios de prontidão da Samsung.
  • A Samsung planeja testar robôs em suas fábricas antes de expandir para outras empresas e para os consumidores.
  • A empresa está desenvolvendo mãos robóticas, criando uma operação de dados de treinamento em Gumi e ampliando sua infraestrutura de pesquisa.
  • A Rainbow Robotics e outras empresas do grupo Samsung poderão fornecer tecnologias e componentes essenciais.
  • A Samsung pretende transformar suas fábricas no país e no exterior em unidades autônomas com IA até 2030.
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