Magistrado de Gampaha encaminha caso do chefe de polícia à Corte de Apelação por não determinar medidas de proteção em âmbito nacional

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Gampaha Magistrate Refers IGP to Court of Appeal Over Failure to Order Nationwide Police Safeguards

Dois casos de drogas levam a questionamentos sobre a responsabilização da polícia

O magistrado de Gampaha, Bandula Gunaratne, encaminhou um processo referente ao inspetor-geral da polícia, Priyantha Weerasooriya, ao presidente da Corte de Apelação do Sri Lanka, após concluir que o chefe de polícia descumpriu uma ordem destinada a proteger as pessoas de processos sem fundamento.

Conteúdo
  1. Dois casos de drogas levam a questionamentos sobre a responsabilização da polícia
  2. O que aconteceu quando os dois casos foram apresentados?
  3. Polícia tentou retirar uma das acusações
  4. Indenização a Marasinghe e responsabilidade dentro da polícia
  5. Por que as diretrizes regionais foram rejeitadas
  6. Quase cinco meses para cumprir a ordem
  7. O magistrado questionou a pressão por mais processos
  8. O que significa o encaminhamento agora
  9. Principais pontos

O encaminhamento, determinado em 21 de outubro de 2026, teve origem em dois casos de posse de drogas, de números 1743 e 1744, contra Chamara Chathuranga Marasinghe, morador de Makandana, na região de Gampaha. O magistrado concluiu que os processos não tinham fundamento e ordenou que três policiais e o Departamento de Polícia lhe pagassem uma indenização total de 200 mil rúpias do Sri Lanka.

Gunaratne também determinou que o IGP emitisse uma circular dirigida a todos os policiais do Sri Lanka, orientando-os a não abrir processos injustificados contra pessoas inocentes. Na audiência de outubro, representantes da polícia apresentaram, em vez disso, diretrizes emitidas por um comandante regional e restritas a apenas três divisões policiais.

O magistrado concluiu que o descumprimento de sua ordem configurava desacato à Justiça e instruiu o escrivão a enviar os documentos pertinentes, incluindo os dois processos originais por drogas, ao presidente da Corte de Apelação para que fossem tomadas medidas contra o IGP. O desacato envolve condutas que desobedecem a uma decisão judicial ou obstruem a autoridade de um tribunal. O caso agora segue para análise da Corte de Apelação, que avaliará a abertura de um processo formal.

O que aconteceu quando os dois casos foram apresentados?

Marasinghe inicialmente se declarou culpado quando um dos casos de posse de drogas foi apresentado, e o tribunal aplicou uma multa. Pouco depois, um segundo caso de posse de drogas contra ele foi apresentado ao mesmo magistrado.

Gunaratne percebeu que o mesmo homem respondia a dois processos protocolados no mesmo dia. Ao examinar as acusações, questionou como elas haviam sido preparadas e se Marasinghe havia sido submetido a processos injustificados pela polícia.

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As acusações diziam respeito a fatos ocorridos em 6 de maio de 2026 ou por volta dessa data. Um dos casos alegava posse de 130 miligramas de ice, nome comum da metanfetamina cristal, e 500 miligramas de heroína no cruzamento de Asgiriya. O outro alegava posse de 130 miligramas de ice em Gampaha. Essas quantidades correspondem, respectivamente, a 0,13 grama e 0,5 grama.

O inspetor de polícia Thennakoon, identificado como chefe da Unidade Anticorrupção da Polícia de Gampaha, apresentou os dois casos. Entre as testemunhas indicadas estavam o sargento Seneviratne, matrícula 12614; o policial Dilshan, matrícula 24728; e o inspetor Bandaranayake. Dilshan foi indicado nos dois casos.

Polícia tentou retirar uma das acusações

O sargento de polícia Gayan, matrícula 30533, disse ao tribunal que os policiais haviam prendido outras 16 pessoas junto com Marasinghe durante a operação. Ele afirmou que as acusações contra Marasinghe haviam sido apresentadas incorretamente e pediu que o caso 1743 fosse retirado, mantendo o caso 1744.

Gunaratne rejeitou o pedido. Ele disse que operações policiais precisavam ter uma base sólida para que os agentes pudessem apresentar provas em tribunal que sustentassem uma condenação. Também apontou a identificação de testemunhas policiais nos processos ao examinar como as acusações haviam sido preparadas.

O magistrado convocou as testemunhas pertinentes e os oficiais superiores para que explicassem por que não deveriam ser responsabilizados, nos termos da Seção 17(1) do Código de Processo Penal, pelos casos sem fundamento. Os policiais convocados para esse fim não compareceram, o que levou o tribunal a fazer novas críticas.

Assim, o processo de indenização tratou de mais do que um erro no número de um caso. Gunaratne examinou a preparação das acusações, os policiais indicados para sustentá-las e as explicações dadas quando a duplicidade veio à tona.

Indenização a Marasinghe e responsabilidade dentro da polícia

O tribunal determinou o pagamento de uma indenização total de 200 mil rúpias do Sri Lanka por três policiais e pelo Departamento de Polícia. As determinações detalhadas incluíram pagamentos de 25 mil rúpias pelos policiais indicados como testemunhas em relação aos casos, além de um pagamento de 50 mil rúpias pelo departamento para cada caso, ou 100 mil rúpias no total.

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Gunaratne vinculou o pagamento do departamento ao Fundo de Recompensas da Polícia e observou que uma parcela substancial do dinheiro arrecadado com multas previstas na lei que regulamenta venenos, ópio e drogas perigosas era destinada a esse fundo. Ele disse que o fundo também deveria ser usado quando a polícia apresentasse processos sem fundamento desse tipo.

O magistrado afirmou que sua decisão pretendia chamar a atenção para práticas policiais inadequadas. Também alertou contra limitar a responsabilidade aos policiais diretamente envolvidos. Caso fossem tomadas medidas disciplinares contra eles, disse, os oficiais superiores que os haviam instruído a realizar operações daquela maneira também deveriam ser responsabilizados.

A indenização de Marasinghe dizia respeito ao tratamento recebido por um réu. A determinação separada dirigida ao IGP buscava mudar as instruções em todo o Departamento de Polícia, para que o mesmo problema fosse enfrentado também fora de Gampaha.

Por que as diretrizes regionais foram rejeitadas

Os representantes da Divisão Jurídica da Polícia, o inspetor Kaushika Perera e o inspetor-chefe Praneeth Jayawardena, compareceram à audiência de 21 de outubro. Eles apresentaram diretrizes datadas de 19 de outubro de 2026, emitidas pelo subinspetor-geral responsável pela Região Norte da Província Ocidental.

O documento abrangia policiais das divisões de Gampaha, Kelaniya e Negombo. Gunaratne havia determinado que o IGP emitisse uma circular dirigida a todos os policiais do Sri Lanka. Uma circular é uma instrução formal por escrito distribuída dentro de uma organização; seu alcance depende de a quem se destina e de quais policiais a recebem.

Gunaratne perguntou aos representantes da polícia quem havia sido instruído a agir. Eles confirmaram que a ordem fora dirigida ao IGP. Questionados sobre quem havia emitido o documento apresentado ao tribunal, identificaram o subinspetor-geral regional.

O magistrado Gunaratne, ao explicar sua objeção ao documento apresentado em resposta à ordem, disse:

Esta é uma tentativa de me induzir ao erro.

A objeção do magistrado dizia respeito tanto à autoridade quanto ao alcance. A instrução havia sido emitida por um comandante regional, e não pelo chefe de polícia, e se aplicava a três divisões, não a toda a corporação. Os policiais de outras regiões do Sri Lanka não estavam abrangidos pelo documento apresentado ao tribunal.

Quase cinco meses para cumprir a ordem

Gunaratne disse que a polícia teve quase cinco meses para cumprir a determinação. O caso já havia sido apresentado em duas ocasiões anteriores, quando a polícia obteve novos prazos alegando que não havia conseguido concluir a tarefa por diversos motivos.

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A sequência mostra como um processo contra uma pessoa se transformou em uma disputa sobre o cumprimento de uma ordem pelo chefe do Departamento de Polícia:

  • Em 6 de maio de 2026 ou por volta dessa data: ocorreram os supostos episódios de posse de drogas que deram origem aos dois casos.
  • Em audiências anteriores: o magistrado examinou os dois processos, determinou o pagamento de indenização e ordenou que o IGP emitisse instruções para todos os policiais.
  • 19 de outubro de 2026: o subinspetor-geral da Região Norte da Província Ocidental emitiu diretrizes para Gampaha, Kelaniya e Negombo.
  • 21 de outubro de 2026: a polícia apresentou essas diretrizes, e o magistrado determinou que o caso de desacato e os dois processos originais por drogas fossem encaminhados ao presidente da Corte de Apelação.

As diretrizes tinham sido emitidas dois dias antes da audiência. As críticas de Gunaratne se concentraram na falta de uma instrução de alcance nacional, apesar do prazo já concedido, e não apenas na data em que o documento regional havia sido elaborado.

O magistrado questionou a pressão por mais processos

Gunaratne também criticou o método de avaliar o desempenho da polícia exigindo que os agentes apresentassem, a cada mês, mais casos do que no mês anterior. Ele argumentou que o aumento do número de processos era uma medida inadequada do sucesso na prevenção do crime.

O magistrado disse que o controle eficaz da criminalidade deveria reduzir a prática de delitos, e não incentivar um aumento interminável no número de casos. Seus comentários relacionaram a maneira como as acusações contra Marasinghe foram conduzidas à pressão sobre os policiais para que apresentassem um número maior de processos.

Gunaratne também mencionou os laudos do Analista do Governo em casos de drogas. Ele disse que análises laboratoriais às vezes encontravam quantidades muito menores de drogas do que as informadas pela polícia, enquanto algumas amostras continham apenas vestígios ou nenhuma droga. O Analista do Governo examina o material apresentado para identificar as substâncias que ele contém.

O magistrado também demonstrou preocupação com o uso, pela polícia, da Seção 54 da legislação sobre drogas perigosas para restringir a discricionariedade do tribunal, isto é, sua capacidade de tomar decisões dentro dos limites da lei. Ele disse que essas práticas prejudicavam a confiança do Judiciário nos policiais.

As críticas também abrangeram a ausência do superintendente sênior de polícia de Gampaha, que não compareceu quando convocado para tratar dessas práticas. Gunaratne disse que a cúpula da polícia precisava mudar essa abordagem e que a responsabilidade pelos padrões de acusação deveria ir além dos policiais que efetuam as prisões.

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O que significa o encaminhamento agora

O presidente da Corte de Apelação deverá receber o processo relativo ao descumprimento da ordem pelo IGP, junto com os casos 1743 e 1744. O envio dos processos originais permite que o tribunal superior conheça o histórico das acusações que levaram à determinação de indenização e à exigência de instruções nacionais.

Não foi anunciada nenhuma data para audiência na Corte de Apelação nem uma decisão posterior relacionada ao encaminhamento. O próximo passo processual depende da análise do caso por esse tribunal.

Para Marasinghe, o processo envolve tanto a indenização quanto as decisões policiais que o levaram duas vezes a um tribunal criminal. Para o Departamento de Polícia, a exigência ainda pendente é mais ampla: uma instrução emitida por seu chefe e dirigida a policiais de todo o país, em vez de orientações restritas às divisões onde a disputa teve início.

O encaminhamento feito por Gunaratne leva o cumprimento dessa exigência à apreciação de um tribunal superior. A questão central é objetiva: se o IGP cumpriu a ordem de instruir todos os policiais para prevenir processos sem fundamento.

Principais pontos

  • O magistrado de Gampaha, Bandula Gunaratne, encaminhou à consideração do presidente da Corte de Apelação, em 21 de outubro de 2026, um caso de desacato relacionado ao IGP Priyantha Weerasooriya.
  • A disputa começou com os casos de posse de drogas 1743 e 1744 contra Chamara Chathuranga Marasinghe.
  • O tribunal concluiu que os processos não tinham fundamento e determinou o pagamento de uma indenização total de 200 mil rúpias do Sri Lanka por três policiais e pelo Departamento de Polícia.
  • O IGP recebeu a ordem de emitir uma circular dirigida a todos os policiais do Sri Lanka.
  • Em vez disso, a polícia apresentou diretrizes regionais datadas de 19 de outubro, voltadas a Gampaha, Kelaniya e Negombo.
  • O magistrado disse que a polícia teve quase cinco meses para cumprir a ordem e determinou que os dois processos originais fossem enviados à Corte de Apelação.
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