Fumaça impede voos de aeronaves de combate a incêndios na Indonésia enquanto Prabowo determina envio de bombas e abertura de poços para habitat de orangotangos

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Smoke Grounds Indonesia Firefighting Aircraft as Prabowo Orders Pumps and Wells for Orangutan Habitat

Visibilidade cai para 500 metros nas imediações de Tanjung Puting

Uma densa fumaça mantém aeronaves civis de combate a incêndios em solo em Kalimantan Central há cerca de uma semana, obrigando a Indonésia a depender de equipes terrestres enquanto os incêndios se espalham por mais de 500 hectares na região do Parque Nacional de Tanjung Puting e em áreas vizinhas dos distritos de West Kotawaringin e Seruyan. A visibilidade nas imediações do habitat de orangotangos conhecido internacionalmente caiu para cerca de 500 metros.

Conteúdo
  1. Visibilidade cai para 500 metros nas imediações de Tanjung Puting
  2. Fumaça restringe combate aéreo aos incêndios
  3. Equipes terrestres enfrentam focos dispersos e terreno pantanoso
  4. Prabowo promete 200 bombas e 200 pontos de acesso à água
  5. Extinguir os incêndios em um mês é uma previsão
  6. Ajuda estrangeira está em avaliação, mas ainda não foi aceita
  7. Ajuda anterior terminou antes das decisões mais recentes
  8. Fumaça causa danos à saúde além das áreas atingidas pelo fogo
  9. Propostas de prevenção miram queimadas e proteção das florestas
  10. Principais pontos

Em uma reunião realizada em 12 de outubro e presidida pelo presidente Prabowo Subianto, o comandante militar regional, major-general Zainul Arifin, descreveu focos de incêndio dispersos, terreno pantanoso e falta de bombas. Prabowo respondeu prometendo 200 bombas, quatro vezes as 50 solicitadas, e 2 bilhões de rupias para financiar 200 pontos de perfuração de água subterrânea.

O secretário de Gabinete, Teddy Indra Wijaya, divulgou detalhes da reunião em 13 de outubro. Nesse mesmo dia, o ministro do Meio Ambiente, Jumhur Hidayat, disse que a redução da intensidade dos incêndios dava ao governo motivos para esperar que eles pudessem ser extintos em até um mês, possivelmente antes. A previsão foi feita apesar das restrições ainda vigentes para aeronaves e do abastecimento limitado de água.

A emergência se estende para além do parque. Suharyanto, chefe da Agência Nacional de Mitigação de Desastres, informou ao presidente que 639,23 hectares continuavam em chamas em seis províncias prioritárias em 12 de outubro, enquanto a área queimada acumulada se aproximava de 130 mil hectares. A fumaça prejudicou voos, levou ao fechamento de escolas e contribuiu para problemas respiratórios na Indonésia, na Malásia e em Singapura.

O desafio imediato, portanto, é mais específico do que encontrar mais aeronaves ou mobilizar mais pessoal. As equipes precisam chegar a focos isolados, garantir água e operar em segurança em condições que já impediram parte da resposta aérea. Essas limitações também influenciam a avaliação da Indonésia sobre a ajuda oferecida pelos países vizinhos.

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Fumaça restringe combate aéreo aos incêndios

Suharyanto, chefe da Agência Nacional de Mitigação de Desastres, conhecida pela sigla indonésia BNPB, explicou como a baixa visibilidade interrompeu as operações aéreas na província.

“Em Kalimantan Central, em particular, os helicópteros de lançamento de água não conseguem voar há cerca de uma semana por causa da baixa visibilidade”, disse.

As aeronaves não conseguem operar a partir de Palangka Raya, capital de Kalimantan Central, nem de Banjarmasin, na vizinha Kalimantan do Sul. A interrupção afetou tanto os voos destinados a estimular chuvas por meio de modificação do tempo quanto os serviços comerciais.

Zainul disse a Prabowo que operadores de aeronaves privadas precisavam de visibilidade de cerca de 5.000 metros. Os 500 metros informados nas imediações do parque correspondiam a um décimo dessa distância. Ele sugeriu que equipes militares talvez conseguissem operar em condições mais restritas, com base em experiências anteriores, e Prabowo orientou autoridades militares e policiais a coordenar o pessoal de aviação.

A orientação não confirmou a retomada dos voos militares. Não foram anunciados um novo limite operacional nem uma data para restabelecer o combate aéreo aos incêndios. As aeronaves adicionais ainda dependeriam de condições que permitissem às equipes voar e lançar água em segurança.

Equipes terrestres enfrentam focos dispersos e terreno pantanoso

Com as aeronaves em solo, boa parte da resposta depende de profissionais que precisam entrar em áreas de difícil acesso. Zainul, comandante militar regional que informou o presidente sobre a situação, descreveu as condições dentro e nos arredores de Tanjung Puting.

Os focos estão muito dispersos, e o terreno é pantanoso. Não há apenas orangotangos por lá. Há muitos animais perigosos, incluindo crocodilos e cobras. Por isso, precisamos ter cuidado ao entrar nessas áreas.

Equipes estavam sendo organizadas com autoridades locais de gestão de desastres, policiais e autoridades regionais para permitir que os profissionais entrassem nas áreas afetadas em segurança. As operações de combate aos incêndios estavam concentradas em Kalimantan Central e Sumatra do Sul, embora o balanço de focos restantes da BNPB abrangesse seis províncias prioritárias.

Teddy disse que mais de 60 mil profissionais haviam sido mobilizados em operações terrestres, extinguindo em média mais de 80% das novas áreas queimadas a cada dia. Esse indicador descreve o combate diário, não a proporção de todas as áreas queimadas anteriormente que se recuperou. Também não significa que os incêndios restantes sejam de fácil acesso.

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Prabowo promete 200 bombas e 200 pontos de acesso à água

Zainul disse que algumas bombas portáteis fornecidas anteriormente a Kalimantan Central ainda estavam sendo usadas para resfriar áreas onde os incêndios haviam sido extintos. Por isso, elas não estavam necessariamente disponíveis para novos focos. Era difícil obter equipamentos adicionais na região, e às vezes era preciso trazê-los de Java.

Quando Prabowo perguntou quantas bombas eram necessárias, Zainul pediu 50. O presidente respondeu:

Vou enviar 200.

O programa de perfuração proposto trata de outro problema: abastecer de água locais inacessíveis a veículos. Zainul disse que seria possível acessar água subterrânea a profundidades de cerca de 10 a 15 metros, com custo aproximado de 10 milhões de rupias por ponto de perfuração. Segundo ele, moradores da região poderiam ser contratados para ajudar a perfurar os poços.

Depois de confirmar com Zainul o custo estimado, Prabowo se comprometeu a financiar o programa.

Certo, vou enviar 2 bilhões de rupias para 200 pontos.

O valor corresponde à estimativa informada de 200 pontos a 10 milhões de rupias cada. Os anúncios estabelecem a escala pretendida da resposta, mas não foi divulgada uma data de entrega das bombas nem um cronograma para concluir os pontos de perfuração.

Extinguir os incêndios em um mês é uma previsão

Jumhur apresentou sua avaliação em 13 de outubro, no Prasasti Indonesia Policy Forum 2026, em Jacarta. Ele disse que conversas com a BNPB indicavam que levaria algumas semanas para extinguir os incêndios e que a intensidade já começava a diminuir.

Os relatos divergem ligeiramente na descrição da meta: alguns dizem que os incêndios seriam extintos em até um mês, enquanto outros afirmam que o ministro esperava que isso levasse menos de um mês. Ambos apresentam uma expectativa baseada na redução da intensidade, e não uma data confirmada para a conclusão.

Os 639,23 hectares que ainda queimavam e os quase 130 mil hectares queimados acumulados são medidas diferentes. O primeiro número é um retrato dos incêndios ativos em seis províncias prioritárias em 12 de outubro. O segundo representa os danos acumulados. Uma redução dos incêndios ativos não desfaria o que já foi queimado.

O abastecimento limitado de água e as restrições às aeronaves continuam sendo obstáculos práticos para cumprir a previsão do ministro. Não foi divulgado um cronograma detalhado para extinguir os incêndios em cada província.

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Ajuda estrangeira está em avaliação, mas ainda não foi aceita

Singapura e Malásia ofereceram ajuda, mas autoridades disseram que as propostas não foram discutidas na reunião presidencial de 12 de outubro. Jumhur afirmou que o governo estava avaliando o tipo de assistência oferecida e se ela aceleraria as operações.

O ministro do Meio Ambiente explicou por que a Indonésia estava analisando as propostas antes de decidir se as aceitaria.

“Precisamos primeiro ver que tipo de ajuda é essa e se ela é significativa ou não. Em vez de cometer erros depois, é melhor avaliá-la primeiro para garantir que seja adequada”, disse.

A ministra de Sustentabilidade e Meio Ambiente de Singapura, Grace Fu, disse em 10 de outubro que havia entrado em contato com Jumhur e oferecido apoio. O vice-primeiro-ministro da Malásia, Ahmad Zahid Hamidi, afirmou em 11 de outubro que havia oferecido ajuda a Prabowo em setembro. A Agência Nacional de Gestão de Desastres da Malásia também havia escrito à Indonésia, mas ainda não tinha recebido resposta naquele momento.

Os relatos divergem quanto ao tamanho do contingente proposto pela Malásia. Alguns mencionam 52 profissionais, enquanto outro informa 55. As ofertas foram descritas como incluindo três helicópteros e aeronaves de combate a incêndios, com um dos relatos especificando um avião. Nenhum pacote de mobilização foi aceito ou anunciado.

Jumhur argumentou que um pequeno contingente poderia ter impacto limitado diante das dezenas de milhares de profissionais mobilizados pela Indonésia. Segundo ele, o apoio aéreo também precisava ser avaliado à luz das necessidades operacionais. As restrições de visibilidade explicam por que o número de aeronaves oferecidas, por si só, não determina o quanto elas ajudariam.

Ajuda anterior terminou antes das decisões mais recentes

A Indonésia já havia aceitado três helicópteros CH-47 Chinook, equipes e equipamentos de apoio do Japão, além de pó retardante de incêndios do Brasil. A missão japonesa terminou em 29 de setembro. Em comunicado, o Ministério da Defesa japonês disse que a Indonésia havia manifestado agradecimento pela assistência e confiança na capacidade de controlar os incêndios de forma independente.

A aceitação dessa ajuda anterior significa que a análise atual diz respeito a novas ofertas, e não a uma recusa geral de assistência estrangeira durante toda a emergência. A sequência de encerramentos, propostas e decisões do governo é a seguinte:

  • Setembro: Ahmad Zahid disse que ofereceu a ajuda da Malásia durante uma conversa com Prabowo.
  • 29 de setembro: terminou a missão japonesa de assistência com helicópteros.
  • 10 de outubro: Grace Fu disse que havia entrado em contato com Jumhur e oferecido o apoio de Singapura.
  • 11 de outubro: Ahmad Zahid disse que a agência de desastres da Malásia não havia recebido resposta à sua oferta por escrito.
  • 12 de outubro: Prabowo presidiu a reunião sobre as operações de combate aos incêndios e as necessidades de equipamentos.
  • 13 de outubro: Jumhur apresentou o prazo esperado para o combate aos incêndios e a avaliação da ajuda estrangeira.

Não foi informada uma data para decidir sobre as novas propostas de assistência. Assim, tanto os compromissos relativos aos equipamentos quanto a análise da ajuda permanecem sem um cronograma divulgado.

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Fumaça causa danos à saúde além das áreas atingidas pelo fogo

Os incêndios geraram fumaça em partes do Sudeste Asiático, com relatos de aumento de problemas respiratórios na Indonésia, na Malásia e em Singapura. Entre os fechamentos de escolas na Malásia está o do estado de Johor, no sul do país. As interrupções de voos afetaram tanto o transporte quanto as operações de emergência.

Sultan Bachtiar Najamudin, presidente do Conselho Representativo Regional da Indonésia, pediu uma resposta rápida em comunicado divulgado em 13 de outubro. Ele descreveu os incêndios como uma emergência ambiental e um problema de saúde regional.

“Os incêndios florestais e de terra que ocorrem em várias regiões constituem um desastre ecológico que se transformou em um problema de saúde pública com amplo impacto regional”, disse Sultan.

Sultan pediu ao governo que aceitasse ajuda de países amigos, especialmente de membros da Associação das Nações do Sudeste Asiático, se necessário. Ele também disse que a Indonésia poderia aceitar ajuda estrangeira sem declarar estado de emergência nacional.

Em Tanjung Puting, os incêndios ameaçam uma área de conservação conhecida pelos orangotangos e pelo turismo na floresta tropical. Zainul disse que 247 turistas estrangeiros visitaram o local em 12 de outubro, elevando o total informado para 2026 a 66 mil. Esses números mostram que as visitas continuaram, mas não demonstram que todas as partes do parque permaneceram intactas ou acessíveis. Não foi informado o número de animais mortos nem apresentada uma avaliação detalhada dos danos ao habitat.

Propostas de prevenção miram queimadas e proteção das florestas

Além da resposta imediata, Jumhur apresentou planos para eliminar a disposição que permite que famílias limpem terrenos de até dois hectares por meio de queimadas, segundo práticas tradicionais. A proposta diz respeito a uma exceção que permite queimadas limitadas, não a uma autorização geral para queimar florestas.

O governo também está analisando restrições ao replantio de culturas de plantação, incluindo palma de óleo, em áreas de concessão queimadas antes do plantio comercial. Concessões são áreas destinadas a atividades comerciais. Impedir o plantio após um incêndio buscaria eliminar o benefício de usar queimadas deliberadas para limpar essas terras.

Os relatos expressam diferentes níveis de certeza sobre a restrição ao plantio: alguns a descrevem como uma medida em análise, enquanto outro a apresenta como uma proibição planejada. Não foi identificada nenhuma mudança já aprovada nem uma data para sua entrada em vigor. Jumhur também alertou que haverá sanções rigorosas quando forem constatadas queimadas intencionais em áreas de concessão.

Prabowo reiterou seu pedido de 70 mil agentes de polícia florestal e sugeriu que as polícias e as Forças Armadas poderiam ajudar a treiná-los. Essa é uma proposta distinta da mobilização de mais de 60 mil profissionais que já apoiam o combate terrestre aos incêndios. Ele defendeu que a prevenção e a mitigação comecem nas aldeias, com base na orientação de especialistas universitários.

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As tarefas pendentes agora abrangem tanto as operações de emergência quanto a prevenção: entregar as bombas, perfurar os pontos de acesso à água, restabelecer condições seguras para as operações aéreas, decidir sobre a ajuda estrangeira e detalhar as mudanças legais propostas. A expectativa do ministro de extinguir os incêndios em até um mês não estabelece prazos para essas decisões distintas.

Principais pontos

  • A visibilidade de cerca de 500 metros impediu o combate aéreo civil aos incêndios nas imediações de Tanjung Puting, e os helicópteros de Kalimantan Central estão em solo há cerca de uma semana.
  • Mais de 500 hectares foram afetados na área do parque e nos distritos vizinhos; a BNPB informou que 639,23 hectares continuavam em chamas em seis províncias prioritárias.
  • Prabowo prometeu 200 bombas e 2 bilhões de rupias para 200 pontos de perfuração de água subterrânea, sem anunciar datas para entrega ou conclusão.
  • Jumhur espera que os incêndios sejam extintos em até um mês, possivelmente antes, mas a falta de água e as restrições às aeronaves persistem.
  • Singapura e Malásia ofereceram ajuda. A Indonésia está avaliando novas propostas de assistência, e os relatos divergem entre 52 e 55 profissionais malaios.
  • As medidas de prevenção propostas incluem eliminar a exceção que permite queimadas domésticas e restringir o plantio de culturas de plantação em áreas de concessão queimadas.
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