Aprovação da marina ocorre em meio a disputa fundiária não resolvida
Uma comunidade pesqueira muçulmana de 41 famílias no norte de Phuket está contestando a aprovação ambiental da Marina e Porto de Cruzeiros e Esportes de Ao Kung. Os moradores afirmam que reivindicações não resolvidas sobre terras públicas e um canal de navegação proposto colocam em risco suas áreas de pesca, manguezais e o acesso a um cemitério. Eles apresentaram a queixa à Comissão Nacional de Direitos Humanos da Tailândia em 26 de junho de 2026, depois que um comitê de especialistas ambientais aprovou o estudo de impacto ambiental da marina em abril.
Conteúdo
- Aprovação da marina ocorre em meio a disputa fundiária não resolvida
- Dois projetos com impactos ambientais em comum
- Por que a existência de um canal importa
- Documentos tarjados e rotas até o mar
- Uma disputa que se estende por uma década
- Recuperação dos recifes dá à conservação uma medida concreta
- Moradores divergem sobre empregos e acesso para barcos
- Pesca como renda, alimento e apoio à comunidade
- Turismo de luxo e políticas de carbono sob escrutínio local
- O que saber
A data da aprovação é divergente nos relatos: um relato da declaração da comunidade de 17 de maio informa 20 de abril de 2026, enquanto outro, sobre a queixa de junho, indica 21 de abril. Ambos afirmam que a aprovação foi concedida pelo comitê de especialistas vinculado ao Escritório de Política e Planejamento de Recursos Naturais e Meio Ambiente. A divergência não foi esclarecida, mas a objeção central é a mesma: os moradores dizem que a aprovação ocorreu antes da resolução das disputas fundiárias e ambientais.
Ban Ao Kung, no subdistrito de Pa Khlok, distrito de Thalang, tem uma história de mais de 250 anos. Seu grupo de conservação protege 584 rai de floresta de mangue dentro da Reserva Florestal Nacional de Manguezais de Khlong Para e mais de 547 rai de recifes de coral, segundo o relato da comunidade de Ao Kung publicado pela La Via Campesina e atribuído à Assembleia dos Pobres.
Essas áreas equivalem a cerca de 93,4 hectares de manguezais e mais de 87,5 hectares de recifes. Um rai é uma unidade de medida de terras tailandesa equivalente a 1.600 metros quadrados. Para os moradores, a disputa envolve mais do que paisagens ou biodiversidade: a floresta e a baía fornecem alimento e renda, além de uma alternativa quando desaparecem empregos no turismo ou o mau tempo impede a pesca em alto-mar.
Dois projetos com impactos ambientais em comum
O empreendimento contestado envolve uma marina proposta por uma empresa privada e um projeto separado de canal do Departamento Marítimo. Uma proposta anterior estimava o custo da marina em 120 milhões de baht e sua capacidade em até 72 iates. Esses números descrevem aquela proposta, não especificações confirmadas para a versão aprovada em 2026.
Um estudo de impacto ambiental apresentado em 2018 para uma marina e um complexo esportivo foi retirado após objeções de grupos de conservação à forma como tratava os recifes de coral e os habitats marinhos. Em 2019, os planos reapareceram como dois projetos: a marina e uma proposta do departamento para um canal de aproximadamente 1,2 quilômetro de comprimento e dois metros de profundidade. O departamento afirmou que o canal era necessário para o transporte local de barcos.
Ativistas da conservação argumentam que separar os projetos oculta a relação prática entre eles. Uma marina precisa de acesso navegável ao mar, e eles acreditam que o canal proposto pelo poder público viabilizaria esse acesso. A Assembleia dos Pobres afirma que o traçado da dragagem cruzaria 62 rai de bancos rasos de coral-cérebro-chifre-de-veado e 12 a 16 rai de bancos de corais-gorgônias-vermelhas raros, identificados como espécies do gênero Dichotella.
Juntas, essas áreas de coral somam 74 a 78 rai, ou aproximadamente 11,8 a 12,5 hectares. Essas são descrições de ativistas sobre o traçado proposto, não uma estimativa de danos estabelecida de forma independente. A objeção é que os efeitos combinados da marina e do canal deveriam ser avaliados em conjunto, em vez de os projetos serem tratados como obras sem relação entre si.
Por que a existência de um canal importa
O Departamento Marítimo argumenta que um canal de água já existente permite fazer a dragagem sem uma nova avaliação ambiental. Os moradores contestam a base histórica e física dessa alegação. A Assembleia dos Pobres afirma que a interpretação de fotografias aéreas foi usada para identificar um canal natural de 30 metros de largura em uma área que a comunidade considera uma floresta de mangue consolidada.
Pradit Phuangket, líder do Grupo de Conservação dos Manguezais de Ban Ao Kung, aponta a vegetação madura como evidência contrária a essa interpretação. Ele diz que há uma árvore com quase dois metros de diâmetro no tronco dentro da área apontada como canal. Também argumenta que as correntes e o acúmulo de sedimentos exigiriam dragagens repetidas, possivelmente a cada três ou quatro meses. Essa frequência é uma estimativa dele, não um cronograma de manutenção publicado pelo departamento.
A distinção jurídica é central para a contestação da comunidade. A Assembleia dos Pobres descreve restrições à abertura de um novo canal em manguezais para benefício privado, além de uma exceção para a manutenção de um canal natural que tenha ficado raso. Os moradores alegam que a categoria de manutenção está sendo usada para justificar a criação de um acesso onde antes não havia nenhum. Essa alegação não foi confirmada por uma decisão judicial mencionada nos relatos.
Os moradores também denunciam a destruição contínua de manguezais, incluindo o corte de uma antiga árvore de lamphaen considerada símbolo da história da comunidade. Em sua declaração de maio, o grupo pediu proteção e restauração. A responsabilidade por essa destruição e sua relação com o empreendimento proposto ainda não foram determinadas nos processos mencionados.
Documentos tarjados e rotas até o mar
A queixa de junho se concentra nas tarjas que cobrem partes do estudo de impacto ambiental, ou EIA, na sigla em inglês. Um EIA analisa os prováveis efeitos ambientais de um projeto e as medidas propostas para evitar ou reduzir danos. Os moradores dizem que o conteúdo ocultado trata de posse e limites de terras e de seu uso, justamente as questões que precisam examinar para contestar o projeto.
O relatório enviado à comunidade citou a Lei de Proteção de Dados Pessoais e segredos comerciais como justificativas para as tarjas. O grupo de conservação argumenta que informações sobre terras públicas em disputa e impactos ambientais deveriam estar abertas ao escrutínio público. A questão jurídica não é simplesmente se algumas informações podem ser protegidas, mas se essas tarjas específicas impedem uma análise efetiva dos direitos sobre a terra e dos impactos do projeto.
A área de terras supostamente sobreposta tem três finalidades: chegar ao cemitério muçulmano, conhecido localmente como kubor; chegar à costa para a pesca costeira; e realizar a restauração e o monitoramento dos manguezais. A comunidade afirma que o acesso é especialmente importante para mulheres e famílias mais pobres que não têm barcos e dependem dos recursos que podem coletar na faixa costeira.
Uma ação judicial movida pelo proprietário do projeto contra líderes comunitários em dezembro de 2019 teria sido rejeitada porque o proprietário não conseguiu comprovar direitos sobre a terra. Os relatos não informam a data da sentença nem o número do processo. Essa rejeição, por si só, não define todos os limites fundiários nem determina a legalidade de toda a proposta da marina. Um processo separado de apuração dos fatos, conduzido pelo governador de Phuket, ainda não havia sido concluído quando os moradores contestaram a aprovação.
Uma disputa que se estende por uma década
A queixa mais recente vem após anos de revisões do projeto, objeções de grupos de conservação e análises do governo. A comunidade situa o início de seu trabalho de proteção costeira em 1992, incluindo ações contra a pesca comercial ilegal, o corte de árvores para produção de carvão e a remoção de manguezais para a criação de camarões.
- 1992: Moradores iniciaram um trabalho contínuo de conservação costeira, restauração e monitoramento, em parceria com órgãos públicos e outras organizações.
- 2016: A proposta da marina surgiu na comunidade enquanto a Tailândia buscava se tornar um polo regional de marinas.
- 2018: O estudo de impacto ambiental da marina e do complexo esportivo foi retirado após objeções relacionadas a recifes e habitats marinhos.
- 2019: As propostas da marina e do canal separado do Departamento Marítimo reapareceram. Em dezembro, o proprietário do projeto iniciou uma ação judicial contra líderes comunitários.
- 2021: Moradores dizem que novas tentativas de avançar com a dragagem se basearam na interpretação privada de fotografias aéreas.
- 9 de abril de 2024: A Comissão Nacional de Direitos Humanos aprovou uma resolução alertando para danos ambientais e riscos aos direitos da comunidade decorrentes da dragagem.
- Abril de 2026: O estudo de impacto ambiental da marina recebeu aprovação do comitê de especialistas, indicada como 20 de abril em um relato e 21 de abril em outro.
- 17 de maio de 2026: O grupo de conservação exigiu o cancelamento da aprovação e do projeto do canal.
- 26 de junho de 2026: Moradores apresentaram à comissão uma queixa sobre as partes tarjadas do estudo de impacto ambiental.
A resolução da comissão de abril de 2024 teria recomendado a restauração dos manguezais pelo Departamento de Recursos Marinhos e Costeiros, com a participação da comunidade. Os moradores argumentam que levar a dragagem adiante contraria essa recomendação. Em sua declaração de maio, também pediram uma apuração por meio de um mecanismo de resolução de problemas da Assembleia dos Pobres, assinado pelo primeiro-ministro Anutin Charnvirakul em 14 de maio de 2026.
A comissária nacional de Direitos Humanos Sayamon Kraiyurawong recebeu a queixa de junho e disse que a comissão pediria informações ao governador provincial e faria uma investigação no local. Não foi informada uma data para essa visita, uma audiência posterior ou uma decisão final.
Recuperação dos recifes dá à conservação uma medida concreta
O Centro de Biologia Marinha de Phuket classificou os recifes de Ao Kung como saudáveis em 2022, em contraste com a condição de gravemente danificados em 2003. Essa mudança relatada oferece uma referência concreta para o argumento dos moradores de que os esforços de restauração produziram resultados que merecem ser protegidos.
A recuperação não ocorreu sem interrupções. Colônias de Acropora pulchra, um coral-cérebro-chifre-de-veado de águas rasas, sofreram grandes perdas no fim de 2019. Ecólogos marinhos associaram os danos a marés baixas incomuns relacionadas ao Dipolo do Oceano Índico, um padrão de variação das temperaturas do mar em todo o oceano Índico que pode afetar as condições climáticas e oceânicas da região.
O trabalho comunitário de restauração incluiu o plantio de manguezais, recifes artificiais e parcerias com especialistas para estudar animais marinhos. Fotografias de corais publicadas no Facebook pelo pescador Ood Sompit ajudaram a chamar mais atenção para os planos do empreendimento. Moradores contestaram uma alegação anterior do projeto de que não havia recifes a menos de um quilômetro da baía de Ao Kung.
As estimativas de manguezais variam entre os relatos. A Assembleia dos Pobres identifica 584 rai sob proteção comunitária, enquanto um relato anterior menciona cerca de 3.000 rai ao longo da costa. Os números podem abranger limites diferentes, mas não são intercambiáveis. A comunidade também informa que as capturas aumentaram cerca de 30% graças à conservação, sem especificar o período de medição nem o método da pesquisa.
Saisanit Pongsuwan, professora da Faculdade de Ciência e Meio Ambiente da Universidade Rajabhat de Phuket, situa Ao Kung no ecossistema mais amplo da baía de Phang Nga, que inclui mais de 160 quilômetros quadrados de manguezais. Ela argumenta que mudanças em Ao Kung poderiam afetar animais marinhos e cadeias alimentares além da área imediata do projeto.
Moradores divergem sobre empregos e acesso para barcos
A oposição é expressiva, mas os registros não indicam rejeição unânime dos moradores. Em uma audiência pública realizada em 9 de fevereiro, com a presença de 180 residentes de Ao Kung, alguns participantes apoiaram um canal mais profundo e a perspectiva de empregos no turismo. O relato não especifica o ano da audiência.
O pescador Somchai Sinprai apoiou a melhoria da passagem para embarcações maiores. Ao explicar por que era favorável a um canal mais profundo, ele disse:
seria mais fácil para os barcos grandes navegar por ali se houvesse um canal mais profundo.
Charan Damnoenpol, funcionário do Departamento Marítimo, disse que o método de dragagem escolhido minimizaria os impactos nos manguezais. Essa garantia representa a posição do departamento; não resolve as divergências sobre a história do canal, os limites das terras ou os efeitos nos habitats de coral.
As objeções de Pradit também se baseiam em campanhas anteriores da Federação de Pescadores Artesanais do Sul e da Assembleia dos Pobres. Ele recorda ter se unido ao movimento por volta de 1997 e feito campanha para ampliar de 1.500 para 3.000 metros a zona costeira de exclusão para arrastões e embarcações de pesca com rede de arrasto. A proposta de dobrar a distância tinha o objetivo de proteger ecossistemas costeiros, equipamentos de pesca e meios de subsistência. Sua queixa atual é que o desenvolvimento turístico recebe acesso ao espaço costeiro enquanto pescadores tradicionais enfrentam restrições e perturbações, incluindo jet skis em torno de barcos de pesca em atividade.
Pesca como renda, alimento e apoio à comunidade
Nusara Wongnui, mãe solo de 33 anos, conta por que voltar à baía lhe ofereceu uma alternativa ao trabalho no setor de serviços. Depois de trabalhar como caddie de golfe e na empresa de transporte Kerry, ela diz que enfrentava longos deslocamentos e jornadas de 14 ou 15 horas por 460 baht por dia. Voltou a Ao Kung quando a pandemia tornou cada vez mais incerto o trabalho fora da comunidade.
Ao explicar a importância de seu retorno, Nusara disse:
Quando não consegui mais lidar com a vida lá fora, voltei a pescar. Havia comida para comer.
Com um capital inicial de 20.000 baht, ela aprendeu com a mãe a pescar polvos e adaptou armadilhas de caranguejo com peso, conhecidas localmente como luk kung king. Ela diz que a pesca pode render de 2.000 a 4.000 baht por dia, aproximadamente 4,3 a 8,7 vezes o salário diário de 460 baht que recebia no transporte. A comparação se refere aos valores diários informados, não a lucros líquidos verificados ou ganhos garantidos. Os custos da pesca, as condições climáticas e os dias sem captura não foram quantificados.
Ela divide a renda com moradores que instalam e recolhem os equipamentos, incluindo jovens fora da escola e pais solo. A Assembleia dos Pobres diz que os participantes recebem pelo menos 400 baht por dia. Equipes mais jovens, com barcos mais potentes, trabalham mais longe da costa, enquanto pescadores de 60 a 70 anos usam águas abrigadas mais perto da entrada da baía e da costa.
Os manguezais também fornecem mariscos quando os barcos não podem sair da costa. Nusara atribui a eles a redução da força das ondas durante o tsunami de 2004. Seu relato explica por que os moradores valorizam a floresta como proteção, embora não determine quanto dano os manguezais evitaram em comparação com outras condições locais.
Turismo de luxo e políticas de carbono sob escrutínio local
A Assembleia dos Pobres relaciona a disputa de Ao Kung ao relatório do Grupo Banco Mundial de 2026, Building Thailand's Future Today. Segundo a organização, o relatório cita serviços ecossistêmicos florestais e costeiros avaliados em US$ 33,3 bilhões por ano, equivalentes a 6,1% do PIB da Tailândia, e uma perda de 32% da área florestal de Phuket entre 2001 e 2020. Serviços ecossistêmicos são benefícios fornecidos pela natureza, entre eles alimentos, proteção costeira e habitats.
A organização também descreve o relatório como favorável a uma mudança: deixar de priorizar o volume de visitantes e buscar gastos maiores por meio do turismo de bem-estar e de luxo. Ela argumenta que essa estratégia pode incentivar projetos que deslocam os meios de subsistência que a conservação deveria proteger. Esses números e descrições de políticas são apresentados pela interpretação da organização sobre o relatório; eles não comprovam que o Banco Mundial apoie a marina de Ao Kung.
O mesmo relato atribui ao relatório a constatação de que mais de 80% dos empregos tailandeses no turismo e nos serviços são informais, mal remunerados e de baixa produtividade. Separadamente, Saisanit afirma que mais de 90% das famílias de Phuket trabalham no turismo e que a ilha recebia mais de 10 milhões de visitantes por ano antes da pandemia. Os números se referem a grupos diferentes, mas, juntos, ajudam a explicar a preocupação com a substituição de outra fonte de renda por uma dependência ainda maior do turismo.
Pradit também questiona as políticas de créditos de carbono que envolvem manguezais. Carbono azul é o carbono armazenado em ecossistemas costeiros; créditos podem representar reduções ou remoções de emissões medidas. Sua objeção diz respeito a quem controla esses ecossistemas e à possibilidade de que alegações ambientais de empresas restrinjam o acesso dos moradores. Nos relatos da disputa, não há identificação de um contrato de crédito de carbono em Ao Kung, de um comprador ou de uma ordem de exclusão.
Pradit, falando como líder de conservação da comunidade, defende a continuidade da gestão local:
Se cuidarmos das nossas próprias florestas, usarmos esses recursos e preservarmos a área por conta própria, isso será mais sustentável.
As decisões imediatas são concretas: se a aprovação do estudo de impacto ambiental será reavaliada, se as informações fundiárias contestadas serão divulgadas, se as reivindicações de acesso público serão resolvidas e se a dragagem será realizada ou cancelada. Os moradores pediram o cancelamento e a restauração da área. A comissão prometeu prosseguir com a investigação, mas não há resultado final nem data de início das obras confirmados.
O que saber
- Moradores de Ao Kung contestaram perante a Comissão Nacional de Direitos Humanos as partes tarjadas do estudo de impacto ambiental da marina em 26 de junho de 2026.
- Os relatos divergem sobre a aprovação ambiental ter ocorrido em 20 ou 21 de abril de 2026.
- A disputa relaciona uma marina privada a uma proposta separada do Departamento Marítimo para um canal de aproximadamente 1,2 quilômetro.
- Moradores alegam que o projeto se sobrepõe a rotas públicas para áreas de pesca, um cemitério muçulmano e áreas de conservação de manguezais.
- A comunidade protege 584 rai de manguezais e mais de 547 rai de recifes, segundo a Assembleia dos Pobres.
- Alguns moradores apoiam um acesso mais profundo para barcos e empregos no turismo; ativistas da conservação pedem o cancelamento e a restauração.
- A análise fundiária e as investigações sobre direitos humanos ainda não têm resultado final nem data de próxima audiência informados.






