Cinco anos de índices mais altos de doenças levam a um escrutínio das autorizações de horas extras
Entre 2021 e 2025, os locais de trabalho sul-coreanos autorizados a usar horas extras especiais registraram uma taxa média de doenças ocupacionais de 0,20%, ante 0,12% em todos os locais de trabalho. Os dados, enviados pelo Ministério do Emprego e do Trabalho ao deputado Seo Wang-jin, do Partido Inovação Cho Kuk, indicam que a taxa nos locais autorizados foi cerca de 1,7 vez a média nacional.
Conteúdo
- Cinco anos de índices mais altos de doenças levam a um escrutínio das autorizações de horas extras
- O que os dados anuais mostram de fato
- Como uma exceção emergencial passou a ser mais usada
- Quem usou o sistema e quais proteções foram planejadas
- Os dados de inspeção contêm uma divergência não esclarecida
- A morte de um pesquisador da Samsung relaciona jornada e decisão sobre indenização
- Por que os registros de indenização precisam ser interpretados com cuidado
- Mortes e trabalho noturno revelam um problema mais amplo de acompanhamento
- Quais mudanças foram solicitadas e o que continua em aberto
- Principais pontos
A diferença apareceu em todos os anos analisados, embora tenha diminuído acentuadamente até 2025. Em uma auditoria da Assembleia Nacional realizada em 13 de outubro de 2026, o ministro do Emprego e do Trabalho, Kim Young-hoon, afirmou que consideraria mudanças depois que Seo exigiu uma investigação abrangente sobre a possível contribuição das jornadas prolongadas para doenças ocupacionais.
A controvérsia envolve tanto a autorização para trabalhar por mais tempo quanto o que acontece depois que ela é concedida. Seo afirmou que 2.185 locais de trabalho receberam 7.111 autorizações de horas extras especiais em 2025, e que a soma dos trabalhadores abrangidos por essas autorizações ultrapassou 380 mil. Esse total não indica quantos trabalhadores distintos foram envolvidos, pois autorizações repetidas podem abranger as mesmas pessoas.
Naquele ano, apenas 15 locais de trabalho autorizados foram inspecionados. As inspeções nesses locais, selecionados por recorrerem repetidamente às horas extras especiais, encontraram 58 infrações legais, incluindo violações dos limites de jornada.
Os dados também passaram a integrar o debate sobre isenções propostas da jornada semanal padrão de 52 horas para profissionais de pesquisa e desenvolvimento com altos salários em zonas industriais designadas. Uma decisão de indenização separada, envolvendo um pesquisador de semicondutores da Samsung Electronics, tornou esse debate mais concreto: o trabalhador morreu em 2023, e sua morte foi reconhecida como doença ocupacional em julho de 2025.
O que os dados anuais mostram de fato
A taxa de doenças ocupacionais contabiliza trabalhadores com doenças ocupacionais reconhecidas por 100 pessoas cobertas pelo seguro de indenização por acidentes de trabalho. Uma taxa de 0,20% corresponde, portanto, a aproximadamente dois casos reconhecidos por mil trabalhadores segurados, ante 1,2 por mil para uma taxa de 0,12%.
A comparação anual mostra por que não se deve confundir a média de cinco anos com a maior diferença registrada em um único ano:
- 2021: 0,23% nos locais com horas extras especiais, ante 0,11% em todos os locais de trabalho.
- 2022: 0,25%, ante 0,11%, cerca de 2,3 vezes mais.
- 2023: 0,21%, ante 0,11%.
- 2024: 0,17%, ante 0,13%.
- 2025: 0,16%, ante 0,15%.
A afirmação de Seo de que a taxa chegou a ser 2,3 vezes maior é compatível com os números arredondados de 2022. Ela não descreve a média de todo o período. Em 2025, a diferença era de apenas 0,01 ponto percentual, em comparação com 0,14 ponto percentual em 2022.
A redução da diferença refletiu mudanças nos dois grupos: a taxa nos locais autorizados caiu depois de 2022, enquanto a taxa nacional aumentou. Isso não permite concluir se as condições de trabalho melhoraram nos mesmos locais, se mudou o perfil dos empregadores autorizados ou se decisões de indenização influenciaram a tendência.
As estatísticas de acidentes de trabalho de 2025 do Ministério do Emprego e do Trabalho, publicadas em 31 de março de 2026, esclarecem uma regra crucial de contabilização. Os casos são contabilizados pela data em que o Serviço de Indenização e Bem-Estar dos Trabalhadores da Coreia aprova a indenização, e não pela data em que ocorreu a doença ou o acidente. Um caso ocorrido em dezembro de 2024, mas aprovado em dezembro de 2025, entraria nas estatísticas de 2025.
Essa distinção limita qualquer tentativa de relacionar diretamente as autorizações de determinado ano às doenças registradas naquele mesmo ano. A comparação identifica um padrão que requer investigação, mas não prova que as horas extras especiais tenham causado todas as doenças reconhecidas.
Como uma exceção emergencial passou a ser mais usada
Pela Lei de Normas Trabalhistas, a jornada semanal padrão é de 40 horas, com, em geral, no máximo 12 horas extras. As horas extras especiais permitem trabalhar além desse limite em circunstâncias excepcionais, mediante aprovação do ministro do Trabalho e consentimento dos trabalhadores envolvidos.
As circunstâncias que podem justificar a medida incluem prevenir ou responder a desastres, resgatar pessoas, garantir a segurança e lidar com situações súbitas. Em janeiro de 2020, os motivos foram ampliados para incluir pesquisa e desenvolvimento e aumentos temporários na carga de trabalho.
A análise das autorizações de 2022 do ministério, divulgada em 31 de agosto daquele ano, registrou 2.116 locais de trabalho autorizados em 2021 e 2.208 até julho de 2022. O total de 2021 correspondia a 0,26% dos locais com pelo menos cinco empregados. O número de casos de autorização aumentou 77,2% no primeiro semestre de 2022 em comparação com o mesmo período do ano anterior.
O ministério atribuiu esse crescimento a várias pressões simultâneas: a aplicação integral do limite de 52 horas a empregadores com cinco a 49 trabalhadores a partir de julho de 2021, as eleições presidenciais e locais de 2022 e um aumento expressivo de casos de covid-19. Respostas a desastres e aumentos súbitos na carga de trabalho representaram a maior parte do uso do sistema.
Na auditoria de 2026, Seo afirmou que as horas extras especiais permitem jornadas semanais de até 64 horas. O artigo acadêmico Jornada de trabalho e regulamentação, publicado em 2023, descreve um limite padrão de 24 horas extras por semana para as horas extras especiais, sujeito ao descanso previsto. A tabela também não estabelece limite para períodos de horas extras especiais inferiores a duas semanas.
O texto acadêmico descreve as regras vigentes na época de sua publicação; não confirma todas as regras aplicáveis em 2026. Também aborda jornadas teóricas de 64 a 69 horas em diferentes regimes de trabalho. Esses regimes não devem ser confundidos com uma autorização de horas extras especiais.
Quem usou o sistema e quais proteções foram planejadas
A análise do ministério de julho de 2022 abrangia 5.793 casos de autorização, e não 5.793 locais de trabalho distintos. Empregadores com 50 a 299 trabalhadores responderam por 44,7% dos casos; aqueles com cinco a 49 trabalhadores, por 37,0%; e os com pelo menos 300 trabalhadores, por 18,2%.
A indústria de transformação representou 47,5% das autorizações, seguida pela administração pública, com 18,2%; saúde e assistência social, com 9%; e transporte e armazenagem, com 4,9%. Os números mostram que as horas extras especiais não se restringiam à pesquisa em semicondutores ou a outros empregos de alta tecnologia.
Entre 1.673 locais de trabalho autorizados com base em dois motivos específicos, identificados nos regulamentos como números três e quatro, 49,4% usaram o sistema por 29 dias ou menos. O ministério afirmou que, na época, as diretrizes permitiam que os períodos com base nesses dois motivos somassem até 90 dias por ano.
Nos planos de proteção à saúde registrados, a medida mais comum era garantir 11 horas consecutivas de descanso, prevista em 46,1% dos planos. Outros 29,9% previam descanso equivalente às horas extras especiais trabalhadas, enquanto 24,1% limitavam essas horas a menos de oito por semana. Eram proteções planejadas, não evidências de que todos os períodos de descanso tenham sido concedidos.
Uma pesquisa do ministério com 200 locais de trabalho autorizados em 2021 constatou que 157, ou 78,5%, relataram dificuldade para cumprir os limites de jornada. Na época, o chefe de políticas trabalhistas, Lee Jung-han, defendeu uma aplicação rigorosa do sistema e prometeu apoio personalizado aos empregadores com problemas persistentes, incluindo contratação, mudanças nos turnos e contratação de trabalhadores estrangeiros.
Os dados de inspeção contêm uma divergência não esclarecida
As 15 inspeções realizadas em 2025 representaram cerca de 0,7% dos 2.185 locais de trabalho autorizados. As 58 infrações encontradas em empregadores que recorriam repetidamente ao sistema reforçam a necessidade de acompanhamento, mas não podem ser usadas para estimar as infrações entre todos os empregadores autorizados, pois o grupo inspecionado foi selecionado e não constitui uma amostra aleatória.
O ministério planeja inspecionar 50 locais de trabalho em 2026. Isso representa mais que o triplo do número do ano anterior, mas o percentual de cobertura informado não corresponde à quantidade de locais apresentada.
O número informado para o primeiro semestre de 2026 é de 2.185 locais de trabalho autorizados até junho, acompanhado da afirmação de que 50 inspeções cobririam cerca de 3,5%. Dividir 50 por 2.185 resulta em aproximadamente 2,3%, e não 3,5%. O denominador usado para chegar aos 3,5% não foi explicado; portanto, esse percentual não deve ser tratado como uma taxa de cobertura confirmada.
Seo também afirmou que as taxas de aprovação das autorizações superaram 90% em todos os anos e argumentou que a fiscalização havia se tornado, em grande parte, meramente formal. Ele pediu condições de autorização mais rigorosas, prazos de análise mais longos e monitoramento contínuo da jornada e dos acidentes de trabalho após a aprovação.
Em resposta às demandas, o ministro do Emprego e do Trabalho, Kim Young-hoon, afirmou que consideraria ativamente as propostas. Ele também se comprometeu a reforçar o acompanhamento nos casos em que as horas extras especiais não pudessem ser evitadas:
Mesmo quando as horas extras especiais forem inevitáveis, garantiremos medidas rigorosas de acompanhamento.
O compromisso foi de avaliar melhorias. Nos registros da auditoria, não foi anunciada nenhuma investigação concluída, revisão das normas de autorização ou prazo para implementação.
A morte de um pesquisador da Samsung relaciona jornada e decisão sobre indenização
Um pesquisador de semicondutores da Samsung Electronics, na casa dos 40 anos e com 17 anos de trabalho em pesquisa e desenvolvimento, morreu de acidente vascular cerebral em 2023. Ele foi levado ao hospital após sofrer uma parada cardíaca enquanto descansava depois do trabalho. Exames médicos de 2019 e 2021 haviam avaliado seu risco cardiovascular e cerebrovascular como abaixo da média para homens de sua idade.
Os registros de trabalho indicavam 60 horas na semana anterior ao adoecimento e uma média de 54 horas e 43 minutos por semana no mês anterior. Em julho de 2025, o comitê de avaliação de doenças ocupacionais reconheceu a morte como doença ocupacional, levando em conta a jornada, a carga de trabalho e o estresse profissional.
Esse caso deve ser diferenciado de outro pedido reconhecido, envolvendo um pesquisador da Samsung que trabalhava em média 58 horas e 41 minutos por semana no mês anterior à morte. Entre 2021 e 2024, três profissionais de pesquisa e desenvolvimento da Samsung solicitaram o reconhecimento de doenças cardiovasculares ou cerebrovasculares; um pedido foi reconhecido nesse período.
Um pedido separado relacionado ao pesquisador Kim Chi-yeop, que morreu por suicídio após cerca de um ano na empresa, foi apresentado pela família em maio e ainda estava em análise quando o caso foi noticiado. Não houve decisão final.
Cho Seung-gyu, consultor trabalhista da Banollim, organização que apoia a saúde e os direitos de trabalhadores do setor de semicondutores, afirmou que os profissionais de pesquisa enfrentam forte pressão para entregar resultados em prazos determinados. Ele relacionou o aumento da concorrência no setor a jornadas mais longas e cargas de trabalho mais pesadas. As decisões individuais de indenização fornecem informações sobre as circunstâncias desses trabalhadores, mas não demonstram que eles trabalhavam sob autorizações de horas extras especiais.
Por que os registros de indenização precisam ser interpretados com cuidado
A Coreia do Sul reconhece doenças cardiovasculares e cerebrovasculares associadas a jornadas longas como doenças ocupacionais. Elas incluem doenças que afetam o coração e os vasos sanguíneos do cérebro, como doença cardíaca isquêmica e acidente vascular cerebral.
A revisão acadêmica de 2019 Excesso de trabalho e políticas nacionais, de Inah Kim e colegas, analisou 4.898 pedidos de indenização feitos entre 2013 e 2016. A taxa de aprovação foi de 66,7% entre os requerentes que trabalhavam em média mais de 60 horas por semana nas 12 semanas anteriores ao diagnóstico, ante 32,6% entre aqueles que trabalhavam, em média, de 52 a 59,9 horas.
Esses percentuais medem a probabilidade de aprovação entre as pessoas que apresentaram pedidos. Não significam que 66,7% de todos os trabalhadores que ultrapassaram 60 horas tenham desenvolvido uma doença. A distinção é importante porque os próprios critérios de reconhecimento levam em conta a jornada de trabalho.
A revisão descreve mudanças adotadas em dezembro de 2017 que passaram a considerar mais fatores relacionados à carga de trabalho, incluindo horários imprevisíveis, trabalho em turnos, folgas insuficientes, trabalho físico pesado e alta tensão psicológica. O trabalho noturno também passou a receber peso adicional, com um acréscimo de 30% nos cálculos pertinentes.
Em 2017, 589 casos cardiovasculares ou cerebrovasculares e 104 casos de transtorno mental ou suicídio receberam indenização por doença ocupacional. Entre 59 suicídios indenizados em 2016 e 2017, a revisão relacionou 61% ao excesso de trabalho, incluindo jornadas longas, aumento de responsabilidades ou maior carga de trabalho.
A jornada semanal média caiu de 50,7 horas em 2006 para 44,4 horas em 2017, uma redução de 6,3 horas. Ainda assim, empregados em locais de trabalho com menos de cinco trabalhadores cumpriam em média 47,0 horas semanais em 2017. O artigo acadêmico de 2023 também constatou que 6% dos trabalhadores assalariados trabalhavam mais de 52 horas por semana em 2020; entre empregados de empresas com menos de cinco trabalhadores, o percentual chegava a 11,6%.
Mortes e trabalho noturno revelam um problema mais amplo de acompanhamento
Em 2025, doenças foram responsáveis por 76,7% das mortes ocupacionais registradas em locais de trabalho com horas extras especiais, ante 61,2% em todos os locais de trabalho, uma diferença de 15,5 pontos percentuais. As diferenças correspondentes foram de 14,8 pontos em 2021, 10,5 em 2022, 19,5 em 2023 e 9,7 em 2024.
Esse é o percentual de mortes atribuídas a doenças, não a taxa de mortalidade por trabalhador. Uma proporção mais alta, por si só, não comprova que trabalhadores de locais autorizados enfrentavam maior risco absoluto de morrer. Doenças cardiovasculares e cerebrovasculares ficaram em primeiro ou segundo lugar entre as causas de morte por doença no grupo autorizado durante o período.
Dados separados sobre trabalho noturno mostram como as proteções médicas podem falhar após um exame de saúde. Uma investigação da autoridade trabalhista realizada em 2020 constatou que um centro logístico da Coupang não havia oferecido os exames médicos especiais obrigatórios a 167 trabalhadores noturnos, entre eles o falecido Jang Deok-jun. A falha resultou em uma multa de 10 milhões de won.
De 2020 a agosto de 2026, cerca de 3.200 locais de trabalho foram identificados por não oferecer exames especiais, e as multas somaram aproximadamente 3,6 bilhões de won, ou cerca de 1,1 milhão de won por local. Esses dados dizem respeito a exames médicos especiais de forma mais ampla e não devem ser apresentados como resultados de inspeções de empregadores que usam horas extras especiais.
O número de trabalhadores noturnos examinados aumentou de 1,01 milhão em 2016 para 1,28 milhão em 2024. Os que apresentaram alterações indicativas de doença passaram de cerca de 120 mil para aproximadamente 300 mil. Reportagens descrevem o aumento como 2,4 vezes; os totais arredondados resultam em aproximadamente 2,5 vezes.
Entre os trabalhadores com alterações indicativas de doença, 92% continuaram no trabalho noturno enquanto recebiam tratamento, e apenas 0,3% foram transferidos para o turno diurno ou tiveram a jornada reduzida. Mesmo entre os trabalhadores de maior risco que, segundo os médicos, não deveriam continuar na função atual, 72% permaneceram no turno da noite. Entre 140 locais de trabalho que não adotaram medidas de acompanhamento, nove foram alvo de investigação criminal.
Quais mudanças foram solicitadas e o que continua em aberto
Seo quer uma investigação de todos os locais de trabalho autorizados a usar horas extras especiais nos últimos cinco anos, seguida de inspeções de segurança e saúde ocupacional onde as doenças forem frequentes. Ele também pediu ao ministério que analise as jornadas efetivamente cumpridas, as categorias de doenças e as exposições nocivas, e use os resultados para revisar as normas de autorização e proteção à saúde.
Essa abordagem enfrentaria uma limitação central da comparação atual: os dados de doenças por local de trabalho não isolam o efeito das jornadas prolongadas em relação a diferenças entre setores, exigências das funções ou outras exposições. Relacionar jornadas e doenças no nível de cada trabalhador permitiria avaliar melhor quais proteções estão falhando.
O debate avançou por meio de vários acontecimentos distintos, relacionados a políticas públicas e indenizações:
- Janeiro de 2020: Os motivos para autorização foram ampliados para incluir pesquisa e desenvolvimento e aumentos temporários na carga de trabalho.
- 31 de agosto de 2022: O ministério publicou sua análise sobre o aumento do uso do sistema e as proteções à saúde planejadas.
- Julho de 2025: A morte do pesquisador da Samsung, ocorrida em 2023, foi reconhecida como doença ocupacional.
- 31 de março de 2026: O ministério publicou as estatísticas anuais de acidentes de trabalho de 2025.
- 13 de outubro de 2026: Seo pediu investigações e monitoramento mais rigorosos na auditoria da Assembleia Nacional, e Kim concordou em considerar melhorias.
Sobre o projeto de lei das megazonas especiais, Kim afirmou que é preciso equilibrar produtividade e proteção à saúde dos trabalhadores e que as exceções ao limite de 52 horas exigem análise cuidadosa. O governo promovia um diálogo entre trabalhadores, empregadores e governo sobre as disposições trabalhistas propostas.
As reportagens apontam diferentes metas legislativas: apresentar um projeto de lei em outubro e aprová-lo antes do fim de 2026. São etapas distintas, e não uma confirmação de que a isenção se tornou lei. Não foram divulgados um texto definitivo, uma data para votação ou um prazo para a investigação sobre horas extras especiais.
Durante a auditoria, Kim também fez uma comparação com a OCDE que foi divulgada como indicando que a jornada de trabalho na Coreia estava abaixo da média da organização. Essa afirmação entra em conflito com a descrição do artigo acadêmico de 2023, segundo a qual a Coreia tinha jornadas anuais mais longas do que outros países da OCDE. Sem a especificação do ano e da métrica usados na comparação do ministro, as duas afirmações não permitem chegar a uma conclusão numérica confiável.
Principais pontos
- Entre 2021 e 2025, os locais com horas extras especiais tiveram taxa média de doenças ocupacionais de 0,20%, ante 0,12% no país.
- A maior proporção anual foi de cerca de 2,3 em 2022; a diferença caiu para 0,01 ponto percentual em 2025.
- Em 2025, apenas 15 dos 2.185 locais autorizados foram inspecionados, e 58 infrações foram encontradas.
- As 50 inspeções planejadas equivalem a cerca de 2,3% do número de locais informado para o primeiro semestre de 2026, e não aos 3,5% divulgados.
- A morte de um pesquisador da Samsung foi reconhecida como doença ocupacional em julho de 2025, após registros mostrarem que ele havia trabalhado 60 horas na semana anterior.
- Kim Young-hoon concordou em considerar proteções mais rigorosas, mas nenhuma reforma definitiva ou prazo para a investigação foi anunciada.
- As propostas de isenção para profissionais de pesquisa continuam em discussão e são distintas do sistema atual de horas extras especiais.






