50 anos após o massacre de 6 de outubro na Tailândia, perdoar não significa esquecer

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50 Years After Thailand's 6 October Massacre, Forgiveness Does Not Mean Forgetting

O compromisso de uma sobrevivente com a paz encontra um acerto de contas inacabado

Cinquenta anos depois de a polícia e grupos armados de direita atacarem manifestantes na Universidade Thammasat, em Bangkok, em 6 de outubro de 1976, o aniversário reuniu três demandas ainda sem resposta: lembrar os mortos, enfrentar a proteção legal que blindou os responsáveis e permitir um relato mais completo da violência ocorrida antes e depois do massacre.

Conteúdo
  1. O compromisso de uma sobrevivente com a paz encontra um acerto de contas inacabado
  2. Como o retorno de um ex-ditador agravou a crise
  3. As datas que levaram ao ataque e às consequências jurídicas
  4. Por que o número de mortos ainda precisa ser explicado com cuidado
  5. Duas anistias, com beneficiários diferentes
  6. Nomes, canções e rituais marcaram o aniversário
  7. Uma coroa de flores do governo e a demanda atual por anistia
  8. Uma historiadora questiona o que fica de fora das homenagens
  9. Não violência sem apagar responsabilidades
  10. Principais pontos

No campus Tha Phra Chan da universidade, em 6 de outubro de 2026, as homenagens começaram por volta das 05h30. Os organizadores leram os nomes de 40 pessoas que morreram. Cerca de 300 pessoas participaram da cerimônia de aniversário, na qual sobreviventes, estudantes e políticos se reuniram, enquanto ativistas pediram anistia para pessoas processadas com base na lei de lesa-majestade da Tailândia.

Para o professor associado Kothom Ariya, assessor do Instituto de Direitos Humanos e Estudos da Paz da Universidade Mahidol, o aniversário também envolve uma reflexão pessoal sobre o poder político. Sua experiência no massacre ajudou a conduzi-lo à não violência e à crença de que o poder não vem do cano de uma arma. Sua abordagem trata a paz como um compromisso que exige coragem e disciplina ao longo de muitos anos.

A distinção entre perdoar e esquecer está no centro dessa posição. Uma sobrevivente pode rejeitar a vingança sem aceitar o silêncio sobre as responsabilidades. O perdão é uma escolha pessoal; reconhecer a violência estatal e exigir responsabilização são questões públicas.

O histórico jurídico torna essa distinção especialmente importante. Uma análise acadêmica identifica duas leis de anistia distintas, aprovadas em 24 de dezembro de 1976 e 16 de setembro de 1978. Uma protegeu a tomada do poder; a outra libertou 18 ativistas estudantis processados. Nenhuma mencionou explicitamente o massacre, mas o estudo argumenta que ambas ajudaram a manter a proteção contra a responsabilização dos responsáveis pela violência.

Como o retorno de um ex-ditador agravou a crise

O confronto se desenrolou ao longo de vários meses, em vez de começar de repente na manhã de 6 de outubro. O marechal de campo Thanom Kittikachorn havia sido forçado a deixar o poder após o levante de outubro de 1973. Seu retorno, em setembro de 1976, reacendeu o temor de que o establishment militar estivesse se preparando para reverter a abertura política que se seguiu à sua saída.

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Outro ex-governante militar, o marechal de campo Praphas Charusathien, voltou em agosto de 1976. Estudantes protestaram, e opositores armados cercaram Thammasat. Em 21 de agosto, um ataque com tiros e explosivos matou uma pessoa quando uma passeata de estudantes da Universidade Ramkhamhaeng entrava no campus. Praphas deixou a Tailândia no dia seguinte.

O retorno de Thanom veio após uma disputa dentro do governo. Em 31 de agosto, o gabinete decidiu que ele não deveria ter permissão para voltar. Mesmo assim, ele chegou em 19 de setembro como noviço budista e foi ordenado monge no templo Wat Bowonniwet naquela manhã. A cronologia detalhada situa sua viagem imediata a partir de Cingapura; outro relato descreve seu retorno após o exílio nos Estados Unidos. Essas descrições se referem a diferentes períodos de sua estadia no exterior e não indicam datas de chegada conflitantes.

Thanom disse que seu objetivo era visitar o pai doente, não retomar a atividade política. Organizações estudantis se opuseram a seu retorno, enquanto alguns adversários retrataram os protestos como hostilidade ao budismo e à monarquia. O uso de seu status religioso tornou ainda mais difícil abordar uma disputa política já tensa.

A escalada seguinte ocorreu em 24 de setembro, quando dois eletricistas, Wichai Ketsripongsa e Chumphon Thummai, foram encontrados enforcados em Nakhon Pathom depois de afixarem cartazes contra Thanom. Mais tarde, estudantes encenaram um enforcamento para protestar contra as mortes. Acusações de que a encenação insultava o príncipe herdeiro ajudaram a mobilizar a hostilidade contra as pessoas reunidas em Thammasat.

As datas que levaram ao ataque e às consequências jurídicas

A sequência conecta o retorno de antigos governantes, a violência contra seus opositores, o ataque à universidade e a posterior proteção dos responsáveis pela tomada do poder. Ela também mostra que os estudantes só foram libertados quase dois anos depois do massacre.

  • 16 a 22 de agosto de 1976: Praphas voltou à Tailândia, houve protestos e ele partiu após a violência nos arredores de Thammasat.
  • 19 de setembro de 1976: Thanom voltou como noviço budista e se tornou monge em Wat Bowonniwet.
  • 24 de setembro de 1976: Dois eletricistas contrários a Thanom foram encontrados enforcados em Nakhon Pathom.
  • 4 e 5 de outubro de 1976: Uma encenação estudantil que retratava um enforcamento provocou acusações de insulto ao príncipe herdeiro e uma mobilização crescente contra os manifestantes.
  • 6 de outubro de 1976: A polícia e grupos armados de direita atacaram Thammasat. Um golpe militar ocorreu naquela noite.
  • 24 de dezembro de 1976: Uma lei de anistia protegeu o golpe e os responsáveis pela tomada do poder.
  • 1977: Dezoito ativistas foram processados em um caso relacionado aos acontecimentos.
  • 16 de setembro de 1978: Uma segunda anistia libertou os 18 ativistas e arquivou as acusações contra eles.

No início da manhã de 6 de outubro, a polícia, a Polícia de Fronteira e grupos armados atacaram o campus. Os manifestantes foram baleados, espancados e linchados. Também houve violência nos arredores de Sanam Luang, onde corpos foram mutilados e alguns foram queimados.

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O primeiro-ministro Seni Pramoj negou ter ordenado os assassinatos. Segundo sua versão, o governo havia instruído as autoridades a prender as pessoas envolvidas na encenação contestada, e não a atirar nos estudantes. Essa negativa continua distinta de uma decisão judicial sobre responsabilidades.

O almirante Sangad Chaloryu, então comandante supremo, anunciou o golpe que se seguiu. Os novos governantes nomearam o ex-juiz Thanin Kraivichien primeiro-ministro, encerrando a abertura política iniciada em 1973.

Por que o número de mortos ainda precisa ser explicado com cuidado

Os relatos divergem sobre quantas pessoas foram mortas, e a leitura de 40 nomes no aniversário não deve ser considerada uma contagem completa de vítimas. Dois relatos da cerimônia apresentam o balanço oficial de 46 mortos, enquanto a cronologia histórica aponta como números oficiais 39 mortos, 145 feridos e 3.094 presos.

As estimativas mais altas divergem ainda mais. Sobreviventes e testemunhas citados na cobertura da cerimônia de 2026 acreditam que morreram mais de 100 pessoas. No 40º aniversário, em 2016, sobreviventes disseram que o número real era pelo menos o dobro do mínimo divulgado de 46. A cronologia histórica também menciona uma estimativa separada de cerca de 530 mortos, sem informações suficientes para avaliar como ela foi calculada.

Esses números não podem ser combinados de forma responsável em um único total definitivo. A diferença entre 39 e 46 corresponde a sete mortes, mas os registros aqui descritos não explicam se essa lacuna se deve a categorias ou locais diferentes, ou a revisões posteriores. As estimativas muito mais altas são alegações de que a contagem está incompleta, não uma substituição verificada dos números existentes.

A conclusão mais segura é que dezenas de pessoas foram mortas e milhares foram presas, enquanto o número exato de mortos continua em disputa. Identificar cada vítima e explicar como os diferentes totais foram calculados fazem parte do trabalho histórico ainda inacabado.

A leitura anual dos nomes cumpre um propósito diferente da compilação de estatísticas. Ela devolve identidades individuais a um acontecimento muitas vezes discutido por meio de fotografias chocantes, acusações políticas e números agregados.

Duas anistias, com beneficiários diferentes

O artigo acadêmico The Hidden Transcript of Amnesty analisa as duas leis com base em sua redação, documentos de arquivo, registros judiciais e outros registros históricos. Sua principal conclusão é que tratar as consequências como uma única anistia obscurece a maneira como a proteção legal foi construída.

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A primeira lei, aprovada em 24 de dezembro de 1976, legalizou o golpe e impediu que os responsáveis por criar as condições para ele e tomar o poder fossem responsabilizados. A segunda, aprovada em 16 de setembro de 1978, libertou 18 ativistas estudantis cujo processo criminal ainda estava em andamento e arquivou as acusações contra eles.

Nenhuma das leis mencionou o massacre. O estudo, porém, argumenta que proteger agentes estatais e grupos armados que atuavam ao lado deles foi central para ambas as medidas. Essa é a interpretação dos registros jurídicos e de arquivo feita pelo estudo, não uma nova decisão judicial.

Uma anistia elimina responsabilidades criminais específicas ou encerra processos. Por isso, seu alcance é fundamental: libertar pessoas processadas após uma repressão violenta não é o mesmo que proteger os responsáveis por um golpe ou por violência ilegal, mesmo que ambas as medidas sejam descritas pelo mesmo termo jurídico.

A segunda lei trouxe alívio concreto aos ativistas detidos. Ela não resultou em um julgamento que estabelecesse quem ordenou o ataque ou quem tinha responsabilidade por assassinatos específicos. Segundo os relatos do aniversário, nenhum agente estatal foi responsabilizado.

Esse histórico jurídico explica por que o compromisso de Kothom com o perdão não pode ser equiparado à aprovação de uma anistia para os responsáveis. Rejeitar a retaliação não exige abandonar a investigação, o reconhecimento do ocorrido ou a preservação de provas.

Nomes, canções e rituais marcaram o aniversário

As homenagens de 2026 começaram com uma apresentação em Lan Pho, antes de seguirem em direção ao campo de futebol. Tambores acompanharam a procissão, e um grande pano branco foi estendido sobre a grama. Mais tarde, alguns artistas se deitaram ao lado de sacos com líquido vermelho para representar a violência nos locais associados aos assassinatos.

O artista Teerawat Mulvilai, conhecido como Kage, e Sinsawat Yodbangtoey conduziram os participantes na canção For the People. No memorial, os participantes cantaram The Light of the Stars of Faith, escrita pelo pensador político e poeta Jit Phumisak, e depositaram flores.

Por volta das 07h30, uma cerimônia budista de mérito contou com 19 monges do templo Wat Mahathat Yuwaratrangsarit. O historiador Thongchai Winichakul, a historiadora Tyrell Haberkorn, o advogado de direitos humanos Kritsadang Nutcharat e a ativista Tantawan Tuatulanon estavam entre os presentes. Coroas de flores foram enviadas por representantes do governo, partidos políticos, entidades estudantis e organizações da sociedade civil.

Wattana Chaichanasakul, sobrevivente que leu os nomes dos mortos, explicou ao público o propósito do ritual anual:

lembrar a nós mesmos que jamais esqueceremos nossos amigos, porque, se o fizermos, será como matá-los outra vez

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A homenagem também conectou diferentes gerações de testemunhas. Sinsawat, que participou dos protestos de 1976 e ajudou a conduzir os cânticos em 2026, havia descrito sua dor persistente no aniversário de 2016:

Embora eu não tenha me ferido... meu coração está ferido.

Sua presença nos dois aniversários mostra como a memória continua viva por meio das pessoas, assim como dos monumentos. A passagem de mais uma década não transformou o episódio em um capítulo encerrado da história.

Uma coroa de flores do governo e a demanda atual por anistia

O ministro Paradorn Prissananantakul representou o primeiro-ministro Anutin Charnvirakul na cerimônia. Depois de depositar uma coroa de flores, ele expressou as condolências do governo:

Hoje prestamos homenagem e expressamos nossas condolências pelas vidas perdidas,

Questionado sobre por que o governo nunca havia realizado uma cerimônia própria para as vítimas, Paradorn não respondeu diretamente. Em vez disso, descreveu o que considerava a principal lição para o governo:

a lição mais importante do episódio de outubro, do ponto de vista do governo, é abrir espaço para todos que têm opiniões diferentes, para que possam se manifestar.

Essa declaração foi feita enquanto ativistas, em uma sacada, pediam anistia para pessoas processadas com base no artigo 112 do código penal tailandês. A lei pune insultos, difamação ou ameaças contra membros protegidos da família real e prevê até 15 anos de prisão por infração. Quase 300 pessoas foram acusadas com base nela desde 2020, segundo o relato do aniversário.

A demanda atual diz respeito a pessoas processadas por se manifestarem, e não à imunidade para os responsáveis pelo ataque de 1976. A distinção é importante porque o histórico das duas anistias anteriores mostra como o mesmo mecanismo jurídico pode servir a propósitos muito diferentes.

Thanaporn Singlee, estudante de 21 anos de Thammasat que participou do aniversário, explicou por que era importante para ela lembrar o episódio:

Thammasat foi um lugar onde pessoas morreram por causa do governo.

A presença do representante do governo e suas condolências não significaram o anúncio de uma investigação, um pedido formal de desculpas do Estado ou um compromisso de aprovar a anistia solicitada. Não foi apresentado um cronograma para essas medidas.

Uma historiadora questiona o que fica de fora das homenagens

Somsak Jeamteerasakul, ex-ativista estudantil e ex-professor de história de Thammasat, questiona relatos que isolam o massacre do Partido Comunista da Tailândia e do conflito armado ao redor dele. Detido após os acontecimentos de 1976, ele vive exilado nos arredores de Paris desde o golpe de 2014.

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Seu argumento contesta uma sequência simplista em que o massacre, por si só, teria levado líderes estudantis a se juntarem à insurgência comunista. Ele afirma que quase todos os líderes estudantis já tinham ido para a selva antes de 6 de outubro, alguns um ano antes. Também diz que houve combates durante horas naquele dia e que cinco pessoas do lado oposto foram mortas. Essas são suas alegações e não devem ser tratadas como constatações independentes sobre o número de vítimas.

Somsak também argumenta que as comemorações deixam de lado a violência cometida posteriormente por forças comunistas contra integrantes das forças de segurança, autoridades e moradores de vilarejos. Em uma declaração traduzida, ele descreveu o conflito do qual participou:

Por um lado, aceito que a luta que levou a 6 de outubro fez parte da minha vida. Nunca poderei apagá-la do meu coração. Os amigos que morreram eram meus amigos.

Em seguida, ele abordou a luta armada mais ampla e suas vítimas:

Quantas vidas mais destruímos? Aquilo não tinha fim nem trazia benefício a ninguém. Às vezes, 'acidentalmente', matávamos mais de uma dúzia de pessoas de uma vez. Todas eram moradoras de vilarejos.

Seu relato merece atenção, mas não deve ser transformado em justificativa para o massacre. Evidências de uma insurgência, de organização anterior ou de assassinatos posteriores não esclarecem quem ordenou o ataque ao campus nem desculpam os linchamentos e a profanação de corpos.

Outros depoimentos também resistem a uma explicação única para a decisão de ir para a selva. Prommin Lertsuridej disse no aniversário de 2016 que fugiu por quatro anos para evitar ser preso após o protesto. Sua experiência e o relato de Somsak sobre partidas anteriores descrevem trajetórias diferentes. É mais útil estabelecer datas e decisões individuais do que presumir que todos os participantes seguiram o mesmo caminho.

Não violência sem apagar responsabilidades

A resposta de Kothom oferece uma forma de conectar essas histórias difíceis sem tratar suas violências como equivalentes. Sua rejeição do poder exercido pelas armas questiona tanto o uso da força para impor autoridade política quanto a crença de que a vingança pode resolver uma atrocidade do passado.

Essa posição não exige que sobreviventes deixem de lamentar suas perdas ou que historiadores suavizem os registros. Ela permite lembrar as vítimas de Thammasat enquanto se investigam as mortes ocorridas durante a insurgência posterior. Cada conjunto de acontecimentos exige suas próprias evidências, datas, responsáveis e apuração de responsabilidades.

As perguntas sem resposta continuam concretas. Os números de mortos precisam ser reconciliados. A responsabilidade pelo comando do ataque não foi estabelecida por meio de processos contra agentes estatais. O estudo acadêmico mostra como a proteção jurídica funcionou, mas não substitui uma decisão sobre a responsabilidade criminal individual.

Os limites do reconhecimento oficial também continuam visíveis. Na comemoração de 2016, os relatos informaram que não havia sido apresentado um pedido de desculpas do Estado. Em 2026, um ministro compareceu e expressou condolências, mas os relatos da cerimônia não anunciaram pedido formal de desculpas nem um processo de responsabilização.

Também não foi anunciado um calendário para a votação da anistia pedida pelos ativistas da campanha pelo artigo 112. Assim, o aniversário produziu uma demanda pública, não uma mudança jurídica concluída.

Cinquenta anos após o ataque, perdoar e buscar a verdade histórica continuam sendo escolhas distintas. O compromisso de Kothom com a não violência diz respeito à maneira como as pessoas agem depois de sofrer. A obrigação ainda não cumprida pelo Estado diz respeito ao que aconteceu, a quem foi responsável e à possibilidade de reconhecer esses fatos sem ocultá-los.

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Principais pontos

  • Thammasat marcou o 50º aniversário do massacre em 6 de outubro de 2026, com cerca de 300 pessoas na cerimônia.
  • Os organizadores leram os nomes de 40 vítimas. Os números oficiais divulgados divergem entre 39 e 46 mortos, enquanto sobreviventes apontam totais mais altos.
  • A experiência de Kothom Ariya ajudou a moldar seu compromisso com a não violência, o perdão e a memória.
  • Um estudo acadêmico identifica duas leis de anistia distintas: uma que protegeu o golpe de 1976 e outra que libertou 18 ativistas em 1978.
  • Segundo os relatos do aniversário, nenhum agente estatal foi responsabilizado pelos assassinatos.
  • Ativistas pediram anistia para acusados com base no artigo 112, mas não foi anunciado um calendário legislativo.
  • O historiador Somsak Jeamteerasakul defende que as homenagens abordem a organização comunista e a violência posterior da insurgência, além do massacre.
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