Nomeações para órgãos da Coreia do Sul são questionadas por notas na seleção e vínculos com Seongnam

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South Korea Agency Appointments Face Scrutiny Over Screening Scores and Seongnam Ties

Notas baixas na seleção colocam nomeações para cargos públicos sob escrutínio

Ha Dong-geun recebeu 85,8 pontos e ficou em oitavo lugar entre oito candidatos na análise de documentos para a presidência da Korea District Heating Corporation. Nas entrevistas, obteve 81,42 pontos e terminou em quinto lugar entre cinco finalistas. Ele foi nomeado em abril para um cargo com remuneração anual informada de cerca de 243 milhões de won, incluindo remuneração por desempenho.

Conteúdo
  1. Notas baixas na seleção colocam nomeações para cargos públicos sob escrutínio
  2. O que mostram os registros da avaliação de Ha
  3. Por que o finalista com a pior classificação ainda poderia ser nomeado
  4. Aprovação em cinco dias na Fundação de Segurança Nuclear
  5. Candidatura de Hwang levanta dúvidas sobre suas ambições
  6. Documentos ausentes na Associação de Ajuda Mútua dos Trabalhadores da Construção Civil
  7. A escolha de Nam e os vínculos mais antigos com Seongnam
  8. As acusações vão além dos dirigentes de órgãos
  9. A cronologia e o que ainda precisa ser explicado
  10. Principais pontos

Esses números estão entre as evidências mais específicas por trás das acusações da oposição de que nomeações para instituições públicas associadas ao governo do presidente Lee Jae-myung favoreceram relações pessoais, e não qualificações profissionais. Outros casos envolvem uma nomeação para uma fundação de segurança nuclear aprovada em cinco dias, uma candidatura breve a um cargo de pesquisa em cultura e turismo e dúvidas sobre documentos ausentes em uma instituição que administra fundos de aposentadoria de trabalhadores da construção civil.

O Partido do Poder Popular concentrou-se em nomeados com vínculos com organizações cívicas de Seongnam, cidade da província de Gyeonggi onde Lee e o alto assessor presidencial Kim Hyun-ji desenvolveram suas redes políticas. O partido argumenta que essas relações ajudaram candidatos a obter cargos de alto escalão apesar de fragilidades em suas candidaturas ou avaliações.

O Partido Democrático rejeita essa interpretação. Afirma que as classificações da seleção não determinam automaticamente as nomeações e que também devem ser considerados liderança, responsabilidades públicas e experiência relevante. A Korea District Heating afirma que Ha foi escolhido legalmente. O ministro do Clima e Energia, Kim Seong-hwan, negou que tenha havido pressão do gabinete presidencial sobre a nomeação.

A distinção central está entre evidências de classificações baixas ou dúvidas sobre procedimentos e a comprovação de influência indevida. Os registros descritos na controvérsia comprovam resultados específicos de avaliações e etapas de aprovação. Por si só, não demonstram que relações pessoais determinaram as decisões ou que uma nomeação violou a lei.

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O que mostram os registros da avaliação de Ha

A deputada do Partido do Poder Popular Na Kyung-won obteve os registros de nomeação da Korea District Heating e apresentou o caso durante uma auditoria parlamentar da Comissão de Clima, Energia, Meio Ambiente e Trabalho da Assembleia Nacional. Os registros colocam Ha em último lugar nas duas etapas da seleção, embora o grupo de candidatos tenha diminuído de oito para cinco.

Ha também não recebeu nota A de nenhum avaliador em conhecimento e experiência na área relevante, nem na análise de documentos nem nas entrevistas. Essa constatação é mais restrita do que concluir que ele não tinha qualificações: mostra que nenhum avaliador lhe atribuiu a nota máxima nessa categoria, e não que ele tenha sido reprovado em todas as avaliações.

Entre seus cargos anteriores estão a liderança da Coalizão do Movimento Ambiental de Seongnam, do Centro de Aprendizagem de Ecologia Ambiental de Pangyo e do Centro de Educação Ambiental da Coreia. Ele também integrou um comitê de análise de investimentos de Gyeonggi. Reportagens descrevem sua carreira como concentrada em educação ambiental e ativismo cívico, e não em experiência direta com aquecimento distrital ou geração de energia.

Ha trabalhou com Lee em iniciativas cívicas, incluindo esforços para criar o Centro Médico Municipal de Seongnam, e foi o celebrante do casamento de Kim Hyun-ji. Esses vínculos explicam o foco da oposição nele, mas uma relação pessoal, por si só, não comprova tratamento privilegiado.

Por que o finalista com a pior classificação ainda poderia ser nomeado

O processo de nomeação não funciona como uma competição em que o candidato com a maior nota na seleção vence automaticamente. No caso da Korea District Heating, o procedimento descrito inclui recomendações de um comitê de recomendação executiva, análise e aprovação do Comitê de Gestão de Instituições Públicas, aprovação em assembleia de acionistas, indicação ministerial e nomeação pelo presidente.

Ha permaneceu entre os cinco finalistas recomendados apesar de suas classificações. Em seguida, o ministro apresentou seu nome. A decisão contestada, portanto, é a escolha dentro de um grupo de candidatos elegíveis, e não uma prova de que o vencedor da seleção tinha direito legal ao cargo.

Na auditoria parlamentar, o ministro Kim Seong-hwan foi questionado se havia sofrido pressão da Casa Azul ou do gabinete presidencial sobre a nomeação de Ha. Ele respondeu:

Não

O ministro também defendeu que fatores ambientais e ecológicos fossem considerados junto às responsabilidades ligadas à energia. O porta-voz do Partido Democrático Son Myeong-su mencionou a experiência ambiental de Ha e sua atuação como avaliador de gestão de instituições públicas, argumentando que eram relevantes para reduzir as emissões de carbono e mudar a forma de produção de energia para aquecimento distrital.

A resposta da Korea District Heating foi de caráter processual. Um representante da empresa afirmou que Ha:

foi escolhido legalmente, de acordo com os procedimentos e regulamentos pertinentes.

Essa defesa trata da legalidade. Ela não explica em detalhes por que Ha foi preferido a candidatos com notas mais altas. Por outro lado, sua classificação, por si só, não refuta o relato da empresa de que os procedimentos foram cumpridos.

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Aprovação em cinco dias na Fundação de Segurança Nuclear

Outro caso diz respeito a Kim Seong-jin, advogado e ex-secretário presidencial durante o governo de Moon Jae-in, nomeado presidente da Fundação da Coreia para a Segurança Nuclear. Registros enviados pela Comissão de Segurança Nuclear e Proteção Radiológica ao gabinete do deputado do Partido do Poder Popular Seo Cheon-ho mostram que a fundação solicitou aprovação em 15 de maio e a recebeu em 20 de maio.

Segundo relatos, a comissão não realizou análise de qualificações nem reunião específica durante esses cinco dias. O comitê de recomendação executiva da fundação mencionou a iniciativa, a liderança e a capacidade de colaboração de Kim. Críticos questionam se essas qualidades gerais eram suficientes para atender às exigências de uma instituição de segurança nuclear.

Segundo relatos, Kim tinha pouca experiência em atividades nucleares ou de segurança. Também é descrito como próximo de Kim Yong, alto funcionário do Instituto para a Democracia, e como alguém que ajudou a preparar a candidatura de Kim Yong para uma eleição em junho. O cargo de Kim na fundação tem remuneração anual e pagamento por desempenho informados de cerca de 235 milhões de won.

O curto intervalo para a aprovação é um fato concreto nos registros da nomeação. O que não está estabelecido é se a comissão era legalmente obrigada a fazer uma análise específica, quais verificações substantivas ocorreram antes de o pedido chegar à comissão ou se o comitê de recomendação avaliou outras qualificações além das que foram mencionadas publicamente.

Candidatura de Hwang levanta dúvidas sobre suas ambições

Hwang Gyo-ik, ex-colunista de gastronomia conhecido por apoiar Lee durante dificuldades políticas, candidatou-se em fevereiro à direção do Instituto de Cultura e Turismo da Coreia e foi nomeado em abril. Documentos de nomeação enviados ao gabinete do deputado Kim Seok-ki mostram que sua declaração pessoal e seu plano de trabalho tinham, cada um, cerca de uma página e meia em formato A4.

As críticas dizem respeito tanto ao conteúdo do plano quanto à sua extensão. Na candidatura, Hwang elogiou o plano de trabalho já existente do instituto e apresentou seu papel pretendido como o de executá-lo:

O plano de trabalho existente é excelente, então não há nada a acrescentar. Se eu for nomeado diretor, farei o possível para colocá-lo em prática,

Hwang também escreveu sobre o alcance do trabalho que pretendia realizar durante o mandato:

Não vou me esforçar demais. Não há tanto assim para fazer durante o mandato de três anos.

Essas passagens levam a questionamentos sobre como os avaliadores julgaram os planos de Hwang para a instituição. Elas não comprovam que uma candidatura breve fosse formalmente inválida: as reportagens não identificam um número mínimo de páginas nem uma discriminação completa das notas. A questão é se o processo seletivo avaliou adequadamente o entendimento que ele tinha do cargo e a orientação que propunha.

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Documentos ausentes na Associação de Ajuda Mútua dos Trabalhadores da Construção Civil

A nomeação de Jang Geon para a presidência da Associação de Ajuda Mútua dos Trabalhadores da Construção Civil levanta outra dúvida processual. Quando o gabinete de um deputado do Partido do Poder Popular solicitou os documentos da nomeação, a associação forneceu um conjunto que não incluía uma declaração pessoal obrigatória.

O gabinete do deputado suspeita que Jang tenha sido nomeado sem apresentar o documento. No entanto, a ausência de um documento no material entregue aos parlamentares não prova necessariamente que ele nunca tenha sido apresentado. Para esclarecer a alegação, seria necessário consultar o arquivo original da candidatura ou obter uma explicação da associação.

Alguns documentos de comprovação da trajetória profissional também foram emitidos dois dias depois do prazo de inscrição. Essa data levanta dúvidas sobre a aplicação do prazo, mas as reportagens não esclarecem se documentos complementares eram permitidos ou se outros candidatos tiveram a mesma oportunidade.

Jang, que teria 74 anos, foi um dos líderes da Coalizão Cidadã de Autonomia Participativa de Seongnam em 2004, quando Lee presidia seu comitê executivo. Kim Hyun-ji foi secretária-geral por três anos a partir desse período. Em 2020, enquanto Lee era governador de Gyeonggi, Jang tornou-se presidente não executivo da Fundação de Cerâmica da Coreia.

A Associação de Ajuda Mútua dos Trabalhadores da Construção Civil está subordinada ao ministério do Trabalho e administra fundos de aposentadoria para trabalhadores temporários e diaristas da construção civil. A remuneração de seu presidente foi informada em 210 milhões de won, incluindo bônus por desempenho, em 2024. Esse é um dado histórico referente ao cargo, não uma confirmação do salário atual de Jang.

A escolha de Nam e os vínculos mais antigos com Seongnam

Nam Gwang-woo foi nomeado para a direção do Instituto de Tecnologia e Indústria Ambiental da Coreia, apesar de outro candidato ter ficado em primeiro lugar tanto na análise de documentos quanto nas entrevistas. Nam recebeu 89 pontos na etapa documental, ficando em terceiro, e 84 nas entrevistas, ficando em segundo. O salário anual informado para o cargo é de cerca de 182 milhões de won.

Nam havia atuado como vice-presidente executivo da Associação de Preservação Ambiental da Coreia. O instituto é responsável por pesquisa e desenvolvimento em tecnologia ambiental, apoio à indústria ambiental e projetos de saúde ambiental. Seu processo de nomeação permite que um comitê de recomendação executiva indique vários candidatos, cabendo ao ministro fazer a escolha final.

Nam foi o primeiro secretário-geral de uma organização cívica de Seongnam fundada em 1995. As reportagens divergem quanto ao período em que Lee e Kim Hyun-ji ocuparam cargos na organização. Algumas descrevem Lee como presidente do comitê executivo e Kim como coordenadora na época da fundação. Outra versão afirma que Kim entrou em 1998 e Lee se tornou presidente do comitê executivo no ano seguinte.

O ponto comum é que os três tinham vínculos com a organização. As divergências nas datas significam que essas relações não devem ser apresentadas como uma cronologia plenamente estabelecida que começa em 1995.

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As acusações vão além dos dirigentes de órgãos

O Partido do Poder Popular ampliou suas críticas a outras nomeações para cargos executivos e de supervisão. O partido afirma que cerca de 22% dos executivos de instituições públicas dos setores industrial e energético nomeados após o início do governo foram alvo de controvérsias por alinhamento político. Esse percentual representa a classificação da oposição, não uma taxa de nomeações indevidas estabelecida de forma independente. As reportagens não informam o número total de nomeações avaliadas nem os critérios completos para incluí-las.

Entre os exemplos está o advogado Park Ji-hoon, apoiador público de Lee, nomeado auditor não executivo do Instituto Coreano para o Avanço da Tecnologia em agosto. Reportagens questionaram se o histórico profissional apresentado por ele demonstrava experiência relevante para o trabalho do instituto no apoio ao desenvolvimento de tecnologias empresariais.

O advogado Kim Pil-seong, que representou Lee no caso de Daejang-dong, tornou-se executivo da Autoridade de Qualidade e Distribuição de Petróleo da Coreia. Kim Gyeong-mun, ex-funcionário de Seongnam e ex-secretário-geral de uma organização cívica associada a Kim Hyun-ji, recebeu um cargo executivo em uma instituição de apoio à distribuição para pequenas e médias empresas.

Nam Byeong-geun, ex-candidato em eleições cuja arrecadação de fundos Lee apoiou publicamente em abril de 2024, foi nomeado para um cargo executivo na Corporação de Segurança de Gás da Coreia. Reportagens questionaram a relevância de sua carreira policial. O líder da bancada de oposição Jeong Jeom-sik também citou a nomeação de Choi Jae-gwan para a direção da Agência de Energia da Coreia, apesar de um sétimo lugar informado na seleção, embora as notas detalhadas e o número de candidatos não tenham sido especificados.

O Partido Democrático afirma que a oposição combina históricos profissionais e relações pessoais para rotular injustamente as nomeações. O partido apontou controvérsias durante o governo de Yoon Suk Yeol, incluindo as nomeações dos ex-parlamentares Chung Yong-ki e Lee Eun-jae, e a escolha de Choi Yeon-hye para a direção da Corporação de Gás da Coreia após a reabertura do processo seletivo.

A cronologia e o que ainda precisa ser explicado

A sequência relatada inclui prazos de candidatura, nomeações e posterior escrutínio parlamentar. As reportagens não estabelecem de forma consistente o ano de todos os acontecimentos de fevereiro, abril, maio e outubro, por isso essas datas não podem ser tratadas como uma cronologia anual plenamente verificada.

  • Fevereiro: Hwang Gyo-ik apresentou sua candidatura ao Instituto de Cultura e Turismo da Coreia.
  • Abril: Hwang, Ha Dong-geun e Nam Gwang-woo teriam sido nomeados para seus respectivos cargos.
  • 15 e 20 de maio: a fundação de segurança nuclear solicitou a aprovação para Kim Seong-jin, e a comissão a concedeu cinco dias depois.
  • Agosto: Park Ji-hoon teria sido nomeado auditor não executivo.
  • De 7 a 10 de outubro: reportagens descreveram trocas entre partidos, pedidos de convocação de testemunhas parlamentares e escrutínio das avaliações das nomeações.

Jeong Jeom-sik definiu como prioridades da auditoria parlamentar investigar Kim Hyun-ji e esclarecer os fatos sobre Jeong Jin-sang, ex-assessor de Lee. O Partido do Poder Popular pediu que os dois fossem convocados como testemunhas. As reportagens não comprovam que algum dos pedidos tenha sido aprovado nem apresentam uma data confirmada para a audiência.

As questões pendentes variam conforme a instituição: por que foi escolhido um finalista com classificação inferior, se documentos exigidos estavam de fato ausentes, como foram tratados documentos de comprovação entregues fora do prazo e quais verificações de especialização embasaram uma aprovação. Os arquivos completos das candidaturas, as justificativas das escolhas e as respostas dos órgãos responsáveis pelas nomeações ajudariam a distinguir o exercício legal de discricionariedade do favorecimento.

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Principais pontos

  • Ha Dong-geun ficou em oitavo lugar entre oito candidatos na análise de documentos e em quinto entre cinco nas entrevistas antes de assumir a presidência da Korea District Heating.
  • Nam Gwang-woo ficou em terceiro e segundo lugar nas duas etapas e foi escolhido em vez de um candidato que ficou em primeiro em ambas.
  • A nomeação de Kim Seong-jin para a fundação de segurança nuclear foi aprovada cinco dias após o pedido, segundo relatos sem análise ou reunião específica da comissão.
  • A candidatura breve de Hwang Gyo-ik e a suposta ausência da declaração pessoal de Jang Geon levantam dúvidas distintas sobre os critérios de seleção.
  • A oposição acusa favorecimento ligado às redes cívicas de Seongnam. O Partido Democrático rejeita as acusações, e o ministro Kim Seong-hwan nega pressão do gabinete presidencial sobre a nomeação de Ha.
  • As classificações na seleção não determinam automaticamente as nomeações, e os registros divulgados não comprovam, por si só, influência ilegal.
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