Trabalhadores arcam com custos que os contratos atribuem às agências
Um pescador vietnamita pagou US$ 1.800 em taxas de gestão, incluídas em uma cobrança de recrutamento de US$ 4.900. Um pescador indonésio, Abdurohim, pagou antecipadamente quatro anos e 10 meses de taxas de gestão, mas seu contrato terminou dois meses depois de ele chegar à Coreia do Sul. Ele não recebeu de volta o valor referente ao período não utilizado.
Conteúdo
- Trabalhadores arcam com custos que os contratos atribuem às agências
- Uma cadeia de recrutamento com incentivos conflitantes
- Declarações de taxas não comprovam quem pagou
- Recomendação de auditoria sem mudança no financiamento
- Manter trabalhadores a bordo traz vantagens comerciais
- Depósitos persistem apesar de proibições e poderes contratuais
- Plano para águas distantes revela implementação desigual
- Reconhecimento de vítimas de tráfico vem após relatos de abusos
- Reforma exige financiamento, proteção e cronograma
- Conclusão
Esses casos expõem um problema central do sistema de recrutamento de tripulantes migrantes da pesca na Coreia do Sul: os contratos podem atribuir uma cobrança a uma agência no exterior, enquanto, na prática, o trabalhador acaba fornecendo o dinheiro. A taxa de gestão, limitada a 45.000 won por pescador ao mês, deve ser paga contratualmente pela agência de recrutamento no exterior à sua parceira sul-coreana. Ainda assim, investigações constataram que ela era incluída nas cobranças feitas aos pescadores.
A Federação Nacional de Cooperativas de Pesca, conhecida como Suhyup, afirma que nunca instruiu as agências a repassar esses custos aos trabalhadores e que implementou reformas. O Ministério dos Oceanos e da Pesca reconhece que as melhorias foram insuficientes e que o fluxo de dinheiro dos pescadores, passando por agências no exterior até chegar às agências sul-coreanas, representa um problema. O ministério também diz que sua capacidade de supervisionar atividades no exterior é limitada.
As consequências vão além de uma disputa contábil. Dívidas de recrutamento, depósitos que os trabalhadores correm o risco de perder se forem embora e a pressão sobre as agências para impedir que eles saiam podem dificultar a fuga de situações de trabalho abusivas. Trabalhadores estrangeiros já representam mais da metade das tripulações de barcos pesqueiros sul-coreanos, três décadas depois que os primeiros 18 trabalhadores estrangeiros em treinamento industrial embarcaram, em 1996.
As evidências abrangem dois setores distintos: embarcações costeiras e de pesca em alto-mar que operam nos arredores da Coreia e frotas de águas distantes que pescam muito longe do país. Os sistemas de recrutamento e as medidas de proteção são diferentes. As promessas feitas para um setor não devem ser confundidas com proteções já em vigor nos dois.
Uma cadeia de recrutamento com incentivos conflitantes
Para barcos de pesca costeira e em alto-mar com pelo menos 20 toneladas, a cadeia de recrutamento vai do ministério da Pesca à Suhyup, depois às agências sul-coreanas responsáveis pela recepção dos trabalhadores e às agências de recrutamento no exterior. Aproximadamente 10 mil pescadores estrangeiros trabalham nesses barcos, representando mais da metade das tripulações estrangeiras da pesca.
Dezoito agências sul-coreanas têm contratos com a Suhyup para fornecer e administrar esses trabalhadores. Suas responsabilidades vão além da colocação profissional e incluem disputas salariais, transferências entre barcos, documentação migratória e respostas quando trabalhadores deixam o emprego para o qual foram designados. A Suhyup representa cooperativas de pesca cujos membros incluem os proprietários dos barcos que empregam as tripulações, ao mesmo tempo que administra o sistema de recrutamento delegado pelo governo.
As agências devem depositar 30 milhões de won junto à Suhyup como garantia de cumprimento. Salários não pagos e perdas associadas à saída de trabalhadores podem ser descontados desse valor. As agências também arcam com uma taxa de treinamento na chegada de 210.000 won por pescador, além de transporte, hospedagem e outras despesas administrativas.
A receita mensal declarada é de até 45.000 won por trabalhador pagos pela agência no exterior e 10.000 won pagos pelo proprietário do barco. O total é de 55.000 won, ou 5,5 milhões de won para 100 pescadores, antes das despesas operacionais. Segundo relatos, a contribuição dos proprietários permanece inalterada desde 2008.
Esse arranjo impõe amplas obrigações a pequenas empresas privadas sem resolver quem, em última instância, as financia. Isso não justifica cobranças ilegais nem coerção. No entanto, explica por que examinar os contratos das agências e as transferências efetivas de dinheiro é tão importante quanto verificar se uma tabela de taxas cumpre formalmente as regras.
Declarações de taxas não comprovam quem pagou
O artigo 111 da Lei dos Marítimos proíbe que pessoas envolvidas no recrutamento, na contratação e na gestão de marítimos recebam dinheiro ou benefícios relacionados a essas atividades dos próprios marítimos. É necessário investigar se determinadas cobranças violam essa disposição, mas os pagamentos de taxas de gestão documentados põem em dúvida a alegação de que a redação do contrato, por si só, protege os trabalhadores.
No caso vietnamita, os US$ 1.800 referentes à gestão representavam cerca de 37% da cobrança de recrutamento de US$ 4.900. O pagamento antecipado de Abdurohim cobria 58 meses, embora seu emprego tenha terminado após dois. Sem reembolso, o encargo financeiro persistiu mesmo depois do fim do trabalho.
A Suhyup afirma que as declarações de custos de recrutamento podem misturar valores devidos por trabalhadores e agências. Também diz que um formulário revisado distingue quem é responsável pelo pagamento. No entanto, não apresentou um exemplo preenchido que demonstrasse essa separação, e uma declaração de setembro de 2026 examinada durante a investigação ainda incluía os custos de gestão entre as despesas de recrutamento, sem indicar quem deveria pagá-los.
A Suhyup reconhece que é difícil verificar os registros contábeis das agências no exterior. Portanto, sua afirmação de que as agências pagaram as taxas se baseia no contrato, e não em evidências verificadas sobre a origem do dinheiro.
O próprio limite de recrutamento também merece ser analisado. As declarações dividiram o total de US$ 4.900 em 13 categorias. Os valores de cada categoria variavam entre as agências, mas todos os totais chegavam ao limite. Esse padrão, por si só, não comprova irregularidades, mas deixa sem resposta se o limite reflete custos documentados ou funciona como um preço padrão cobrado dos trabalhadores.
Recomendação de auditoria sem mudança no financiamento
Uma auditoria abrangente realizada pelo Ministério da Pesca em 2020 recomendou considerar outra forma de financiar as despesas de gestão e educação que, na prática, recaíam sobre as tripulações estrangeiras. Os proprietários dos barcos, a Suhyup e o governo nacional dividiriam o custeio dessas despesas.
Cinco anos depois, a distribuição dos custos não havia mudado. A Suhyup afirmou que a recomendação da auditoria havia sido atendida com uma nova cláusula contratual que permite rescindir o contrato de uma agência de gestão caso seja constatada uma violação da Lei dos Marítimos.
Essa foi uma medida de fiscalização, não a mudança no financiamento proposta pela auditoria. Uma cláusula que permite rescindir o contrato após uma infração não fornece recursos para os serviços de gestão nem impede que as agências cobrem esse dinheiro dos trabalhadores desde o início.
Posteriormente, a Suhyup afirmou que não dispunha de recursos suficientes, que era difícil transferir as despesas para os proprietários e que não havia recebido financiamento nacional do ministério. Os custos de gestão continuaram a aparecer nas cobranças de recrutamento pagas pelos pescadores, sem apoio da Suhyup ou do Estado.
Um demonstrativo de dívida de um pescador indonésio ilustra a dimensão do encargo. Dos cerca de 12,5 milhões de won devidos, aproximadamente 11,38 milhões foram classificados como despesas de processamento na Coreia e depósito destinado a impedir que ele fosse embora. Essas duas categorias correspondiam a cerca de 91% da dívida registrada.
Manter trabalhadores a bordo traz vantagens comerciais
A avaliação de agências da Suhyup atribui 40 dos 100 pontos à taxa de trabalhadores que deixam o emprego para o qual foram designados. Cada violação de direitos humanos identificada resulta na perda de dois pontos. Agências que ficarem em último lugar por dois anos consecutivos têm seus contratos rescindidos e ficam impedidas de participar de licitações por três anos.
A pontuação transforma a retenção de trabalhadores em um fator determinante para futuras cotas de recrutamento e para a sobrevivência das empresas. A Suhyup defende o foco nas taxas de saída e a utilidade da gestão pelas agências, mas não explicou por que manteve essa ponderação.
Um processo criminal demonstra o perigo de transformar a retenção em uma tarefa privada de vigilância. Em 2022, funcionários de uma agência responsável pela recepção dos trabalhadores mantiveram três pescadores indonésios confinados por três dias após localizá-los, depois que deixaram seus barcos. Um tribunal condenou os funcionários por cárcere privado agravado e apontou que eles agiram para evitar prejuízos na avaliação da Suhyup.
A Comissão Nacional de Direitos Humanos havia alertado para esse risco em 26 de julho de 2021. Sua decisão recomendou remover disposições pertinentes das regras de gestão do recrutamento e melhorar as condições de trabalho, em vez de obrigar as agências a procurar trabalhadores que fossem embora. Cinco anos depois, segundo relatos, as disposições permaneciam inalteradas.
Essas pressões coexistem com condições de trabalho difíceis. Relatos de pescadores descrevem salários atrasados, clima perigoso, longas jornadas e exaustão. Para os barcos costeiros em questão, as disposições da Lei dos Marítimos sobre jornada de trabalho e descanso não se aplicam às embarcações de pesca. Portanto, não se deve presumir que o descanso diário de 10 horas prometido em uma iniciativa separada para a pesca em águas distantes abranja esses trabalhadores.
Depósitos persistem apesar de proibições e poderes contratuais
O Ministério da Pesca considera que depósitos destinados a impedir que trabalhadores vão embora podem configurar tráfico de pessoas ou trabalho forçado e afirma que os proíbe rigorosamente. A investigação também descreve uma autorização prevista na legislação vietnamita para depósitos de aproximadamente 2 milhões de won, sendo que valores maiores violam as regras daquele país. É preciso verificar tanto a legislação nacional aplicável quanto o arranjo de recrutamento sul-coreano, em vez de tratar todos os pagamentos chamados de depósito como juridicamente idênticos.
Em pesquisas do ministério, trabalhadores disseram repetidamente que haviam pago depósitos. Ainda assim, documentos ministeriais indicavam que era difícil excluir agências sem recibos ou outras provas de apoio. Transações em dinheiro muitas vezes deixam poucos registros, colocando os trabalhadores em desvantagem quando precisam comprovar o que pagaram.
Uma declaração de chegada usada pela Suhyup incluía uma frase em indonésio que dizia que os depósitos não estavam incluídos nos custos de recrutamento informados. Essa redação poderia ser entendida como uma autorização para cobrar depósitos fora do limite das taxas. A Suhyup afirma que instruiu as agências a remover a frase a partir de 2024, mas mudar um formulário não comprova que a cobrança tenha sido interrompida. Um registro de empréstimo de 2025 ainda listava um depósito para impedir a saída do trabalhador.
A Suhyup também disse que, antes de agosto de 2025, não tinha base para penalizar agências sul-coreanas que trabalhavam com empresas no exterior responsáveis por cobrar taxas excessivas ou depósitos. No entanto, um contrato de 2021 já permitia restringir a alocação de trabalhadores ou rescindir o contrato quando um parceiro no exterior ultrapassasse os limites de custos. As disposições de 2025 especificaram melhor os níveis das sanções; elas não criaram o primeiro poder para agir.
Nenhuma agência sul-coreana responsável pela recepção dos trabalhadores foi penalizada entre 2021 e 2025 por cobranças ou depósitos de recrutamento indevidos. O ministério afirma que investigará as provas documentais que lhe forem apresentadas, deixando uma parte substancial do ônus da prova para os trabalhadores e para quem os auxilia.
Plano para águas distantes revela implementação desigual
Em 29 de março de 2024, o Ministério dos Oceanos e da Pesca anunciou seu plano de proteção a pescadores migrantes, desenvolvido com a Advocates for Public Interest Law, a Environmental Justice Foundation e o setor da pesca em águas distantes. O plano atribui expressamente às empresas de pesca em águas distantes a responsabilidade por todos os custos de recrutamento e proíbe cobranças ilegais de recrutamento e depósitos de garantia.
O plano exige que os atuneiros com espinhel façam escala em um porto dentro de um ano após a partida. Também prevê pelo menos 10 horas de descanso diário, incluindo seis horas consecutivas, que cada trabalhador guarde seu próprio passaporte e a criação de uma plataforma anônima de denúncias no Korea Seafarers' Welfare & Employment Center.
Kang Do-Hyung, então ministro dos Oceanos e da Pesca, descreveu o compromisso do governo ao anunciar o plano:
(o Ministério) acompanhará de perto a implementação do Plano para melhorar as condições de trabalho dos pescadores migrantes e reforçar a proteção de seus direitos, e se empenhará para garantir que todos os marítimos trabalhem em um ambiente seguro e sem qualquer discriminação.
O relatório de 2026 sobre tráfico de pessoas do Departamento de Estado dos EUA registra avanços mensuráveis nas escalas em portos. Quarenta e seis embarcações cumpriram a exigência em 2025, ante 14 em 2024, um aumento de 32 e mais do triplo do número anterior. Três embarcações tiveram suas cotas de captura reduzidas por descumprimento.
O mesmo relatório afirma que o governo não informou ter aplicado aos proprietários de embarcações de pesca em águas distantes as sanções do plano relativas às taxas de recrutamento. Assim, a fiscalização das escalas em portos avançou, mas não houve evidências de medidas equivalentes sobre os custos de recrutamento. O ministério estimou em 170 milhões de won por embarcação o custo adicional de uma escala em porto, mostrando que mudanças operacionais substanciais podem ser necessárias quando a fiscalização está vinculada às cotas de pesca.
Reconhecimento de vítimas de tráfico vem após relatos de abusos
A Coreia do Sul manteve o status de Nível 1 na avaliação dos EUA, o que significa que cumpriu os padrões mínimos para eliminar o tráfico de pessoas. Essa classificação coexiste com sérias deficiências no setor pesqueiro. O relatório afirma que as autoridades nunca processaram um caso de tráfico relacionado à pesca em águas distantes e que não identificaram vítimas de trabalho forçado no setor pesqueiro durante o período analisado.
O relatório registra uma taxa padrão de recrutamento de cerca de US$ 4.900 para pescadores migrantes, com alguns trabalhadores pagando até US$ 13.500, além de denúncias de que agências pressionaram trabalhadores a fornecer informações falsas sobre as taxas. Entre os casos trabalhistas investigados pelo Ministério do Emprego e do Trabalho, 87 de 89 foram encerrados sem que fossem constatadas violações legais. Esse número não se limita à pesca e não deve ser apresentado como uma taxa de processos no setor pesqueiro.
O Ministério da Pesca informou ter realizado 17 inspeções a bordo de embarcações de pesca em águas distantes, três delas com observadores do sindicato dos trabalhadores marítimos, e 43 inspeções-surpresa em embarcações costeiras. Dois proprietários foram multados em 1 milhão de won por reter os passaportes de seis pescadores. A realização de inspeções, por si só, não comprova que os trabalhadores tenham sido avaliados adequadamente para identificar situações de tráfico ou recebido proteção.
Um desdobramento posterior complica o quadro. Em agosto de 2026, o pescador indonésio que sobreviveu a uma tentativa de fuga em um motel de Busan, em 21 de julho, teria sido reconhecido oficialmente como vítima de tráfico, no que foi descrito como o primeiro caso envolvendo alguém de um barco pesqueiro. Dois homens tentaram escapar do confinamento pela janela do oitavo andar, usando lençóis amarrados. Um morreu; o sobrevivente quebrou a perna.
O reconhecimento noticiado em agosto e a constatação dos EUA de que não haviam sido identificadas vítimas na pesca se referem a momentos diferentes do histórico. O reconhecimento não deve ser apagado, nem tratado como prova de que as falhas anteriores na identificação foram corrigidas.
Em 2 de setembro de 2026, o Ministério da Pesca e o Ministério da Igualdade de Gênero e da Família anunciaram diretrizes revisadas sobre tráfico, com sinais de alerta como ferimentos sem tratamento, celulares confiscados e acesso restrito à internet. As diretrizes não são lei. Lee Han-sook, diretora do Instituto de Migração e Direitos Humanos, ressaltou que o importante é a aplicação:
"No fim, o que importa é como aplicamos as diretrizes [contra o tráfico de pessoas]",
Reforma exige financiamento, proteção e cronograma
Os principais marcos mostram há quanto tempo os mesmos problemas persistem:
- 2020: Uma auditoria do Ministério da Pesca recomendou considerar o compartilhamento do custeio das despesas de gestão e educação pagas pelos trabalhadores.
- 26 de julho de 2021: A Comissão Nacional de Direitos Humanos recomendou remover disposições que incentivavam medidas agressivas para impedir a saída de trabalhadores.
- 2022: Funcionários de uma agência mantiveram três pescadores indonésios em confinamento e foram condenados por cárcere privado agravado.
- 1º de janeiro de 2023: Entrou em vigor a Lei de Prevenção ao Tráfico de Pessoas e Proteção às Vítimas.
- 29 de março de 2024: O ministério anunciou novas proteções para tripulações de águas distantes.
- Agosto e setembro de 2026: Um trabalhador da pesca recebeu, segundo relatos, reconhecimento como vítima de tráfico, seguido por diretrizes setoriais revisadas.
Uma proposta de política para a ASEAN, apresentada em uma consulta regional da sociedade civil em outubro de 2023, identifica o mesmo risco no recrutamento: taxas e depósitos podem prender trabalhadores em dívidas, enquanto proibições mal fiscalizadas e novos esquemas de empréstimo podem perpetuar a exploração. A proposta defende que os empregadores paguem os custos de recrutamento, o uso de agências verificadas, o acesso público a informações sobre as agências e sanções para agentes condenados por tráfico de pessoas e trabalho forçado. Trata-se de uma proposta, não de uma exigência jurídica adotada pela ASEAN.
A política de mão de obra também importa. Um estudo sobre emprego na pesca publicado em 2023 analisou respostas de 147 proprietários de barcos e dados sobre seus 499 funcionários migrantes. O estudo constatou que os pescadores estrangeiros tinham dificuldade para alcançar a pontuação mínima necessária para mudar de status de visto no Sistema de Pontuação para Trabalhadores Qualificados. Propôs mudanças nos mecanismos de trabalho qualificado e a ampliação de projetos-piloto de vistos regionais.
Essas conclusões distinguem a retenção de trabalhadores qualificados por meio de empregos viáveis e opções migratórias da retenção por meio de penalidades financeiras. Dados do governo publicados em julho de 2026 apontaram que migrantes representavam 80,5% das tripulações de águas distantes, mostrando o quanto essa frota depende de trabalhadores cuja capacidade de denunciar abusos precisa ser protegida.
A Suhyup agora propõe um sistema público de recrutamento e gestão liderado pelo governo, e o ministério afirma que reforçará a responsabilidade pública. Propostas semelhantes circulam desde 2021. Nenhuma delas apresentou uma data ou um método concreto de implementação. As questões ainda sem resposta são quem pagará os custos de gestão, como os pagamentos efetivos serão verificados e como os trabalhadores poderão denunciar coerção sem perder a segurança ou o status migratório regular.
Conclusão
- Taxas de gestão atribuídas às agências no exterior apareceram em cobranças de recrutamento pagas pelos pescadores.
- Uma auditoria de 2020 propôs o compartilhamento do apoio financeiro, mas a distribuição dos custos continuava inalterada cinco anos depois.
- A Suhyup atribui 40 dos 100 pontos de avaliação às taxas de saída dos trabalhadores, enquanto cada violação de direitos identificada resulta na perda de dois pontos.
- Os contratos já previam poderes de sanção em 2021, mas nenhuma agência responsável pela recepção dos trabalhadores foi penalizada por taxas ou depósitos indevidos entre 2021 e 2025.
- O cumprimento da exigência de escala em portos na pesca em águas distantes subiu de 14 embarcações em 2024 para 46 em 2025; não houve notícia de aplicação das sanções relativas às taxas de recrutamento.
- As novas diretrizes sobre tráfico e o reconhecimento de uma vítima em 2026, segundo relatos, marcam avanços, mas ainda não foi anunciado um cronograma para a gestão pública do recrutamento.






