Quase 1.000 armas encontradas em sala de escola na Indonésia

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Quase 1.000 armas encontradas em sala de escola na Indonésia

Arsenal descoberto durante limpeza em escola

A polícia do sul de Jacarta apreendeu 996 armas em uma sala de uma escola islâmica particular, incluindo 995 armas de pressão e uma espingarda calibre 12. Também foram encontrados entorpecentes suspeitos e 25 CDs pornográficos no complexo da Fundação Escola Islâmica Harapan Ibu, em Pondok Pinang, Kebayoran Lama.

Conteúdo
  1. Arsenal descoberto durante limpeza em escola
  2. Ministra pede privacidade e proteção aos alunos
  3. Por que as armas de pressão preocupam
  4. Versões divergentes sobre a propriedade das armas e as atividades da escola
  5. Escola transfere aulas para o formato on-line enquanto salas são inspecionadas
  6. Uma preocupação mais ampla com armas em locais públicos
  7. Investigação deve esclarecer os fatos
  8. Principais pontos

A descoberta foi feita na sexta-feira, 7 de agosto, quando a nova direção da escola limpava uma sala usada anteriormente pelo ex-presidente da fundação. O ex-presidente, identificado em notícias como IW ou IWD, foi convocado para prestar esclarecimentos.

A polícia informou que as armas incluíam quatro carabinas de pressão de 4,5 mm, 215 pistolas de pressão e 776 revólveres de pressão. Segundo informações, a espingarda Franchi SPAS15 estava ligada a um homem que morreu em 2020.

O arsenal causou preocupação por estar guardado dentro da escola, perto de salas de aula e de outras instalações usadas por crianças. As autoridades ainda não informaram por que as armas eram mantidas no local nem se os alunos tinham acesso à sala.

Ministra pede privacidade e proteção aos alunos

A ministra do Empoderamento das Mulheres e da Proteção à Criança, Arifah Fauzi, pediu às autoridades, aos funcionários da escola e à população que protejam os alunos das consequências do caso. Ela afirmou que as crianças não devem ser culpabilizadas nem expostas a atenção desnecessária enquanto a polícia conduz a investigação.

Fauzi disse que a escola deve proteger a privacidade e o bem-estar psicológico dos alunos, mantendo as atividades educacionais o mais próximas possível da normalidade. Ela também pediu a inspeção de todas as salas e instalações do campus e o reforço da supervisão.

Ao apresentar a posição da ministra, autoridades disseram que a investigação deve prosseguir sem envolver os alunos na disputa entre a antiga e a atual direção da fundação.

As crianças não devem arcar com o peso de uma questão que não é de sua responsabilidade. Vamos proteger sua privacidade e seu bem-estar psicológico, para que possam continuar aprendendo em um ambiente confortável.

Fauzi também afirmou que o governo respeita a investigação policial e não vai antecipar conclusões sobre o processo legal. Suas declarações colocam o bem-estar dos alunos no centro da resposta, enquanto os investigadores apuram quem era o dono das armas e como elas chegaram à escola.

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Por que as armas de pressão preocupam

Armas de pressão usam ar comprimido ou outro gás para disparar projéteis. Elas costumam ser usadas em tiro ao alvo e em esportes, e são diferentes das armas de fogo convencionais. Sua situação legal também pode diferir da de armas que usam munição explosiva.

Essa diferença não significa que sejam inofensivas. Um projétil disparado a curta distância pode causar ferimentos graves, especialmente nos olhos, na cabeça ou no peito. O risco depende da potência da arma, da munição e da distância até o alvo. É necessário armazená-las com segurança e controlar o acesso sempre que grandes quantidades dessas armas forem mantidas em um local.

Untung Sangaji, integrante da diretoria, disse que a direção ficou chocada ao abrir a sala. Ele descreveu as armas como perigosas, embora sua explicação sobre o funcionamento delas não tenha sido confirmada de forma independente pela polícia.

Antes da declaração, Sangaji disse que a fundação não sabia por que as armas estavam guardadas nas dependências da escola.

Quando abrimos a sala, encontramos as armas. Não fazemos ideia de por que estavam sendo mantidas nas dependências da escola.

A grande quantidade torna o caso incomum. A polícia encontrou centenas de pistolas e revólveres juntos, em vez de um pequeno número de itens ligados ao uso recreativo. Os investigadores precisarão determinar se as armas estavam registradas, quem tinha controle sobre elas e se alguma foi transferida, vendida ou usada.

Versões divergentes sobre a propriedade das armas e as atividades da escola

Uma empresa ligada à Associação de Tiro da Indonésia afirmou inicialmente que as armas eram usadas em atividades esportivas e extracurriculares da escola. Um advogado do ex-presidente também disse que elas tinham licença e se destinavam ao uso escolar.

O advogado da fundação contestou essa versão e afirmou que a escola nunca teve um programa extracurricular de tiro. As declarações divergentes tornaram a propriedade e a finalidade das armas pontos centrais da investigação policial.

O porta-voz da polícia, comissário sênior Budi Hermanto, detalhou os itens apreendidos e disse que a espingarda pertencia a um homem falecido. Ele também confirmou que os investigadores convocaram o ex-presidente da fundação.

Quanto às outras 995, são quatro carabinas de pressão de 4,5 mm, 215 pistolas de pressão de calibre 4,5 mm e 776 revólveres de pressão de calibre 4,5 mm.

Segundo notícias, o ex-presidente foi destituído em abril em meio a acusações de uso indevido de recursos da fundação. Apesar de ter sido afastado, ele ainda teria as chaves da sala onde as armas e outros itens foram encontrados. As acusações ainda não foram julgadas.

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Escola transfere aulas para o formato on-line enquanto salas são inspecionadas

A fundação transferiu por uma semana as aulas de suas escolas no sul de Jacarta para o formato on-line, alegando preocupação com a segurança dos alunos. Segundo informações, os pais apoiaram o ensino remoto enquanto a polícia inspecionava áreas que podem ter sido usadas para armazenar itens proibidos ou perigosos.

Representantes da fundação disseram que outras salas continuavam trancadas e precisavam ser inspecionadas. Uma delas foi descrita como semelhante a um bunker, embora as autoridades não tenham revelado o que há dentro. Advogados da fundação pediram à polícia que proteja e inspecione áreas cujo conteúdo ainda é desconhecido.

As aulas remotas podem reduzir o contato imediato com um local inseguro, mas também alteram a rotina dos alunos, professores e famílias. A ministra da Proteção à Criança pediu aos dirigentes escolares que realizem inspeções sem causar interrupções desnecessárias nas atividades educacionais.

Para que o retorno ao campus seja seguro, não basta retirar os itens apreendidos. Os funcionários da escola precisarão prestar contas das chaves, das áreas de armazenamento e dos registros de acesso, enquanto a polícia verifica se ainda há outras provas no local.

Uma preocupação mais ampla com armas em locais públicos

A descoberta ocorre em meio a outras investigações relacionadas a armas na Indonésia. Em Bali, as autoridades prenderam recentemente um suspeito acusado de vender armas de fogo ilegais e apreenderam uma pistola artesanal, munição e uma arma de pressão de airsoft. Na Papua Central, uma patrulha conjunta das forças militares e da polícia confiscou facões, uma carabina de pressão, arco e flechas e estilingues.

Esses casos envolvem contextos e preocupações de segurança diferentes e, portanto, não estabelecem uma ligação direta com a escola do sul de Jacarta. Eles mostram, porém, por que as autoridades continuam monitorando a circulação de armas de fogo, armas de pressão e armas brancas.

A preocupação com a segurança também aumentou após incidentes violentos em locais ligados a escolas em outras partes da região. Em Jacarta, uma explosão em uma mesquita localizada dentro de um campus escolar deixou pelo menos 55 feridos, em um caso separado. A polícia informou ter encontrado peças suspeitas de um artefato explosivo e armas durante essa investigação.

No caso do sul de Jacarta, não há relatos de feridos, e a polícia não afirmou que a escola era alvo de um ataque planejado. A questão central continua sendo como uma coleção tão grande foi armazenada em uma sala ligada a uma instituição de ensino.

Investigação deve esclarecer os fatos

O parlamentar Adang Daradjatun pediu uma investigação transparente e objetiva. Ele afirmou que os investigadores devem se basear em provas, e não na opinião pública ou em disputas entre pessoas ligadas à fundação.

O processo de aplicação da lei não deve ser influenciado pela opinião pública nem por conflitos entre as partes envolvidas. Os investigadores devem trabalhar com base em fatos e provas, para que o resultado ofereça segurança jurídica e senso de justiça a todas as partes.

Espera-se que a polícia examine as armas, verifique os registros de licenciamento, rastreie a propriedade e interrogue as pessoas que tinham acesso à sala. Também poderá investigar separadamente os entorpecentes suspeitos e o material pornográfico, dependendo dos resultados laboratoriais e da legislação aplicável.

Para alunos e pais, as prioridades imediatas são instalações seguras, comunicação clara e proteção contra a exposição pública. Autoridades disseram que a educação e o bem-estar das crianças devem permanecer separados de quaisquer acusações criminais ou financeiras envolvendo adultos.

Principais pontos

  • A polícia apreendeu 996 armas em uma escola particular no sul de Jacarta.
  • O arsenal incluía 995 armas de pressão e uma espingarda Franchi SPAS15.
  • Também foram encontrados entorpecentes suspeitos e 25 CDs pornográficos.
  • Um ex-presidente da fundação foi convocado para prestar esclarecimentos.
  • A escola transferiu as aulas para o formato on-line por uma semana durante as inspeções.
  • A ministra da Proteção à Criança da Indonésia pediu privacidade, apoio psicológico e continuidade dos estudos para os alunos.
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