An Se-young chega a 53 vitórias consecutivas, e Yamaguchi aguarda na final do Korea Open

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An Se-young reaches 53 straight wins as Yamaguchi awaits in Korea Open final

Mais duas vitórias para uma temporada com 11 títulos

An Se-young precisou de apenas 37 minutos para derrotar a japonesa Riko Gunji por 21-7 e 21-13 no Korea Open, ampliando sua sequência de vitórias para 53 partidas e ficando a duas vitórias de conquistar seu 11º título na temporada. A número 1 do mundo chegou às semifinais de simples feminino no Jinnam Gymnasium, em Yeosu, com um retrospecto de 69 vitórias e uma derrota na temporada, aproveitamento de 98,57%.

Conteúdo
  1. Mais duas vitórias para uma temporada com 11 títulos
  2. Como An dominou Gunji
  3. O que significam 69 vitórias em 70 partidas
  4. Uma agenda intensa antes da campanha em casa
  5. Akechi muda o cenário da semifinal
  6. Yamaguchi garante seu retorno à final
  7. Dez troféus já na lista da temporada de An
  8. As datas principais em Yeosu
  9. Pontos principais

O próximo desafio da atleta de 24 anos do Samsung Life Insurance é a japonesa Hina Akechi, número 16 do ranking, que reverteu o retrospecto negativo contra a compatriota Tomoka Miyazaki para chegar à semifinal. A atual campeã, Akane Yamaguchi, já garantiu vaga na final em 7 de novembro e aguarda a vencedora.

Para An, o torneio reúne três desafios exigentes: ampliar uma sequência excepcional de vitórias, lidar com o desconforto físico após uma agenda cheia e tentar recuperar um título em casa que Yamaguchi conquistou contra ela no ano passado.

An já venceu 10 torneios nesta temporada. Mais um troféu em Yeosu a deixaria igualada ao total de 11 da temporada passada, repetindo a marca em temporadas consecutivas. Sua tarefa imediata, porém, é enfrentar na semifinal uma jogadora que chega após uma das maiores surpresas do torneio.

Como An dominou Gunji

Gunji, número 20 do mundo, chegou a pressionar An no início das quartas de final. An perdia por 3-5 antes de marcar cinco pontos consecutivos e passar à frente por 8-5. O trecho decisivo veio pouco depois: quando o placar estava em 10-7, ela marcou 11 pontos sem resposta e fechou o primeiro game.

A sequência transformou um início equilibrado em um resultado de 21-7. Gunji marcou apenas sete pontos em todo o game, enquanto a arrancada final de An, sozinha, rendeu 11. An combinou golpes suaves que caíam logo depois da rede com smashes potentes nos cantos, obrigando a adversária a cobrir tanto a parte da frente quanto o fundo da quadra.

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Uma deixadinha junto à rede é um golpe delicado que passa rente à rede e cai rapidamente do outro lado. O smash envia a peteca em alta velocidade e em trajetória descendente. Ao alternar os dois golpes, An fez Gunji lidar com tipos muito diferentes de pressão, sem permitir que ela se acomodasse numa troca de golpes previsível.

An abriu outra vantagem no segundo game, passando de 3-2 para 7-2 com quatro pontos consecutivos. Manteve a liderança e fechou o game em 21-13, concluindo a partida sem precisar de um terceiro game de desempate.

A defesa de An foi um dos exemplos mais claros de seu controle. Em uma troca, ela fez duas devoluções defensivas com mergulho e ainda venceu o ponto. Um smash em linha reta que caiu sobre a linha e o smash final cruzado pela quadra mostraram que ela conseguia transformar uma defesa bem-sucedida em uma oportunidade de ataque.

O que significam 69 vitórias em 70 partidas

O aproveitamento de 98,57% de An é calculado dividindo-se 69 vitórias por 70 partidas. Em termos simples, ela perdeu apenas uma vez em toda a temporada internacional até agora. Sua única derrota foi contra a chinesa Wang Zhiyi na final do All England Open, em março.

As 53 vitórias consecutivas representam sua atual sequência invicta, enquanto as 69 vitórias correspondem ao total da temporada. Ambos os números são importantes: um mede há quanto tempo ela não perde desde a final do All England, e o outro resume seus resultados ao longo do ano.

Sua estreia em Yeosu havia elevado a sequência para 51 vitórias e o retrospecto na temporada para 67 vitórias e uma derrota. Mais duas vitórias levaram esses números, respectivamente, a 53 e 69. Essa progressão ajuda a explicar por que cada rodada agora tem importância para além do próprio torneio.

An também tem mantido relativamente curto seu tempo em quadra. Da estreia às quartas de final, venceu três partidas consecutivas sem perder um game, e cada uma durou menos de 40 minutos. Isso limitou seu tempo de jogo durante uma semana em que sua condição física tem sido motivo de preocupação.

Uma agenda intensa antes da campanha em casa

An avaliou se disputaria o Korea Open depois de competir nos Jogos Asiáticos, no Denmark Open e no French Open. Ela vinha sentindo desconforto na região do joelho e da panturrilha; dores no joelho e no pé também foram mencionadas durante a estreia.

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Seus resultados em Yeosu foram contundentes, mas as exigências físicas continuam sendo parte da história. Investidas repetidas, mudanças rápidas de direção e mergulhos defensivos marcaram a partida contra Gunji, embora An a tenha vencido em dois games.

Contra a búlgara Kaloyana Nalbantova, número 38 do mundo, na primeira rodada eliminatória, em 4 de novembro, An venceu por 21-6 e 21-8 em 39 minutos. Ela começou o primeiro game com seis pontos consecutivos e abriu 11-1 no intervalo do segundo.

Nas partidas contra Nalbantova e Gunji, An marcou 84 pontos e cedeu 34. Esses dois placares mostram a dimensão de sua vantagem no início e no fim do caminho até as semifinais; a rodada intermediária também terminou em dois games.

Para o público de Yeosu, a decisão de competir significou acompanhar a número 1 do mundo em busca de mais um título em casa. Para An, chegar ao troféu ainda exige mais duas partidas, depois de uma sequência já exigente no circuito internacional.

Akechi muda o cenário da semifinal

Hina Akechi garantiu o confronto com An ao derrotar a número 7 do mundo, Tomoka Miyazaki, por 13-21, 23-21 e 21-8. Antes das quartas de final, Akechi havia perdido os sete confrontos anteriores entre elas. Ela também estava nove posições abaixo de Miyazaki no ranking mundial.

Miyazaki venceu o primeiro game por 21-13, deixando Akechi a um game de sofrer outra derrota nesse confronto. Akechi então sobreviveu a um segundo game equilibrado e venceu por 23-21. No badminton, os games normalmente terminam em 21 pontos, mas, quando o placar chega a 20-20, é preciso abrir dois pontos de vantagem, até o limite de 30.

O game decisivo foi bem menos equilibrado. Akechi venceu por 21-8, uma diferença de 13 pontos, completando a virada e conquistando sua primeira vitória sobre Miyazaki.

An tinha retrospecto de 8-0 contra Miyazaki, que poderia ter sido sua adversária na semifinal. Em vez disso, enfrentará Akechi, cuja atuação nas quartas de final demonstrou capacidade para se recuperar após perder o primeiro game e reverter um histórico desfavorável contra uma rival conhecida.

A semifinal de An estava marcada para 7 de novembro. A cobertura do torneio data as quartas de final de 6 de novembro, embora 5 de novembro também apareça em um relato da mesma partida. O resultado da semifinal de An não foi informado.

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Yamaguchi garante seu retorno à final

Akane Yamaguchi, número 2 do mundo, garantiu a outra vaga na final ao derrotar a taiwanesa Lin Xiang-ti por 21-16 e 21-12 em 7 de novembro. A partida durou 36 minutos e levou a atual campeã à sua segunda final consecutiva do Korea Open.

Lin, número 18 do ranking, havia alcançado a melhor posição da carreira, 15º lugar, em junho. Ela chegou às semifinais ao derrotar a sul-coreana Kim Min-seon por 21-6 e 21-8 em 32 minutos, mas Yamaguchi representou um desafio bem maior.

Com o placar em 6-6 no primeiro game, Yamaguchi marcou quatro pontos consecutivos e depois ampliou a vantagem para 16-10. No segundo game, construiu uma vantagem de 10-4 com jogadas precisas perto da rede e trocas rápidas e mais retas, conhecidas como drives.

Uma final contra An reeditaria a disputa pelo título do Korea Open do ano passado, vencida por Yamaguchi. Desde aquela derrota, An a venceu 10 vezes consecutivas, inclusive nos confrontos dos Jogos Asiáticos, em setembro, e na final do Denmark Open, em outubro.

Yamaguchi, de 29 anos, disse após sua vitória na estreia que gostaria de ter outra oportunidade de enfrentar An, mas que estava concentrada primeiro em chegar à final.

Se eu enfrentar An Se-young, será na final, então quero me concentrar em dar o meu melhor em cada partida para chegar lá. Embora eu tenha tido dificuldades para vencê-la recentemente, acredito que tenho jogado melhor nos nossos confrontos. Quero desafiá-la de novo e de novo.

Yamaguchi já completou sua parte do caminho. A revanche só acontecerá se An vencer a semifinal contra Akechi.

Dez troféus já na lista da temporada de An

Os 10 títulos de An incluem torneios individuais e grandes campeonatos. Ela venceu o Malaysia Open, o India Open, o Campeonato Asiático, o Singapore Open, o Indonesia Open, o Campeonato Mundial, o China Masters, os Jogos Asiáticos, o Denmark Open e o French Open.

O Korea Open é um torneio BWF World Tour Super 500. O total da temporada de An inclui competições fora dessa categoria específica, como o Campeonato Mundial e os Jogos Asiáticos. Assim, sua busca pelo 11º troféu contabiliza títulos conquistados em diferentes competições.

O total de 11 títulos da temporada passada é a referência mais clara para a meta atual. Uma vitória em Yeosu igualaria esse número; depois das quartas de final contra Gunji, faltam mais duas vitórias. Também acrescentaria um título em casa a uma temporada que já inclui conquistas na Ásia e na Europa.

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O caminho até essa meta ficou mais definido à medida que o chaveamento avançou: primeiro Akechi e, se An vencer, Yamaguchi. A possível final colocaria frente a frente a atual campeã do Korea Open e a jogadora que dominou os confrontos recentes entre elas.

As datas principais em Yeosu

A campanha de An avançou rapidamente: a estreia, as quartas de final e a semifinal marcada aconteceram em um intervalo de quatro dias. As principais etapas são:

  • 4 de novembro: An derrotou Nalbantova por 21-6 e 21-8 em 39 minutos, ampliando sua sequência para 51 vitórias.
  • 6 de novembro: An derrotou Gunji por 21-7 e 21-13 em 37 minutos, chegou a 53 vitórias consecutivas e avançou às semifinais.
  • 6 de novembro: Akechi derrotou Miyazaki em três games e se tornou a próxima adversária de An.
  • 7 de novembro: Yamaguchi venceu Lin por 21-16 e 21-12 e chegou à final, enquanto a semifinal de An contra Akechi estava marcada para o mesmo dia.

A Coreia do Sul também teve um triunfo dramático nas quartas de final de duplas masculinas. A dupla número 1 do mundo, Seo Seung-jae e Kim Won-ho, derrotou adversários chineses após uma troca extraordinária de golpes no fim do game decisivo.

Vencendo por 20-19, a dupla sul-coreana disputou uma troca de 46 golpes. Seo devolveu um ataque deitado no chão e, depois, acertou o smash que selou a vitória. O desfecho proporcionou ao público da casa outro momento memorável, ao lado da atuação mais dominante de An nas simples.

Pontos principais

  • An Se-young derrotou Riko Gunji por 21-7 e 21-13 em 37 minutos e chegou às semifinais do Korea Open.
  • Sua sequência de vitórias chegou a 53 partidas, com retrospecto de 69 vitórias e uma derrota na temporada.
  • Hina Akechi será a próxima adversária de An depois de encerrar uma sequência de sete derrotas contra Tomoka Miyazaki.
  • A atual campeã Akane Yamaguchi chegou à final ao derrotar Lin Xiang-ti em dois games.
  • An precisa de mais duas vitórias para conquistar seu 11º título na temporada e igualar o total do ano passado.
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