Debate de 11 de novembro coloca poderes das comissões em foco
A Câmara dos Representantes da Tailândia deve analisar mudanças em seu regimento em 11 de novembro de 2026, incluindo a exigência de que candidatos a primeiro-ministro apresentem suas propostas antes da votação e novos requisitos de votação para as comissões parlamentares. A proposta também permitiria à Câmara aumentar ou reduzir o número atual de 35 comissões permanentes.
Conteúdo
- Debate de 11 de novembro coloca poderes das comissões em foco
- Como funcionaria a votação para primeiro-ministro
- Comando das comissões pode mudar
- Convocação de testemunhas exigiria aprovação coletiva
- Reuniões públicas não seriam transmitidas automaticamente
- Líderes da oposição contestam o rumo das mudanças
- Votação por 8 a 0 intensifica disputa sobre as diretrizes
- Ministros teriam de responder pessoalmente
- Projetos de lei manteriam seu lugar se o autor deixasse a Câmara
- Pontos principais
Nikorn Chamnong, deputado do Partido Bhumjaithai eleito pela lista partidária, apresentou o projeto ao presidente da Câmara em 21 de outubro, com o apoio de 48 deputados. Segundo o texto, o objetivo é tornar o trabalho parlamentar mais eficiente, acompanhar as mudanças tecnológicas e adequar os procedimentos à Constituição.
A disputa política mais acirrada diz respeito a quem controla as investigações das comissões. O projeto exigiria decisões das comissões antes de solicitar documentos ou convocar testemunhas, transmitir reuniões ao vivo, incluir assuntos na pauta ou realizar coletivas de imprensa. Líderes da oposição argumentam que esses requisitos de votação poderiam dar à maioria governista mais controle sobre a fiscalização de sua própria administração.
Uma disputa relacionada às diretrizes de funcionamento das comissões se intensificou em 4 de novembro. A Comissão de Assuntos Jurídicos, Justiça e Direitos Humanos da Câmara votou por 8 a 0 para não aceitar as diretrizes por enquanto e concordou em convidar o presidente da Câmara, Sophon Saram, para explicá-las na próxima reunião.
As mudanças propostas no regimento e as diretrizes de funcionamento contestadas são medidas distintas, embora ambas tratem dos poderes das comissões. Ainda não foram anunciados nem o resultado da análise prevista para 11 de novembro nem uma data para a participação de Sophon na comissão de assuntos jurídicos. Para os deputados, a disputa imediata envolve os procedimentos que determinam se uma investigação pode começar, quem pode ser questionado e quanto o público poderá acompanhar.
Como funcionaria a votação para primeiro-ministro
O projeto do Bhumjaithai acrescentaria um capítulo que estabelece o procedimento da Câmara para aprovar uma pessoa para o cargo de primeiro-ministro. Cada deputado poderia indicar uma pessoa elegível entre os nomes apresentados pelos partidos políticos.
O partido que apresentasse o candidato precisaria ter pelo menos 5% do total de deputados em exercício. A indicação também precisaria de manifestações públicas de apoio de pelo menos um décimo dos deputados em exercício. São dois critérios diferentes: um diz respeito ao tamanho da bancada do partido do candidato, enquanto o outro mede o apoio à apresentação desse nome à Câmara.
Com 500 deputados em exercício, esses limites significariam que o partido precisaria ter pelo menos 25 cadeiras e a indicação, ao menos 50 manifestações de apoio. Os números efetivos dependeriam da quantidade de deputados em exercício no momento do procedimento.
Antes da votação, a pessoa indicada teria de apresentar suas propostas ao plenário dentro do prazo estabelecido pelo presidente da Câmara. Se não fosse deputada, o presidente poderia autorizá-la a entrar no plenário para fazer a apresentação.
A votação seria aberta. A aprovação exigiria mais da metade de todos os deputados em exercício, e não apenas mais da metade dos que votassem. Com 500 membros em exercício, o candidato precisaria, portanto, de pelo menos 251 votos. Se ninguém alcançasse esse limite, as indicações e a análise seriam retomadas na sessão seguinte.
Para o público, a apresentação proposta permitiria conhecer as prioridades de um candidato antes da decisão dos deputados. As manifestações públicas de apoio à indicação e a votação final também mostrariam quais deputados apoiaram a candidatura em cada etapa.
Comando das comissões pode mudar
A proposta mudaria tanto o número de comissões permanentes quanto a forma de escolha de seus presidentes. As comissões permanentes são grupos da Câmara que atuam continuamente na análise de áreas específicas do trabalho do governo. As regras atuais estabelecem 35 comissões, mas o projeto permitiria à Câmara aumentar ou reduzir esse número conforme as circunstâncias.
Para os cargos de presidente e vice-presidente de comissão, se houvesse apenas um indicado, ele seria declarado eleito. Se houvesse mais de um, os membros da comissão votariam em cédula secreta, e venceria quem recebesse mais votos. Os indicados poderiam apresentar suas propostas, mas não haveria debate sobre as apresentações.
Em caso de empate no primeiro lugar, seria realizada outra votação. Se o empate persistisse na segunda votação, o vencedor seria escolhido por sorteio.
A preocupação política está na mudança da distribuição das presidências de comissão, hoje vinculada à participação dos partidos nas cadeiras da Câmara, para uma escolha por votação entre os membros das comissões. Abhisit Vejjajiva, líder do Partido Democrata, argumentou que a mudança permitiria que a maioria determinasse os cargos por votação, em vez de distribuí-los conforme a força dos partidos no Parlamento.
Com o voto secreto, as escolhas individuais não seriam identificadas publicamente, ao contrário da votação aberta proposta para primeiro-ministro. Venceria o candidato com mais votos na comissão; assim, o critério de escolha também seria diferente da exigência de que um primeiro-ministro obtenha mais da metade dos votos de todos os deputados em exercício.
Convocação de testemunhas exigiria aprovação coletiva
As comissões que quisessem solicitar documentos ou depoimentos precisariam primeiro da aprovação de pelo menos metade de seus membros em exercício. Os pedidos teriam de ser feitos por escrito, e o projeto permitiria assinaturas eletrônicas. A proposta apresentada em outubro prevê a assinatura do presidente ou do vice-presidente da comissão.
Pedidos relacionados a funcionários do Estado também passariam pelo Poder Executivo. O presidente da comissão notificaria o primeiro-ministro ou o ministro responsável pelo órgão do funcionário, e caberia a essa autoridade instruí-lo a fornecer as informações solicitadas.
Para um presidente de comissão à frente de uma investigação, a mudança prática seria a necessidade de obter apoio dentro da comissão antes de emitir um pedido. Para os funcionários convocados, o procedimento envolveria o ministro responsável por sua supervisão.
O projeto também exigiria resoluções apoiadas por pelo menos metade dos membros da comissão para decidir os assuntos a serem analisados ou realizar coletivas de imprensa. O objetivo declarado é aumentar a transparência e evitar o uso arbitrário dos poderes das comissões. As objeções da oposição se concentram em como esses requisitos funcionariam caso os apoiadores do governo tivessem cadeiras suficientes para controlar as decisões.
A divergência central, portanto, é sobre onde deve ficar a autoridade. A proposta do Bhumjaithai atribui mais decisões à comissão como um todo. Líderes da oposição afirmam que os presidentes responsáveis pela fiscalização precisam ter liberdade para agir mesmo quando membros do governo se opõem a uma investigação.
Reuniões públicas não seriam transmitidas automaticamente
Pelo projeto, as reuniões das comissões normalmente seriam abertas. Uma reunião passaria a ser reservada se o primeiro-ministro, um ministro ou mais da metade dos membros em exercício da comissão solicitasse.
A participação em uma reunião reservada ficaria restrita a pessoas envolvidas no assunto, autorizadas pelo presidente da comissão. Isso estabeleceria uma condição expressa sobre quem poderia acompanhar os trabalhos confidenciais.
As transmissões ao vivo dependeriam de uma decisão separada, aprovada por mais da metade dos membros em exercício da comissão. Assim, uma reunião aberta e sua transmissão seriam regidas por procedimentos diferentes: a reunião poderia ser aberta sem que houvesse aprovação para transmiti-la ao vivo.
A proposta também cria um caminho para que pessoas afetadas por declarações feitas durante uma transmissão solicitem a publicação de uma resposta. Quem não fosse membro da comissão e acreditasse que a transmissão continha comentários prejudiciais a seu respeito poderia apresentar um pedido ao presidente da comissão em até três meses. A regra não se aplicaria ao primeiro-ministro, aos ministros nem aos membros da comissão.
Essas regras afetariam tanto o acesso aos trabalhos quanto o tratamento de reclamações posteriores. Quem acompanhasse uma comissão à distância dependeria da aprovação dos membros para que houvesse transmissão, enquanto uma pessoa elegível afetada por declarações teria um prazo definido para solicitar a publicação de uma resposta.
Líderes da oposição contestam o rumo das mudanças
O líder da oposição Natthaphong Ruengpanyawut participou de uma coletiva de imprensa em 4 de novembro com Abhisit, o líder do Partido Thai Ruam Palang, Wasawat Puangpornsri, e presidentes de comissões do Partido do Povo e do Partido Democrata. Eles contestaram medidas que descreveram como obstáculos à fiscalização parlamentar.
Abhisit relacionou as emendas propostas a uma circular que estabelece diretrizes de funcionamento das comissões. Ele disse que o presidente da Câmara havia reunido anteriormente os presidentes das 35 comissões e pedido ao departamento jurídico que elaborasse orientações. Abhisit pediu que Sophon convocasse os presidentes novamente e reconsiderasse como os procedimentos deveriam funcionar.
Abhisit, líder do Partido Democrata e ex-líder da oposição, argumentou que um presidente poderia consultar os membros sobre os itens propostos para a pauta e permitir objeções sem exigir uma votação formal a cada vez. Sobre esse ponto, afirmou:
Não há necessidade de uma resolução.
A alternativa proposta por ele manteria o debate dentro da comissão e daria ao presidente mais liberdade para definir a pauta. Abhisit também alertou que uma mudança nas regras poderia levar à extinção de comissões e dificultar a fiscalização legislativa.
Natthaphong argumentou que as restrições às 35 comissões poderiam transformá-las em órgãos que apenas endossassem as ações do governo. Essas declarações expõem as objeções da oposição à proposta; o argumento apresentado pelo Bhumjaithai é que as mudanças aumentariam a eficiência parlamentar e atualizariam os procedimentos.
Votação por 8 a 0 intensifica disputa sobre as diretrizes
Rangsiman Rome, deputado do Partido do Povo, vice-líder da legenda e presidente da Comissão de Assuntos Jurídicos, Justiça e Direitos Humanos, afirmou em 4 de novembro que a validade jurídica das diretrizes de funcionamento das comissões continuava em disputa.
Sua comissão votou por 8 a 0 para não aceitar as diretrizes naquele momento. Os membros também concordaram em convidar Sophon, que ocupa os cargos de presidente do Parlamento e da Câmara, para explicá-las na reunião seguinte da comissão.
A votação unânime entre os participantes dá uma forma concreta, dentro do Parlamento, à divergência. Em vez de se limitar a críticas públicas, a comissão pediu explicações à autoridade responsável pela direção da Câmara.
Algumas datas mostram como a disputa se desenvolveu:
- 21 de outubro de 2026: Nikorn apresentou as mudanças propostas ao regimento da Câmara, com o apoio de 48 deputados.
- 4 de novembro de 2026: Líderes da oposição criticaram publicamente o rumo das restrições às comissões, enquanto a comissão de assuntos jurídicos votou por 8 a 0 para não aceitar as diretrizes de funcionamento por enquanto.
- 11 de novembro de 2026: A Câmara deve analisar as emendas propostas pelo Bhumjaithai.
Ministros teriam de responder pessoalmente
O projeto exigiria que o primeiro-ministro ou o ministro interpelado em uma pergunta parlamentar comparecesse e respondesse pessoalmente. Se circunstâncias inevitáveis impedissem o comparecimento, a autoridade poderia pedir o adiamento ou designar outro ministro para responder.
O pedido por escrito teria de chegar ao presidente da Câmara antes ou no dia da sessão. O envio pelo sistema de tecnologia da informação da Câmara seria permitido conforme seus procedimentos.
A redação proposta eliminaria a exigência atual de que o ministro que adiasse uma resposta especificasse quando voltaria para responder. Assim, a exigência de comparecimento pessoal coexistiria com mais flexibilidade quanto ao prazo de uma resposta adiada.
Perguntas parlamentares gerais e perguntas com sessão específica marcada poderiam ser enviadas antecipadamente pelo sistema eletrônico. As perguntas que exigissem resposta em plenário teriam de completar o processo de pergunta e resposta em até 20 minutos.
Projetos de lei manteriam seu lugar se o autor deixasse a Câmara
As emendas também tratam do que aconteceria quando um deputado que apresentou um projeto de lei deixasse de ser membro da Câmara. Se essa saída reduzisse o número de autores abaixo do mínimo constitucional, um projeto já incluído na pauta pelo presidente continuaria válido.
Essa regra protegeria a tramitação do projeto depois que ele tivesse passado por essa etapa processual. Os deputados não precisariam reiniciar o processo apenas porque um dos autores deixou a Câmara e o número de signatários caiu.
As emendas a um projeto de lei teriam de ser apresentadas em até sete dias úteis depois que a Câmara aprovasse seus princípios. Essa aprovação é a etapa em que os deputados concordam que o projeto deve seguir para uma análise mais detalhada, antes da definição de sua redação final.
Uma comissão encarregada de analisar um projeto poderia nomear no máximo dois secretários-assistentes. Se nomeasse dois, pelo menos um teria de ser especialista em direito legislativo. Essa exigência garantiria apoio técnico em redação legislativa à equipe da comissão quando os dois cargos fossem preenchidos.
O envio eletrônico de documentos, as assinaturas, a continuidade dos projetos de lei e o apoio jurídico dão ao pacote um alcance mais amplo do que a disputa sobre as comissões. A análise de 11 de novembro levará essas mudanças administrativas aos deputados junto com as regras mais controversas sobre investigações e controle político.
Pontos principais
- A Câmara deve analisar as mudanças propostas pelo Bhumjaithai ao regimento das sessões em 11 de novembro de 2026.
- Os candidatos a primeiro-ministro apresentariam suas propostas antes de uma votação aberta, que exigiria o apoio de mais da metade dos deputados em exercício.
- A Câmara poderia alterar o número de comissões permanentes, atualmente fixado em 35.
- Pedidos de documentos e depoimentos, decisões sobre a pauta, coletivas de imprensa e transmissões ao vivo das comissões estariam sujeitos a requisitos específicos de votação.
- Líderes da oposição alertam que as mudanças poderiam enfraquecer sua capacidade de fiscalizar o governo.
- A comissão de assuntos jurídicos votou por 8 a 0 para não aceitar por enquanto as diretrizes de funcionamento relacionadas e convidou o presidente Sophon Saram para explicá-las.
- O projeto também trata das respostas ministeriais, dos procedimentos eletrônicos e da proteção a projetos de lei cujos autores deixem a Câmara.






