Trimestre recorde deixa novo marco ao alcance
A Hybe informou receita de 1,5257 trilhão de won, cerca de US$ 1,13 bilhão, no terceiro trimestre de 2026. Os shows do BTS em estádios e as vendas recordes de produtos ajudaram a empresa a mais que dobrar as vendas em relação ao ano anterior. Os resultados, anunciados em 3 de novembro, deixaram o grupo de entretenimento sul-coreano a 326 bilhões de won de alcançar 4 trilhões de won em receita anual.
Conteúdo
- Trimestre recorde deixa novo marco ao alcance
- O que os números de lucro significam
- Shows geraram quase metade da receita
- Dois milhões de produtos vendidos em 12 cidades
- Katseye transforma demanda nos Estados Unidos em negócios mais amplos
- Álbuns, streaming e Japão acrescentam outras fontes de crescimento
- Weverse conecta os negócios de shows aos fãs online
- Índia é o próximo mercado na expansão planejada
- Planos do BTS vão além da turnê atual
- Principais pontos
O lucro operacional atingiu o recorde trimestral de 188,5 bilhões de won, cerca de US$ 140,2 milhões, revertendo o prejuízo operacional de 42,2 bilhões de won registrado no mesmo período de 2025. A receita cresceu 109,8%. A Hybe afirmou que os dois indicadores superaram os recordes estabelecidos apenas três meses antes, quando o BTS iniciou sua turnê mundial Arirang.
O BTS continuou sendo o principal motor do crescimento, atraindo públicos de até cerca de 70 mil pessoas por show na Europa e nos Estados Unidos. O Katseye contribuiu com outra parte dessa história de crescimento: um álbum em primeiro lugar nos Estados Unidos, maior distribuição no varejo e uma agenda de shows esgotados pela Europa e pela América do Norte.
A receita da Hybe de janeiro a setembro chegou a 3,674 trilhões de won, cerca de US$ 2,73 bilhões, superando os totais dos anos completos anteriores. A empresa caminhava para se tornar a primeira agência de K-pop a ultrapassar 4 trilhões de won em receita anual, com os shows do BTS previstos para continuar até o primeiro semestre de 2027.
O que os números de lucro significam
A margem operacional da Hybe foi de 12,4%, o que significa que a empresa reteve cerca de 12,4 won em lucro operacional para cada 100 won de receita, depois de pagar as despesas operacionais. Em comparação com o segundo trimestre, a receita subiu de 1,45 trilhão de won para 1,5257 trilhão de won, um aumento de cerca de 5,2%. O lucro operacional cresceu mais rápido, com alta de aproximadamente 10,3% em relação aos 170,9 bilhões de won.
O lucro operacional do terceiro trimestre também superou em 13,6% a previsão do mercado, de 166 bilhões de won. O lucro líquido, que inclui os efeitos de itens além das operações habituais, foi bem menor, de 11,3 bilhões de won. Lucro operacional e lucro líquido medem etapas diferentes dos ganhos de uma empresa.
Nos primeiros nove meses, a Hybe registrou lucro operacional de 162,9 bilhões de won. A empresa também apresentou um valor ajustado de 417,9 bilhões de won, cerca de US$ 310,8 milhões, após excluir uma despesa com remuneração em ações contabilizada no primeiro trimestre. A diferença entre os valores foi de 255 bilhões de won.
A remuneração em ações é uma forma de pagamento por meio de ações ou direitos vinculados a ações. A Hybe descreveu a despesa como um item não recorrente. Os resultados divulgados para os nove meses incluem esse custo, enquanto o valor ajustado apresenta os ganhos sem a despesa, o que explica a grande diferença entre os dois totais.
Shows geraram quase metade da receita
A receita com shows atingiu o recorde de 726,8 bilhões de won, cerca de US$ 540,5 milhões. Isso correspondeu a aproximadamente 47,6% da receita trimestral total da Hybe, tornando as apresentações ao vivo a maior categoria identificada nos resultados.
Os shows do BTS na Europa e nos Estados Unidos lideraram os negócios, com o apoio da turnê do Enhypen pelas Américas e de apresentações de Le Sserafim, &Team, Boynextdoor, TWS, Illit, Katseye e Cortis. O NewJeans também foi citado entre os artistas que contribuíram com as turnês.
A Hybe classificou cerca de 70% da receita trimestral como renda diretamente ligada às atividades dos artistas, incluindo vendas de música, shows, publicidade e participações em eventos. Outras fontes de receita incluíram produtos, licenciamento, clubes de fãs e conteúdo. Assim, uma turnê pode movimentar várias áreas do negócio ao mesmo tempo, dos ingressos aos produtos vendidos em cada apresentação.
Os números dos shows mostram o quanto o trimestre dependeu de artistas nos palcos. A agenda da turnê do BTS agora garante atividade contínua até 2027, enquanto as turnês de outros grupos distribuem a receita de apresentações ao vivo por um elenco mais amplo.
Dois milhões de produtos vendidos em 12 cidades
A receita com produtos e licenciamento atingiu outro recorde trimestral, de 334,6 bilhões de won, cerca de US$ 248,8 milhões. Juntos, shows, produtos e licenciamento geraram 1,0614 trilhão de won, aproximadamente 69,6% da receita total.
Somente os produtos vendidos na turnê do BTS pela América do Norte contribuíram com cerca de US$ 79,6 milhões. Ao longo de 45 dias, em 12 cidades, cerca de 1 milhão de fãs visitaram pontos de venda de produtos, e aproximadamente 2 milhões de itens foram comprados, informou a Hybe. Esses números retratam a movimentação nos pontos de venda e dão uma ideia mais precisa da operação de compras em torno dos shows.
A Hybe atribuiu os resultados a produtos adaptados aos mercados locais, a uma rede de produção mais ampla e a mudanças na distribuição. O serviço Weverse Pickup permite que fãs façam pedidos online e retirem os produtos no local do evento, conectando as compras digitais à experiência presencial dos shows.
A empresa afirmou que sua estratégia manteve as compras em ritmo constante durante toda a turnê, em vez de concentrá-las no início. A Hybe pretende aplicar a mesma abordagem local às turnês de artistas de suas outras gravadoras. Para os fãs, as mudanças concretas incluem produtos adaptados às preferências locais e a opção de organizar as compras antes da retirada.
Katseye transforma demanda nos Estados Unidos em negócios mais amplos
O terceiro EP do Katseye, Wild, alcançou o primeiro lugar na Billboard 200 após o lançamento em agosto. Vendeu 150 mil cópias nos Estados Unidos na semana de estreia, cerca de cinco vezes mais do que o lançamento anterior do grupo no mesmo período. Seu single Animal permaneceu por 12 semanas consecutivas na Billboard Hot 100.
O avanço do grupo foi além da música gravada. O Katseye esgotou os ingressos das 31 apresentações em 27 cidades da Europa e da América do Norte. Participações em festivais, acordos com marcas e uma aparição no desfile de moda da Victoria's Secret de 2026 aumentaram sua visibilidade, enquanto varejistas como a Target ampliaram o acesso a seus álbuns e produtos.
A Hybe apresentou o Katseye como prova de que sua estratégia de criar artistas em torno de diferentes mercados de origem e estilos musicais estava dando resultados. O trimestre do grupo reuniu vários aspectos dessa estratégia: sucesso nas paradas dos Estados Unidos, maior disponibilidade no varejo, parcerias com marcas e demanda por shows.
O Katseye tem previsão de iniciar em janeiro de 2027 uma turnê em arenas por 11 cidades da Ásia e da Oceania. O grupo também será atração principal do Lollapalooza Índia. Esses compromissos levarão o grupo a novos mercados depois da agenda de shows esgotados na Europa e na América do Norte.
Álbuns, streaming e Japão acrescentam outras fontes de crescimento
A receita com álbuns e música digital totalizou 282,8 bilhões de won, cerca de US$ 210,3 milhões. O streaming respondeu por aproximadamente 30% dessa categoria, com lançamentos novos e gravações antigas contribuindo para as vendas. O BTS e o Katseye estiveram entre os artistas cujo desempenho no streaming ajudou nos resultados.
O oitavo miniálbum do Enhypen, The Sin: Bliss, alcançou o primeiro lugar na Billboard 200. O segundo EP do Cortis, Greengreen, ultrapassou 4 milhões de vendas acumuladas em setembro, cerca de quatro meses após o lançamento. Novas músicas do &Team, do Katseye, de Yeonjun, integrante do Tomorrow X Together, e do EVAN também contribuíram para a categoria.
O grupo masculino &Team, baseado no Japão, foi outro exemplo de crescimento fora do mercado doméstico sul-coreano da Hybe. Cada um de seus quatro últimos lançamentos vendeu pelo menos 1 milhão de cópias, e o grupo realizou seu primeiro show solo em um domo, no Belluna Dome.
O segundo miniálbum coreano do &Team, Mark on Me, estreou na 20ª posição da Billboard 200, a melhor colocação já alcançada por um grupo masculino japonês. Integrantes também participaram de um remix de Kawasaki, do Santos Bravos, grupo latino-americano da Hybe, conectando artistas desenvolvidos por operações regionais diferentes.
Weverse conecta os negócios de shows aos fãs online
O Weverse registrou 14,2 milhões de usuários ativos mensais no trimestre, perto do recorde alcançado nos três meses anteriores. Usuários ativos mensais é uma medida de quantas pessoas usam um serviço durante um mês e oferece um retrato do público que retorna regularmente à plataforma.
Fãs do Cortis estavam entre os novos usuários. O Weverse também testou o Fan Lounge, um recurso de bate-papo criado para permitir que fãs se comuniquem em tempo real e em diferentes idiomas. O serviço acrescenta outra forma de participação para públicos internacionais que acompanham artistas em vários países.
O Weverse também participa das compras por meio de serviços de retirada no local, como o Weverse Pickup. Os resultados da Hybe mostram como sua plataforma para fãs e as operações de turnê se conectam: os fãs podem interagir online, pedir produtos e retirá-los no local de um show.
Clubes de fãs, produtos, licenciamento e conteúdo geraram juntos cerca de US$ 334,9 milhões em receita indireta no trimestre. Produtos e licenciamento responderam pela maior parcela identificada desse total, tornando os artigos associados aos artistas um negócio expressivo, ao lado de shows e gravações.
Índia é o próximo mercado na expansão planejada
A Hybe criou a Hybe Global Label Services em outubro para fortalecer o marketing e a promoção em suas operações. A unidade pretende apoiar artistas por meio das bases da empresa na Coreia, nas Américas, no Japão e na Índia.
A Índia terá dois papéis anunciados na próxima etapa. Nova Délhi deve receber o Weverse Con Festival em março de 2027, na primeira edição do evento fora da Coreia. A Hybe também está avançando com um projeto de artistas desenvolvido para o mercado indiano, enquanto a participação do Katseye no Lollapalooza Índia representa outro compromisso de apresentação no país.
As principais datas mostram como o trimestre recorde se conecta às próximas atividades da empresa:
- Segundo trimestre de 2026: o BTS iniciou a turnê mundial Arirang, que ajudou a Hybe a estabelecer seus recordes trimestrais anteriores de receita e lucro operacional.
- Julho a setembro de 2026: shows e produtos ajudaram a Hybe a estabelecer novos recordes, enquanto o Katseye e outros artistas contribuíram com música e turnês.
- Outubro de 2026: a Hybe lançou a Hybe Global Label Services.
- 3 de novembro de 2026: a Hybe anunciou seus resultados preliminares do terceiro trimestre.
- Janeiro de 2027: o Katseye tem previsão de iniciar sua turnê em arenas por 11 cidades da Ásia e da Oceania.
- Março de 2027: Nova Délhi deve receber o Weverse Con Festival.
- Primeiro semestre de 2027: espera-se que o BTS continue sua turnê mundial enquanto trabalha em novas músicas e outros projetos.
A agenda combina o apoio a estrelas já consagradas com o desenvolvimento de artistas para mercados específicos. O Katseye e o &Team já mostram resultados comerciais dessa abordagem; o projeto planejado para a Índia é outra parte da expansão.
Planos do BTS vão além da turnê atual
Durante a teleconferência de resultados, o diretor-executivo da Hybe, Lee Jae-sang, afirmou que a empresa estava discutindo com os integrantes do BTS as atividades após a turnê mundial Arirang. Ele descreveu preparativos que incluem outras apresentações e trabalhos do grupo e de seus integrantes individualmente.
"Planejamos anunciar datas adicionais para a turnê e também estamos preparando as atividades do grupo após a turnê, incluindo projetos do grupo e projetos solo", disse.
Não foram divulgadas datas para esses shows ou projetos adicionais. A Hybe afirmou que o BTS continuará em turnê até o primeiro semestre de 2027, enquanto trabalha em novas músicas e outras atividades.
O marco financeiro está mais perto: a Hybe precisa de 326 bilhões de won em receita no quarto trimestre para alcançar 4 trilhões de won no ano. A receita do terceiro trimestre, sozinha, foi quase 4,7 vezes maior do que esse valor restante. O BTS é a principal força nas turnês, enquanto o Katseye, o &Team e o elenco mais amplo ampliam as vendas de músicas, apresentações e produtos em mais mercados.
Principais pontos
- A receita da Hybe no terceiro trimestre cresceu 109,8%, alcançando o recorde de 1,5257 trilhão de won.
- O lucro operacional chegou a 188,5 bilhões de won, com margem operacional de 12,4%.
- A receita com shows foi de 726,8 bilhões de won, e produtos e licenciamento geraram 334,6 bilhões de won.
- O lucro operacional dos nove meses foi de 162,9 bilhões de won, ou 417,9 bilhões de won sem a despesa com remuneração em ações do primeiro trimestre.
- O Katseye liderou a Billboard 200 e esgotou os ingressos de 31 shows em 27 cidades.
- Espera-se que o BTS faça turnês até o primeiro semestre de 2027, enquanto Nova Délhi deve receber o Weverse Con Festival em março.






