Ministério da Saúde tem uma semana para reexaminar denúncias
O Comitê Permanente de Serviços Nacionais de Saúde, Regulamentação e Coordenação do Senado do Paquistão ordenou que o Ministério Federal da Saúde faça uma nova investigação sobre denúncias a respeito do MDCAT 2026, rejeitando como insatisfatória uma análise anterior. O ministério deve concluir a apuração em uma semana e apresentar suas conclusões ao comitê.
Conteúdo
- Ministério da Saúde tem uma semana para reexaminar denúncias
- Por que os senadores rejeitaram a análise anterior
- O que os investigadores vão apurar em Sindh
- Vários prazos, com determinações diferentes
- Por que o acesso aos cadernos de questões é importante
- Tribunal Superior de Lahore ordena divulgação das provas
- Acesso deve ser mantido até o fim das admissões
- Exigência separada para estudos no exterior é revogada
- Principais pontos
A determinação, divulgada em 22 de outubro de 2026, amplia o escrutínio sobre o Teste de Admissão a Faculdades de Medicina e Odontologia, especialmente quanto à sua aplicação e aos resultados em Sindh. A província realizou a prova em 20 de setembro, e os resultados, divulgados em 28 de setembro, não incluíram nenhum candidato da Divisão de Karachi entre os 20 primeiros da lista publicada.
Representantes do Conselho Médico e Odontológico do Paquistão disseram aos senadores que não haviam sido identificadas irregularidades ou anomalias durante a prova. Ainda assim, os integrantes do comitê pediram uma nova investigação e questionaram a prática do conselho de recolher os cadernos de questões após a prova, deixando os candidatos sem cópias para consultar.
A controvérsia agora envolve três decisões relacionadas: com que rigor investigar as denúncias, quanto do material da prova os estudantes devem poder consultar e que medidas tomar caso os investigadores encontrem irregularidades. O Tribunal Superior de Lahore também interveio, determinando que as provas fossem disponibilizadas no aplicativo oficial do conselho e que os cadernos e seus códigos permanecessem on-line até o fim das admissões.
Para os candidatos, o impacto imediato é prático. O MDCAT é uma prova obrigatória para ingressar em faculdades de medicina e odontologia no Paquistão. Ter acesso às questões permite que os candidatos examinem itens contestados e preparem recursos enquanto as decisões sobre as admissões ainda estão sendo tomadas.
Por que os senadores rejeitaram a análise anterior
O comitê do Senado manifestou insatisfação com o relatório da investigação anterior, apesar da afirmação do Conselho Médico e Odontológico do Paquistão de que não havia constatado violações durante a prova. O comitê determinou que o Ministério de Serviços Nacionais de Saúde investigue novamente as denúncias e apresente suas conclusões em uma semana.
O presidente do comitê, senador Amir Waliuddin Chishti, também havia pedido uma investigação independente, conduzida por uma comissão com poderes para apurar as preocupações levantadas por estudantes e pais em Sindh, especialmente em Karachi. Ele determinou que o ministério se coordenasse com o conselho e o governo de Sindh.
As exigências do comitê vão além da conferência da lista final de notas. As preocupações abrangem os centros de prova e o processo usado para calcular os resultados. Isso inclui no escopo da investigação tanto o que ocorreu nas salas de prova quanto o que aconteceu durante a apuração das notas.
Chishti afirmou que a prova poderá ser aplicada novamente em Sindh caso a investigação constate negligência ou irregularidades. Portanto, uma nova aplicação depende das conclusões da apuração; nenhuma data para outra prova foi anunciada.
O que os investigadores vão apurar em Sindh
Separadamente, o ministro federal da Saúde, Mustafa Kamal, ordenou uma investigação sobre denúncias a respeito da aplicação e dos resultados do MDCAT 2026 em Sindh. A apuração recebeu prazo de 15 dias para apresentar um relatório ao ministério e deveria envolver o governo provincial, o Conselho Médico e Odontológico do Paquistão e a universidade responsável pela aplicação da prova.
O SIBA Testing Services aplicou a prova em Sindh em 20 de setembro. Os investigadores receberam a orientação de examinar os resultados por centro, as notas, os percentuais e as taxas de aprovação, além das listas de presença, dos mapas de assentos, dos registros dos centros e dos dados usados para calcular os resultados.
Esses registros ajudam a responder a perguntas diferentes. As listas de presença mostram quem foi registrado como presente, enquanto os mapas de assentos indicam onde cada candidato deveria se sentar. Os registros dos centros podem ajudar os investigadores a reconstituir como a prova foi conduzida. Os dados dos resultados permitem verificar como o desempenho registrado se converteu nas notas publicadas.
As denúncias incluem alegações de divulgação das provas, assistência não autorizada, falsificação, negligência administrativa e problemas técnicos. O ministério afirmou que a responsabilidade será determinada caso se constate que uma falha técnica ou irregularidade afetou a prova. O conselho deveria fornecer os registros pertinentes tanto da aplicação quanto da apuração dos resultados.
A ausência de candidatos da Divisão de Karachi entre os 20 primeiros provocou críticas públicas e pedidos de investigação. Chishti questionou o resultado e pediu uma apuração para determinar se houve manipulação ou fraude. Os investigadores precisarão examinar os registros subjacentes para explicar os resultados e avaliar as denúncias.
Vários prazos, com determinações diferentes
A nova determinação do Senado estabelece um prazo mais curto para a apresentação das conclusões do que os 15 dias concedidos à investigação ordenada por Kamal. Outra determinação exigiu que o governo de Sindh concluísse sua apuração e apresentasse um relatório em duas semanas.
Esses prazos se referem a determinações diferentes: o comitê do Senado quer receber as conclusões, a investigação ministerial deve apresentar um relatório ao Ministério da Saúde e o governo provincial foi encarregado de apurar as alegações em Sindh. Não foi anunciado um cronograma unificado nem explicado como as conclusões serão reunidas.
Os principais acontecimentos datados são:
- 20 de setembro de 2026: o SIBA Testing Services aplicou o MDCAT em Sindh.
- 28 de setembro de 2026: os resultados foram divulgados, sem nenhum candidato da Divisão de Karachi entre os 20 primeiros da lista publicada.
- 22 de outubro de 2026: foi divulgada a nova determinação do Senado, que exige que o Ministério da Saúde investigue as denúncias em uma semana.
O governo federal também pediu que Sindh conduzisse uma investigação independente e transparente após circularem nas redes sociais alegações de vazamento da prova. O Conselho Médico e Odontológico do Paquistão enviou uma carta ao ministro da Saúde de Sindh pedindo a apuração dessas alegações.
Por que o acesso aos cadernos de questões é importante
O comitê do Senado questionou por que os candidatos precisavam devolver os cadernos de questões após a prova e por que as questões não haviam sido divulgadas. Os integrantes pediram mais transparência no banco de questões e no processo de aplicação para proteger a seleção por mérito.
Representantes do Conselho Médico e Odontológico do Paquistão disseram que os cadernos foram recolhidos para proteger o banco de questões e impedir que candidatos que farão provas em anos posteriores obtenham uma vantagem indevida. Um banco de questões é um conjunto de perguntas do qual uma instituição examinadora pode selecionar itens ao preparar provas. Manter seu conteúdo em sigilo pode preservar material para uso futuro.
O comitê rejeitou essa justificativa. Sua objeção se concentrou no acesso à prova que os candidatos já haviam respondido. Para um estudante que contesta uma questão, poder ler sua formulação exata é mais útil do que depender da memória depois de sair do centro de prova.
O debate, portanto, relaciona a segurança das provas à possibilidade de contestar os resultados. O conselho buscou preservar questões para provas futuras, enquanto os senadores defenderam que os candidatos tivessem acesso ao material necessário para avaliar a lisura da prova atual.
Tribunal Superior de Lahore ordena divulgação das provas
O Tribunal Superior de Lahore declarou ilegal e inconstitucional a prática do Conselho Médico e Odontológico do Paquistão de recolher os cadernos de questões após a prova. O juiz Ahsan Raza Kazmi determinou que o conselho disponibilizasse imediatamente os cadernos em seu aplicativo oficial para que os candidatos pudessem acessá-los e consultá-los.
A decisão foi tomada após ações apresentadas pelos candidatos Anabia Tahir e Rehan Shahid. O advogado deles, Barrister Imran Afrasiab, argumentou que os estudantes deveriam poder ficar com as provas e contestou a decisão do conselho de exigir sua devolução junto com as folhas de respostas.
Afrasiab disse ao tribunal que o Conselho Médico e Odontológico do Paquistão havia adotado a política unilateralmente naquele ano. Ele argumentou que as autoridades responsáveis por provas não poderiam recolher os cadernos à força depois de permitir que os candidatos os usassem e mencionou que estudantes podem ficar com as provas após exames escolares, de faculdades e universitários.
Malik Zaheer Arshad, advogado do governo federal, apoiou parcialmente a posição dos autores das ações. O advogado do conselho defendeu a política e pediu que o tribunal rejeitasse as ações. O juiz Kazmi acolheu a contestação e determinou que a ordem de disponibilizar as provas fosse cumprida imediatamente.
Acesso deve ser mantido até o fim das admissões
Em processos envolvendo ações apresentadas por Noshaab A. Khan e outros candidatos, o juiz Kazmi também determinou que as autoridades mantivessem os cadernos de questões do MDCAT e seus respectivos códigos no site oficial até a conclusão do processo de admissão.
O tribunal afirmou que retirar as provas poderia impedir os estudantes de apresentar recursos e comprometer a transparência. Manter disponíveis tanto os cadernos quanto seus códigos de identificação dá aos candidatos uma referência contínua enquanto analisam as questões e encaminham suas preocupações pelos canais pertinentes.
As duas determinações judiciais tratam de aspectos relacionados da disputa sobre o acesso. Uma exige que o conselho publique as provas em seu aplicativo oficial depois de recolhê-las dos candidatos. A outra exige que o acesso on-line continue durante todo o processo de admissão, período em que os recursos ainda podem ser importantes para os candidatos que disputam vagas.
Para os estudantes, a duração do acesso é tão importante quanto a divulgação inicial. Uma prova que continua disponível pode ser consultada enquanto um recurso é preparado ou analisado. O tribunal vinculou esse acesso à conclusão das admissões, em vez de permitir que o material desaparecesse enquanto o processo ainda estivesse em andamento.
Exigência separada para estudos no exterior é revogada
O comitê do Senado também contestou uma política introduzida recentemente pelo Conselho Médico e Odontológico do Paquistão que exigia que estudantes com planos de cursar medicina no exterior fizessem o MDCAT. O conselho revogou posteriormente essa exigência após a intervenção do comitê.
Essa decisão altera a situação dos estudantes que pretendem cursar medicina fora do Paquistão. Eles não precisam mais fazer o MDCAT de acordo com a política contestada pelo comitê. O MDCAT continua sendo obrigatório para a admissão em faculdades de medicina e odontologia no Paquistão.
A revogação da política para estudos no exterior é uma decisão concluída, enquanto as denúncias sobre a prova ainda estão sendo investigadas. Para os candidatos afetados pelos resultados em Sindh, o próximo avanço relevante serão as conclusões da nova apuração e quaisquer medidas determinadas em resposta. Chishti relacionou a possibilidade de uma nova aplicação da prova à comprovação de negligência ou irregularidades.
As medidas imediatas são, portanto, específicas: o ministério deve apresentar a análise solicitada pelos senadores, os registros da prova precisam ser examinados e as autoridades devem cumprir as determinações judiciais sobre o acesso aos cadernos. Em conjunto, essas medidas definirão como os candidatos poderão contestar a prova e como as autoridades responderão às denúncias.
Principais pontos
- O comitê de saúde do Senado ordenou uma nova investigação sobre o MDCAT 2026 em uma semana, após rejeitar como insatisfatória uma análise anterior.
- Representantes do Conselho Médico e Odontológico do Paquistão disseram aos senadores que não haviam identificado irregularidades ou anomalias.
- A apuração em Sindh abrange os registros da prova, a apuração dos resultados e alegações que incluem divulgação das questões e assistência não autorizada.
- O senador Amir Waliuddin Chishti afirmou que o MDCAT poderá ser aplicado novamente em Sindh caso sejam constatadas negligência ou irregularidades.
- O Tribunal Superior de Lahore determinou que os candidatos tenham acesso aos cadernos de questões e que as provas e seus códigos permaneçam on-line até o fim das admissões.
- O Conselho Médico e Odontológico do Paquistão revogou a exigência contestada de que estudantes com planos de cursar medicina no exterior fizessem o MDCAT.






