Tailândia propõe tarifas de 17 a 45 baht em oito linhas ferroviárias de Bangkok a partir de 2027

12 min de leitura
Thailand Proposes 17 to 45 Baht Fares Across Eight Bangkok Rail Lines From 2027

Oito linhas ferroviárias, um cálculo de tarifa

O Ministério dos Transportes da Tailândia planeja pedir aprovação do Conselho de Ministros em 26 de outubro de 2026 para tarifas de 17 a 45 baht por viagem em oito linhas ferroviárias em Bangkok e áreas próximas. A proposta eliminaria cobranças repetidas de entrada quando os passageiros trocarem de linha, com início previsto para 1º de janeiro de 2027.

Conteúdo
  1. Oito linhas ferroviárias, um cálculo de tarifa
  2. Passageiros pagariam primeiro e receberiam o dinheiro de volta
  3. Usuários do Rabbit precisariam de outra forma de pagamento
  4. Crianças usariam a conta de reembolso dos pais
  5. Como funcionaria a opção diária de 40 baht
  6. Por que o ministério precisa de um orçamento central
  7. Mais passageiros podem afetar pagamentos feitos pelas operadoras
  8. O que mostram os números das linhas Vermelha e Roxa
  9. Decisões necessárias antes de janeiro
  10. Principais pontos

O ministério solicita um orçamento de 5,85 bilhões de baht para o primeiro ano, incluindo 5,785 bilhões de baht para compensar a redução das tarifas e 65 milhões de baht para as taxas de transferência dos reembolsos aos passageiros. Os usuários elegíveis pagariam primeiro a tarifa normal e, em seguida, receberiam a diferença pelo aplicativo Paotang em até três dias.

O vice-ministro dos Transportes, Siripong Angkasakulkiat, anunciou os planos em 21 de outubro, após uma reunião do comitê responsável pelas políticas tarifárias ferroviárias. O vice-primeiro-ministro e ministro dos Transportes, Phiphat Ratchakitprakarn, presidiu a reunião. O pacote ainda precisa de aprovação do Conselho de Ministros.

A cobertura proposta inclui a Linha Vermelha, o Airport Rail Link, a Linha Azul, a Linha Roxa, a Linha Amarela, a Linha Rosa, a Linha Verde e a Linha Dourada. O benefício seria restrito a cidadãos tailandeses que se cadastrarem pelo Paotang e usarem um cartão por aproximação Visa ou Mastercard elegível.

Para quem troca entre redes ferroviárias, a principal mudança seria a forma de calcular o preço da viagem. Em vez de pagar outra tarifa inicial sempre que entrar em uma linha participante diferente, os passageiros elegíveis receberiam um reembolso que enquadraria a viagem na estrutura tarifária proposta. A tarifa inicial seria limitada a 17 baht, e o valor máximo por viagem, a 45 baht.

O pacote submetido ao Conselho de Ministros também ampliaria a medida atual de tarifa diária de 40 baht nas linhas Vermelha e Roxa. Assim, os passageiros poderiam escolher entre a tarifa diária para essas duas linhas e a medida mais abrangente para viagens pelas oito linhas participantes.

Publicidade

Passageiros pagariam primeiro e receberiam o dinheiro de volta

O Paotang conectaria o cadastro ao reembolso. O passageiro cadastraria um cartão EMV elegível, usaria esse cartão para pagar a tarifa normal e receberia a diferença em sua conta Paotang em até três dias. As autoridades descrevem esse prazo como T+3, ou seja, a transação seria seguida de um reembolso dentro desse período.

EMV é o padrão de pagamento usado por cartões compatíveis com chip e tecnologia por aproximação. Para esta proposta, o ministério especificou cartões Visa e Mastercard compatíveis, em vez de todos os cartões aceitos atualmente em algum ponto da rede ferroviária de Bangkok.

Ao explicar a exigência de cadastro, Siripong disse:

Agora está claro que apenas cartões EMV podem ser cadastrados para receber o benefício,

O método de reembolso é importante para o orçamento das famílias. Os passageiros precisariam ter dinheiro suficiente ou limite disponível para cobrir a tarifa normal no momento da viagem, embora o custo final fosse menor após o reembolso. Quem viajasse várias vezes durante o prazo de três dias poderia ter diversas viagens aguardando ressarcimento.

A exigência de nacionalidade também determina quem recebe o benefício. Passageiros tailandeses que cumprirem os requisitos de cadastro e pagamento seriam elegíveis, enquanto residentes estrangeiros e turistas ficariam de fora do subsídio proposto.

Usuários do Rabbit precisariam de outra forma de pagamento

Os cartões Rabbit, usados nas linhas Verde e Dourada, não seriam elegíveis inicialmente para o sistema de reembolso. Siripong disse que o Krungthai Bank confirmou que os registros de transações do Rabbit ainda não atendiam aos padrões de dados exigidos para a conexão proposta.

Assim, os passageiros dessas linhas precisariam de um cartão EMV elegível para solicitar o benefício até que as mudanças necessárias fossem concluídas. Siripong afirmou que a participação futura dependeria do cumprimento dos padrões de pagamento exigidos.

O vice-ministro dos Transportes explicou a condição para que os cartões Rabbit sejam incluídos:

Se os cartões Rabbit obtiverem a certificação internacional exigida no futuro, poderão participar normalmente do sistema,

O ministério e o Krungthai Bank discutiram canais dedicados de pagamento EMV na Linha Verde, com cinco ou seis leitores de cartão previstos em cada estação. Esses pontos adicionais de pagamento devem reduzir a lotação à medida que os passageiros tentarem usar cartões elegíveis para reembolso.

As medidas para a Linha Verde são uma parte prática da implementação da política. Incluir uma linha na proposta tarifária também exige que os passageiros tenham uma forma funcional de cadastrar o cartão e registrar as viagens elegíveis para reembolso.

Publicidade

Crianças usariam a conta de reembolso dos pais

Crianças de 7 a 15 anos enfrentam outro problema de cadastro: podem obter cartões ferroviários Mangmoom, mas não podem abrir uma conta Paotang por conta própria, segundo Siripong.

O ministério e o Krungthai Bank discutem um processo pelo qual um dos pais ou responsável legal verificaria a própria identidade e vincularia o cartão da criança à conta Paotang do adulto. Os reembolsos das viagens da criança seriam então depositados nessa conta.

O sistema de cadastro proposto aceitaria tanto o cartão do adulto quanto o da criança. Os detalhes técnicos ainda estão em discussão, incluindo como esse procedimento funcionaria junto à exigência geral de cadastro de um cartão EMV elegível.

Para as famílias, isso deixaria o responsável encarregado de receber os reembolsos das tarifas da criança. A medida pretende permitir que crianças elegíveis tenham acesso ao benefício sem precisar de uma conta Paotang própria.

Como funcionaria a opção diária de 40 baht

As linhas Vermelha e Roxa já têm tarifa máxima de 40 baht para o dia inteiro, conforme uma medida implementada em 1º de dezembro de 2025. A previsão atual é que ela termine em 30 de novembro de 2026.

O ministério quer prorrogá-la por um ano e um mês, até 31 de dezembro de 2027. Siripong disse que os passageiros precisariam escolher a medida mais adequada para seus deslocamentos: a tarifa diária nas linhas Vermelha e Roxa ou a tarifa proposta de 17 a 45 baht para viagens que conectem mais linhas.

Os dois preços cobrem diferentes volumes de deslocamento. A opção de 40 baht vale para um dia nas duas linhas; o limite proposto de 45 baht vale para uma viagem dentro do sistema de oito linhas. Para quem fizer várias viagens elegíveis nas linhas Vermelha e Roxa, a opção diária pode ser mais vantajosa; já quem se conectar a outras linhas participantes precisará considerar o sistema mais abrangente.

O cronograma preliminar do ministério indica 30 de dezembro de 2027 como data de encerramento das duas medidas, enquanto Siripong afirmou que o período de teste e a extensão da tarifa diária iriam até 31 de dezembro. Os termos finais do Conselho de Ministros deverão definir as datas de vigência.

Publicidade

Por que o ministério precisa de um orçamento central

A proposta detalhada de financiamento totaliza 5,85 bilhões de baht. A compensação tarifária representa 5,785 bilhões de baht, ou cerca de 98,9% do total, enquanto as taxas de transferência dos reembolsos somam os 65 milhões de baht restantes.

Siripong descreveu o pedido de recursos como um limite de gastos, com o dinheiro sendo usado conforme os custos efetivos de compensação, em vez de pago de uma só vez. A despesa final dependeria do uso do sistema e dos reembolsos necessários.

O ministério planeja solicitar recursos da reserva para despesas emergenciais e necessárias do orçamento central de 2027. O Fundo de Promoção de Bilhete Integrado ainda não recebeu sua dotação inicial de capital e continua preparando as normas e os comunicados necessários para entrar em operação.

Siripong também afirmou que a Autoridade de Trânsito Rápido em Massa da Tailândia, conhecida como MRTA, havia comprometido recursos com o projeto da Linha Laranja e aguardava a próxima rodada de apoio orçamentário para recompô-los. O financiamento central permitiria iniciar o teste tarifário enquanto são preparados os acordos de financiamento de longo prazo.

O orçamento proposto, portanto, tem duas funções: pagar as diferenças tarifárias devidas aos passageiros participantes e cobrir o custo de envio desses reembolsos. Os recursos seriam usados conforme as solicitações efetivamente feitas durante o período de teste.

Mais passageiros podem afetar pagamentos feitos pelas operadoras

Siripong espera que tarifas menores atraiam mais passageiros do que as operadoras privadas previram. O governo e as operadoras discutiram pagamentos ao Estado vinculados a esse aumento de passageiros.

O ministério planeja avaliar os critérios cerca de três meses após o início do sistema, comparando o número de passageiros com os dados do ano anterior. Se o início em janeiro ocorrer conforme previsto, a avaliação seria feita por volta de abril de 2027.

As autoridades chamam o aumento esperado de viagens de demanda induzida. Em termos simples, viagens mais baratas podem incentivar algumas pessoas a usar o trem com mais frequência ou começar a utilizá-lo. Essas viagens adicionais precisariam ser consideradas no cálculo dos acordos financeiros entre o Estado e as operadoras.

Siripong disse que pagamentos relacionados ao aumento do número de passageiros poderiam reduzir a necessidade de recursos públicos, de modo que o limite total de gastos talvez não fosse utilizado integralmente. A fórmula de pagamento e os acordos contratuais ainda estão sendo elaborados, o que torna a avaliação uma etapa importante para determinar o custo do teste.

Publicidade

O que mostram os números das linhas Vermelha e Roxa

O diretor-geral do Departamento de Transporte Ferroviário, Pichet Kunadhamraks, apresentou dados sobre viagens com cartões EMV após a introdução da tarifa diária de 40 baht. Os dados acumulados até o fim de agosto de 2026 mostraram aumento no uso de cartões por aproximação e na receita tarifária das duas linhas.

A Linha Vermelha teve média de 9.460 viagens de passageiros com EMV por dia, alta de 89,01%, e receita tarifária diária média de 310 mil baht, aumento de 212,43%. A Linha Roxa teve média de 27.653 viagens com EMV por dia, alta de 135,41%, e receita tarifária diária de 600 mil baht, aumento de 275%.

Juntas, as linhas tiveram média diária de 37.113 viagens com EMV e receita tarifária de 910 mil baht com EMV. Pichet calculou em 121,54% o aumento combinado das viagens com EMV e citou os resultados como justificativa para prorrogar a tarifa diária.

A Linha Roxa respondeu por cerca de 74,5% das viagens com EMV somadas nas duas linhas, cálculo feito a partir de suas 27.653 viagens em um total de 37.113. Sua média foi quase três vezes a da Linha Vermelha, de 9.460 viagens.

Esses números contabilizam viagens pagas com cartões EMV. Eles dão ao ministério um registro concreto do uso de uma medida tarifária existente enquanto prepara um teste muito mais amplo com a mesma tecnologia de pagamento.

Decisões necessárias antes de janeiro

Espera-se que o pedido apresentado ao Conselho de Ministros em 26 de outubro aborde três temas: o financiamento das novas tarifas, a prorrogação da medida diária nas linhas Vermelha e Roxa e o andamento da transferência da administração ferroviária.

O trabalho de transferência inclui uma minuta de memorando de entendimento entre a MRTA e a Administração Metropolitana de Bangkok. A minuta está sendo preparada para análise do Gabinete do Procurador-Geral antes da assinatura e do processo de comunicação oficial.

Siripong reconheceu que a Lei do Bilhete Integrado e a estrutura proposta de gestão unificada estavam atrasadas. A estrutura colocaria os projetos ferroviários elétricos sob a administração da MRTA. A situação foi apresentada ao Conselho de Ministros em 20 de outubro.

O cronograma previsto é:

  • 20 de outubro de 2026: O Conselho de Ministros foi informado sobre os atrasos no sistema de bilhete integrado e na estrutura de gestão unificada.
  • 21 de outubro de 2026: O comitê de política tarifária discutiu o pacote, e Siripong anunciou as medidas propostas.
  • 26 de outubro de 2026: O ministério planeja submeter ao Conselho de Ministros os temas de financiamento, extensão das tarifas e administração ferroviária.
  • 1º de janeiro de 2027: Está previsto o início do teste tarifário nas oito linhas, sujeito à aprovação e à preparação do sistema.
  • Cerca de três meses após o início: O ministério planeja avaliar o aumento de passageiros e os critérios para pagamentos pelas operadoras privadas.
  • 2028: O ministério planeja fazer a transição para o sistema de bilhete integrado.

Um grupo de trabalho presidido pelo vice-secretário permanente dos Transportes responsável pelo grupo de missão de transportes acompanharia a implementação, avaliaria os resultados e prepararia propostas de alteração dos acordos contratuais. O grupo apresentaria relatórios semanais para ajudar a manter o início em janeiro dentro do cronograma.

A tarefa imediata é alinhar o financiamento, o cadastro, os equipamentos de pagamento e os acordos com as operadoras. Para os passageiros, a mudança se daria por meio de uma sequência prática: cadastrar o cartão, pagar na estação e receber o reembolso correto no prazo.

Publicidade

Principais pontos

  • O ministério planeja pedir aprovação do Conselho de Ministros em 26 de outubro de 2026 para tarifas de 17 a 45 baht por viagem em oito linhas ferroviárias na região de Bangkok.
  • O início está previsto para 1º de janeiro de 2027. Cidadãos tailandeses elegíveis se cadastrariam pelo Paotang, pagariam as tarifas normais com cartões EMV compatíveis e receberiam os reembolsos em até três dias.
  • O pedido detalhado de orçamento totaliza 5,85 bilhões de baht, com gastos calculados com base nos custos efetivos de compensação.
  • Os cartões Rabbit ficariam inicialmente de fora. Estão previstos pontos adicionais de pagamento EMV na Linha Verde.
  • Está em discussão um processo para vincular os cartões tarifários das crianças à conta Paotang de um dos pais ou responsável.
  • O ministério também quer prorrogar até o fim de 2027 a tarifa diária de 40 baht nas linhas Vermelha e Roxa.
  • O teste serviria de transição enquanto são feitos os preparativos para o sistema de bilhete integrado planejado para 2028.
Compartilhar esta matéria

Você também pode gostar