Previsão de produção de palay nas Filipinas cai 17,2% com redução da área colhida

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Philippine Palay Forecast Falls 17.2% as Smaller Harvest Area Cuts Rice Output

Redução da área colhida provoca queda de 650 mil toneladas

As Filipinas devem produzir 3,10 milhões de toneladas métricas de palay, ou arroz em casca, no terceiro trimestre de 2026, uma queda de 17,2% em relação aos 3,75 milhões de toneladas métricas registrados um ano antes, segundo a Autoridade de Estatísticas das Filipinas (PSA). A estimativa de setembro prevê uma perda de cerca de 650 mil toneladas métricas e reduz a projeção pelo segundo mês consecutivo.

Conteúdo
  1. Redução da área colhida provoca queda de 650 mil toneladas
  2. Como a previsão mudou de julho a setembro
  3. Por que a melhora da produtividade não compensa a redução da área
  4. O que os agricultores já haviam colhido e plantado
  5. Lavouras em pé mostram que a colheita ainda está em andamento
  6. Milho enfrenta perdas tanto na área quanto na produtividade
  7. Importações de arroz e acesso ao milho atendem a necessidades diferentes
  8. Compras da NFA dependem dos preços e do espaço nos armazéns
  9. Preços pagos aos agricultores sobem em relação ao ano passado, mas caem ante agosto
  10. Principais pontos

O principal problema é a redução da área disponível para a colheita. A PSA estima que serão colhidos 753.680 hectares entre julho e setembro, ante 916.770 hectares no mesmo período do ano passado. Isso representa uma redução de 163.090 hectares, ou 17,8%. A produção esperada por hectare teve uma ligeira alta, mas o avanço é pequeno demais para compensar a perda de área.

A produção de milho também deve cair, aumentando a pressão sobre um sistema de abastecimento de alimentos que atende tanto as famílias quanto as criações de animais. O Departamento de Agricultura (DA) busca ampliar a cota de importação de milho, enquanto a Autoridade Nacional de Alimentos (NFA) pretende comprar palay produzido no país para reforçar suas reservas.

As perspectivas para o arroz reúnem três preocupações imediatas: quanto os agricultores conseguirão colher, quanto arroz importado será necessário e se as compras do governo poderão apoiar os produtores e manter os estoques públicos. Os números são previsões baseadas em lavouras observadas antes do fim do trimestre; os totais finais de produção ainda não foram divulgados.

Como a previsão mudou de julho a setembro

A PSA reduziu sua estimativa de produção de palay para o terceiro trimestre de 3,26 milhões de toneladas métricas em julho para 3,19 milhões em agosto e, depois, para 3,10 milhões em setembro. O número mais recente está 160 mil toneladas métricas, ou cerca de 4,9%, abaixo da previsão de julho.

A sequência mostra que as perspectivas pioraram à medida que a colheita se aproximava e novas informações sobre as lavouras em campo se tornavam disponíveis:

  • Julho: A previsão era de 3,26 milhões de toneladas métricas de palay e 2,11 milhões de toneladas métricas de milho.
  • 1º de agosto: A estimativa de palay caiu para 3,19 milhões de toneladas métricas, e a de milho, para 2,08 milhões de toneladas métricas.
  • 1º de setembro: A estimativa de palay caiu novamente, para 3,10 milhões de toneladas métricas; 334.330 hectares já haviam sido colhidos.
  • 24 de setembro: As importações de arroz chegaram a 3,98 milhões de toneladas métricas.
  • 12 de outubro: Uma atualização sobre as compras da NFA informou uma meta de aquisição de pelo menos 500 mil toneladas métricas durante a temporada de colheita.

Com 3,10 milhões de toneladas métricas, a produção de palay no terceiro trimestre seria a menor desde as 3,05 milhões de toneladas métricas registradas em 2017. A colheita projetada ficaria apenas 50 mil toneladas métricas acima daquele nível.

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Por que a melhora da produtividade não compensa a redução da área

A PSA espera que a produtividade do palay suba para 4,12 toneladas métricas por hectare, ante 4,09 no ano anterior, um aumento de cerca de 0,7%. Produtividade é a quantidade colhida em determinada área de terra. A produção total depende tanto dessa quantidade quanto do número de hectares colhidos.

Mesmo com um pequeno aumento de produtividade em uma área de colheita muito menor, a produção de arroz cai. Neste caso, o ganho de 0,03 tonelada métrica por hectare é superado pela redução de mais de 163 mil hectares. Os números indicam que a principal pressão vem do tamanho da área colhida, e não de uma queda nacional na produtividade do palay.

A previsão de agosto estimava uma área colhida de 771.790 hectares e produtividade de 4,13 toneladas métricas por hectare. Em setembro, a área estimada havia diminuído mais 18.110 hectares, enquanto a produtividade esperada recuou ligeiramente, para 4,12. As duas revisões reduziram a previsão de produção.

O DA associa a expectativa de menor produção agrícola aos efeitos do El Niño. Esse fenômeno climático pode provocar condições excepcionalmente secas nas Filipinas, reduzindo a água disponível para o plantio e o crescimento das lavouras. O departamento espera que a produção anual de palay diminua cerca de 700 mil toneladas métricas.

O que os agricultores já haviam colhido e plantado

Até 1º de setembro, os agricultores haviam colhido cerca de 334.330 hectares de palay, com produção de 1,32 milhão de toneladas métricas. A área colhida correspondia a 44,4% dos 753.680 hectares previstos pela PSA para a colheita do terceiro trimestre.

Um mês antes, em 1º de agosto, apenas 113.790 hectares haviam sido colhidos, com produção de 455.250 toneladas métricas. Naquele momento, a área colhida correspondia a 14,7% da previsão de área para agosto. Esses números mostram quanto da safra foi colhido durante agosto, mesmo com a redução da estimativa para o trimestre inteiro.

A PSA, órgão do governo responsável pelas estatísticas nacionais de produção, também registrou o avanço em relação à área que os agricultores pretendiam plantar entre julho e setembro:

"Da área percebida de 1,58 milhão de hectares prevista pelos agricultores para o plantio entre julho e setembro de 2026, 1,38 milhão de hectares, ou 87,5%, já foram efetivamente plantados", informou a PSA.

Os dados de plantio referem-se às terras que os agricultores pretendiam cultivar nesses meses. A previsão de colheita abrange as lavouras que devem ser colhidas durante o trimestre. Como o arroz leva tempo para crescer, os dados de plantio e colheita descrevem etapas diferentes do ciclo agrícola.

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Lavouras em pé mostram que a colheita ainda está em andamento

Na atualização de setembro, a PSA registrou 1,80 milhão de hectares de palay em pé. Desse total, 40,6% estavam na fase vegetativa, 38,3% na fase reprodutiva e 21,1% na fase de maturação.

Na fase vegetativa, as plantas desenvolvem folhas e caules. Na fase reprodutiva, desenvolvem as estruturas que produzem os grãos, enquanto as lavouras em maturação estão mais próximas da colheita. Essas etapas ajudam a explicar por que uma grande área de arroz em pé não se transforma em produção colhida de uma só vez.

A atualização de agosto havia registrado 1,55 milhão de hectares de palay em pé, dos quais 60,1% estavam na fase vegetativa, 26,1% na reprodutiva e 13,8% na de maturação. Em setembro, uma parcela maior estava nas etapas finais de crescimento, o que tornou a disponibilidade de água e as condições durante o desenvolvimento dos grãos fatores importantes para a próxima colheita.

Milho enfrenta perdas tanto na área quanto na produtividade

A produção de milho no terceiro trimestre está projetada em 2,08 milhões de toneladas métricas, ante 2,43 milhões no ano anterior. Isso representa uma redução de cerca de 350 mil toneladas métricas, ou 14,4%. Ao contrário do palay, o milho deve registrar quedas tanto na área colhida quanto na produção por hectare.

A previsão mais recente de milho estima uma área colhida de 692.550 hectares, 12,3% abaixo dos 789.240 hectares registrados um ano antes. A produtividade deve cair 2,3%, de 3,07 para 3,00 toneladas métricas por hectare.

A estimativa de agosto também previa 2,08 milhões de toneladas métricas de milho, mas considerava uma área colhida menor, de 688.030 hectares, e uma produtividade maior, de 3,02 toneladas métricas por hectare. O aumento posterior da área estimada foi compensado pela menor produtividade esperada, mantendo inalterada a previsão arredondada de produção.

Até 1º de agosto, os agricultores haviam colhido 129.950 hectares de milho, ou 18,9% da área prevista naquele momento, com produção de 366.790 toneladas métricas. A PSA também registrou 798.370 hectares de milho em pé: 39,2% na fase reprodutiva, 31,2% na de maturação e 29,6% na vegetativa.

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Importações de arroz e acesso ao milho atendem a necessidades diferentes

As importações de arroz chegaram a 3,98 milhões de toneladas métricas até 24 de setembro, e a previsão era de que as importações do ano ultrapassassem 5 milhões de toneladas métricas. Para alcançar essa projeção, seriam necessárias mais de 1,02 milhão de toneladas métricas além do total registrado até setembro.

O palay precisa ser beneficiado antes de se transformar no arroz vendido para consumo. O beneficiamento remove a casca e outras camadas externas, reduzindo seu peso. Portanto, ao avaliar o abastecimento de alimentos, não se pode comparar diretamente, quilo por quilo, uma queda de 650 mil toneladas métricas de palay com as importações de arroz beneficiado.

O DA também busca ampliar para 500 mil toneladas métricas o volume de acesso mínimo de milho. Trata-se de uma cota de importação que permite a entrada de uma quantidade especificada com tarifa menor do que a aplicada ao milho importado fora da cota. Tarifa é um imposto cobrado sobre importações.

A ampliação proposta busca ajudar a proteger os produtores de suínos e aves de possíveis aumentos nos custos da ração diante da ameaça do El Niño. O milho é um ingrediente da ração animal, então uma colheita doméstica menor pode pressionar as propriedades que produzem carne suína, frango e ovos. A proposta diz respeito ao acesso ao milho importado; não foram informadas datas para aprovação e implementação.

Compras da NFA dependem dos preços e do espaço nos armazéns

A NFA pretende comprar 500 mil toneladas métricas de palay durante a temporada de colheita, como parte de uma meta anual de 790 mil toneladas métricas. Na cobertura da produção, a meta para a temporada foi descrita como de até 500 mil toneladas métricas, enquanto a atualização sobre as compras, de 12 de outubro, informou que seria de pelo menos esse volume.

O administrador da NFA, Larry Lacson, disse que a agência elevou o preço mínimo de compra do palay limpo e seco para entre PHP 28 e PHP 30 por quilo. Ele também afirmou que a agência estava alugando armazéns adicionais e continuaria comprando enquanto houvesse espaço disponível para armazenagem.

Uma compra de 500 mil toneladas métricas corresponderia a cerca de 63,3% da meta anual da NFA. A capacidade dos armazéns é um limite prático: a agência precisa ter espaço para receber e armazenar os grãos antes de continuar comprando.

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A NFA informou que seus próprios estoques eram suficientes para sete dias de consumo, enquanto os estoques nacionais de arroz cobriam cerca de 75 dias. O número nacional incluía arroz mantido por famílias, comerciantes e beneficiadores, além dos estoques públicos. Portanto, grande parte do abastecimento de arroz do país fica fora dos armazéns da NFA.

Preços pagos aos agricultores sobem em relação ao ano passado, mas caem ante agosto

O preço médio do palay seco na porteira da propriedade foi de PHP 20,84 por quilo em setembro, alta de 33,6% em relação aos PHP 15,60 registrados no mesmo mês do ano passado. O preço na porteira da propriedade é o valor recebido pelos produtores na venda da safra, antes da inclusão dos custos de beneficiamento, transporte e varejo.

Mesmo assim, o preço de setembro ficou 6% abaixo dos PHP 22,16 por quilo registrados em agosto. Os agricultores recebiam bem mais do que um ano antes, mas menos do que no mês anterior, com o avanço da colheita.

O intervalo de compra anunciado pela NFA, de PHP 28 a PHP 30 por quilo, ficou PHP 7,16 a PHP 9,16 acima da média nacional de setembro. Essa comparação ajuda a explicar por que as compras do governo podem atrair os produtores, embora o preço da NFA se aplique ao palay limpo e seco que atenda aos requisitos e as compras efetivas dependam do espaço disponível nos armazéns.

A queda na produção e o programa de compras tratam de aspectos diferentes do mesmo problema de abastecimento. As importações podem ampliar a oferta de arroz para os consumidores, enquanto as compras da NFA direcionam o palay produzido no país para as reservas públicas e oferecem um canal de venda aos agricultores. Nenhuma das duas medidas altera a quantidade já produzida no trimestre.

Principais pontos

  • A produção de palay no terceiro trimestre está projetada em 3,10 milhões de toneladas métricas, queda de 17,2% em relação ao ano anterior.
  • A área prevista para a colheita de palay caiu 17,8%, superando o pequeno aumento de produtividade.
  • A previsão de palay caiu de 3,26 milhões de toneladas métricas em julho para 3,19 milhões em agosto e 3,10 milhões em setembro.
  • A produção de milho está projetada em 2,08 milhões de toneladas métricas, cerca de 14,4% abaixo do total do terceiro trimestre do ano passado.
  • As importações de arroz chegaram a 3,98 milhões de toneladas métricas até 24 de setembro, e a previsão era de que ultrapassassem 5 milhões no ano.
  • O DA busca uma cota de importação de milho de 500 mil toneladas métricas para ajudar a conter os custos da ração.
  • A NFA pretende comprar palay durante a temporada de colheita, rumo à meta anual de 790 mil toneladas métricas, mas o espaço nos armazéns limita novas aquisições.
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