Gravação de 27 minutos se torna foco de uma disputa crescente
Ruben Onsu apresentou novas queixas à polícia sobre a gravação e a divulgação de uma videochamada privada, ampliando a disputa com sua ex-mulher, Sarwendah, que já envolve guarda dos filhos, acordo de divórcio e acusações de acesso não autorizado ao e-mail do filho deles, Betrand Peto. As queixas mais recentes foram apresentadas na Polda Metro Jaya, em Jacarta, nas primeiras horas de 13 de outubro de 2026, segundo o advogado de Ruben, Minola Sebayang.
Conteúdo
- Gravação de 27 minutos se torna foco de uma disputa crescente
- O que Ruben denunciou em 11 de outubro
- Novas queixas apontam outros dois envolvidos
- Ruben ainda não identificou publicamente os trechos contestados
- Sarwendah reconhece cortes, mas nega ter inventado os fatos
- Quem forneceu a gravação e deu autorização?
- A perícia ainda não foi concluída
- Queixa sobre o e-mail de Betrand trata de material privado distinto
- Remoção do Instagram não esclarece a autenticidade
- Audiência sobre a guarda e sequência dos acontecimentos
- Em resumo
A principal divergência diz respeito ao que aconteceu com uma gravação que, segundo Sarwendah, originalmente durava 27 minutos. Ruben alega que partes do vídeo que circula não correspondem ao que realmente ocorreu. Sarwendah reconhece ter publicado apenas alguns minutos, mas nega ter inventado os acontecimentos mostrados. Sua equipe jurídica também afirma que o rosto do outro participante foi desfocado a pedido dele.
A polícia confirmou ter recebido a queixa anterior de Ruben, apresentada em 11 de outubro, sobre suposta difamação ou calúnia por meio eletrônico. O caso foi encaminhado à Diretoria de Crimes Cibernéticos para análise. Outra queixa, apresentada mais cedo naquele dia, diz respeito ao suposto acesso ao e-mail de Betrand e à divulgação de fotos e vídeos privados dele.
Não foram anunciadas conclusões periciais definitivas nem uma determinação de responsabilidade criminal. O perito em perícia digital Abimanyu Wachjoewidajat, contratado pela equipe de Sarwendah para examinar a gravação, afirma que sua avaliação visual inicial não revelou indícios fortes de uso de inteligência artificial. Ele também ressaltou que ainda é necessário examinar a mídia original e verificar o áudio.
A disputa envolve, portanto, várias questões distintas: se a gravação representa a conversa com fidelidade, se foi gravada e divulgada com autorização suficiente e se material privado não relacionado, pertencente a Betrand, foi obtido ilegalmente. A comprovação de uma dessas questões não resolveria automaticamente as demais.
O que Ruben denunciou em 11 de outubro
Minola afirma que Ruben registrou dois boletins de ocorrência em momentos diferentes em 11 de outubro de 2026. O primeiro, apresentado nas primeiras horas do dia, com Betrand ao seu lado, diz respeito ao suposto acesso não autorizado ao e-mail pessoal de Betrand. O segundo, apresentado às 15h, no horário da Indonésia Ocidental, trata da circulação da videochamada de Ruben com um homem.
A queixa sobre o e-mail é identificada pelo número STTLPB/7627, enquanto a queixa por difamação é identificada como STTLP/B/7634/Polda Metro Jaya. Esses números identificam as queixas apresentadas, não comprovam que houve uma infração.
O porta-voz da Polda Metro Jaya, Budi Hermanto, confirmou que a queixa de Ruben dizia respeito a suposta difamação ou calúnia por meio eletrônico. Ele afirmou que foram entregues um pen drive e capturas de tela de uma publicação no Instagram. Onkoseno Grandiarso, funcionário responsável por informações públicas da polícia, também confirmou o recebimento e disse que os investigadores analisariam o caso.
Em suas declarações iniciais, a polícia não identificou publicamente a pessoa denunciada nem a publicação específica sob análise. Embora alguns relatos afirmem que a queixa foi dirigida contra Sarwendah, essa descrição vai além do que a própria polícia divulgou. Onkoseno disse que a pessoa denunciada ainda estava sendo investigada.
Novas queixas apontam outros dois envolvidos
A disputa se ampliou nas primeiras horas de 13 de outubro, quando Ruben apresentou uma nova queixa sobre suposta gravação e divulgação sem autorização. Minola identificou os dois denunciados pelas iniciais AA ou AO, e F, também conhecido como Y. Ele afirmou que a queixa foi recebida pelo centro integrado de atendimento policial da Polda Metro Jaya sob o número de registro 7671.
O relato das queixas mais recentes também menciona outra denúncia de difamação por meio do vídeo. Não informa um número de registro separado para essa queixa, portanto não é possível determinar, com base apenas nos detalhes divulgados, o número exato e a estrutura dos novos casos.
Minola disse que as queixas invocam os artigos 258 e 259 do Código Penal e mencionou uma possível pena máxima de 10 anos de prisão. Essa é a interpretação do advogado sobre os dispositivos e a punição possível, não uma decisão anunciada pela polícia de formalizar uma acusação nem uma sentença judicial.
Ele também afirmou que Ruben descartou a possibilidade de reconciliação e considera improvável a aplicação da justiça restaurativa. A justiça restaurativa é um processo que busca uma solução por meio da participação das partes afetadas, em vez de se concentrar exclusivamente na punição. A posição do advogado não determina se esse processo estaria legalmente disponível nem como os investigadores decidirão prosseguir.
Ruben ainda não identificou publicamente os trechos contestados
A posição de Ruben vai além de apontar que uma versão mais curta foi publicada. Minola afirma que seu cliente suspeita que partes do vídeo não correspondam à conversa real. Em declaração em Kuningan, no sul de Jacarta, em 12 de outubro, o advogado disse que Ruben identificaria as discrepâncias ao prestar depoimento formal aos investigadores.
Minola Sebayang, advogado de Ruben, descreveu a suspeita nestes termos:
Segundo nosso cliente, há motivos para suspeitar que houve edição
A declaração diz que, segundo seu cliente, há motivos para suspeitar que o vídeo foi editado. Minola não especificou publicamente os horários, as falas ou as sequências contestadas. Ele afirmou que esses detalhes seriam apresentados durante o processo de BAP, o registro escrito formal do depoimento de uma pessoa aos investigadores.
Isso deixa uma diferença substancial entre alegar que o sentido foi alterado e apresentar provas disso. A equipe de Ruben também alega que a conversa foi gravada sem sua autorização e depois usada ilegalmente. Essas alegações dizem respeito tanto ao consentimento e à divulgação quanto à fidelidade da gravação.
Sarwendah reconhece cortes, mas nega ter inventado os fatos
Sarwendah afirma que a gravação original durava 27 minutos e que publicou apenas alguns minutos para explicar acontecimentos relacionados a imagens de câmeras de segurança que Ruben havia divulgado. Em um Story do Instagram, em 12 de outubro, ela reconheceu ter encurtado a gravação, mas negou ter alterado os acontecimentos retratados.
Sarwendah, ao responder à alegação de edição, explicou a diferença entre reduzir a duração e criar uma versão diferente dos fatos:
"O que foi cortado foi a duração, não houve manipulação do conteúdo dos acontecimentos",
Ela afirmou que a duração foi reduzida, mas que os acontecimentos não foram inventados. Sarwendah convidou qualquer pessoa que acreditasse que o vídeo era falso, gerado por IA ou manipulado para difamar alguém a denunciá-lo à polícia, para que uma perícia digital pudesse verificar sua autenticidade.
Seu advogado, Pablo Benoa, apresentou uma descrição um pouco diferente em 12 de outubro. Ele disse que a edição consistiu apenas em desfocar o rosto do homem identificado como Y, a pedido dele. O relato de Sarwendah reconhece que o vídeo foi encurtado, enquanto o de Pablo menciona apenas o desfoque do rosto. Assim, as duas declarações diferem quanto à abrangência das alterações feitas antes da publicação.
Nenhuma das declarações comprova se a seleção dos trechos preservou o sentido da conversa completa. Uma gravação pode conter imagens e falas genuínas, mas deixar de fora o contexto. Da mesma forma, encurtar um vídeo não prova, por si só, que seu conteúdo foi inventado. Os trechos contestados e a gravação completa serão fundamentais para esclarecer essa diferença.
Quem forneceu a gravação e deu autorização?
Pablo afirma que Sarwendah recebeu a gravação diretamente de Y, o interlocutor de Ruben, que a registrou com o próprio celular. Segundo o advogado, Y assinou uma declaração confirmando que as informações eletrônicas pertenciam a ele e autorizando Sarwendah a compartilhá-las publicamente.
Pablo argumenta que essa autorização significa que a publicação não violou o artigo 32 da Lei de Informação e Transações Eletrônicas da Indonésia, conhecida como Lei ITE. O argumento se baseia na afirmação de que Y era o legítimo proprietário da gravação e autorizou sua divulgação. Essa é a posição jurídica apresentada pelo representante de Sarwendah, não uma decisão sobre a queixa.
As versões concorrentes tratam de diferentes tipos de consentimento. A equipe de Sarwendah cita a autorização de quem forneceu a gravação. A equipe de Ruben alega que ele não autorizou nem a gravação nem sua divulgação. Determinar quem gravou o arquivo e quem autorizou sua publicação não resolveria, por si só, todas as questões relativas aos direitos do outro participante.
Também não há uma versão única sobre como Sarwendah teve acesso ao vídeo. Segundo relatos, ela disse que Artos lhe mostrou a gravação em conexão com supostas interações envolvendo a parceira de Artos. Pablo afirma que ela a obteve diretamente de Y. Essas descrições podem se referir a etapas diferentes da troca, mas a cadeia completa de posse não foi estabelecida publicamente.
Uma conta do Instagram identificada como @fachrufyn_ publicou, na tarde de 12 de outubro, uma versão sem o rosto desfocado e afirmou que era original. O titular da conta foi descrito como o homem que supostamente conversou com Ruben. Essa afirmação não constitui uma autenticação independente, e não está claro se a publicação continha toda a conversa de 27 minutos.
A perícia ainda não foi concluída
Abimanyu Wachjoewidajat afirma ter recebido um vídeo original mais longo e ter sido convidado a atuar como perito. A equipe de Sarwendah o contratou para examinar a gravação. Ele diz que sua análise jurídica se concentrará na mídia original, em vez de se basear apenas na versão publicada na internet.
Sua avaliação visual inicial não encontrou indícios fortes de que a conversa tenha sido gerada por IA. No entanto, ele distingue essa observação preliminar de uma perícia digital concluída. Também afirma que o áudio precisa ser analisado mais detalhadamente e comparado com as imagens.
Abimanyu, perito em telemática e perícia digital, explicou os limites de sua análise:
"Já examinei a mídia, mas apenas visualmente. Ainda preciso de tempo para analisá-la digitalmente",
Ele explicou que diferenças entre os movimentos da boca e o som podem decorrer de interrupções ou da qualidade da gravação. Desfocar, redimensionar e recortar podem indicar que um vídeo foi processado, mas não demonstram automaticamente que ele foi gerado por IA. Essa distinção é importante porque uma gravação genuína pode ser editada sem a inclusão de imagens ou vozes sintéticas.
Abimanyu afirma que sua análise seguirá a ISO 27037:2012, uma norma internacional sobre o tratamento de possíveis provas digitais. Ele também descreve métodos que chama de 4R, abrangendo Rentang, Reka, Rangkai e Runut, e 4T, abrangendo Teliti, Telisik, Telusur e Terukur. Citar uma norma ou um método não substitui a divulgação dos resultados nem a explicação de como se chegou a conclusões específicas.
O título de uma reportagem menciona o prazo de dois dias para os resultados, mas o relato detalhado não esclarece quando esse período começa nem fornece uma data confirmada para a divulgação. Nenhum laudo concluído foi descrito. Portanto, as primeiras observações visuais não devem ser apresentadas como conclusão pericial definitiva da polícia.
Queixa sobre o e-mail de Betrand trata de material privado distinto
A queixa apresentada em 11 de outubro diz respeito a Betrand Peto, identificado como tendo 21 anos, e a alegações de que alguém acessou sem autorização o e-mail ou uma conta de dados pessoais dele, obteve fotos e vídeos e os repassou a contas de redes sociais para publicação. Os vídeos supostamente incluíam imagens privadas dele passando tempo com amigos.
Minola afirma que Betrand verificou a conta depois que o material privado começou a circular e encontrou uma conexão com outra conta de e-mail. A queixa identifica essa conta e dois números de telefone que Betrand acreditava pertencerem a Sarwendah. Essa crença não comprova quem controlava as contas nem quem realizou algum acesso específico.
O advogado distingue dois atos alegados: obter dados sem autorização e, depois, divulgá-los. Eles podem envolver pessoas e provas diferentes. O fato de um arquivo ter aparecido na internet não demonstraria, por si só, quem acessou a conta de e-mail nem como o arquivo foi obtido.
Minola afirma que cabe à polícia investigar, convocar e interrogar as pessoas envolvidas. Nos acontecimentos relatados, não foram anunciadas conclusões técnicas sobre o acesso à conta, a identificação de um usuário responsável ou a relação entre um acesso específico e os arquivos divulgados.
Remoção do Instagram não esclarece a autenticidade
Às 11h de 13 de outubro, a publicação contestada de Sarwendah já não estava visível. Relatos anteriores a descreveram como apagada. Mais tarde, Sarwendah disse que não a removeu e que o Instagram a retirou após receber mais denúncias de usuários, apesar de um recurso que inicialmente a manteve no ar.
Ela também afirmou que a função de transmissão ao vivo de sua conta foi restringida por um ano e que recebeu um aviso sobre um possível banimento da conta. Essas são as descrições de Sarwendah sobre as ações do Instagram. O motivo exato da remoção, o número de denúncias recebidas e as conclusões da análise da plataforma não foram estabelecidos.
É importante distinguir o desaparecimento de uma publicação da existência de uma explicação verificada para sua remoção. A retirada não prova que a gravação era falsa, e um recurso malsucedido contra a remoção não demonstraria que a publicação era legal. A moderação de conteúdo e uma investigação criminal tratam de questões diferentes.
A polícia afirma que Ruben entregou capturas de tela e um pen drive com a queixa. Isso significa que algum material foi preservado para análise, embora as provas descritas publicamente não esclareçam quais versões da gravação estão no dispositivo nem se os investigadores obtiveram o arquivo original de 27 minutos.
Audiência sobre a guarda e sequência dos acontecimentos
As queixas criminais estão sendo apresentadas em paralelo a um processo no Tribunal Distrital de Jacarta do Sul. Segundo relatos, a disputa mais ampla se intensificou em meados de 2026 em torno da execução do acordo de divórcio do ex-casal, conhecido como Akta 39. Ela começou com os arranjos para compartilhar os cuidados dos dois filhos e se ampliou para disputas sobre pensão, guarda e acusações pessoais.
Sarwendah também entrou com uma ação por quebra de contrato contra Ruben. Seu advogado, Chris Sam Siwu, afirma que sua equipe está concentrada no processo de guarda, enquanto outros representantes jurídicos cuidam das questões criminais. Ele diz que Sarwendah compreendia as consequências da publicação contestada e não se surpreendeu com as queixas que vieram em seguida.
A próxima audiência sobre a guarda estava marcada para 14 de outubro de 2026, presencialmente, e não pelo sistema eletrônico do tribunal. Os relatos divergem um pouco quanto ao escopo: um menciona a apresentação inicial de provas documentais por ambas as partes, enquanto outro especifica provas documentais do autor, Ruben. Chris afirma que os acontecimentos relacionados ao vídeo podem se tornar provas adicionais no processo de guarda, mas não foi anunciada nenhuma decisão sobre sua utilização.
A sequência relatada é:
- 10 de outubro: Sarwendah publica trechos da videochamada de Ruben.
- 11 de outubro, primeiras horas do dia: Ruben e Betrand denunciam o suposto acesso não autorizado ao e-mail.
- 11 de outubro, 15h: Ruben apresenta a queixa sobre suposta difamação por meio do vídeo.
- 12 de outubro: A polícia confirma o recebimento; os advogados se pronunciam sobre edição e autorização; uma conta publica imagens sem o rosto desfocado.
- 13 de outubro, primeiras horas do dia: Ruben apresenta novas queixas contra outras duas pessoas.
- 13 de outubro: Sarwendah atribui o desaparecimento da publicação ao Instagram; Abimanyu descreve sua avaliação preliminar.
- 14 de outubro: Está prevista a apresentação de provas documentais no processo de guarda.
Um relato atribui a 13 de agosto de 2026 as declarações de Chris, enquanto outros situam a resposta em 13 de outubro e a relacionam à audiência de 14 de outubro. A data de agosto contradiz a cronologia ao redor. O próximo passo confirmado no calendário judicial relatado é a audiência de outubro; as datas dos depoimentos à polícia e do laudo pericial final não foram confirmadas.
Em resumo
- Ruben apresentou duas queixas em 11 de outubro e novas queixas em 13 de outubro por suposta gravação não autorizada, divulgação e difamação.
- Sarwendah afirma que encurtou uma gravação de 27 minutos, mas não inventou os acontecimentos mostrados.
- O advogado dela diz que o interlocutor autorizou por escrito a publicação e pediu que seu rosto fosse desfocado.
- A polícia confirmou o recebimento da queixa anterior por difamação e a encaminhou para análise de crimes cibernéticos.
- A avaliação visual inicial de Abimanyu não encontrou indícios fortes de uso de IA, mas as análises digital e de áudio ainda não foram concluídas.
- A queixa separada sobre o e-mail trata do suposto acesso e da divulgação de material privado de Betrand.
- Sarwendah atribui a remoção do vídeo ao Instagram; os motivos detalhados da plataforma não foram esclarecidos.
- A audiência sobre a guarda estava marcada para 14 de outubro de 2026. Não foram anunciadas conclusões periciais definitivas nem uma determinação criminal.






