561 projetos, com refino de ouro predominando na produção
As zonas econômicas especiais do Cazaquistão atraíram 11,5 trilhões de tenge em investimentos em 561 projetos concluídos, criaram mais de 38 mil empregos e produziram bens avaliados em 15,9 trilhões de tenge, segundo dados divulgados pelo Ministério da Indústria e da Construção. As exportações corresponderam a 1,1 trilhão de tenge desse total.
Conteúdo
- 561 projetos, com refino de ouro predominando na produção
- Como os totais mais recentes se comparam aos de 2025
- Exportações representam cerca de 7% do valor da produção
- Polipropileno acrescenta um novo produto industrial
- Ouro e tubos industriais cumprem funções diferentes
- Têxteis passam do algodão aos produtos acabados
- Processamento de milho começa com uma fase de 500 mil toneladas
- Por que os números oficiais de zonas divergem
- Infraestrutura e fiscalização continuam centrais
- O que a próxima avaliação precisa esclarecer
- Principais pontos
A maior contribuição individual divulgada vem da refinaria de metais preciosos Tau-Ken Altyn, na zona Astana Nova Cidade. O valor informado de sua produção supera 8,8 trilhões de tenge, o equivalente a mais de 55% do total nacional, caso os números cubram o mesmo período. Essa concentração é importante para avaliar em que medida a produção total anunciada reflete uma ampla expansão industrial.
O ministério descreve uma rede de 18 zonas econômicas especiais, incluindo quatro criadas em 2025 e 2026. No entanto, a QazIndustry, instituição que coordena essas zonas, lista 17 em seu site oficial. Nenhuma das duas fontes explica a diferença nem fornece uma data de referência comum.
Os dados mais recentes aparecem em um relatório datado de 10 de outubro de 2026. Eles combinam totais acumulados de toda a rede de zonas com números de fábricas individuais medidos em períodos distintos. Um exemplo é a Kazakhstan Petrochemical Industries Inc., cuja produção de 366,2 bilhões de tenge corresponde especificamente ao primeiro semestre de 2026. Portanto, os totais nacionais não devem ser interpretados como produção ou investimento realizados somente naquele semestre.
A expansão abrange petroquímicos, metais preciosos, tubos industriais, tecidos de algodão e processamento de milho. Várias fábricas estão operando apenas sua primeira fase, o que torna necessário distinguir a produção já alcançada da capacidade e dos empregos previstos após a conclusão de novas obras.
Como os totais mais recentes se comparam aos de 2025
Em uma reunião de governo em 9 de setembro de 2025, presidida pelo primeiro-ministro Olzhas Bektenov, o ministro da Indústria e da Construção, Yersayin Nagaspayev, discutiu reformas no sistema de zonas. Na ocasião, as zonas haviam lançado 532 projetos, no valor de aproximadamente 10 trilhões de tenge.
O número mais recente, de 561 projetos, é 29 maior, um aumento de cerca de 5,5%. Os investimentos de 11,5 trilhões de tenge superam em aproximadamente 1,5 trilhão de tenge, ou 15%, o valor anterior, arredondado. Essas comparações indicam um portfólio maior de projetos, embora não demonstrem que todos os projetos adicionais ou compromissos de investimento tenham surgido entre os dois anúncios.
Os dados de setembro de 2025 incluíam 85 projetos com participação estrangeira e quase 800 bilhões de tenge em investimento estrangeiro direto. Esses 85 projetos representavam cerca de 16% dos 532 então anunciados. A atualização mais recente não apresenta um detalhamento equivalente, por isso não é possível determinar se a participação estrangeira aumentou.
As principais datas mostram como os anúncios se encaixam:
- 3 de julho de 2019: A Resolução do Governo nº 469 designou a QazIndustry como coordenadora única das zonas econômicas e industriais especiais.
- 2021: A QazIndustry informou produção anual de 1,2448 trilhão de tenge nas zonas e investimentos de 905,3 bilhões de tenge.
- 9 de setembro de 2025: O governo discutiu reformas nas zonas e um portfólio de 532 projetos lançados.
- Dezembro de 2025: A primeira fase do complexo têxtil de algodão Turkistan Tokyma entrou em operação.
- Primeiro semestre de 2026: A Kazakhstan Petrochemical Industries Inc. produziu bens no valor de 366,2 bilhões de tenge.
- 10 de outubro de 2026: Os totais mais recentes informados para a rede chegaram a 561 projetos e 11,5 trilhões de tenge em investimentos.
Exportações representam cerca de 7% do valor da produção
O valor de 1,1 trilhão de tenge em exportações corresponde a aproximadamente 6,9% dos 15,9 trilhões de tenge em produção informados. Essa proporção é calculada a partir de valores monetários, não mede o volume físico de bens vendidos ao exterior.
Os números mostram que as exportações representam uma parcela relativamente pequena do valor registrado da produção, embora o ministério apresente várias grandes fábricas como oportunidades para ampliar as vendas ao exterior. Não há detalhamento de quais zonas ou produtos geraram essas exportações, nem é informado um total anterior comparável.
O valor de 16 trilhões de tenge em produção, usado em uma das manchetes, é um arredondamento dos 15,9 trilhões de tenge mencionados no texto correspondente, e não uma estimativa separada. As incertezas mais relevantes dizem respeito aos períodos de apuração e ao equilíbrio entre a produção existente e a capacidade futura.
Polipropileno acrescenta um novo produto industrial
Na região de Atyrau, a Kazakhstan Petrochemical Industries Inc., conhecida como KPI, opera o primeiro complexo de química do gás do país, na zona econômica especial do Parque Tecnológico Petroquímico Industrial Nacional. Sua capacidade de projeto é de 500 mil toneladas de polipropileno por ano.
O polipropileno é um plástico usado em produtos como embalagens, fibras e componentes manufaturados. Produzi-lo transforma matérias-primas de hidrocarbonetos em um material industrial, em vez de vender essas matérias-primas sem processamento adicional. O ministério apresenta o complexo como um passo para desenvolver o polo químico de petróleo e gás do Cazaquistão.
A KPI registrou uma produção no valor de 366,2 bilhões de tenge no primeiro semestre de 2026. Isso estabelece o valor da produção em um período definido, mas a atualização não informa quantas toneladas foram produzidas, qual parcela da capacidade foi utilizada nem quanto foi exportado.
Os benefícios esperados são atender parte da demanda interna e ampliar as oportunidades de exportação. O número de capacidade anual, por si só, não demonstra se essas metas foram alcançadas. A capacidade descreve o que uma fábrica foi projetada para produzir, enquanto a produção efetiva depende do tempo de operação, da disponibilidade de matéria-prima e da demanda.
Ouro e tubos industriais cumprem funções diferentes
A Tau-Ken Altyn, situada na zona econômica especial Astana Nova Cidade, pode produzir anualmente 25 toneladas de ouro refinado e 50 toneladas de prata. O refino remove impurezas para que os metais preciosos atendam aos padrões exigidos para uso posterior ou venda.
O valor acumulado da produção da fábrica superou 8,8 trilhões de tenge. Em comparação com os 15,9 trilhões de tenge de produção total das zonas no país, essa é uma contribuição muito expressiva. No entanto, a atualização não informa uma data inicial comum para os dois totais nem os volumes anuais produzidos pela refinaria. Portanto, essa participação deve ser tratada como uma comparação condicional, não como uma medida precisa de sua contribuição em determinado ano.
Os metais preciosos também têm alto valor por tonelada. Seu peso no valor monetário total da produção não significa que representem proporção semelhante do emprego, do volume físico produzido ou do número de empresas em operação nas zonas.
Na zona Saryarka, a SMIT Central Asia fornece tubos e conexões para operações de petróleo e gás, serviços públicos e o setor de energia. A fábrica tem capacidade para 30 mil toneladas por ano e informou uma produção acumulada no valor de 33,64 bilhões de tenge.
Seus produtos incluem sistemas de tubulação com isolamento térmico, descritos como compatíveis com requisitos internacionais de qualidade. Eles atendem a uma necessidade industrial diferente do refino de ouro: fornecer equipamentos para redes que transportam fluidos e calor. A atualização não identifica as normas específicas nem informa um valor separado de exportações da fábrica.
Têxteis passam do algodão aos produtos acabados
A primeira fase da Turkistan Tokyma, complexo têxtil de algodão do grupo Lihua na zona econômica especial Turan, na região do Turquestão, foi inaugurada em dezembro de 2025. Ela criou 430 empregos.
Quando estiver em plena capacidade, o complexo deverá produzir anualmente 11,4 mil toneladas de fios, 47,3 milhões de metros quadrados de tecido, 2 milhões de jogos de cama e 4 milhões de cobertores. Esses são níveis de produção previstos para o complexo concluído, não resultados informados de sua primeira fase de operação.
O projeto conecta várias etapas da fabricação. O algodão é transformado em fios, os fios em tecido e o tecido em produtos têxteis acabados para o lar. Manter mais dessas etapas no Cazaquistão permite vender o algodão doméstico como produto manufaturado, em vez de apenas como matéria-prima agrícola.
O ministério aponta o crescimento das exportações como uma meta, mas a atualização não informa quando a plena capacidade será alcançada nem apresenta números da produção têxtil atual e das vendas ao exterior. O número de empregos confirmado é de 430; não foi informado um total de empregos previsto para o complexo concluído.
Processamento de milho começa com uma fase de 500 mil toneladas
Na região de Jambyl, a Shengtai Biotech, parte do grupo Fufeng, iniciou a primeira fase de uma fábrica de processamento de milho na zona econômica especial Jibek Joly. Essa fase foi projetada para processar 500 mil toneladas de milho por ano.
Entre os produtos previstos estão amido, aminoácidos e aditivos para ração. O processamento separa ou transforma componentes da safra em insumos usados por outras indústrias, criando para o milho um caminho até produtos que vão além do grão não processado.
O projeto pretende ampliar o processamento de matérias-primas agrícolas e as exportações de bens com maior valor agregado. Valor agregado é o valor criado pelo processamento, além do preço de venda da safra. O anúncio não quantifica esse valor nem identifica destinos de exportação confirmados.
Está prevista a criação de aproximadamente 1,5 mil empregos permanentes após a conclusão de todas as fases. Esse número é uma meta de emprego para o complexo concluído, não uma contagem de pessoas que já trabalham na primeira fase. Não foi informado um cronograma para a conclusão das etapas restantes.
Por que os números oficiais de zonas divergem
O panorama oficial das zonas da QazIndustry identifica a instituição como coordenadora das zonas econômicas e industriais especiais do Cazaquistão. A página lista 17 zonas econômicas especiais e 67 zonas industriais em operação no país, em comparação com o número mais recente de 18 zonas econômicas especiais informado pelo ministério.
As duas categorias são apresentadas separadamente. As 67 zonas industriais não devem ser somadas ao número de zonas econômicas especiais nem consideradas incluídas nos mesmos totais de produção sem esclarecimentos adicionais.
A QazIndustry descreve suas responsabilidades como desenvolver e promover as zonas, torná-las mais atraentes para investidores, apoiar empresas administradoras e residentes e aprimorar a regulamentação jurídica e os processos de negócios. Seu papel de coordenação foi estabelecido pela Resolução do Governo nº 469, de 3 de julho de 2019.
O número do ministério pode refletir uma data de apuração diferente da usada no site, mas essa explicação não foi confirmada. As quatro zonas descritas como recém-criadas em 2025 e 2026 não são identificadas individualmente no resumo nacional, o que impede uma conciliação direta dos dois números.
Infraestrutura e fiscalização continuam centrais
O relatório anual de 2021 da QazIndustry registra produção de 1.244,8 bilhões de tenge, diante de uma meta de 1.244,7 bilhões de tenge. Também informa investimentos de 905,3 bilhões de tenge e a destinação de 387,1 bilhões de tenge do orçamento estatal à infraestrutura das zonas.
A infraestrutura estava em diferentes estágios de conclusão, e seis zonas ou subzonas especificadas constavam como totalmente concluídas. O relatório também registrou 226 participantes cadastrados durante o período de apuração, mais de 42% deles associados à Astana Nova Cidade. Esses números de participantes não são diretamente comparáveis com o total mais recente de projetos de investimento concluídos.
O relatório afirma que cada zona econômica especial passou por uma análise. Entre as mudanças propostas estavam reavaliar a duração dos regimes das zonas, rever as condições para a concessão de benefícios, aprimorar a administração com foco nas exportações de produtos manufaturados e reforçar o controle da execução dos projetos.
Essas preocupações voltaram à pauta na reunião de governo de setembro de 2025. O governo planejava outra avaliação abrangente do desempenho, um monitoramento mais rigoroso das obrigações dos investidores e um modelo que permitiria a empresas estrangeiras administrar determinadas zonas.
O ministro da Indústria e da Construção, Yersayin Nagaspayev, explicou o objetivo das reformas propostas:
"Nosso objetivo é criar um ambiente mais competitivo aprimorando os modelos de gestão, ampliando as parcerias com investidores estrangeiros e garantindo o monitoramento eficiente das obrigações", disse Nagaspayev.
A repetição das propostas de avaliação e monitoramento torna a execução um tema central, ao lado da atração de investimentos. Os totais mais recentes de projetos não mostram se o modelo de gestão proposto foi adotado nem quais foram os resultados da avaliação de desempenho subsequente.
O que a próxima avaliação precisa esclarecer
Os dados mais recentes documentam um portfólio industrial maior, mas deixam sem resposta várias questões: períodos de apuração comuns, produção anual por zona, destinos das exportações, utilização das fábricas e número de vagas já preenchidas em projetos ainda em desenvolvimento.
O número de produção anual de 2021 não pode ser usado como base direta para calcular o crescimento até o total mais recente de 15,9 trilhões de tenge. Um corresponde à produção de um único ano; o outro é apresentado como resultado acumulado, sem uma data inicial definida. Compará-los como períodos equivalentes exageraria o que os números demonstram.
A reunião de setembro de 2025 também colocou a reforma das zonas ao lado de planos para pelo menos três grandes projetos de materiais críticos, incluindo materiais para baterias, ligas, componentes semicondutores e processamento de ímãs permanentes. Esses planos indicam uma agenda industrial mais ampla, mas o anúncio não confirma que os projetos estejam incluídos nos 561 projetos mais recentes das zonas.
Não foram especificados uma próxima audiência, uma data para a publicação de uma nova avaliação nem um prazo para que os complexos têxtil e de processamento de milho atinjam sua plena capacidade. A próxima avaliação relevante precisará separar os investimentos concluídos e a produção em operação das metas, além de conciliar o número oficial de zonas.
Principais pontos
- O ministério informa 561 projetos concluídos, 11,5 trilhões de tenge em investimentos e mais de 38 mil empregos.
- A produção registrada totaliza 15,9 trilhões de tenge, incluindo 1,1 trilhão de tenge em exportações, cerca de 6,9% do total.
- O número mais recente de projetos é 29 maior que os 532 informados em setembro de 2025.
- A Tau-Ken Altyn informa produção superior a 8,8 trilhões de tenge, embora não sejam especificados períodos de apuração coincidentes.
- A KPI produziu bens no valor de 366,2 bilhões de tenge no primeiro semestre de 2026.
- Os complexos têxtil e de processamento de milho iniciaram suas fases iniciais; as metas de produção total e emprego ainda são projeções.
- O ministério contabiliza 18 zonas econômicas especiais, enquanto o panorama oficial da QazIndustry lista 17.






