Sociedade Asiática Real realizará palestra histórica sobre as benevolentes tradições dos dragões da Coreia

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Sociedade Asiática Real realizará palestra histórica sobre as benevolentes tradições dos dragões da Coreia

As criaturas benevolentes da mitologia coreana

Em 28 de abril de 2026, a filial coreana da Sociedade Asiática Real realizará uma palestra que desafia a visão ocidental dos dragões como monstros que cospem fogo e acumulam ouro em cavernas escuras. O pesquisador americano David A. Mason apresentará sua obra mais recente, "K-Dragons: DaeHanYong — Korea's Dragon Traditions and their Yong-wang Monarchs", em sua 18ª palestra para a sociedade. O evento promete mostrar como a mitologia coreana dos dragões difere fundamentalmente das tradições europeias, associando essas criaturas míticas à misericórdia, à solidariedade, à empatia e ao amor, em vez de à destruição e à ganância.

Conteúdo
  1. As criaturas benevolentes da mitologia coreana
  2. O Rei Dragão na arte budista
  3. David A. Mason: quatro décadas de pesquisa sobre a cultura coreana
  4. Um marco editorial
  5. A filial coreana da Sociedade Asiática Real
  6. Descobrindo as raízes antigas de Gangnam
  7. Como participar dos eventos
  8. Principais pontos

Mason, que se aposentou recentemente do cargo de professor de turismo cultural na Universidade Sejong, passou mais de quatro décadas estudando as tradições espirituais da Coreia. Seu novo livro é o primeiro estudo abrangente das tradições coreanas dos dragões disponível em qualquer idioma e terá dois volumes. A palestra de 28 de abril será dedicada especificamente ao Rei Dragão, conhecido como Yongwang, e a suas representações na arte budista coreana, nas quais a criatura costuma aparecer ao lado do Bodisatva da Compaixão.

O Rei Dragão na arte budista

A relação entre o Rei Dragão e o Bodisatva da Compaixão, conhecido em coreano como Gwaneum, é um tema central da pesquisa de Mason. Na iconografia budista encontrada por toda a Coreia, o Rei Dragão aparece frequentemente ao lado dessa figura compassiva e, às vezes, é retratado carregando a divindade nas costas. Essa imagem representa uma complexa síntese religiosa que se desenvolveu ao longo dos séculos, à medida que o budismo coreano incorporou divindades populares xamânicas e taoistas à sua cultura visual.

Mason pretende explorar como essa integração ocorreu e o que ela revela sobre a evolução da arte religiosa coreana. A palestra examinará a complexa relação entre essas figuras e mostrará como a iconografia budista coreana se desenvolveu com a incorporação de divindades populares xamânicas e taoistas. Os participantes terão novas perspectivas sobre como essas tradições artísticas podem inspirar a reflexão espiritual ao observar obras de arte em templos.

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Um exemplo marcante ilustra a fragilidade desse patrimônio cultural. Em 1983, Mason fotografou uma pintura em um templo de Haein, no Parque Nacional de Gayasan, que mostrava o Rei Dragão em seu trono, enquanto um menino servo recebia o Bodisatva da Compaixão. Quando voltou, em 1986, a pintura havia desaparecido. Funcionários do templo lhe disseram que ela fora queimada durante uma campanha para eliminar influências xamânicas dos locais budistas.

David A. Mason: quatro décadas de pesquisa sobre a cultura coreana

David Alan Mason, nascido em Detroit em 1957, conheceu a Coreia em 1982, quando trabalhava como professor de inglês. A experiência despertou uma fascinação duradoura pelas tradições ligadas às montanhas e pelas práticas espirituais do país. Ele se mudou definitivamente para a Coreia em 1986 e, mais tarde, concluiu o mestrado em Estudos Coreanos na Universidade Yonsei, em 1997, com especialização na história das religiões tradicionais coreanas.

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Ao longo da carreira, Mason se tornou o principal especialista estrangeiro em Sansin, os espíritos das montanhas que ocupam santuários chamados Sansin-gak em templos budistas e aldeias por toda a península. Sua pesquisa sobre a cadeia montanhosa Baekdu-daegan, uma rede contínua de montanhas que define a geografia coreana, teve tamanha influência que, em 2011, o governo o nomeou embaixador honorário do sistema montanhoso Baekdu-daegan. Antes do início de seu trabalho, em 2005, esse importante conceito geográfico e espiritual era praticamente desconhecido fora da Coreia.

A carreira acadêmica de Mason incluiu passagens pela Universidade Nacional de Kangwon, pelo campus de Wonju da Universidade Yonsei, pelo Ministério da Cultura, dos Esportes e do Turismo da Coreia e pela Universidade Kyung Hee, antes de assumir um cargo na Universidade Sejong em 2014. Além da atuação acadêmica, ele teve um papel prático na divulgação da cultura coreana, ajudando a criar o programa Temple Stay em 2002, que permite a visitantes internacionais vivenciar a vida monástica. Também colaborou com o World Pilgrimage Guide e ajudou a desenvolver o projeto de peregrinação Trilha de Wonhyo em 2011.

Um marco editorial

"K-Dragons" é uma obra de referência nos estudos da cultura coreana. Segundo Mason, não existe livro semelhante em nenhum idioma, o que torna esta a primeira obra abrangente sobre as tradições singulares dos dragões da Coreia e seus monarcas Yong-wang. O trabalho terá dois volumes e analisará em detalhes a função dessas criaturas benevolentes nos contextos religiosos e culturais coreanos.

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"Não existe nenhum livro como este em qualquer idioma", disse Mason.

O livro se soma à bibliografia de dez obras publicadas por Mason, entre elas "Spirit of the Mountains: Korea's San-shin and Traditions of Mountain-Worship", "Solitary Sage: the Profound Life, Wisdom and Legacy of Go-un Choi Chi-won" e "An Encyclopedia of Korean Buddhism", escrito em coautoria com o venerável Hyewon. Exemplares estarão à venda durante a palestra de 28 de abril, permitindo que os participantes se aprofundem no tema após a apresentação.

A filial coreana da Sociedade Asiática Real

A próxima palestra será a 18ª contribuição de Mason à filial coreana da Sociedade Asiática Real, organização que serve como principal centro de Estudos Coreanos desde antes de 1900. A RAS Korea adota uma abordagem acadêmica acessível, oferecendo palestras duas vezes por mês no Somerset Palace, em Gwanghwamun, e organizando excursões econômicas pelo país e para o exterior.

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A sociedade funciona com o trabalho de voluntários e mantém os custos baixos para incentivar a participação ampla. Grupos de interesse especial abordam temas que vão da culinária coreana à fotografia, enquanto a série de palestras reúne especialistas como Mason para compartilhar conhecimentos específicos com residentes estrangeiros e coreanos interessados em seu próprio patrimônio cultural. Mason também colaborou com a revista da sociedade, Transactions, escrevendo sobre temas como os aspectos sagrados das montanhas Taebaek-san e Jirisan.

Descobrindo as raízes antigas de Gangnam

Antes da palestra de Mason, a RAS Korea oferece uma experiência cultural complementar, dedicada às dimensões históricas de um dos bairros mais modernos de Seul. Em 25 de abril de 2026, Jun Y.G. Shin conduzirá uma caminhada por Gangnam para revelar locais históricos escondidos entre os arranha-céus e centros comerciais que dominam a região ao sul do rio Han.

Embora o público internacional conheça Gangnam principalmente pela música satírica "Gangnam Style", do rapper PSY, o bairro abriga importantes tesouros históricos. Os participantes visitarão as Tumbas Reais de Seolleung, uma tranquila área verde que preserva túmulos centenários da dinastia Joseon, além do templo Bongeun, um dos maiores e mais movimentados templos budistas de Seul. O passeio também inclui o Coex, um marco da Seul contemporânea, criando um contraste entre a Coreia antiga e a moderna.

Desde o sucesso estrondoso da música satírica de um rapper coreano corpulento chamado PSY, a expressão 'Gangnam Style' ganhou fama mundial", escreveu Shin em um convite publicado na internet. "Mas Gangnam também tem outro lado. Em meio à agitação da área mais elegante e moderna de Seul, há recantos tranquilos, muito verde e vestígios do passado da Coreia.

É necessário se inscrever até 23 de abril, pois as vagas são limitadas. Os participantes devem se preparar para caminhar por cerca de quatro horas e usar calçados adequados. O grupo se encontrará na saída 10 da estação Seolleung, nas linhas 2 e Suin-Bundang, às 13h.

Como participar dos eventos

A palestra sobre K-Dragons será realizada em 28 de abril de 2026, às 19h20, no subsolo do Seoul Public Activities Center, próximo à saída 8 da estação Samgakji, nas linhas 4 e 6 do metrô de Seul. A entrada custa 10.000 won para o público em geral e 5.000 won para estudantes de todas as idades com documento de identificação válido. A entrada é gratuita para membros da RAS Korea. Mais informações e detalhes sobre as inscrições estão disponíveis em raskb.com.

A caminhada por Gangnam, em 25 de abril, custa 30.000 won para não membros e 25.000 won para membros da RAS Korea. Como o passeio inclui longos trechos a pé, os organizadores destacam a importância de usar calçados adequados para percorrer tanto as calçadas modernas quanto os caminhos dos locais históricos.

Principais pontos

  • David A. Mason fará sua 18ª palestra para a RAS Korea em 28 de abril de 2026, apresentando seu novo livro, "K-Dragons: DaeHanYong"
  • A obra é o primeiro estudo abrangente das tradições coreanas dos dragões publicado em qualquer idioma e terá dois volumes
  • Os dragões coreanos diferem de seus equivalentes europeus: simbolizam misericórdia, empatia e compaixão, e não destruição
  • A palestra examinará o Rei Dragão (Yongwang) e sua representação ao lado do Bodisatva da Compaixão na arte budista
  • Mason é autor de dez livros sobre a cultura coreana e ajudou a criar o programa Temple Stay em 2002
  • Uma caminhada por locais históricos de Gangnam, conduzida por Jun Y.G. Shin, será realizada em 25 de abril e incluirá as Tumbas Reais de Seolleung e o templo Bongeun
  • As inscrições para a caminhada por Gangnam se encerram em 23 de abril; não é necessário se inscrever com antecedência para a palestra, mas há cobrança de entrada
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