Malásia avalia novo sistema controverso para trabalhadores migrantes em meio a acusações de corrupção

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Malásia avalia novo sistema controverso para trabalhadores migrantes em meio a acusações de corrupção

Uma solução digital controversa para a crise trabalhista da Malásia

A Malásia está considerando adotar uma nova plataforma de recrutamento de trabalhadores estrangeiros desenvolvida pela Bestinet Sdn Bhd, empresa fundada por Aminul Islam Abdul Nor, cidadão malaio naturalizado originalmente de Bangladesh que acumulou uma fortuna administrando o fluxo de mão de obra migrante do país. O sistema proposto, chamado The Universal Recruitment Advanced Platform (Turap), é apresentado como uma solução de contratação direta que permitiria às empresas recrutar trabalhadores sem intermediários, que costumam cobrar taxas excessivas. No entanto, o plano enfrenta forte oposição de ativistas trabalhistas, ex-funcionários do governo e organismos internacionais, que acusam a Bestinet de facilitar uma rede que explorou centenas de milhares de trabalhadores bengaleses.

Conteúdo
  1. Uma solução digital controversa para a crise trabalhista da Malásia
  2. A empresa por trás do sistema
  3. Um histórico de exploração
  4. The Universal Recruitment Advanced Platform
  5. Mensagens contraditórias de Putrajaya
  6. Tensões diplomáticas com Bangladesh
  7. Alertas de defensores dos direitos trabalhistas
  8. O custo humano das falhas no recrutamento
  9. Principais pontos

A proposta surge em um momento delicado. Autoridades de Bangladesh pediram a extradição de Aminul Islam, conhecido como Amin, alegando que ele teve papel central em um sistema de recrutamento que extorquiu dinheiro dos trabalhadores de forma fraudulenta. Enquanto isso, o ministro de Recursos Humanos da Malásia, R. Ramanan, fez declarações contraditórias: primeiro refutou relatos sobre o novo sistema, classificando-os como "não verificados e imprecisos"; depois reconheceu que seu ministério não vê problema em a Bestinet desenvolver a plataforma. A confusão evidencia a complexidade de reformar um setor que gerou mais de US$ 100 milhões em lucros para as empresas de Amin na última década, enquanto mantinha trabalhadores em situação de servidão por dívida.

Pela proposta, a Bestinet receberia um contrato de 12 anos, que permitiria cobrar das empresas US$ 1.000 por solicitação de contratação de trabalhador estrangeiro, além de uma taxa por trabalhador equivalente a um mês de salário. Com 2,1 milhões de trabalhadores estrangeiros de baixa qualificação registrados na Malásia em agosto, o contrato representa uma oportunidade lucrativa. Críticos, porém, argumentam que dar mais poder a Amin contradiz a agenda anticorrupção do primeiro-ministro Anwar Ibrahim e pode consolidar ainda mais um sistema que a Organização das Nações Unidas descreveu como facilitador de ampla exploração trabalhista.

A empresa por trás do sistema

A Bestinet opera desde 2011 o Foreign Workers Centralised Management System (FWCMS), sistema digital da Malásia que administra solicitações de visto de 15 países que fornecem mão de obra ao país. A plataforma inclui módulos para exames de saúde, verificação de seguros e coleta de dados biométricos. Segundo materiais da empresa, o FWCMS foi criado para eliminar processos manuais e reduzir oportunidades de corrupção, minimizando as interações presenciais entre solicitantes e autoridades.

Aminul Islam fundou a Bestinet em 2008, depois de chegar à Malásia vindo de Bangladesh em 1988, aos 21 anos. Ao longo de três décadas, passou de prestador de serviços de moradia e transporte para trabalhadores migrantes a um dos contratantes de mão de obra mais influentes do país. Segundo registros corporativos, suas empresas geraram mais de US$ 100 milhões em lucros nos últimos dez anos. Em sua primeira entrevista à imprensa internacional, em julho, Aminul comparou seu sistema a uma rodovia e afirmou que não pode controlar como as pessoas dirigem nem ser responsabilizado quando autoridades aprovam solicitações fraudulentas ou agentes cobram valores excessivos dos trabalhadores.

No entanto, a Organização Internacional do Trabalho (OIT) analisou o sistema da Bestinet em 2013 e concluiu que ele não era "à prova de falhas na proteção dos migrantes contra taxas excessivas". Apesar dessas ressalvas, a Malásia adotou a plataforma em 2015, durante o mandato do ministro do Interior Ahmad Zahid Hamidi, que hoje ocupa o cargo de vice-primeiro-ministro. Naquele ano, a Malásia anunciou que recrutaria até 1,5 milhão de trabalhadores bengaleses, mas exigiu que todos os pedidos passassem por apenas 10 das mais de 1.000 agências de recrutamento de Bangladesh, na prática encerrando a concorrência aberta.

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Um histórico de exploração

O sistema de recrutamento atual criou o que defensores dos direitos trabalhistas chamam de ambiente predatório, em que todos lucram, menos os trabalhadores. Migrantes bengaleses pagaram taxas de recrutamento de até US$ 6.600 por pessoa, mais que o dobro do valor pago por trabalhadores indonésios e nepaleses, segundo agentes de recrutamento e um memorando de 2024 preparado para o primeiro-ministro Anwar pelo Madani Research Centre. Essas taxas costumam equivaler a 15 meses do salário mínimo da Malásia, forçando os trabalhadores a contrair dívidas que os impedem de deixar empregadores abusivos.

A International Migrants Alliance Asia Pacific identificou a Bestinet como "profundamente envolvida" nessa rede de exploração. Em comunicado divulgado no início deste ano, a organização acusou os governos da Malásia e de Bangladesh de permitir "redes de tráfico de pessoas, agências corruptas e grupos apoiados pelo Estado que lucram com o trabalho e o sofrimento dos pobres". O grupo exigiu o fim imediato da exploração e a criação de uma força-tarefa conjunta de indenização para mais de 500 mil trabalhadores bengaleses retidos e explorados.

As acusações de corrupção se estendem por todo o sistema. Segundo uma investigação da Bloomberg publicada em janeiro, mais de uma dúzia de autoridades atuais e ex-integrantes do governo disseram que figuras da elite governista da Malásia têm conhecimento das irregularidades no recrutamento, mas não tomam providências porque várias partes se beneficiam das taxas. Em 2024, a polícia de Bangladesh prendeu dezenas de agentes de recrutamento selecionados durante uma investigação sobre lavagem de dinheiro e extorsão. Segundo as acusações, Ruhul Amin, proprietário da agência Catharsis International, cobrava "taxas de cartel" de aproximadamente US$ 1.350 por trabalhador, acumulando mais de US$ 1 bilhão ao longo de uma década. A Interpol de Bangladesh escreveu às autoridades malaias pedindo a extradição de Aminul Islam e o acusando de ter papel fundamental em um sistema que submeteu trabalhadores a "tortura física e psicológica".

A ex-chefe da Comissão Anticorrupção da Malásia, Latheefa Koya, descreveu a situação como corrupção institucional, na qual "todos ficam com uma parte, e os trabalhadores pagam". Ela classificou os casos mais extremos como tráfico de pessoas e observou que os trabalhadores que chegam ao país e descobrem que os empregos não existem enfrentam uma escolha impossível entre a deportação e a entrada na economia clandestina da Malásia.

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The Universal Recruitment Advanced Platform

O sistema Turap proposto representa uma tentativa da Bestinet de se voltar ao recrutamento direto, eliminando por completo os agentes licenciados. Segundo fontes a par do assunto, a plataforma teria um portal digital em que empregadores poderiam se cadastrar diretamente para encontrar funcionários em Bangladesh e em outros países de origem. Aminul Islam apresentou a proposta como uma solução que eliminaria os agentes e reduziria os custos de recrutamento, podendo até tornar o primeiro-ministro Anwar Ibrahim candidato ao Prêmio Nobel da Paz de 2027.

Nosso objetivo, daqui a 36 meses, é o Prêmio Nobel. Esse é o nosso objetivo. E vamos conquistá-lo.

Aminul fez essa declaração durante uma entrevista em julho, enquanto apresentava o novo sistema. Ele não confirmou se Anwar havia visto os materiais e afirmou apenas: "esta é a proposta que fizemos".

No entanto, três autoridades informadas sobre o assunto manifestaram preocupação de que o recrutamento direto possa ser difícil para grandes empresas que buscam trazer milhares de trabalhadores de uma só vez. Elas também temem que a eliminação dos agentes licenciados leve o negócio de recrutamento para a clandestinidade, dificultando, em vez de facilitar, a fiscalização. Além disso, intermediários poderiam continuar operando nos países de origem, onde a capacidade de fiscalização da Malásia é limitada.

A estrutura proposta para o contrato de 12 anos despertou preocupação especial entre autoridades. A Bestinet cobraria das empresas US$ 1.000 por solicitação, além de um mês de salário por trabalhador, criando uma fonte de receita que pode chegar a centenas de milhões de dólares, dada a dependência da Malásia da mão de obra estrangeira. Três pessoas familiarizadas com as discussões disseram que várias autoridades atuais e ex-integrantes do governo manifestaram reservas quanto a conceder a Aminul um contrato tão lucrativo e de longo prazo, bem como a influência adicional que ele lhe proporcionaria.

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Mensagens contraditórias de Putrajaya

O ministro de Recursos Humanos, Ramanan Ramakrishnan, enviou sinais conflitantes sobre o sistema Turap. No início de fevereiro, mencionou em entrevista ao jornal The Star um novo sistema de recrutamento baseado em tecnologia e disse que a Malásia esperava adotá-lo até meados de 2026, mas não revelou o envolvimento da Bestinet. Quando a Bloomberg noticiou em abril que a Malásia planejava adotar especificamente o sistema da Bestinet, Ramanan negou veementemente a informação.

É chocante para mim que pareçam saber mais sobre o sistema proposto do que eu. Ainda não apresentei nada ao Gabinete, mas eles conseguem explicá-lo em detalhes.

Ramanan classificou a reportagem da Bloomberg como "irresponsável e antiética" durante um debate do Concorde Club na Wisma Bernama. Ele insistiu que não havia apresentado nenhuma proposta ao Gabinete e chamou de "totalmente falsa" a informação sobre uma taxa de US$ 1.000 por trabalhador, ressaltando seu compromisso com o "custo migratório zero" para os trabalhadores.

Mas, dias depois, Ramanan reconheceu que seu ministério não via problema em nomear a Bestinet para desenvolver o sistema, com base em seus 15 anos de experiência. "Ainda estamos em discussão. Depois disso, apresentarei um documento ao Gabinete. No momento, não vejo problema em adotar a Bestinet como desenvolvedora do sistema", disse ao New Straits Times. Ele defendeu o desempenho da empresa, observando que o FWCMS resistiu a ataques cibernéticos durante a pandemia de Covid-19 e recebeu um prêmio das Nações Unidas.

Essa contradição reflete divisões mais profundas dentro do governo. Ramanan, que se tornou ministro de Recursos Humanos em uma reformulação ministerial em dezembro, substituiu Steven Sim, que havia questionado a proposta da Bestinet por temer a concentração de ainda mais poder nas mãos de Aminul. O processo exige o acordo do Ministério do Interior e a aprovação do Gabinete, o que indica que o debate continua nos mais altos níveis.

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Tensões diplomáticas com Bangladesh

O sistema proposto complicou a relação diplomática da Malásia com Bangladesh, sua principal fonte de mão de obra de baixa qualificação. Em abril de 2025, o Ministério de Recursos Humanos da Malásia enviou uma carta ao Ministério do Bem-Estar dos Expatriados de Bangladesh pedindo a Dhaka que revisasse e retirasse "alegações sem fundamento" de irregularidades, para melhorar a classificação da Malásia no Relatório sobre Tráfico de Pessoas (TIP) dos Estados Unidos.

Azman Mohd Yusof, secretário-geral do ministério malaio, escreveu que as alegações de tráfico de pessoas e lavagem de dinheiro haviam "afetado a reputação da Malásia" e pediu a Bangladesh que impedisse "a reabertura de casos arquivados por meio de um mecanismo formal". O pedido foi feito semanas antes de reuniões de alto nível entre Saifuddin Nasution Ismail, ministro do Interior da Malásia, e autoridades de Bangladesh sobre a retomada do recrutamento de trabalhadores, suspenso pela Malásia em maio de 2024 após relatos de excesso de oferta de mão de obra e corrupção.

Apesar dessas iniciativas diplomáticas, as autoridades de Bangladesh não retiraram o pedido de extradição de Aminul Islam. Em outubro, Saifuddin afirmou que a polícia malaia continua em contato com seus homólogos bengaleses, mas não foram apresentadas acusações contra Aminul em nenhum dos dois países. A situação jurídica indefinida do fundador da Bestinet paira sobre qualquer negociação de um novo contrato.

Ativistas trabalhistas observam que a Malásia está atualmente no Nível 2 do Relatório TIP dos EUA, uma classificação com implicações comerciais significativas. Andy Hall, ativista trabalhista baseado no Nepal que documentou extensivamente a situação dos trabalhadores migrantes na Malásia, argumentou que a "incapacidade sistêmica da Malásia de combater de forma significativa o tráfico de trabalhadores" justifica uma rebaixamento imediato ao Nível 3, o que poderia levar à imposição de sanções.

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Alertas de defensores dos direitos trabalhistas

Organizações da sociedade civil e especialistas em políticas públicas manifestaram forte oposição ao contrato proposto com a Bestinet. O ex-deputado por Klang Charles Santiago e a analista de políticas públicas V. Aishwarya divulgaram uma declaração conjunta questionando se um sistema baseado em inteligência artificial pode resolver falhas de governança que persistem há décadas.

O rótulo de IA não corrige automaticamente falhas de governança. Que salvaguardas impedirão que essa nova plataforma tenha o mesmo destino?

Santiago e Aishwarya observaram que o contrato do FWCMS foi concedido originalmente sem um processo adequado de licitação aberta e que o sistema operou por seis anos sem contrato. Eles exigiram saber se a nova plataforma de IA passaria por um processo transparente de contratação pública ou seria fruto de negociação direta. Também questionaram como o sistema rastrearia intermediários informais que operam em vilarejos rurais de Bangladesh e cobram taxas fora dos canais oficiais.

A International Migrants Alliance pediu aos dois governos que eliminem o que descreve como "taxas de recrutamento desnecessárias" e desfaçam o monopólio da Bangladesh Association of International Recruiting Agencies (BAIRA). A organização argumenta que, enquanto continuarem as parcerias com agências privadas e grupos de recrutamento, os abusos se multiplicarão, independentemente dos avanços tecnológicos.

O ex-primeiro-ministro Mahathir Mohamad, que já tentou reformar o sistema de trabalhadores migrantes, reconheceu que a mudança é difícil, dado o número de partes que se beneficiam financeiramente. "Isso envolve muitas camadas de pessoas", afirmou. "Até ministros."

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O custo humano das falhas no recrutamento

Por trás dos debates sobre políticas públicas e das negociações de contratos, há histórias pessoais de sofrimento. Shofiqul Islam, trabalhador rural bengalês de 34 anos, tomou emprestados US$ 4.400 para conseguir um emprego na construção civil na Malásia, valor equivalente, em relação aos salários locais, ao que um americano poderia pagar por um emprego de US$ 140 mil. Um representante de seu empregador, a Petrazehra Bhd., foi buscá-lo no aeroporto e o deixou em um prédio em ruínas nos arredores de Kuala Lumpur, com colchões gastos, saneamento precário e nenhum trabalho.

Não se preocupe. O trabalho vai aparecer muito em breve.

Shofiqul disse essas palavras à esposa em uma chamada de vídeo em 4 de fevereiro de 2024, escondendo o desespero após 147 dias de espera. Seu visto venceu enquanto o empregador permanecia em silêncio. Na manhã seguinte, ele ficou sem ar e teve convulsões. Morreu cercado por colegas de quarto que também haviam pago por empregos inexistentes; seu corpo foi levado por uma ambulância, enquanto a viúva e os filhos continuavam sem saber das circunstâncias.

O caso de Shofiqul exemplifica o que a ONU descreveu como exploração sistemática. Seu empregador havia recebido autorização para recrutar 1.500 bengaleses, apesar de não registrar nenhuma receita havia dois anos. Autoridades de Bangladesh estimam que pelo menos 8.000 trabalhadores não receberam os empregos prometidos nos últimos anos, embora autoridades malaias indiquem que o número real chega a dezenas de milhares. Quem chega e descobre que o emprego é falso não pode pedir ajuda sem correr o risco de ser deportado, o que leva muitos a entrar na economia informal clandestina da Malásia, onde a exploração se intensifica.

Desde 2019, autoridades dos Estados Unidos aplicaram sanções a oito empresas malaias por suposto uso de trabalho forçado, explorando trabalhadores por meio da servidão por dívida e da intimidação. Fornecedores malaios de grandes empresas globais também foram alvo de escrutínio semelhante. Um elemento comum nesses casos são os trabalhadores bengaleses sobrecarregados por dívidas de recrutamento das quais não conseguem escapar.

Principais pontos

  • A Malásia está considerando um contrato de 12 anos com a Bestinet Sdn Bhd para operar o The Universal Recruitment Advanced Platform (Turap), um sistema de contratação direta de trabalhadores estrangeiros
  • O fundador da Bestinet, Aminul Islam, é alvo de pedidos de extradição da polícia de Bangladesh, que o acusa de facilitar um sistema que extorquiu trabalhadores migrantes de forma fraudulenta
  • O ministro de Recursos Humanos, Ramanan Ramakrishnan, fez declarações contraditórias: primeiro negou relatos sobre a proposta da Bestinet; depois afirmou que seu ministério não vê problema em a empresa desenvolver o sistema
  • O contrato proposto cobraria das empresas US$ 1.000 por solicitação, além de um mês de salário por trabalhador, gerando uma receita significativa diante dos 2,1 milhões de trabalhadores estrangeiros registrados na Malásia
  • Trabalhadores bengaleses pagam atualmente até US$ 6.600 em taxas de recrutamento, mais que o dobro do valor pago por trabalhadores de outros países, muitas vezes por empregos que não existem
  • A Malásia pediu a Bangladesh que retirasse "alegações sem fundamento" de tráfico de pessoas para proteger sua classificação no Relatório sobre Tráfico de Pessoas dos EUA
  • Ativistas trabalhistas e ex-integrantes do governo alertam que soluções tecnológicas não conseguem resolver falhas de governança e corrupção arraigada no sistema de recrutamento
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