Além dos modelos ocidentais: megacidades asiáticas constroem seus próprios futuros urbanos

16 min de leitura
Além dos modelos ocidentais: megacidades asiáticas constroem seus próprios futuros urbanos

Um novo paradigma para a urbanização asiática

A rápida urbanização da Ásia há muito é analisada sob lentes ocidentais, e modelos de desenvolvimento são frequentemente importados da Europa ou da América do Norte. No entanto, à medida que as cidades asiáticas continuam crescendo em ritmo sem precedentes, planejadores e pesquisadores reconhecem cada vez mais que essas gigantes urbanas exigem abordagens próprias, adaptadas a seus contextos culturais, econômicos e ambientais singulares. Benjamin Bansal, historiador econômico especializado no Japão do pós-guerra e consultor do Departamento de Assuntos Econômicos e Sociais das Nações Unidas, observa que "Jacarta, hoje a maior área urbana funcional do mundo, enfrenta uma versão da mesma tensão entre a vida cotidiana nos bairros e a infraestrutura de grande escala que um dia definiu Tóquio". Essa observação sintetiza uma verdade fundamental: as cidades asiáticas enfrentam desafios semelhantes, mas precisam desenvolver soluções adequadas a seus contextos por meio do aprendizado intrarregional, em vez de adotar indiscriminadamente paradigmas ocidentais.

Conteúdo
  1. Um novo paradigma para a urbanização asiática
  2. A dinâmica de aprendizado entre Tóquio e Jacarta
  3. Circulação de políticas e aprendizado entre regiões
  4. Padrões de expansão urbana no Leste Asiático
  5. Desafios ambientais e resiliência climática
  6. Novos modelos urbanos e abordagens de planejamento
  7. A importância geopolítica das megacidades asiáticas
  8. Tecnologia e inovação na gestão urbana
  9. Dimensões sociais: desigualdade, resiliência e vitalidade
  10. O essencial

A escala demográfica da urbanização asiática, por si só, exige novas abordagens. Sete das 10 maiores cidades do mundo ficam na Ásia, entre elas Tóquio, Déli, Xangai e Daca. Esses centros urbanos reúnem populações e densidades que superam em muito as de suas equivalentes ocidentais. Todo o corredor Nordeste dos Estados Unidos — Boston, Nova York e Washington somadas — tem aproximadamente 60 a 70 milhões de habitantes, número comparável ao da Grande Baía da China. Diferenças dessa magnitude fazem com que soluções ocidentais muitas vezes sejam insuficientes ou inadequadas para os contextos asiáticos, o que impulsiona a necessidade de modelos de desenvolvimento urbano específicos para a região.

Essa mudança, que afasta o planejamento urbano de uma perspectiva centrada no Ocidente, ganhou força em toda a Ásia, e as cidades cada vez mais buscam inspiração e aprendizados umas nas outras. Da reprodução do modelo chinês de Zona Econômica Especial (ZEE) na Índia à adaptação de práticas japonesas de arborização urbana em Dalian, o que pesquisadores chamam de "urbanismo intra-asiático" tornou-se um fenômeno crescente. Essa troca de ideias reconhece as características compartilhadas pelas cidades asiáticas, sem ignorar seus contextos culturais e históricos próprios.

Publicidade

A dinâmica de aprendizado entre Tóquio e Jacarta

A relação entre Tóquio e Jacarta oferece lições valiosas sobre como as cidades asiáticas podem aprender com as experiências umas das outras. Após passar por uma reconstrução em larga escala depois da Segunda Guerra Mundial e administrar um crescimento explosivo durante seu milagre econômico, Tóquio enfrentou tensões entre preservar a vida urbana na escala dos bairros e executar grandes projetos de infraestrutura. Essa tensão define hoje a paisagem urbana de Jacarta, que enfrenta desafios semelhantes em uma escala ainda maior.

A experiência de Tóquio oferece várias lições para Jacarta. A capital japonesa administrou seu crescimento com sucesso por meio de uma combinação de expansão vertical, transporte público eficiente e preservação do comércio e dos serviços nos bairros. Em vez de demolir e reconstruir distritos por completo, Tóquio muitas vezes permitiu um desenvolvimento gradual, que manteve as redes sociais enquanto modernizava a infraestrutura aos poucos. Essa abordagem preservou a vibrante cultura das ruas que caracteriza muitas cidades asiáticas, mesmo com os arranha-céus transformando o horizonte urbano.

Jacarta, por sua vez, oferece lições valiosas sobre como administrar a rápida urbanização em um ambiente tropical e costeiro. Como a maior área urbana funcional do mundo, a cidade enfrenta desafios extremos relacionados a inundações, congestionamentos e assentamentos informais. A maneira como a cidade lida com esses problemas — em especial suas soluções inovadoras para administrar a água e o transporte — oferece aprendizados que podem ser valiosos para outras cidades asiáticas em rápido crescimento e sob pressões semelhantes.

A comparação entre essas duas metrópoles destaca a importância de um planejamento urbano sensível ao contexto. O que funcionou em Tóquio não pode ser simplesmente transferido para Jacarta, mas os princípios fundamentais de equilibrar a vida nos bairros com a infraestrutura de grande escala oferecem um valioso referencial, adaptável às condições locais.

Publicidade

Circulação de políticas e aprendizado entre regiões

A transferência de modelos de desenvolvimento urbano entre países asiáticos representa uma tendência importante que pesquisadores chamam de "circulação de políticas". Diferentemente da transferência tradicional de políticas, que concebe seu deslocamento como uma seleção cuidadosa e aplicação de boas práticas por tomadores de decisão racionais, a pesquisa sobre circulação de políticas adota uma abordagem mais sensível à geografia, que enfatiza os contextos socioespaciais e o caráter relacional da formulação de políticas.

Um exemplo notável desse fenômeno é a reprodução do modelo chinês de Zona Econômica Especial (ZEE) na Índia. Depois que o ministro do Comércio da Índia, Murasoli Maran, visitou Shenzhen em 2000 e a descreveu como "uma revelação", o país começou a implementar novas regras para a criação de zonas privadas inspiradas na abordagem chinesa. Um relatório do governo descreveu explicitamente a Lei das ZEEs de 2005 como "um catalisador do crescimento, seguindo o modelo das ZEEs da China", com o objetivo de "ajudar a Índia a reproduzir a história de sucesso chinesa de rápida industrialização".

No entanto, como pesquisadores documentaram, esse processo de adaptação esteve longe de ser simples. O contexto indiano — com estruturas de propriedade da terra, regulamentações trabalhistas e normas socioculturais diferentes — produziu resultados muito distintos dos obtidos com o modelo chinês. Enquanto as ZEEs da China foram em grande parte desenvolvidas pelo Estado e estrategicamente instaladas em áreas subdesenvolvidas, as zonas da Índia são predominantemente desenvolvidas pelo setor privado e muitas vezes ficam em regiões já desenvolvidas.

Os modelos não podem ser reproduzidos de maneira direta, e defendemos que se dê mais atenção aos resultados das tentativas de reprodução, em particular às implicações para o desenvolvimento urbano da adaptação seletiva, complexa e multinível de um 'modelo' chinês e de sua interação com os contextos locais indianos.

Essa experiência reforça um princípio importante para as cidades asiáticas: aprender umas com as outras exige adaptação, não imitação. O sucesso da transferência de políticas depende de compreender o conjunto complexo de atores, componentes e resultados associados a qualquer modelo urbano e, em seguida, adaptar esses elementos cuidadosamente aos contextos locais.

Publicidade

Padrões de expansão urbana no Leste Asiático

Pesquisas recentes que analisaram os padrões de expansão urbana em três megacidades do Leste Asiático — Pequim, Seul e Tóquio — oferecem informações valiosas sobre como essas cidades evoluíram de maneiras distintas, apesar de enfrentarem pressões semelhantes. O estudo, que analisou a expansão urbana horizontal e vertical do fim dos anos 1980 até meados da década de 2010, revelou que as três cidades cresceram tanto horizontal quanto verticalmente, mas com diferenças importantes em seus padrões de expansão.

Seul quase dobrou sua área de edifícios de altura média ou superior entre 2002 e 2015, o que indica uma densificação vertical significativa. Pequim manteve tanto o rápido crescimento vertical quanto uma ampla expansão horizontal entre 2001 e 2014, refletindo sua fase de desenvolvimento acelerado. Tóquio, uma megacidade mais madura, apresentou um crescimento mais equilibrado, com expansão horizontal limitada por restrições geográficas e padrões de desenvolvimento já consolidados.

Esses padrões distintos refletem não apenas as diferentes etapas de desenvolvimento dessas cidades, mas também seus contextos geográficos e suas abordagens de políticas públicas. O estudo constatou que as três megacidades tendiam a se expandir horizontalmente no início e, depois, crescer verticalmente nas áreas já desenvolvidas — um padrão que pode oferecer lições valiosas para outras cidades asiáticas em rápido crescimento. Essa abordagem permite administrar estrategicamente a densidade, preservando algumas áreas e concentrando o desenvolvimento em outras.

A pesquisa também destacou que os moradores de áreas urbanas do Leste Asiático têm mais probabilidade de viver em edifícios de altura média ou superior perto dos centros urbanos, enquanto os moradores de áreas urbanas da América do Norte geralmente vivem em casas unifamiliares nos subúrbios. Essa diferença fundamental na forma urbana tem implicações importantes para o transporte, o consumo de energia e o impacto ambiental, sugerindo que as cidades asiáticas talvez sigam naturalmente trajetórias ótimas de desenvolvimento diferentes das de suas equivalentes ocidentais.

Publicidade

Desafios ambientais e resiliência climática

As megacidades asiáticas enfrentam desafios ambientais crescentes devido à rápida urbanização e às mudanças climáticas, sobretudo as situadas em regiões costeiras fluviais. Pesquisas sobre Carachi, no Paquistão — uma das megacidades mais populosas do mundo — apontam uma expansão urbana significativa: a área urbanizada passou de 13,4% para 23,7% da área total entre 1990 e 2020, ao mesmo tempo que diminuíram a cobertura vegetal, os corpos d'água e as zonas úmidas.

Essa transformação tem consequências profundas para a resiliência urbana. O estudo constatou que a erosão às margens do rio fez a área do rio Malir diminuir de 17,19 para 5,07 km² até 2020, um fator importante para as inundações urbanas durante a estação das monções. As projeções de risco de inundação indicam que as áreas urbanizadas serão as mais afetadas, e 66,65% delas poderão ficar alagadas até 2035.

A crise climática está levando muitas cidades asiáticas ao limite. Em 2024, temperaturas recordes atingiram o Sul e o Sudeste da Ásia — de Daca e Déli a Phnom Penh e Manila —, sobrecarregando a infraestrutura e os sistemas de saúde. O "efeito de ilha de calor urbana", que faz com que as cidades sejam mais quentes do que as áreas rurais ao redor, agrava essas condições, sobretudo para idosos e moradores de baixa renda em assentamentos informais densamente povoados. Entre 2000 e 2019, quase metade de todas as mortes relacionadas ao calor no mundo ocorreu na Ásia e no Pacífico.

Um estudo sobre Jacarta projeta que, na década de 2050, o número de mortes de idosos relacionadas ao calor em agosto será de 12 a 15 vezes maior do que na década de 2010, em razão do envelhecimento da população e da elevação das temperaturas. Essas projeções destacam a necessidade urgente de estratégias de adaptação climática desenvolvidas especificamente para os contextos urbanos asiáticos.

Publicidade

Novos modelos urbanos e abordagens de planejamento

Em resposta a esses desafios, países asiáticos estão desenvolvendo modelos urbanos inovadores que rompem com os paradigmas ocidentais. A construção de uma nova capital pela Indonésia, Ibu Kota Nusantara (IKN), representa uma experiência ousada de criação, desde o início, de uma megacidade projetada para a sustentabilidade e a resiliência climática.

Embora seja apresentada como uma cidade sustentável, integrada aos ecossistemas tropicais, pesquisas sobre Nusantara mostram que, mesmo com seu projeto verde (67,75% do território destinado a áreas protegidas, incluindo florestas e parques urbanos), a nova capital ainda sofrerá os efeitos da ilha de calor urbana. O estudo indica que, em meados do século XXI, as temperaturas no início da noite deverão subir até 0,78°C apenas pela urbanização, 1,9°C pelo aquecimento global e 2,54°C quando os dois efeitos forem combinados. Essa constatação ressalta que mesmo cidades asiáticas planejadas com cuidado enfrentam desafios climáticos importantes.

Enquanto isso, a China está abrindo caminho para outra abordagem: dividir megacidades existentes em agrupamentos, cada um com um núcleo central cercado por cidades menores. Já estão em andamento planos para transformar regiões como o delta do Rio das Pérolas, em torno de Guangdong e Shenzhen, em unidades urbanas de escala realmente grandiosa — com quase 100 milhões de habitantes e potencial para ultrapassar essa marca. Esses agrupamentos urbanos incluem pelo menos uma cidade muito grande como núcleo central, rodeada por várias cidades menores que funcionam como extensões.

Consideramos os agrupamentos a forma mais sustentável de urbanização... em todos os sentidos.

Esse modelo de agrupamentos permite maior diversidade, pois cada cidade continua sendo um agente independente e pode mobilizar suas forças complementares em benefício da região por meio de uma integração inteligente. A abordagem representa uma reavaliação fundamental da forma urbana, que se distancia significativamente dos modelos ocidentais de desenvolvimento urbano.

Publicidade

A importância geopolítica das megacidades asiáticas

Além dos desafios imediatos de planejamento urbano, as megacidades asiáticas desempenham um papel crucial no cenário geopolítico do século XXI. O Chicago Council on Global Affairs destaca que "não é possível compreender a competição geopolítica no século XXI sem compreender a urbanização e as cidades".

Nas megacidades asiáticas, há uma estratificação acentuada e micropolíticas que variam conforme a igualdade e a desigualdade econômicas, o acesso a serviços e as diferentes organizações espaciais. Existe uma relação clara com a geopolítica, determinada pela função que diferentes componentes da cidade desempenham na conectividade econômica nacional e internacional e na integração às cadeias globais de suprimentos.

A história desse crescimento e dessa estratificação começa com as Zonas Econômicas Especiais (ZEEs). À medida que as populações urbanas da Ásia cresceram rapidamente ao longo do século XX, as ZEEs se tornaram uma estratégia deliberada para atrair investimentos, integrar os países às cadeias globais de suprimentos, ampliar a força de trabalho e aumentar a renda e a poupança. Shenzhen, declarada a primeira ZEE da China há pouco mais de 40 anos, exemplifica essa abordagem: a cidade cresceu de vila de pescadores a polo tecnológico global.

Esse padrão de desenvolvimento tem implicações geopolíticas. "A política industrial está na origem de qualquer história de ascensão de um império. Em muitos aspectos, isso remete à era colonial europeia e à maneira como as cidades se conectam às cadeias globais de suprimentos e sustentam o peso e a influência econômica crescentes de um país no mundo. Em outras palavras, o poder geopolítico começa com a construção de um império de cadeias de suprimentos, e isso começa com a construção de cidades."

Publicidade

Tecnologia e inovação na gestão urbana

As megacidades asiáticas recorrem cada vez mais a tecnologias avançadas para enfrentar desafios urbanos. A abordagem de Pequim para otimizar o espaço urbano com inteligência artificial é um exemplo de ponta de como a tecnologia pode apoiar o desenvolvimento urbano sustentável.

Pesquisadores desenvolveram um sistema de inteligência artificial para implementar o planejamento de inventário e redução urbana em Pequim. Utilizando o modelo de aprendizado profundo U-Net e imagens de sensoriamento remoto de alta frequência, analisaram a dinâmica dos espaços construídos entre 2018 e 2019. Os resultados revelaram uma redução significativa na área construída, que afetou principalmente áreas ambientalmente importantes, como terras agrícolas e espaços verdes urbanos.

Ao combinar métodos de regressão por florestas aleatórias com dados sobre espaços edificados desocupados, os pesquisadores elaboraram estratégias para otimizar e simular a distribuição de diferentes usos, incluindo a recuperação do cultivo e o reflorestamento em áreas não destinadas à construção, além de instalações residenciais, industriais e de serviços públicos nas áreas planejadas para receber obras. Essa abordagem representa uma integração sofisticada entre tecnologia, planejamento e políticas públicas, que poderia servir de modelo para outras megacidades submetidas a restrições espaciais semelhantes.

De maneira semelhante, pesquisadores de Shenzhen desenvolveram métodos inovadores para avaliar a vitalidade urbana, combinando megadados obtidos de redes sociais com modelos de acessibilidade espacial. Essa abordagem utiliza APIs de acesso aberto de plataformas chinesas — Dianping, Amap e Baidu Maps — em conjunto com o método de área de captação flutuante em duas etapas para avaliar as interações espaciais complexas entre pontos de interesse (POIs) e zonas residenciais.

Essas abordagens baseadas em tecnologia representam uma inovação distintamente asiática na gestão urbana, que aproveita a infraestrutura digital e o ecossistema de dados da região para enfrentar desafios urbanos de maneiras que as cidades ocidentais apenas começam a explorar.

Publicidade

Dimensões sociais: desigualdade, resiliência e vitalidade

Com o rápido crescimento das megacidades asiáticas, as dimensões sociais da urbanização se tornaram cada vez mais importantes. A Comissão Econômica e Social das Nações Unidas para a Ásia e o Pacífico (ESCAP) alerta que, sem reformas urgentes e inclusivas, o crescimento urbano descontrolado poderá aprofundar a desigualdade, sobrecarregar os serviços públicos e intensificar as tensões sociais e ambientais.

O aumento vertiginoso dos custos de moradia e a estagnação dos salários estão levando milhões de pessoas a favelas em expansão, altamente vulneráveis a eventos climáticos extremos. Esses assentamentos informais costumam ser os primeiros a enfrentar desastres relacionados ao clima e os últimos a receber serviços como saneamento ou assistência emergencial. "Quando a moradia se torna uma mercadoria, em vez de um lugar para viver, cria riscos sistêmicos para as economias urbanas e, por extensão, para as economias nacionais e até globais", observa a ESCAP.

As mudanças demográficas também estão transformando as cidades asiáticas. Até 2050, a população idosa da região deverá quase dobrar, chegando a 1,3 bilhão. Com a queda das taxas de natalidade e a desaceleração da migração rural, algumas cidades começam até a encolher, pressionando os planejadores a adaptar a infraestrutura e os serviços às necessidades dos moradores idosos.

Pesquisas sobre vitalidade urbana em cidades de alta densidade, como Shenzhen, oferecem pistas sobre como criar ambientes urbanos mais inclusivos. O estudo constatou que comunidades com alta vitalidade se caracterizam por uma variedade de serviços e estabelecimentos concentrados em áreas densas, incluindo restaurantes, centros comerciais e hotéis. Essas áreas apresentam densidades populacionais maiores e uso mais eficiente do solo, o que sugere que a densidade, quando bem administrada e acompanhada de serviços e comodidades adequados, pode contribuir para a qualidade de vida urbana, em vez de prejudicá-la.

A pesquisa também enfatiza a importância de modelos de desenvolvimento policêntrico para as megacidades. A criação de centros secundários de comércio e uso misto em áreas afastadas do núcleo pode redistribuir recursos e funções urbanas com eficácia, reduzindo a concentração excessiva no centro e promovendo um desenvolvimento mais equitativo.

Publicidade

O essencial

  • A urbanização asiática exige abordagens próprias, adaptadas a contextos culturais, econômicos e ambientais singulares, em vez de modelos ocidentais
  • Sete das 10 maiores cidades do mundo ficam na Ásia e têm dimensões demográficas que superam em muito as de suas equivalentes ocidentais
  • A circulação de políticas entre países asiáticos — como a adaptação do modelo chinês de ZEEs na Índia — destaca a importância de ajustar as soluções ao contexto local
  • As megacidades do Leste Asiático (Pequim, Seul e Tóquio) exibem padrões distintos de expansão, que refletem suas etapas de desenvolvimento e abordagens de políticas públicas
  • As megacidades costeiras asiáticas enfrentam graves desafios ambientais, incluindo inundações, ilhas de calor e vulnerabilidade climática
  • A nova capital da Indonésia, Nusantara, e o modelo chinês de cidades agrupadas representam abordagens asiáticas inovadoras para o desenvolvimento urbano
  • As megacidades asiáticas têm grande importância geopolítica como bases do poder econômico e das cadeias globais de suprimentos
  • Cidades como Pequim e Shenzhen estão na vanguarda de abordagens baseadas em inteligência artificial para a gestão urbana e a avaliação da vitalidade
  • Desafios sociais, como desigualdade, envelhecimento da população e assentamentos informais, exigem atenção urgente nas megacidades asiáticas
  • Modelos de desenvolvimento policêntrico e gestão da densidade com serviços e comodidades adequados podem aumentar a vitalidade urbana e a equidade
Compartilhar esta matéria

Você também pode gostar