Uma multidão de enlutados toma as ruas de Dhaka
Dhaka parou ontem enquanto milhões se reuniam para prestar suas últimas homenagens a Khaleda Zia, a primeira mulher a ocupar o cargo de primeira-ministra de Bangladesh e uma figura de destaque na política do sul da Ásia. De Agargaon, ao norte, a Shahbagh, ao sul, os enlutados lotaram todas as vias e vielas, transformando a capital em um oceano de luto. A manifestação sem precedentes demonstrou o profundo impacto de Zia sobre uma nação que liderou por décadas.
Conteúdo
- Uma multidão de enlutados toma as ruas de Dhaka
- Homenagens de Estado a um ícone da democracia
- Autoridades estrangeiras prestam homenagens
- A despedida de um filho à mãe
- De dona de casa a primeira-ministra
- As beguns em confronto
- Anos de resistência e prisão
- A perda de uma nação e as questões sobre o futuro
- Um último reencontro
- O essencial
As pessoas chegaram por todos os meios imagináveis. Algumas viajaram de ônibus, caminhão, trem, carro particular ou motocicleta. Outras caminharam por horas só para ver um pouco da cerimônia. Quando as orações fúnebres começaram, a multidão já havia tomado as vielas ligadas à Avenida Manik Mia e se espalhado por Sobhanbagh e Farmgate, enquanto filas de enlutados se estendiam por quilômetros até Shahbagh. Até o viaduto e os telhados dos edifícios próximos estavam lotados de pessoas em busca de uma última visão da líder que consideravam sua.
Idosos estavam lado a lado com mulheres e jovens, muitos visivelmente emocionados enquanto esperavam por horas sob o sol. A reunião não se limitou a apoiadores políticos. Pessoas de todas as camadas sociais, inclusive aquelas que nunca votaram nela, foram homenagear uma mulher que dedicou a vida à democracia. As autoridades do Estado organizaram salvas de tiros, coroas de flores e uma guarda de honra, mas a despedida mais sincera veio das pessoas que estavam a quilômetros de distância, com as mãos erguidas aos céus em oração.
"Ela não era apenas líder de um partido, mas líder do povo, independentemente de suas origens políticas", disse um dos enlutados, perto do Portão de Asad.
O governo mobilizou cerca de 10 mil agentes de segurança, incluindo militares, para controlar a multidão e garantir a circulação. O trânsito nas vias próximas ficou completamente parado. As autoridades pediram que as pessoas mantivessem a calma e seguissem as instruções para evitar tumultos enquanto o país se despedia de sua ex-líder.
Homenagens de Estado a um ícone da democracia
As cerimônias fúnebres começaram às 7h na Praça Sul do Jatiya Sangsad Bhaban, o prédio do Parlamento de Bangladesh. Líderes e militantes do BNP chegaram de várias partes de Dhaka e de outros distritos desde as primeiras horas da manhã. A eles se juntaram cidadãos comuns que souberam do funeral e queriam participar daquele momento histórico de luto nacional.
Microfones haviam sido instalados no local e nas áreas próximas, e recitações do Alcorão Sagrado se estenderam por toda a manhã. O ambiente era solene, mas carregado de emoção, enquanto as pessoas aguardavam pacientemente a chegada do corpo. Quando o carro funerário coberto com a bandeira finalmente levou Khaleda Zia à Praça Sul, por volta das 11h46, um silêncio tomou conta da multidão antes do início das orações e homenagens.
O conselheiro-chefe Professor Muhammad Yunus, que comanda o governo interino de Bangladesh, participou das orações fúnebres. O presidente do Supremo Tribunal, Zubayer Rahman Chowdhury, também esteve presente, assim como o secretário-geral do BNP, Mirza Fakhrul Islam Alamgir, o emir do Bangladesh Jamaat-e-Islami, Dr. Shafiqur Rahman, os comandantes das três forças armadas e Nahid Islam, coordenador do National Citizen Party. A presença de autoridades de todo o espectro político ressaltou a união que aquele momento proporcionou a uma nação dividida.
Mufti Abdul Malek, imã da Mesquita Nacional Baitul Mukarram, conduziu a namaz-e-janaza, a oração fúnebre islâmica. Milhares se juntaram à oração ao lado da elite política, aproximando os corredores do poder das ruas de Dhaka. Depois que as orações terminaram, às 15h05, o cortejo seguiu para o local do sepultamento.
Bandeiras ficaram a meio-mastro em todo o país durante o dia. O governo interino havia anunciado três dias de luto e declarado a quarta-feira feriado nacional em homenagem ao legado da primeira-ministra que ocupou o cargo três vezes. Bancos, fábricas e repartições públicas permaneceram fechados, enquanto as universidades suspenderam as atividades acadêmicas. Como sinal de respeito, a Polícia Metropolitana de Dhaka também proibiu fogos de artifício, lanternas e programas culturais na capital.
Autoridades estrangeiras prestam homenagens
O funeral atraiu grande atenção internacional, com enviados e representantes de 32 países participando da cerimônia. O ministro das Relações Exteriores da Índia, S. Jaishankar, compareceu em nome de seu país, assim como o presidente da Assembleia Nacional do Paquistão, Sardar Ayaz Sadiq, e o ministro das Relações Exteriores do Butão, Lyonpo DN Dhungyel. A primeira-ministra interina do Nepal, Sushila Karki, e representantes do Sri Lanka, das Maldivas, da China e da Rússia também enviaram delegações.
Jaishankar entregou a Tarique Rahman, filho de Zia, uma carta de condolências do primeiro-ministro Narendra Modi. Na mensagem, Modi manifestou a esperança de que a visão e o legado de Zia continuem a orientar a parceria entre Índia e Bangladesh. A presença diplomática ressaltou a importância regional da morte de Zia e seu papel na geopolítica do sul da Ásia.
A despedida de um filho à mãe
O momento mais comovente do funeral ocorreu quando o presidente em exercício do BNP, Tarique Rahman, falou à multidão pouco antes do início das orações. Ele falou não como político ou líder partidário, mas como um filho enlutado que se despedia da mãe. Não falou de política, nem do papel de Khaleda na história de Bangladesh, tampouco das injustiças que enfrentou durante os anos na prisão e em prisão domiciliar.
"Sou Tarique Rahman, o filho mais velho da falecida Khaleda Zia", disse ele, deixando de lado todos os cargos políticos diante de uma multidão que já o reconhecia como líder do maior partido político que disputará as próximas eleições nacionais.
Ele simplesmente pediu perdão em nome dela, como mãe, tocando o coração de milhões de pessoas que acompanhavam a cena. A humanidade crua daquele momento transcendeu as divisões políticas e revelou a perda pessoal por trás do luto público. Mais cedo, o corpo de Zia havia sido levado à residência de Tarique, a Casa 196, na Avenida Gulshan. Ela só voltou àquela casa depois de morrer. Ele retornou a Bangladesh em 25 de dezembro, quando ela estava gravemente doente no hospital, sem voltar a se recuperar. Ali, Tarique, tomado pela dor, sentou-se sozinho em uma cadeira e recitou versículos do Alcorão Sagrado para a mãe.
Tarique viveu em exílio autoimposto em Londres por 17 anos antes de voltar a Bangladesh na semana passada. Seu retorno foi agridoce: ele chegou quando a mãe já estava doente demais para reconhecê-lo direito. As cenas emocionantes na residência da família antes do funeral público revelaram a tragédia íntima por trás do luto nacional.
Após a namaz-e-janaza, Tarique desceu à sepultura da mãe para receber o corpo. De olhar baixo, apanhou punhados de terra e os despejou delicadamente sobre ela. Familiares e integrantes do partido estenderam uma bandeira do tamanho da sepultura sobre o local do enterro. Uma guarda de honra disparou três salvas para o alto, e o clarim tocou o toque de silêncio, sinalizando que Khaleda havia cumprido seu dever e finalmente podia descansar em paz.
De dona de casa a primeira-ministra
A trajetória política de Khaleda Zia parece um romance dramático. Nascida em 1945, no que então era a Índia britânica, ela viveu a partição e o nascimento de Bangladesh, em 1971. Sua entrada na política veio pela tragédia, não pela ambição. Seu marido, Ziaur Rahman, era um militar que se tornou presidente de Bangladesh após os turbulentos anos que se seguiram à independência. Ele foi assassinado em um golpe militar em 1981, quando Khaleda tinha apenas 36 anos.
De repente viúva, com dois filhos pequenos, Khaleda foi lançada a um papel que nunca havia buscado. Tornou-se presidente do Partido Nacionalista de Bangladesh (BNP), fundado por seu marido. Sua ascensão política foi meteórica. Em 1990, uniu forças com sua grande rival, Sheikh Hasina, filha do fundador de Bangladesh, para liderar uma revolta popular que derrubou o governante militar, general Hussain Muhammad Ershad. O movimento de massas restaurou a democracia em Bangladesh após anos de regime autoritário.
Khaleda Zia tornou-se primeira-ministra pela primeira vez em 1991, após uma vitória esmagadora, quando foi instituída a democracia parlamentar. Governou até 1996 e voltou ao poder de 2001 a 2006. Como a primeira mulher a ocupar o cargo de primeira-ministra no país sul-asiático de 170 milhões de habitantes, ela rompeu barreiras e inspirou gerações de mulheres a entrar na política. Sua postura serena e determinação inabalável conquistaram até o respeito de adversários.
Khaleda Zia foi uma inspiração", disse a enlutada Sharmina Siraj, mãe de dois filhos. "As bolsas de estudo criadas pela ex-líder para ampliar o acesso das mulheres à educação tiveram um enorme impacto na vida das nossas meninas.
Durante seu período no poder, Khaleda transformou Bangladesh de uma república presidencialista em uma parlamentarista, concentrando a autoridade nas mãos da primeira-ministra. Ela flexibilizou as restrições ao investimento estrangeiro e instituiu o ensino fundamental gratuito e obrigatório. Seu governo manteve a confiança do setor empresarial com políticas favoráveis ao investimento e à abertura de mercado. Essas reformas econômicas lançaram as bases para o notável crescimento de Bangladesh nas décadas seguintes.
As beguns em confronto
Nas últimas três décadas, a política de Bangladesh foi marcada pela intensa rivalidade entre Khaleda Zia e Sheikh Hasina. As duas mulheres, apelidadas de "beguns em confronto", alternaram-se no poder à medida que seus partidos se revezavam no governo. "Begum" é um título honorífico em urdu para mulheres casadas de prestígio, e a animosidade pessoal entre elas se tornou lendária na política.
Ambas sofreram perdas profundas. O pai de Hasina, Sheikh Mujibur Rahman, fundador de Bangladesh, foi assassinado em um golpe em 1975 junto com a maior parte de sua família. O marido de Khaleda foi assassinado em 1981. Essas tragédias compartilhadas inicialmente as aproximaram na luta contra a ditadura militar, mas a aliança se desfez após a restauração da democracia.
Seguiram-se décadas de amarga disputa política. Quando estavam fora do poder, boicotavam eleições; quando governavam, acusavam uma à outra de fraudar votos. A rivalidade por vezes paralisou as instituições de Bangladesh, pois funcionários públicos, policiais e integrantes do Judiciário sofriam pressão para tomar partido. Observadores internacionais expressavam com frequência preocupação com a deterioração da democracia sob as duas líderes.
Ainda assim, havia entre elas um respeito relutante. Apesar de anos de ataques pessoais e manobras políticas, ambas permaneceram comprometidas com o processo democrático de Bangladesh, ainda que sua implementação fosse imperfeita. O domínio das duas sobre a política nacional significou que, por três décadas, nenhuma outra figura política conseguiu surgir como uma alternativa nacional viável. A recente revolta popular que derrubou Hasina, em agosto de 2024, abriu novas possibilidades, mas a sombra das beguns em confronto ainda pairava sobre o cenário político de Bangladesh.
Anos de resistência e prisão
Os últimos anos de Khaleda Zia foram marcados pela luta contra o que ela chamava de perseguição por motivos políticos. Depois de perder o poder em 2006, passou a maior parte dos 18 anos seguintes na prisão ou em prisão domiciliar. Em 2018, foi condenada a 17 anos de prisão em dois processos distintos de corrupção, envolvendo abuso de poder e desvio de fundos destinados a uma instituição de caridade que levava o nome de seu falecido marido.
Seu partido afirmava que as acusações haviam sido inventadas para enfraquecer a oposição e afastá-la da política antes das eleições. O governo de Hasina sustentava que os casos cabiam à Justiça e que não interferia neles. Organizações internacionais de direitos humanos manifestaram preocupação com a politização do Judiciário de Bangladesh nesse período.
Mesmo na prisão, Khaleda se recusou a abrir mão de seus princípios ou deixar o país. Sua família pediu autorização pelo menos 18 vezes para que ela viajasse ao exterior em busca de tratamento médico, mas os pedidos foram rejeitados. Críticos acusavam Hasina de agir por vingança, enquanto apoiadores argumentavam que ninguém deveria estar acima da lei. O impasse continuou até a revolta de agosto de 2024, que derrubou Hasina.
Após a revolução popular que levou ao poder, como líder interino, o Nobel da Paz Muhammad Yunus, Khaleda finalmente recebeu autorização para viajar ao exterior. Ela foi a Londres em janeiro de 2025 e voltou a Bangladesh em maio. Em uma reviravolta judicial dramática, o Supremo Tribunal a absolveu no último processo de corrupção, em janeiro de 2025, abrindo caminho para que disputasse as eleições gerais previstas para fevereiro de 2026.
Apesar da saúde debilitada e da idade avançada, Zia pretendia concorrer ao Parlamento em três circunscrições, segundo a lista de candidatos do BNP divulgada no início deste mês. Sua determinação em participar do processo eleitoral, mesmo de uma cama de hospital, demonstrava seu compromisso inabalável com a política democrática.
A perda de uma nação e as questões sobre o futuro
A multidão que compareceu ao funeral de Khaleda Zia surpreendeu até observadores políticos experientes. Centenas de milhares participaram, inclusive pessoas que nunca votaram no BNP. Minhaz Uddin, funcionário público aposentado de 70 anos, foi à cerimônia apesar de nunca ter apoiado Khaleda politicamente.
"Vim com meu neto só para me despedir de uma política experiente, cujas contribuições serão sempre lembradas", disse Uddin, observando de trás de uma barricada de arame farpado.
Esse respeito que atravessa partidos sugere que o legado de Khaleda Zia vai além de suas conquistas eleitorais. Ela é lembrada como símbolo de resistência ao autoritarismo, uma mulher que enfrentou prisões repetidas, a negação de atendimento médico e o que seus apoiadores chamavam de perseguição implacável. Sua resiliência diante de reveses pessoais e políticos despertou admiração até entre críticos.
Quem trabalhou com ela se lembra de uma líder que fazia perguntas incisivas ao tomar decisões importantes. O economista Dr. Debapriya Bhattacharya observou que ela deixou uma impressão duradoura como "uma líder política que apreciava ideias e valorizava decisões bem fundamentadas". Essa curiosidade intelectual contrastava com o estilo populista de muitos políticos do sul da Ásia.
Com a morte de Khaleda, surgem dúvidas sobre o futuro da política de Bangladesh. Seu filho Tarique Rahman, de 60 anos, é agora presidente em exercício do BNP e deve liderar o partido nas eleições de fevereiro. Seu retorno do exílio e sua presença no funeral da mãe indicam que pretende assumir o legado político que ela deixa. O BNP é visto como favorito nas próximas eleições e, se conquistar a maioria, espera-se que Tarique se torne o novo líder do país.
Tarique, porém, também carrega controvérsias. Ele foi acusado de corrupção e de comandar um governo paralelo durante o mandato da mãe. Os anos de exílio o mantiveram afastado da política de base. Ainda não se sabe se conseguirá conquistar o mesmo respeito e a mesma ligação emocional que a mãe tinha com a população. A grande presença no funeral foi tanto uma homenagem pessoal quanto uma manifestação política, e transformar essa emoção em apoio eleitoral ao filho será um desafio.
Um último reencontro
A cerimônia de sepultamento no Zia Udyan, em Sher-e-Bangla Nagar, completou o ciclo das homenagens do dia. Khaleda Zia foi sepultada ao lado do marido, Ziaur Rahman, presidente mártir e fundador do BNP. O enterro aconteceu por volta das 16h30, encerrando uma trajetória iniciada 44 anos antes, quando o assassinato do marido transformou sua vida para sempre.
Khaleda ficou viúva aos 36 anos e foi inesperadamente lançada ao centro da política de Bangladesh. Ontem, os dois finalmente se reencontraram na morte, encerrando uma história de amor, perda e extraordinária transformação política. O túmulo, situado em um parque diante do prédio do Parlamento, onde ela havia servido como primeira-ministra, se tornará um local de peregrinação para seus apoiadores e um monumento ao lugar que ocupa na história do país.
Uma guarda de honra disparou três salvas para o alto ao fim do sepultamento. O clarim tocou o toque de silêncio, sinalizando que Khaleda havia cumprido seu dever. De olhar baixo, Tarique apanhou punhados de terra e os despejou delicadamente sobre a mãe. Familiares e integrantes do partido estenderam uma bandeira do tamanho da sepultura sobre o local do enterro. Foi um momento de profunda despedida, que marcou o fim de uma era na política de Bangladesh.
Com a dispersão da multidão e o pôr do sol sobre Dhaka, Bangladesh ficou diante da tarefa de refletir sobre o legado de sua primeira mulher a ocupar o cargo de primeira-ministra. A vida dela abrangeu toda a existência independente do país, da sangrenta guerra de libertação de 1971 às lutas democráticas do século 21. Ela foi tanto produto da turbulenta história de sua nação quanto protagonista de seu desenvolvimento político.
O líder interino Muhammad Yunus captou o sentimento nacional ao dizer que Bangladesh havia "perdido uma grande protetora". Os três dias de luto decretados pelo governo deram ao país tempo para assimilar essa perda significativa. As bandeiras permaneceram a meio-mastro, e as pessoas continuaram visitando o túmulo para prestar suas homenagens.
As eleições de fevereiro de 2026 serão realizadas sem a mulher que dominou a política de Bangladesh por três décadas. Novas lideranças surgirão, novas coalizões serão formadas e novos rumos serão escolhidos. Mas a influência de Khaleda Zia na trajetória democrática de Bangladesh permanecerá. Seu funeral não foi apenas uma despedida a uma pessoa, mas também o reconhecimento do papel decisivo que desempenhou na construção do destino de seu país.
O essencial
- Khaleda Zia, a primeira mulher a ocupar o cargo de primeira-ministra de Bangladesh, morreu aos 80 anos após uma longa doença
- Milhões participaram de seu funeral de Estado em Dhaka, lotando as ruas entre Agargaon e Shahbagh
- Ela foi primeira-ministra três vezes e assumiu o cargo pela primeira vez em 1991
- Seu corpo foi sepultado ao lado do marido, Ziaur Rahman, assassinado em 1981
- Ela passou anos na prisão por acusações de corrupção que classificava como politicamente motivadas
- Seu filho, Tarique Rahman, é agora presidente em exercício do BNP
- Autoridades de 32 países participaram da cerimônia fúnebre
- Bangladesh decretou três dias de luto nacional e um feriado
- O BNP é considerado favorito nas próximas eleições, previstas para fevereiro de 2026






