Assassinato de estudante coreano no Camboja provoca reação contra comunidade no país, enquanto especialistas pedem cautela

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Assassinato de estudante coreano no Camboja provoca reação contra comunidade no país, enquanto especialistas pedem cautela

Uma tragédia no exterior acirra tensões no país

O assassinato de um jovem estudante sul-coreano no Camboja provocou luto e revolta em seu país. Agora, essa revolta está afetando o cotidiano dos cambojanos que vivem na Coreia do Sul, onde aumentaram os relatos de assédio e de recusa de atendimento. Líderes comunitários e acadêmicos pedem que os coreanos direcionem sua indignação aos criminosos e às autoridades que não conseguiram impedi-los, e não a vizinhos que têm a mesma nacionalidade dos responsáveis.

Conteúdo
  1. Uma tragédia no exterior acirra tensões no país
  2. O que aconteceu no Camboja
  3. Por que os complexos de golpes prosperaram
  4. Como os sul-coreanos são aliciados e mantidos presos
  5. Aumenta o assédio contra cambojanos na Coreia do Sul
  6. Medidas de segurança e pressão política
  7. Camboja e Coreia do Sul ampliam cooperação
  8. Investigações internas e sanções
  9. Desinformação alimenta a revolta na internet
  10. A comunidade cambojana na Coreia do Sul
  11. Equilibrar segurança e coesão social
  12. O impacto regional
  13. O que fazer se oferecerem um emprego no Camboja
  14. Em resumo

Em um caso recente, um cambojano que vive na Coreia do Sul contou que um desconhecido embriagado perguntou sua nacionalidade e, ao ouvir a resposta, bateu em sua cabeça. Moradores cambojanos também relataram que motoristas de táxi se recusaram a levá-los depois de ouvirem seu sotaque ou verem seus documentos de identidade. Alguns dizem ter medo de sair de casa. Outros hesitam em responder quando perguntam de onde são. Esses são sinais clássicos de que a culpa coletiva está se instalando após um crime chocante.

A tensão sucede um crime que horrorizou os sul-coreanos. Um estudante universitário de 22 anos viajou ao Camboja e depois foi encontrado morto, com sinais de tortura severa no corpo. Investigadores relacionaram o caso a uma rede de golpes. Promotores acusaram três cidadãos chineses de assassinato e fraude on-line. O serviço de inteligência sul-coreano identificou um dos principais suspeitos, ligado a uma grande operação de tráfico de drogas. O caso tornou-se um ponto de mobilização para um país já frustrado com o aumento de sequestros e golpes on-line originados em algumas partes do Sudeste Asiático.

O que aconteceu no Camboja

O Camboja tornou-se um dos principais polos de operações transnacionais de golpes, que se expandiram durante e depois da pandemia. A morte do estudante sul-coreano chamou atenção para uma crise mais ampla. Em 2023, foram registrados centenas de casos de sul-coreanos sequestrados no Camboja. Agências de segurança estimam que entre 1.000 e 2.000 sul-coreanos tenham participado de operações de golpes no país em determinado momento. Alguns foram por vontade própria em busca de dinheiro rápido. Outros foram enganados por falsos anúncios de emprego ou por traficantes, tiveram os documentos confiscados e foram forçados a cometer fraudes.

Esses complexos de golpes operam em escala industrial. Estimativas de pesquisadores e grupos de monitoramento indicam que pode haver centenas de instalações espalhadas pelo Camboja, com uma força de trabalho total na casa das centenas de milhares. Camboja, Laos e Mianmar viram grupos criminosos instalar centrais telefônicas e escritórios de apoio para aplicar golpes românticos, falsas propostas de investimento, fraudes com criptomoedas e golpes imobiliários. Vítimas relatam tortura, espancamentos e ameaças de retirada de órgãos. Famílias em seus países de origem receberam pedidos de resgate em criptomoedas. Algumas pagaram dezenas de milhares de dólares na tentativa de libertar parentes.

Por que os complexos de golpes prosperaram

Durante a pandemia, a receita de empresas de turismo em partes do Sudeste Asiático desabou. No Camboja, alguns cassinos e hotéis de propriedade chinesa migraram para atividades ilícitas, usando os mesmos prédios e funcionários. Repressões em países próximos levaram redes criminosas a se deslocar para áreas onde a fiscalização era mais fraca ou podia ser corrompida. Os complexos costumam ficar atrás de portões vigiados, com janelas gradeadas e acesso à internet cortado. Seguranças e intermediários locais mantêm os trabalhadores no local e os transferem quando a polícia se aproxima.

Os sul-coreanos tornaram-se alvos especialmente valiosos. O país tem alto índice de uso da internet e forte adesão ao comércio eletrônico. Fraudes contra consumidores sul-coreanos podem ser muito lucrativas. Também é mais provável que famílias com economias paguem pedidos de resgate. Grupos criminosos usam roteiros em coreano, contratam recrutadores fluentes no idioma e recorrem às redes sociais para atrair jovens em busca de emprego com promessas de salários altos e trabalho fácil no exterior. Uma vez dentro de um complexo, escapar é difícil e perigoso.

Como os sul-coreanos são aliciados e mantidos presos

Recrutadores publicam falsas vagas para atendimento ao cliente, suporte técnico ou assistência em operações com criptomoedas. Os candidatos são instruídos a voar para Phnom Penh ou para uma cidade na fronteira e levar passaporte e cartões bancários. Depois da chegada, os traficantes confiscam passaportes e celulares. Os trabalhadores são designados a um andar, treinados para usar roteiros e pressionados a cumprir metas diárias. Quem não consegue é espancado, submetido a choques elétricos, passa fome ou é vendido para outro complexo. Mulheres relatam violência sexual. Homens descrevem privação de sono e vigilância constante.

A fronteira entre vítima e criminoso pode ser tênue. Alguns recrutados sabiam que trabalhariam para empresas envolvidas em golpes, mas não esperavam tamanha violência. Outros afirmam que foram sequestrados ou coagidos. Essa distinção é importante para os promotores dos dois países. Também importa para o debate público na Coreia do Sul, onde a revolta com crimes cometidos no exterior às vezes se transformou em desconfiança em relação a cambojanos que não têm nenhuma ligação com a indústria de golpes.

Aumenta o assédio contra cambojanos na Coreia do Sul

A Coreia do Sul abriga cerca de 60.000 cambojanos, incluindo aproximadamente 5.000 que se naturalizaram cidadãos do país. A maioria trabalha legalmente em fábricas, fazendas, estaleiros e pequenas empresas. Muitos falam coreano, pagam impostos e criam suas famílias. Relatos recentes de insultos, intimidação e recusa de atendimento abalaram essa comunidade. Alguns moradores agora evitam falar khmer em público. Outros avaliam se devem se mudar, embora seus empregos e famílias estejam estabelecidos na Coreia.

Park Yoo-ri, que dirige um centro municipal de apoio a residentes estrangeiros em Ulsan, pediu compaixão e perspectiva. Ela afirmou que os criminosos no Camboja devem ser levados à Justiça, mas que os migrantes comuns na Coreia não devem ser culpados por crimes que não cometeram. Park também alertou que a retórica de ódio prejudica a segurança pública ao levar vítimas de crimes a se calarem.

Park Yoo-ri disse: "A série de incidentes que está acontecendo no Camboja foi cometida por quadrilhas criminosas. É triste que a imagem de estrangeiros trabalhadores e inocentes na Coreia tenha sido tão prejudicada."

Choi Hang-sub, professor da Universidade Kookmin que pesquisa migração e atitudes sociais, reforçou essa mensagem. Ele argumenta que é justo criticar instituições quando elas deixam de proteger as pessoas, mas é injusto disseminar hostilidade contra uma nacionalidade inteira.

O professor Choi Hang-sub disse: "Podemos criticar a polícia ou o governo cambojano, mas não é correto alimentar ódio contra a maioria dos cambojanos."

A mensagem central dos defensores da comunidade é simples: julgue as ações, não os passaportes. Agressões, assédio e discriminação não vão impedir nenhum golpe on-line. Só tornam os bairros mais apreensivos, os locais de trabalho mais tensos e o sistema de Justiça menos eficaz quando as vítimas se calam.

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Medidas de segurança e pressão política

As autoridades sul-coreanas reforçaram os alertas de viagem e restringiram o acesso a áreas do Camboja onde funcionam complexos de golpes. As equipes consulares no Sudeste Asiático estão sendo reforçadas. Autoridades criaram sistemas de alerta antecipado e trabalham para remover anúncios fraudulentos de emprego que atraem jovens sul-coreanos para trabalhos arriscados.

Os dois governos intensificaram a cooperação. A polícia cambojana fez operações em centros suspeitos de aplicar golpes em várias províncias. Nos últimos meses, informou ter realizado 92 operações que levaram à detenção de mais de 3.000 pessoas de várias nacionalidades. As autoridades disseram que a maioria dos detidos eram vítimas deportadas. Dezenas de pessoas suspeitas de organizar as operações foram acusadas em tribunais cambojanos. Autoridades cambojanas compartilharam arquivos dos casos com parlamentares sul-coreanos que visitaram instalações nos arredores de Phnom Penh.

Camboja e Coreia do Sul ampliam cooperação

A Coreia do Sul e o Camboja concordaram em ampliar as investigações conjuntas e as linhas diretas de atendimento. Um voo fretado repatriou dezenas de sul-coreanos que haviam sido detidos. Na chegada, a polícia coreana obteve mandados de prisão em muitos casos e começou a apurar quem agiu por vontade própria e quem foi forçado a cometer fraudes. A polícia cambojana também prendeu 57 cidadãos sul-coreanos durante uma operação perto da capital. Eles estavam entre as 86 pessoas encontradas em um único prédio, um lembrete de quantas nacionalidades aparecem nessas operações.

A dimensão da crise levou parlamentares a assumir um papel ativo. Delegações viajaram ao Camboja, reuniram-se com policiais e promotores e visitaram locais onde supostamente funcionavam esquemas de golpes. Elas pressionaram por acesso mais rápido aos sul-coreanos presos e por mais cooperação para localizar cidadãos desaparecidos. Paralelamente, investigadores em Seul analisaram fluxos de criptomoedas e registros bancários para identificar recrutadores locais que enviaram sul-coreanos para os complexos.

Investigações internas e sanções

O Serviço Nacional de Inteligência da Coreia do Sul identificou um dos principais suspeitos da morte do estudante, ligado a uma grande rede de narcotráfico. Autoridades alertaram que entre 1.000 e 2.000 sul-coreanos podem estar trabalhando em centros de golpes no Camboja a qualquer momento, alguns voluntariamente, outros sob coação. A polícia informou que tribunais locais emitiram mandados de prisão contra dezenas de pessoas recém-repatriadas, suspeitas de operar golpes românticos, falsos investimentos e fraudes por telefone contra coreanos.

Autoridades avaliam medidas financeiras contra organizações criminosas sediadas no Camboja. Os Estados Unidos anunciaram recentemente sanções abrangentes contra redes de golpes no Sudeste Asiático e apreenderam criptomoedas avaliadas em muitos bilhões de dólares. Autoridades sul-coreanas estudam medidas semelhantes para bloquear o financiamento, restringir o acesso a plataformas de pagamento e dissuadir colaboradores no país. Alguns políticos também discutem a possibilidade de condicionar a ajuda ao desenvolvimento a uma ação mais firme das autoridades locais contra os centros de golpes, enquanto diplomatas alertam que manter a cooperação é essencial para resgatar vítimas e desmantelar as redes de forma metódica.

Essas medidas são significativas, mas levarão tempo para produzir resultados visíveis. Os complexos são móveis. Transferem funcionários e mudam de nome rapidamente. Pressão contínua, rastreamento financeiro e cooperação com parceiros regionais oferecem a melhor chance de reduzir a indústria e manter as pessoas em segurança.

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Desinformação alimenta a revolta na internet

Boatos e vídeos antigos que voltam a circular complicaram os esforços para manter o público informado e tranquilo. Um vídeo antigo de um desfile militar em Seul foi apresentado falsamente nas redes sociais como prova de que a Coreia do Sul se preparava para enviar tropas ao Camboja. Autoridades da embaixada negaram essas alegações. Outro vídeo, fora de contexto, de um protesto de trabalhadores cambojanos em Seul foi associado erroneamente à morte do estudante. Essas narrativas falsas inflamam os ânimos e podem desencadear assédio contra pessoas inocentes.

Há medidas simples para evitar ser enganado por publicações virais que se espalham durante crises.

  • Confira a data e a origem dos vídeos. Imagens antigas costumam ser reapresentadas como se fossem provas de novas alegações.
  • Procure comunicados oficiais de embaixadas, da polícia ou de ministérios antes de acreditar em publicações sobre envio de tropas ou prisões em massa.
  • Desconfie de publicações que citam fontes anônimas ou usam legendas sensacionalistas sem detalhes que as autoridades possam verificar.

Cada publicação enganosa que se espalha dificulta o trabalho dos investigadores e facilita que criminosos se escondam em meio à confusão. Informações precisas ajudam as famílias das vítimas, protegem residentes estrangeiros contra abusos e mantêm o foco em deter os verdadeiros responsáveis.

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A comunidade cambojana na Coreia do Sul

A maioria dos cambojanos na Coreia do Sul chegou legalmente para ocupar vagas de difícil preenchimento no mercado de trabalho local. Muitos têm vistos de trabalho E-9 pelo Sistema de Permissão de Trabalho (EPS). Atuam na indústria manufatureira, na construção naval, na agricultura e em serviços de cuidado. Seu trabalho sustenta fábricas exportadoras, cadeias de abastecimento de alimentos e o setor de serviços. Eles enviam remessas a familiares no Camboja e muitas vezes planejam abrir pequenos negócios quando voltarem para casa.

Líderes comunitários dizem que a reação recente mudou a rotina diária. Alguns cambojanos estão evitando sair tarde da noite e mudando o trajeto para o trabalho. Alguns fizeram as malas, caso precisem partir rapidamente. São pessoas que respeitam a lei e contribuem para suas comunidades. O governo sul-coreano e as prefeituras mantêm centros de apoio a residentes estrangeiros que oferecem ajuda com o idioma, aconselhamento e orientação jurídica. Vítimas de agressões ou ameaças devem ligar para 112 para falar com a polícia. A linha de atendimento para imigração (1345) pode oferecer tradução e serviços. Denunciar incidentes torna as comunidades mais seguras para todos.

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Equilibrar segurança e coesão social

A Coreia do Sul enfrenta uma tarefa difícil. O país precisa proteger os cidadãos contra crimes violentos e fraudes em grande escala ligados a redes no exterior. Também precisa garantir que pessoas que vivem pacificamente ao lado não sejam culpadas por atos que não cometeram. Políticas que reconhecem os dois objetivos já estão em andamento. É possível fazer mais sem acirrar as tensões.

  • Adotar medidas direcionadas contra recrutadores e operadores financeiros na Coreia que alimentam a indústria de golpes no exterior.
  • Separar a responsabilidade individual da nacionalidade em declarações públicas e processos judiciais.
  • Ampliar os canais seguros de denúncia para residentes estrangeiros, com opções anônimas em vários idiomas.
  • Processar rapidamente crimes de ódio, agressões e intimidação para deixar claro que o assédio tem consequências.
  • Incentivar uma cobertura jornalística precisa, que evite generalizações e destaque fatos verificados.
  • Treinar profissionais que lidam diretamente com o público, incluindo motoristas de táxi e funcionários de estabelecimentos de serviço, sobre as regras contra a discriminação e como verificar documentos sem recorrer à discriminação por perfil.

O impacto regional

O turismo entre a Coreia do Sul e o Camboja diminuiu, à medida que famílias cancelam viagens. Empresas ligadas a fornecedores cambojanos estão preocupadas com riscos à reputação. Quando a pressão aumenta, grupos criminosos já transferem funcionários para o Laos e Mianmar, o que faz desse um desafio regional. Os países-membros da ASEAN e seus parceiros precisam compartilhar informações de inteligência, coordenar operações e reforçar a fiscalização financeira para dificultar a reconstrução das redes criminosas em novos locais.

As cúpulas regionais começam a dar prioridade às fraudes transnacionais on-line. Declarações conjuntas, linhas diretas e intercâmbios policiais são úteis, mas precisam ser acompanhados de trabalho contínuo nos casos, que rastreie o dinheiro, prenda recrutadores e proteja sobreviventes. O objetivo é desmantelar o modelo de lucro que mantém os complexos em funcionamento. Quando o dinheiro acaba, os sequestros param e o apelo do dinheiro fácil diminui.

O que fazer se oferecerem um emprego no Camboja

Recrutadores criminosos se aproveitam da urgência e do segredo. Desacelerar e verificar os detalhes pode evitar uma tragédia.

  • Verifique o empregador em registros oficiais e peça um contrato por escrito, analisado por alguém de confiança.
  • Desconfie de ofertas que prometem salários muito altos para pouca experiência ou exigem que você leve vários cartões bancários.
  • Recuse qualquer pedido para que alguém use sua conta bancária.
  • Nunca entregue seu passaporte ou celular a um recrutador. Guarde cópias de todos os documentos.
  • Antes de viajar, entre em contato com a embaixada ou o consulado da Coreia do Sul no Camboja se algo parecer estranho.
  • Compartilhe seu roteiro e sua localização com familiares ou amigos e combine horários regulares para dar notícias.
  • Denuncie anúncios suspeitos à polícia local ou à unidade de crimes cibernéticos. Peça aos sites de emprego que removam anúncios fraudulentos.

Em resumo

  • O assédio contra cambojanos na Coreia do Sul aumentou após o assassinato de um estudante no Camboja, ligado a uma rede de golpes.
  • Líderes comunitários e acadêmicos pedem aos coreanos que condenem os criminosos e as instituições que falharam, não uma comunidade inteira.
  • Centenas de sul-coreanos foram mantidos presos em complexos de golpes no Camboja desde 2023, e muitos outros foram atraídos para instalações semelhantes em toda a região.
  • Camboja e Coreia do Sul ampliaram as operações, repatriações e investigações conjuntas, e tribunais sul-coreanos estão encaminhando acusações contra algumas pessoas que retornaram.
  • Autoridades avaliam medidas financeiras contra organizações criminosas, enquanto reforçam o apoio consular e os sistemas de alerta.
  • Vídeos falsos e boatos nas redes sociais alimentaram a revolta e a confusão.
  • Cerca de 60.000 cambojanos vivem na Coreia do Sul, a grande maioria trabalhando e vivendo com suas famílias dentro da lei.
  • Fiscalização precisa, informações confiáveis e forte apoio comunitário podem reduzir os danos sem acirrar o preconceito.
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