Vietnã lidera consumo per capita de macarrão instantâneo, Coreia do Sul fica em segundo lugar e demanda global bate recorde

10 min de leitura
Vietnã lidera consumo per capita de macarrão instantâneo, Coreia do Sul fica em segundo lugar e demanda global bate recorde

Ranking per capita coloca o Vietnã em primeiro lugar, com a Coreia do Sul logo atrás

A Coreia do Sul fica atrás apenas do Vietnã no ranking mundial de consumo de macarrão instantâneo por pessoa. Novos dados do setor referentes a 2024 mostram que cada sul-coreano consumiu, em média, 79,2 pacotes ao longo do ano, colocando o país em segundo lugar no mundo em termos per capita. O Vietnã liderou a lista, com 81 porções por pessoa. Na sequência vêm Tailândia, com 57; Nepal, com 54; Indonésia, com 52; Japão e Malásia, com 47 cada; Taiwan, com 40; Filipinas, com 39; e China, incluindo Hong Kong, com 31. Esses números mostram como o macarrão faz parte do dia a dia em grande parte da Ásia.

Conteúdo
  1. Ranking per capita coloca o Vietnã em primeiro lugar, com a Coreia do Sul logo atrás
  2. Como o consumo per capita se compara à demanda total
  3. Por que o macarrão instantâneo domina na Ásia
  4. O avanço do Vietnã desde a pandemia
  5. O apetite da Coreia do Sul e o crescimento das exportações
  6. Demanda global e tamanho do mercado
  7. Preocupações com a saúde e maneiras práticas de melhorar o ramen
  8. Principais pontos

Os números per capita medem o consumo em relação à população e contam uma história diferente da das vendas totais. O consumo total da Coreia do Sul chegou a cerca de 4,1 bilhões de pacotes em 2024, colocando o país em oitavo lugar por volume. O Vietnã, apesar de ter uma população muito menor que a da China ou da Índia, ficou em quarto lugar em volume total, com cerca de 8,14 bilhões de pacotes. A China, incluindo Hong Kong, continuou sendo de longe o maior mercado do mundo, com cerca de 43,8 bilhões de porções em 2024. A demanda global chegou a aproximadamente 123,07 bilhões de porções no ano passado, um novo recorde, segundo a Associação Mundial de Macarrão Instantâneo.

A mudança no ranking per capita reflete uma tendência dos últimos anos. A Coreia do Sul costumava liderar essa lista até 2020; em 2021, o Vietnã avançou e permanece na frente desde então. A demanda total da Coreia do Sul continuou crescendo, de 3,79 bilhões de unidades em 2021 para 4,04 bilhões em 2023 e cerca de 4,1 bilhões em 2024. Muitos países europeus continuam bem abaixo em termos per capita, frequentemente com menos de 10 porções por ano, embora o interesse esteja aumentando à medida que a culinária asiática conquista um público mais amplo.

Publicidade

Como o consumo per capita se compara à demanda total

Os números por pessoa destacam a intensidade do consumo, enquanto o volume total reflete o tamanho do mercado. Um país muito populoso pode liderar os totais globais mesmo que cada habitante consuma bem menos pacotes, em média. A China ilustra essa dinâmica. O consumo médio no país é de cerca de 31 porções por pessoa, mas, ainda assim, ele representa a maior fatia da demanda global, com 43,8 bilhões de porções em 2024. A Coreia do Sul é o caso oposto. Com uma população próxima de 52 milhões e um índice muito alto de consumo por pessoa, o mercado ainda soma expressivos 4,1 bilhões de pacotes, mas é menor que os de gigantes como Indonésia e Índia.

Em volume total, em 2024, a China, incluindo Hong Kong, liderou com cerca de 43,8 bilhões de porções, seguida pela Indonésia, com cerca de 14,68 bilhões, e pela Índia, com cerca de 8,32 bilhões. O Vietnã ficou em quarto lugar, com aproximadamente 8,14 bilhões, seguido pelo Japão, com cerca de 5,9 bilhões. Os Estados Unidos são o maior mercado fora da Ásia, com pouco mais de 5 bilhões de porções por ano. As Filipinas ficam perto de 4,5 bilhões. A Coreia do Sul registra cerca de 4,1 bilhões. A Tailândia fica pouco abaixo de 4 bilhões, e a Nigéria fecha o top 10, com aproximadamente 3 bilhões. Esses rankings mostram o domínio asiático tanto em escala quanto em frequência de consumo.

Publicidade

Por que o macarrão instantâneo domina na Ásia

O macarrão instantâneo reúne conveniência, conforto e preço acessível. É fácil de armazenar, fica pronto rapidamente e oferece sabores familiares. Para estudantes, trabalhadores em turnos e famílias urbanas com uma rotina corrida, a vantagem é clara. O produto também se encaixa em culturas alimentares nas quais macarrões e sopas têm raízes profundas, o que facilita sua adoção e torna comum o consumo frequente.

O preço importa. No Vietnã, um pacote costuma custar entre 3.000 e 5.000 VND, enquanto uma tigela do vermicelli mais barato custa cerca de 15.000 VND e uma tigela de pho frequentemente passa de 25.000 VND. O preço de um pacote, uma fração do valor de uma tigela de comida fresca, ajuda a explicar por que muitas pessoas consomem macarrão instantâneo várias vezes por semana. A grande variedade de sabores e formatos também mantém a demanda estável. As marcas líderes oferecem caldos clássicos de camarão, frango e carne bovina, macarrão salteado sem caldo e até versões de macarrão de arroz que remetem a pratos locais.

Os gostos variam de país para país. Na Indonésia, muitos produtos são halal, para atender à população majoritariamente muçulmana. Na Índia, sopas de legumes e tomate fazem sucesso entre o grande público vegetariano. No Vietnã, são populares os caldos com sabor de camarão e o macarrão de arroz ao estilo do pho. Nos Estados Unidos, o macarrão costuma ser cortado em pedaços menores porque muitas pessoas o comem com colher ou garfo. Adaptar os produtos ajuda as marcas a atender aos hábitos locais e estimula compras recorrentes.

O avanço do Vietnã desde a pandemia

O consumo per capita no Vietnã acelerou durante e após a pandemia. Estimativas indicam que a média subiu de cerca de 55 porções em 2019 para aproximadamente 72 em 2020 e, depois, quase 87 em 2021. O número se estabilizou em torno de 81 em 2024, ainda na liderança mundial. A demanda total permanece pouco acima de 8 bilhões de porções por ano desde 2021, colocando também o Vietnã entre os líderes globais em volume.

O mercado local é competitivo e diversificado, com mais de 50 empresas no segmento. Entre os principais participantes estão Acecook Vietnam, Masan e Uniben. Dados do setor indicam que a participação da Acecook no mercado doméstico supera um terço, com a Masan logo atrás. Novos sabores frequentes, formatos de macarrão de arroz e uma distribuição mais ampla mantêm o segmento dinâmico. O macarrão instantâneo vietnamita também está conquistando mais consumidores no exterior. Recentemente, a União Europeia retirou o produto vietnamita de uma lista de alimentos sujeitos a controles de segurança, o que deve facilitar as vendas na Europa. Com o crescimento das comunidades vietnamitas no exterior e a recuperação do turismo, as exportações têm espaço para avançar.

Publicidade

O apetite da Coreia do Sul e o crescimento das exportações

A média de 79,2 pacotes por pessoa na Coreia do Sul em 2024 reflete uma antiga cultura de comidas reconfortantes, que valoriza refeições rápidas e lanches noturnos. Marcas favoritas se tornaram embaixadoras globais. A linha picante Buldak, da Samyang Foods, ganhou fama viral, enquanto o Shin Ramyun, da Nongshim, continua sendo um clássico em muitos países.

O ritmo das exportações é forte. De janeiro a setembro, as exportações sul-coreanas de ramyeon cresceram cerca de 24,7% em relação ao mesmo período do ano anterior, chegando a aproximadamente 1,6 trilhão de wons, ou cerca de 1,1 bilhão de dólares. O interesse cresce na Europa e na América do Norte, à medida que a comida e a cultura pop coreanas atraem consumidores para os sabores do país. É improvável que o consumo per capita da Coreia do Sul avance muito além do nível atual, mas as oportunidades no exterior estão aumentando, à medida que as principais marcas adaptam os níveis de picância, o tamanho das porções e as embalagens aos novos mercados.

Demanda global e tamanho do mercado

O consumo mundial de macarrão instantâneo voltou a atingir novos recordes. Dados da Associação Mundial de Macarrão Instantâneo mostram 116,56 bilhões de porções em 2020, 118,18 bilhões em 2021, 121,2 bilhões em 2022, 120,21 bilhões em 2023 e 123,07 bilhões em 2024. A Ásia responde pela maior parte desse consumo. Estimativas do setor avaliam o mercado de macarrão instantâneo em cerca de 57,73 bilhões de dólares em 2023, com aproximadamente 85% das vendas na Ásia. Os Estados Unidos e a Nigéria são os únicos países fora da Ásia entre os 10 maiores mercados por volume. O Sudeste Asiático, sozinho, responde por quase um quarto da demanda global, quando somados seus maiores mercados.

A metodologia é importante. Os números per capita representam as porções consumidas por habitante em determinado ano-calendário, enquanto os totais nacionais são contabilizados em bilhões de porções. Os dados compilados pela Associação Mundial de Macarrão Instantâneo são estimativas baseadas em informações nacionais do setor, quando disponíveis. A tabela mais recente por país é publicada pela WINA, que acompanha as mudanças em mais de 60 mercados e atualiza os números periodicamente.

Preocupações com a saúde e maneiras práticas de melhorar o ramen

O macarrão instantâneo é prático e saboroso, mas não constitui uma refeição completa. A maioria dos produtos é feita com farinha de trigo refinada, que tem alto índice glicêmico e pode elevar rapidamente o nível de açúcar no sangue. Muitos usam um bloco de macarrão frito, geralmente em óleo de palma, o que aumenta as calorias. Os sachês de tempero podem conter muito sal. Tomar todo o caldo pode elevar bastante a ingestão de sódio, o que não é ideal para quem controla a pressão arterial. Comer depressa pode acentuar os picos de glicose, pois os carboidratos de digestão rápida chegam rapidamente à corrente sanguínea.

Pequenas mudanças à mesa fazem uma grande diferença na forma como o organismo processa uma tigela de macarrão. As recomendações nutricionais costumam se concentrar em acrescentar fibras, proteínas e potássio, reduzindo o excesso de sódio. Essas medidas simples ajudam a desacelerar a digestão, moderar os picos de glicose e equilibrar o sabor sem abrir mão do prato de que você gosta.

  • Acrescente um ovo. A proteína ajuda a atenuar os picos de açúcar no sangue e deixa a refeição mais nutritiva.
  • Capriche nos vegetais. Kimchi, espinafre, repolho, cogumelos ou legumes congelados variados acrescentam fibras e micronutrientes.
  • Acrescente brotos de feijão ou de feijão-mungo. Eles dão crocância e acrescentam fibras e proteínas, além de poderem reduzir a sensação de que o caldo está salgado.
  • Use menos tempero em pó. Comece com metade do sachê e ajuste a gosto. Quando houver essa opção, prefira versões com menos sódio.
  • Não tome todo o caldo. Deixar um pouco no prato reduz a ingestão de sódio.
  • Quando possível, escolha macarrão não frito. Algumas marcas oferecem blocos desidratados com ar quente ou assados, com menos óleo.
  • Coma sem pressa. Comer mais devagar ajuda o organismo a processar os carboidratos gradualmente.
  • Combine com uma fonte de proteína. Uma porção de tofu, frango cozido ou bolinhos de peixe dá mais sustância à refeição.

Essas mudanças transformam uma tigela rápida em uma refeição mais equilibrada. Também preservam o que torna o macarrão instantâneo tão popular, o preparo rápido e os sabores familiares, ao mesmo tempo que reduzem os aspectos menos favoráveis à saúde a longo prazo.

Principais pontos

  • O Vietnã liderou o consumo per capita de macarrão instantâneo em 2024, com 81 porções, seguido pela Coreia do Sul, com 79,2.
  • A Coreia do Sul consumiu cerca de 4,1 bilhões de pacotes em 2024, ocupando o oitavo lugar em volume total.
  • A China, incluindo Hong Kong, continuou sendo o maior mercado em volume, com cerca de 43,8 bilhões de porções em 2024.
  • A demanda global subiu para cerca de 123,07 bilhões de porções em 2024, um novo recorde.
  • A Ásia responde por aproximadamente 85% do valor das vendas globais de macarrão instantâneo.
  • A média per capita do Vietnã saltou durante a pandemia e continua alta, em um mercado doméstico competitivo.
  • As marcas sul-coreanas estão ampliando as exportações. Segundo dados divulgados, os embarques cresceram cerca de 24,7% em relação ao mesmo período do ano anterior nos primeiros nove meses de 2024.
  • É possível preparar uma refeição mais saudável acrescentando vegetais e proteínas, usando menos tempero em pó, escolhendo opções não fritas e comendo sem pressa.
Compartilhar esta matéria

Você também pode gostar