Rainha Suthida pilota voo de sete horas até o Japão para visita ligada ao hóquei feminino

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Queen Suthida Pilots Seven-Hour Flight to Japan for Women's Ice Hockey Visit

Da cabine em Bangkok à pista de gelo de Sapporo

A rainha Suthida, da Tailândia, pilotou um Boeing 737-800 real de Bangkok ao Japão em 14 de outubro de 2026, completando uma viagem de aproximadamente sete horas apenas seis dias depois de seu primeiro voo solo em um caça Gripen. A aeronave decolou do Aeroporto Militar de Don Mueang e chegou ao Aeroporto de New Chitose, em Hokkaido, às 10h05, no horário local.

Conteúdo
  1. Da cabine em Bangkok à pista de gelo de Sapporo
  2. Uma chegada real a Hokkaido
  3. Por que o campeonato feminino foi importante para a visita
  4. Seis dias entre um voo de caça e a viagem ao Japão
  5. As qualificações por trás do voo no Boeing
  6. Viagens anteriores ao lado do rei
  7. A sequência dos voos de outubro
  8. Um papel esportivo além da cabine
  9. Principais pontos

O Bureau da Casa Real foi citado como fonte de confirmação de que ela pilotou a aeronave. O Departamento de Relações Públicas do Governo da Tailândia também descreveu o voo e a visita, que ocorreu de 14 a 22 de outubro. Imagens circularam na internet e chamaram a atenção para uma carreira na aviação que inclui qualificações para aeronaves comerciais e quase 1.190 horas de voo.

O objetivo da viagem era o hóquei no gelo feminino. Suthida viajou a convite do presidente da Federação Internacional de Hóquei no Gelo, conhecida como IIHF, na condição de primeira embaixadora global da entidade para o hóquei feminino. Sua programação incluiu acompanhar o Campeonato Asiático Feminino de Hóquei no Gelo da IIHF de 2027, em Sapporo, e entregar medalhas e troféus às atletas.

O campeonato tinha o ano de 2027 no nome, enquanto a visita ocorreu em outubro de 2026. A viagem reuniu duas áreas já consolidadas de suas atividades públicas: pilotar aeronaves reais e participar do hóquei no gelo como jogadora e defensora do esporte.

Uma chegada real a Hokkaido

O Aeroporto de New Chitose, na cidade de Chitose, foi o ponto de chegada para a visita a Sapporo. O embaixador da Tailândia no Japão, Witchu Vejjajiva, recebeu a rainha ao lado de sua esposa, Kanyarat Vejjajiva, de adidos militares tailandeses e de funcionários da embaixada.

Em seguida, Suthida dirigiu o próprio carro do aeroporto até o InterContinental Sapporo, onde ficou hospedada durante a visita. Sua chegada a Hokkaido deu início a uma programação centrada no campeonato feminino, e não a uma visita de Estado acompanhada pelo rei Maha Vajiralongkorn.

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A Força Aérea Real Tailandesa publicou imagens dela pilotando em 15 de outubro, um dia depois de sua chegada. O texto que acompanhava as imagens descreveu a visita como uma oportunidade para assistir à competição e entregar medalhas e troféus, a convite do presidente da IIHF.

Não foram divulgados detalhes sobre os demais integrantes da tripulação nem sobre como as tarefas na cabine foram divididas durante a viagem. O voo ao Japão foi descrito como uma viagem em que ela pilotou pessoalmente a aeronave real; já o voo separado no Gripen, em 8 de outubro, foi explicitamente descrito como solo.

Por que o campeonato feminino foi importante para a visita

Suthida tornou-se a primeira embaixadora global da IIHF para o hóquei feminino em 2023. O convite para ir a Sapporo reconheceu essa função, atribuindo a ela responsabilidades em uma competição internacional, além da participação como espectadora.

A entrega de medalhas e troféus prevista na programação ligou diretamente a visita real às atletas que competiam no Japão. Para as jogadoras, as cerimônias marcaram o encerramento da competição e o reconhecimento de seus resultados.

A Tailândia também já foi palco de sua participação no esporte. Em outubro de 2023, ela entrou no gelo durante a inauguração da Arena Internacional de Hóquei no Gelo da Tailândia, na província de Chiang Mai. Em 2024, integrou a seleção tailandesa em uma partida amistosa contra a China, em Bangkok.

Assim, sua participação vai além de comparecer a cerimônias. Ela já entrou no gelo como atleta, enquanto sua função de embaixadora a levou a eventos esportivos internacionais, incluindo os Jogos Olímpicos de Inverno de 2026, na Itália. A visita a Sapporo deu continuidade a essa combinação de participação e representação.

Seis dias entre um voo de caça e a viagem ao Japão

O voo de Suthida ao Japão ocorreu após sua primeira missão solo em um JAS 39C Gripen sueco, em 8 de outubro. O voo durou 41 minutos e aconteceu na base aérea Wing 7, na província de Surat Thani, no sul da Tailândia.

O rei Maha Vajiralongkorn esteve presente na ocasião. Depois que ela pousou, ele lhe entregou flores e prendeu na manga esquerda de seu uniforme um distintivo dourado bordado da Ordem Gripen, em reconhecimento ao voo solo e à admissão dela à Ordem Gripen sueca.

O voo de caça foi precedido por um programa de treinamento com a Força Aérea Real Tailandesa, iniciado em junho de 2026. O curso abrangeu 45 disciplinas teóricas e de procedimentos de emergência, 20 sessões em simulador e 10 horas e 13 minutos de voo supervisionado em um JAS 39D Gripen de dois lugares.

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O treinamento prático ocorreu na Wing 7, entre agosto e outubro, sob a orientação de instrutores da Força Aérea. Um simulador permite que o piloto pratique procedimentos de cabine e responda a emergências em um ambiente controlado. Em seguida, o Gripen de dois lugares permitiu que um instrutor a acompanhasse durante o treinamento de voo, antes da missão solo.

A passagem do Gripen para o Boeing 737-800 envolveu aeronaves e funções diferentes. O voo de 8 de outubro foi uma breve missão solo em um caça. A viagem de 14 de outubro consistiu em pilotar uma aeronave real de transporte em um voo internacional de aproximadamente sete horas.

As qualificações por trás do voo no Boeing

A experiência de Suthida na aviação inclui mais de 1.188 horas de voo em vários tipos de aeronave, das quais mais de 450 horas no Boeing 737-800. Esses números indicam que sua experiência no Boeing corresponde a cerca de dois quintos do total informado.

Entre suas qualificações estão licenças de piloto comercial e uma habilitação de tipo para o Boeing 737. A habilitação de tipo é uma qualificação adicional para pilotar determinado modelo de aeronave e abrange seus sistemas, manejo e procedimentos. Isso ajuda a explicar por que a experiência em pequenas aeronaves de treinamento e as qualificações para um grande avião de passageiros são mencionadas separadamente.

Uma biografia real publicada pelo Departamento de Relações Públicas do Governo da Tailândia em 2019 descreveu suas funções como copiloto em aeronaves reais Boeing 737-400 e 737-800. O texto também mencionou uma licença de piloto comercial sênior emitida pela Autoridade de Aviação Civil da Tailândia.

A biografia detalhou seu treinamento em aeronaves Cessna T-41, CT-4E e PC-9, seguido por estudos complementares na Alemanha. A formação na Alemanha incluiu qualificações de piloto privado e comercial, além de uma habilitação de tipo para as variantes do Boeing 737 da série 300 à 900.

A cronologia publicada contém uma divergência: um relato posterior, que cita o Bureau da Casa Real, situa o primeiro voo dela em um Cessna T-41D em 13 de maio de 2010, enquanto a biografia oficial de 2019 informa que ela concluiu um curso de Cessna T-41 em 8 de dezembro de 2000. As duas versões indicam que ela recebeu treinamento substancial em aviação antes de se tornar rainha, em 2019.

Viagens anteriores ao lado do rei

Suthida já atuou como copiloto do rei Maha Vajiralongkorn em viagens oficiais ao exterior. Em abril de 2025, o rei pilotou a aeronave real até o Butão e de volta, com a rainha como copiloto nos dois voos.

A viagem ao Butão incluiu a chegada ao Aeroporto Internacional de Paro, conhecido por sua aproximação desafiadora. A viagem faz parte de sua experiência na operação de aeronaves reais em rotas internacionais ao lado do rei.

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A mesma configuração na cabine foi usada durante a visita de Estado do casal real ao Vietnã, em setembro de 2026. O rei atuou como comandante e Suthida como primeira-oficial no voo para Hanói. Primeira-oficial é o título formal geralmente usado para a copiloto, que compartilha as tarefas de voo sob o comando do comandante.

Sua trajetória profissional na aviação começou na cabine de passageiros. Antes de ingressar no serviço real, ela trabalhou como comissária de bordo, primeiro na Japan Airlines, de 2000 a 2003, e depois na Thai Airways International, até 2008. Formou-se em comunicação social pela Universidade Assumption, em Bangkok.

Mais tarde, ingressou no serviço de segurança real e chegou ao posto de general. Ela se casou com o rei em 1º de maio de 2019 e recebeu o título real completo, rainha Suthida Bajrasudhabimalalakshana, em 4 de maio.

A sequência dos voos de outubro

A sequência dos voos ajuda a entender por que a viagem ao Japão chamou a atenção. Em menos de duas semanas, Suthida realizou seu primeiro voo solo em um Gripen, voou até Hokkaido para a visita ligada ao hóquei no gelo e pilotou o voo de volta à Tailândia.

  • 8 de outubro de 2026: Ela completou um voo solo de 41 minutos em um JAS 39C Gripen na Wing 7, em Surat Thani.
  • 14 de outubro: Ela pilotou um Boeing 737-800 real do Aeroporto Militar de Don Mueang ao Aeroporto de New Chitose, chegando às 10h05, no horário local, após aproximadamente sete horas.
  • 15 de outubro: A Força Aérea Real Tailandesa publicou imagens dela pilotando durante a visita ao Japão.
  • De 14 a 22 de outubro: A programação da visita ao Japão foi centrada no Campeonato Asiático Feminino de Hóquei no Gelo da IIHF de 2027, em Sapporo.
  • 22 de outubro: Ela pilotou o voo de volta à Tailândia, uma viagem de aproximadamente oito horas.

Os voos de ida e volta totalizaram aproximadamente 15 horas. A viagem de volta durou cerca de uma hora a mais do que o voo para o Japão. Esses tempos se referem às duas viagens; a experiência de voo acumulada é contabilizada separadamente.

Um papel esportivo além da cabine

O hóquei no gelo é um dos vários esportes dos quais Suthida participou publicamente. Em dezembro de 2025, ela ajudou a Tailândia a conquistar uma medalha de ouro na vela nos 33º Jogos do Sudeste Asiático, realizados na Tailândia.

Ela competiu na prova mista de keelboat SSL47, em Pattaya, atuando como navegadora e estrategista a bordo de uma embarcação de 14 metros, junto com outros nove tripulantes. Sua função envolvia ajudar a equipe a escolher o percurso e planejar a regata.

A corrida também faz parte de suas atividades esportivas. Em dezembro de 2024, ela acompanhou o maratonista queniano Eliud Kipchoge nos 10 quilômetros finais da Amazing Thailand Marathon Bangkok. Um ano depois, completou ao lado dele uma meia maratona em Bangkok em duas horas, 13 minutos e 40 segundos.

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A visita ao Japão tinha um objetivo mais específico: apoiar o hóquei feminino por meio de sua função na IIHF e participar das cerimônias de premiação do campeonato. A chegada dela no comando da aeronave real chamou a atenção para a visita e acrescentou mais uma viagem internacional ao seu histórico na aviação.

Principais pontos

  • A rainha Suthida pilotou um Boeing 737-800 real de Bangkok a Hokkaido em 14 de outubro de 2026, em um voo de aproximadamente sete horas.
  • A aeronave pousou no Aeroporto de New Chitose às 10h05, no horário local.
  • Sua visita, de 14 a 22 de outubro, foi centrada no Campeonato Asiático Feminino de Hóquei no Gelo da IIHF de 2027, em Sapporo.
  • Ela participou como primeira embaixadora global da IIHF para o hóquei feminino, com atribuições que incluíam a entrega de medalhas e troféus.
  • A viagem ocorreu após seu primeiro voo solo em um Gripen, em 8 de outubro, depois de um treinamento com a Força Aérea Real Tailandesa.
  • Seu histórico registrado inclui mais de 1.188 horas de voo, das quais mais de 450 no Boeing 737-800.
  • Ela também pilotou o voo de volta à Tailândia em 22 de outubro, com duração aproximada de oito horas.
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