Lee defende cooperação com o Japão nas cadeias de suprimentos enquanto empresários apoiam planos de comércio e energia

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Lee Urges Japan Supply Chain Cooperation as Business Leaders Back Trade and Energy Plans

Reunião em Seul prioriza segurança industrial e energética

O presidente sul-coreano Lee Jae Myung defendeu uma cooperação mais estreita com o Japão nas cadeias de suprimentos de setores industriais avançados em 23 de outubro, enquanto empresários dos dois países apoiaram uma agenda mais ampla, que inclui fornecimento emergencial de energia, minerais críticos, tecnologia e regras comerciais.

Conteúdo
  1. Reunião em Seul prioriza segurança industrial e energética
  2. O que os empresários concordaram em buscar
  3. Trocas emergenciais de gás oferecem um ponto de partida concreto
  4. Minerais e hidrogênio apresentam desafios distintos de abastecimento
  5. Empresários apoiam esforço da Coreia do Sul para aderir ao CPTPP
  6. Posição conjunta sobre regras da América do Norte e da Europa
  7. Cooperação tecnológica abrange IA e talentos
  8. Recorde de intercâmbios alimenta agenda econômica regional
  9. Diplomacia e negócios avançam em frentes paralelas
  10. Principais pontos

Lee se reuniu com Yoshinobu Tsutsui, presidente da Federação Empresarial do Japão, conhecida como Keidanren, na Cheong Wa Dae, em Seul. A delegação estava no país para a 33ª Conferência Empresarial Coreia-Japão, na qual as principais organizações empresariais dos dois países adotaram uma declaração conjunta em apoio aos esforços da Coreia do Sul para aderir a um importante acordo comercial do Pacífico.

O porta-voz presidencial Kim Sung-wan disse que Lee considerou essencial a cooperação industrial e agradeceu aos empresários por sua contribuição para o crescimento econômico. Lee disse à delegação:

A Coreia do Sul e o Japão são países importantes, para os quais é essencial cooperar nas cadeias de suprimentos de setores industriais avançados.

A conferência empresarial deu um foco prático a esse apelo. Os participantes discutiram trocas emergenciais de gás natural liquefeito, cooperação em estoques de minerais, padrões comuns para o hidrogênio e maior coordenação das regras comerciais nos Estados Unidos e na União Europeia.

Para as empresas, uma cadeia de suprimentos é a rede conectada que entrega os materiais, componentes e equipamentos necessários para fabricar um produto. A agenda em Seul abordou vários pontos dessa rede ao mesmo tempo: acesso a combustíveis e matérias-primas, cooperação tecnológica e regras que regem vendas e investimentos entre países.

O que os empresários concordaram em buscar

A Federação das Indústrias da Coreia (FKI) e a Keidanren realizaram a conferência na FKI Tower, em Yeouido, Seul. O presidente da FKI, Ryu Jin, apontou três prioridades: política comercial e segurança econômica; cadeias de suprimentos e segurança energética; e desafios sociais compartilhados, como a baixa natalidade e o encolhimento da população em regiões do país.

Ryu defendeu que os dois países combinem suas capacidades industriais para desenvolver novos setores e mercados. A declaração conjunta apoiou investimentos mútuos, assistência a empresas que ingressem no mercado do outro país e cooperação em mercados além da Coreia do Sul e do Japão.

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Entre os participantes estavam Keiichi Iwata, presidente da Sumitomo Chemical, e Toshiaki Higashihara, presidente executivo da Hitachi. Ambos também participaram da reunião de Lee com Tsutsui e Ryu, levando representantes de alto escalão de empresas às conversas com o presidente.

Criada em 1983, a conferência é o encontro de mais alto nível organizado pelas comunidades empresariais privadas dos dois países. A próxima reunião será realizada em Tóquio no ano que vem. Os planos apresentados em Seul estão em diferentes estágios de desenvolvimento: a declaração conjunta estabelece prioridades compartilhadas, enquanto vários acordos sobre energia e recursos ainda são propostas que exigem trabalho adicional.

Trocas emergenciais de gás oferecem um ponto de partida concreto

A Korea Gas Corporation e a empresa japonesa de energia JERA tiveram papel central nas discussões sobre trocas emergenciais de gás natural liquefeito, ou GNL. Os participantes analisaram um plano para trocar volumes em situações de emergência e consideraram ampliar a cooperação para transações envolvendo terceiros países.

O GNL é o gás natural resfriado até se tornar líquido para poder ser transportado por navio. Um acordo de troca poderia oferecer às empresas participantes outra forma de reagir quando o abastecimento ficar escasso, dependendo do combustível disponível e das condições acordadas.

A declaração conjunta também defendeu uma cooperação flexível em GNL, que leve em conta a oferta e a demanda de cada país. Os empresários discutiram o abastecimento estável de petróleo bruto e derivados, além de uma possível coordenação em situações de emergência.

Essas discussões dão continuidade a temas abordados por Lee e pela primeira-ministra japonesa Sanae Takaichi na cúpula de 19 de maio, em Andong. Os líderes concordaram em ampliar a cooperação em GNL e fortalecer os canais de compartilhamento de informações sobre o abastecimento e os estoques de petróleo bruto. Takaichi disse que avaliariam um acordo bilateral de troca de petróleo bruto, derivados e GNL.

Minerais e hidrogênio apresentam desafios distintos de abastecimento

Os minerais críticos foram outra prioridade em Seul. São materiais importantes para a indústria cuja disponibilidade pode estar sujeita a interrupções. Os participantes propuseram cooperação para formar estoques por meio da Parceria Coreia-Japão para Cadeias de Suprimentos, além de esforços para diversificar as fontes dos principais recursos.

As organizações empresariais também destacaram a POWERR Asia, parceria proposta pelo Japão para fortalecer a resiliência do abastecimento de energia e recursos na Ásia. Elas pretendem explorar projetos em terceiros países com base em suas capacidades industriais, tecnologia e financiamento.

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A cooperação em hidrogênio e amônia se concentrou na expansão da oferta e do uso, bem como no desenvolvimento de certificações, padrões técnicos e critérios de segurança. A certificação permite que os compradores verifiquem se um produto atende aos requisitos acordados. Padrões compartilhados podem facilitar a cooperação entre fornecedores e clientes de diferentes países.

A agenda de recursos, portanto, combina duas tarefas: preparar-se para escassez imediata por meio de apoio emergencial e estoques, e desenvolver mais opções de abastecimento por meio de investimentos e regras comuns.

Empresários apoiam esforço da Coreia do Sul para aderir ao CPTPP

A declaração conjunta da FKI e da Keidanren apoiou os esforços da Coreia do Sul para aderir ao Tratado Integral e Progressista de Parceria Transpacífica, ou CPTPP. As organizações disseram esperar que as discussões internas na Coreia do Sul avancem e se comprometeram a continuar trabalhando pela adesão.

O CPTPP é um acordo comercial que estabelece regras para o comércio e os investimentos entre seus membros. Os grupos empresariais argumentaram que a adesão sul-coreana fortaleceria as conexões regionais das cadeias de suprimentos e criaria mais oportunidades de comércio, investimento e cooperação bilateral em outros mercados. A adesão exigiria um processo separado, conduzido pelos governos.

As organizações também apoiaram a manutenção e o fortalecimento de uma ordem econômica internacional baseada nos acordos da Organização Mundial do Comércio e em acordos de livre comércio. A declaração ressaltou que regras previsíveis e acesso aos mercados são fundamentais para um ambiente comercial estável e aberto.

Tsutsui defendeu a reforma da OMC e parcerias econômicas multilaterais mais profundas, incluindo a Parceria Econômica Regional Abrangente. Sua posição vinculou a agenda empresarial bilateral a acordos comerciais mais amplos: as empresas querem cooperação entre Seul e Tóquio, aliada a regras confiáveis nos mercados em que atuam.

Posição conjunta sobre regras da América do Norte e da Europa

As organizações empresariais concordaram em apresentar posições conjuntas às partes que estão revisando o Acordo Estados Unidos-México-Canadá, conhecido como USMCA. Elas querem que o acordo continue oferecendo uma estrutura comercial estável, transparente e eficaz.

Os participantes também planejaram retomar prontamente o Diálogo Empresarial Coreia-EUA-Japão. O fórum ajudaria a coordenar as posições empresariais sobre segurança econômica, cadeias de suprimentos e regulamentações que afetam os setores industriais avançados nos Estados Unidos e na União Europeia.

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O diálogo proposto daria às comunidades empresariais coreana e japonesa um canal para apresentar posições compartilhadas ao governo e ao Congresso dos EUA. Para empresas que operam em vários países, mudanças nas regras comerciais e industriais podem afetar onde investem, de onde compram componentes e onde vendem produtos acabados.

Nessa agenda, política comercial e segurança do abastecimento estão estreitamente ligadas. O acesso a um material ou componente depende da produção e do transporte, enquanto as condições para comprá-lo, financiá-lo ou utilizá-lo entre países também dependem da regulamentação.

Cooperação tecnológica abrange IA e talentos

Inteligência artificial, semicondutores, espaço e biotecnologia foram apontados como áreas de cooperação tecnológica e intercâmbio de profissionais qualificados. As organizações também apoiaram investimentos mútuos e a colaboração em discussões internacionais sobre padrões para setores emergentes.

Os padrões definem requisitos técnicos compartilhados para que produtos e sistemas possam funcionar em conjunto. A cooperação nessa etapa pode ser importante para empresas que desenvolvem novas tecnologias, pois ajuda a moldar as condições de uso e comercialização de seus produtos.

O ministro do Comércio, Indústria e Energia da Coreia do Sul, Kim Jung-kwan, defendeu uma aliança estratégica entre os dois países em seu discurso de abertura. Ele disse que o governo apoiaria a cooperação em áreas avançadas, incluindo inteligência artificial física, aproveitando os pontos fortes de cada país.

IA física é a inteligência artificial usada em máquinas que atuam no mundo real, como robôs, em vez de apenas produzir informações em uma tela. Sua inclusão conecta a agenda tecnológica da conferência à manufatura, aos equipamentos e às cadeias de suprimentos industriais.

Recorde de intercâmbios alimenta agenda econômica regional

Tsutsui disse a Lee que o número de intercâmbios de pessoas entre a Coreia do Sul e o Japão ultrapassou 13 milhões no ano passado, um recorde. Lee afirmou que a opinião pública em relação ao outro país havia melhorado e defendeu que governos e empresas ampliem a cooperação econômica e os intercâmbios entre pessoas.

Tsutsui, falando como presidente da Keidanren, relacionou a continuidade da cooperação à incerteza na economia internacional:

Em meio a uma ordem econômica internacional turbulenta, cresce a importância da cooperação entre países com posições semelhantes.

Os empresários também discutiram formas de levar os intercâmbios a regiões que enfrentam redução e envelhecimento da população. Entre as propostas estavam a cooperação entre empresas regionais e startups, o maior uso de aeroportos e portos regionais e conexões entre intercâmbios de jovens, empregos locais e novos negócios.

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O Fórum de Cooperação entre Startups da Coreia e do Japão deve ser retomado no ano que vem, com planos de envolver empresas locais e ampliar as oportunidades de investimento. Os participantes também apoiaram o aumento do número de pessoas que mantêm vínculos contínuos com uma região por meio de visitas recorrentes e outras atividades.

O objetivo é conectar a circulação entre países a uma atividade econômica local duradoura. Visitantes frequentes, contatos empresariais e jovens que conseguem emprego ou abrem empresas podem ampliar os benefícios dos intercâmbios para além de uma única viagem e das maiores cidades.

Diplomacia e negócios avançam em frentes paralelas

Lee apresentou o estreitamento dos laços empresariais como complemento à diplomacia de visitas recíprocas, prática em que líderes fazem visitas mútuas para manter contato direto. O encontro de 19 de maio com Takaichi, em Andong, já havia colocado energia e cadeias de suprimentos no centro da relação.

Naquela cúpula, Lee relacionou a necessidade de cooperação à instabilidade nas cadeias de suprimentos e nos mercados de energia provocada pelo conflito no Oriente Médio. Os líderes também reafirmaram a importância da cooperação com os Estados Unidos para a paz e a estabilidade regionais.

Questões históricas também fizeram parte das conversas. Lee mencionou os testes de DNA planejados para restos mortais encontrados na mina de carvão de Chosei, em Ube, no Japão, onde acredita-se que o desabamento de um túnel em 1942 tenha matado mais de 100 trabalhadores coreanos submetidos a trabalho forçado, além de outras pessoas. Os dois países haviam trabalhado nos procedimentos e métodos da análise.

As principais etapas da agenda diplomática e empresarial são:

  • 1983: A conferência empresarial bilateral foi criada.
  • 19 de maio: Lee e Takaichi concordaram, em Andong, em ampliar a cooperação nas cadeias de suprimentos e fortalecer a coordenação sobre GNL e petróleo bruto.
  • 23 de outubro: A FKI e a Keidanren realizaram sua 33ª conferência em Seul, adotaram uma declaração conjunta e se reuniram com Lee na Cheong Wa Dae.
  • Ano que vem: Tóquio sediará a próxima conferência empresarial, e o fórum de cooperação entre startups também deverá ser retomado.

As conversas de 23 de outubro colocaram as empresas no centro dos esforços para levar essa agenda adiante. Trocas de energia, cooperação em minerais, parcerias tecnológicas e investimentos regionais oferecem áreas práticas em que os dois lados podem transformar prioridades compartilhadas em acordos concretos.

Principais pontos

  • Lee defendeu uma cooperação mais estreita com o Japão nas cadeias de suprimentos de setores industriais avançados durante reunião realizada em Seul em 23 de outubro.
  • A FKI e a Keidanren apoiaram os esforços da Coreia do Sul para aderir ao CPTPP e a coordenação sobre regras comerciais internacionais.
  • Empresários discutiram trocas emergenciais de GNL, formação de estoques de minerais e padrões para o hidrogênio.
  • IA, semicondutores, espaço, biotecnologia e intercâmbio de talentos foram apontados como prioridades de cooperação.
  • Tsutsui disse que os intercâmbios de pessoas entre os dois países ultrapassaram 13 milhões no ano passado, um recorde.
  • A próxima conferência empresarial bilateral será realizada em Tóquio no ano que vem.
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